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Mensagens

A mostrar mensagens de Fevereiro, 2016

Sou, a cada dia que passa, uma pessoa pior. E tenho medo. Medo de continuar a ceder à revolta.

29 de fevereiro de 2016. Na fronteira da Grécia com a Macedónia e depois de as autoridades terem lançado gás lacrimogéneo sobre os refugiados. Imagens que envergonham o mundo. Retratos de homens, mulheres e crianças em desespero. Tenho dois sobrinhos e ver isto, todos os dias, faz de mim, decerto, uma pessoa pior. Pela revolta. Pela incapacidade de poder fazer algo.

A frase do dia.

Hitler: a rede do mal que nos deixou memórias difíceis de esquecer.

Eutanásia: as irresponsáveis e perigosas declarações de uma Bastonária.

O Caso Spotlight. O filme que mostra a verdadeira natureza do jornalismo.

Vi esta semana, finalmente, O Caso Sportlight. Os factos são públicos há anos, bem como a investigação do Boston Globe que lhe valeu o prémio maior do jornalismo: o Pulitzer. Mais do que a curiosidade sobre como transpôs Thomas McCarthy para a tela a história dos abusos sexuais por parte da Igreja Católica na comunidade de Boston, EUA, queria entrar naquele que é o dia-a-dia desta equipa de investigação. Queria envolver-me, por inteiro, na história que todo e qualquer jornalista adoraria ter contado. Nota 20 para o brilhantismo das interpretações e pela forma como se mostra aos espectadores que o jornalismo dá muito trabalho, que necessita de muito suor, e, sobretudo, que é preciso muito tempo para contar uma boa história. Além disso, dá uma lição de incentivo a todos nós, seja qual for a nossa profissão. Não desistir nunca. Lutar. Fazer aquilo que tem de ser feito. É neste jornalismo de causas, de verdade e de cidadania que eu acredito e ao qual eu quero sempre estar agarrada para nu…

Da Lezíria, com amor.

É considerada a maior exploração agropecuária e florestal do país. Situada entre os rios Tejo e Sorraia a Companhia das Lezírias é uma marca histórica reconhecida cá dentro e lá fora. Andamos por lá esta sexta-feira em reportagem. Fizemos amigos e ficamos com vontade de voltar. Em breve reportagem na Revista O Instalador.

Açor vestida de branco.

Amigos que fiz pela serra enviam-me verdadeiros postais ilustrados. Pelos caminhos da serra do Açor, concelho de Arganil, um manto branco pintou aldeias e vilas da cor do inverno. Aproveito para realçar que Portugal deve ser o único país do Mundo que insiste em fechar a sua estância mais importante quando chegam os maiores nevões. Por cá, como sempre, é mais fácil encerrar do que trabalhar em prol de condições para a prática de desportos de inverno e, diga-se, de fomento do turismo. Nesta matéria somos, perdoem-me, de terceiro mundo.

Guterres e Durão: dois homens separados pelo Humanismo.

Até ao próximo cemitério, Eco. Seja em Praga ou onde quiseres.

Eco partiu. É daquelas figuras que referenciam gerações. Que marcam vidas. Que vincam processos de escolha. Há dois meses tinha acabado de ler uma das suas últimas obras, que me tinha chegado por via do Ricardo. “O número zero”. Uma obra que me havia de marcar pela forma como se transforma o jornalismo em pele de romance. “O nome da rosa”, obra maior da sua carreira, não foi a que mais me marcou. “O cemitério de Praga” foi onde explodi com o autor e é esta a grande marca que ele me deixa. R.I.P.




O problema do «capital». E uma prioridade: empresas.