Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Novembro, 2016

Um ano de Governo

Este sábado o Governo de António Costa celebrou um ano de existência. Em Novembro de 2015 poucos eram aqueles que achariam que o atual elenco governativo durasse muito, sobretudo pelo pessimismo gerado em torno da maioria parlamentar de esquerda que suporta o Governo. O Presidente da República acha que não tem dúvidas e que o mais importante é que os portugueses vivam melhor e que haja rigor financeiro. Nós por cá concordamos mas temos muitas dúvidas sobre o rigor financeiro. É certo que queremos todos que os impostos baixem, que acabem as sobretaxas, que haja aumento de pensões, que o salário mínimo suba mais uns cêntimos e que as benesses regressem. Contudo, é mesmo isto que agora queremos ou se as derrapagens vierem daqui a uns anos, preferimos de novo voltar à estaca zero? Um dos exemplos que nos vai sair caro, por andar para trás e para a frente, são as privatizações da área dos transportes. De quatro em quatro anos uns tentam privatizar, outros anexam a fatura ao Estado. É isto, …

Fidel: o fim do comunismo ocidental? O último Comandante desaparece.

É, categoricamente, uma das figuras mais marcantes do século XX. Personagem central do Comunismo do Ocidente e que deixa marcas indeléveis não só na sociedade cubana como na forma como o mundo se relacionou com o país. Fidel Castro, líder da Revolução Cubana, morreu esta sexta-feira, aos 90 anos. O El País chama-lhe «O Último Revolucinário», o The New York Times diz que perece agora o líder que desafiou 10 presidentes americanos. E desafiou o Mundo, acrescentamos nós. Fidel era muito mais que isto. Foi um líder controverso, em que eu nunca me revi, sobretudo pela condução da política interna e externa cubana. Um homem que ficou confinado a um tempo ideológico já morto. Que impôs um embargo com consequências mil para a ilha que ele achou que seria só dele. Seja como for, por estes dias, em que a sua morte faz notícia em todo o mundo, a verdade incontornável é só uma: marcou profundamente a identidade social cubana. E essa marca perdurará ainda por muitas e longas décadas. Chegou a hora…

O famigerado crédito ao consumo

De acordo com um relatório do Banco de Portugal, o crédito ao consumo regressa aos níveis pré-crise. Ante uma economia frágil como a nossa, que vai animando, a verdade é que é preocupante o elevado endividamento público e privado. Basta uma nova aragem caótica que nos faça mergulhar de novo na terra e gostava de saber onde vai isto tudo de novo parar. No caso dos particulares, é grave os níveis de endividamento no crédito ao consumo. O ministro das Finanças tem razão quando diz que o consumo interno anima, mas quando esse consumo é feito com o dinheiro dos outros, é que a coisa muda de figura.

Cadernos da vida.

Frase Platónica do Dia. Dos cadernos da Vida.

25 de novembro: a data que não pode ser esquecida!

No final do período revolucionário que se seguiu ao 25 de abril, Portugal esteve à beira de uma guerra civil. Depois de um período de disputa pelo poder político-militar, que abrange todo o verão de 1975, a verdade é que a democracia acabou por nascer de um parto difícil. Porque o 25 de novembro, esquecido nos manuais do ministério da Educação desde sempre, merece ser sempre lembrado. Celebra-se esta sexta-feira. 

Trump: o choque do mundo.

Na semana que passou o Mundo parece ter endoidecido. E eu continuo sem perceber a razão. As redes sociais são hoje um lugar tóxico, onde se inflamam ódios, onde se fazem julgamentos antes sequer de a realidade provar que estamos certos. Na semana em que o mundo perdeu um dos maiores compositores e símbolos da música, Leonard Cohen, o mesmo mundo assistiu à eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. Um candidato anti-sistema que nem dentro do próprio partido foi consensual. A vitória é sua. Durante a campanha não escondeu as ideias que defendia, nem como se iria relacionar com o país e o resto do mundo. A NATO, as relações com a Rússia, as alterações climáticas, a guerra com o México e a forma inflamada como falou de alguns grupos sociais são agora a preocupação da sociedade americana e do mundo. É certo que a sua inexperiência política, o seu lado mediático e a riqueza que conquistou ao longo da vida provocam incertezas sobre o futuro do país. Contudo, para os que …

Cadernos da vida.

