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A mostrar mensagens de Outubro, 2015

26 anos de Económico. Parabéns!

O Económico faz 26 anos. É um motivo de celebração. Para todos os que por lá passaram, para os que estão e para os que hão-de vir. Manter um jornal vivo, nos dias que correm, deve-se aos seus profissionais. E o Económico é já uma referência nacional no jornalismo económico do país. Marcou várias gerações, incluindo a minha. Nas aulas de Jornalismo Económico foi fundamental ter escola feita para percebermos melhor o mundo que nos rodeia em números. Parabéns!

Sim, ainda há democracia. E Lei Fundamental.

Ainda há país.

O suplício acabou. O Presidente finalmente falou. Tal como fizemos por aqui desde o início da pré-campanha das legislativas de 4 de outubro, haverá texto, depois de maturada a decisão comunicada, na crónica de segunda-feira. Uma coisa é certa: corremos sérios riscos de daqui a dez dias passarmos a ter um Governo de gestão, que se prolongará dolorosamente até maio de 2016. Nenhuma das soluções à disposição de Cavaco, para mim, era razoável. Qualquer uma delas seria legítima e constitucional. Seja como for, foram ditas coisas demasiadamente graves. E preciso de tempo para refletir sobre elas. Longe dos extremismos que tenho ouvido e lido na imprensa e no espaço público. E ainda há país. Haverá sempre. Disso ninguém me convencerá do contrário. Cada vez mais esmoreço porque, nos últimos anos, à esquerda e à direita, na sociedade civil, sinto que desfalece e se desvanece a força coletiva que tanto precisávamos. Siga.

País de cidadões. Leram bem. Cidadões.

«...prefiro os cidadões do Presidente da República aos cidadãos, tão rude, das pessoas que possuem a instrução primária completa. Há pessoas a quem falta a quarta classe para acabarem o curso e há por aí uma universidade privada que compreendeu isto na perfeição. Saber mudar o pneu de um automóvel é o bastante para ser engenheiro mecânico e portanto admito que o dr. Relvas se tenha tornado dr. com o exame de uma só cadeira». António Lobo Antunes. Visão de 22.10.15
P.S. - A minha mãe tem a quarta classe (com muito orgulho) e, garanto, está mais habilitada em muitas matérias que o sr. Relvas. Produzimos um país de doutores e engenheiros que, na prática, pouco ou nada trazem à produtividade. Enquanto formos dando canudos como quem bebe água, haverá sempre «chicos espertos» que se acham mais que os outros. Siga.

VISÃO. Uma mudança rumo ao progresso.

Abrantes. Partilhar com os outros o que é nosso.

Presidenciais e o suor à esquerda.

Marisa Matias é a candidata do Bloco de Esquerda à Presidência da República. Começa-se a adensar a dispersão no que toca às presidenciais. Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém têm muito que suar.

Dívida? Um cêntimo.

Uma dívida de um cêntimo. Que pode ser paga em prestações. A burocracia e despesas do Estado são assim. E aquela velha máxima de que os pobres e a classe média devem um cêntimo e lhes caem em cima e de que os que devem milhões são sempre protegidos pelo sistema, assenta que nem um mimo.

Um país dividido ao meio.

O mapa do país que resultou destas eleições revela as vontades de um país. A norte, laranja. A sul, rosa e vermelho. Um sociólogo e um politólogo terão aqui manancial para estudos. Mas não é preciso muito para perceber o quer quer a sociedade portuguesa, a norte e a sul. Uma linha divisória perfeita. E o retrato, para quem conhece as raízes sociais portuguesas é fácil de perceber. Uma classe empresarial (onde ainda assenta grande parte da indústria resiliente) a norte e uma massa de trabalhadores a sul. Uma analogia perfeita com a consequência seguida: o impasse que ainda continuamos a viver. Quando haverá Governo? Ninguém sabe. Como será constituído? Também não. Esperemos porque, afinal, nós, o alvo desse trabalho árduo da classe política, somos os últimos a esperar.

Presidenciais. Rio e uma candidatura em stand by (mais 5 anos).