Frase Platónica do Dia. Dos cadernos da Vida.

Alterações climáticas: a dura batalha pela sobrevivência.

Na passada sexta-feira entrou em vigor o Acordo de Paris. É dele que hoje quero falar nesta antena.
Já chegamos a um ponto extremo. Ultrapassamos, enquanto sociedade coletiva, todas as barreiras perigosas. Estados, governos, empresas e cidadãos, todos temos culpa na destruição que provocamos a este canto onde vivemos.
Tínhamos a obrigação de deixar por cá um lugar melhor do que aquele que recebemos. Mas, como bons seres humanos que somos, fizemos precisamente o oposto.
Décadas e décadas de acordos e cimeiras ambientais falhadas, chegamos a 2016 e percebemos as consequências dos erros e omissões a que todos fechamos os olhos no passado. O Planeta não aguentou, o Planeta já está em gritos ferozes. E nós, sim, somos os principais culpados.
A entrada em vigor do Acordo de Paris abre caminho a mais negociações sobre o clima servindo ainda de incentivo a outros países no sentido de limitar o aquecimento global abaixo dos dois graus centígrados.
E o cenário é dramático. Só a China representa20…

Frases Platónicas. Dos cadernos da vida.

Acedendo ao repto de um amigo desta casa, iniciamos hoje, neste simples espaço, uma nova coluna. Frases soltas dos meus cadernos, de anos, de hoje, e que vão ficando, registados, ou simplesmente ecoam na espuma dos dias. #Frasesdevida@ac.platonismo#

A febre "Web Summit"

A imprensa é boa. O objetivo, aparentemente, também. Vem aí o Web Summit, que aterra em Lisboa entre 7 e 10 de novembro. O mundo, já o sabemos, é tecnológico. As novas meninas do mercado - as startups - precisam de empurrões e esperam que esta semana seja um bom presságio para potenciar o seu modelo de negócio. É certo que a cimeira tecnológica traz desenvolvimento à cidade, boa fama ao país que precisa de empurrões deste tipo, impulsiona o turismo e faz rodar os euros. Mas até que ponto o retorno anunciado até à exaustão pela "boa imprensa" é real? Veremos. E esperemos que o seja.
P.S. - O preço dos bilhetes é terrorífico. Por mais que tente não consigo perceber os valores. 

Before the Flood: antes que a destruição chegue mais depressa!

É assustador. É dramático. Mas mostra à Humanidade aquilo que teimamos em não ver. A negação de uma população mundial. "Before de Flood" antecipa o que já é presente. E que depende de cada um de nós mitigar o mal que temos por cá andado a espalhar. 


Boys e girls: um dia a casa vem abaixo.

Portugal continua a ser exímio nas cúpulas do poder. Seja com o PSD, CDS ou PS. Falo destes três partidos porque apenas eles ocuparam o arco da governação em São Bento. Em causa estão as licenciaturas falsas, uma na câmara de Lisboa e outra no ministério da Educação, e que o país ficou a conhecer na semana passada. Uma situação que ataca todas as cores políticas. À semelhança do que aconteceu no Governo de Pedro Passos Coelho, com Miguel Relvas, o Executivo de António Costa já não se livra de fama e proveito iguais. Quando um país elege cidadãos para o representar está também a eleger uma panóplia de boys e girls que fazem carreira nas estruturas partidárias das várias forças políticas. Homens e mulheres que acabam em gabinetes a ganhar acima da média nacional e com percursos dúbios pelo caminho. Portugal é isto. Um país de títulos, onde ser doutor ou engenheiro é que conta para o currículo. Não conta o mérito nem a experiência, importa apenas ser-se amigo de A, B ou C, subir nas inst…