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Mensagens

A mostrar mensagens de Setembro, 2015

Oi?

A citação é de Isabel Moreira e eu comprova-se, de facto, que em campanha, a malta fica com o cérebro todo queimadinho. «A tradicional descida da Rua Morais Soares não foi tradicional. Foi uma avalanche história sem memória igual. Foi rua que parecia um país inteiro. Em cada janela uma pessoa a participar com o rosto e com os braços. Tropeçar, ali, foi tropeçar na emoção que não tinha espaço para tantos pés, até ter de ter, porque a rua fez- se país inteiro. Rumo à mudança. Sem um voto desperdiçado. Homens e mulheres de esquerda, votem em quem pode expulsar a direita. No dia 4, votar PCP ou votar BE, é votar na coligação de direita. Não é nem patriótico, nem de esquerda».

«No dia 4, votar PCP ou votar BE, é votar na coligação de direita. Não é nem patriótico, nem de esquerda»??? Oi? Devo ser eu que estou queimadinha.

Uma campanha «vazia de ideias».

«Esta campanha eleitoral portuguesa está desgraçadamente vazia de ideias e de futuro, empurra ainda mais para o desapego ao modelo que estes políticos usam para fazer política e segue enganadora. O primeiro equívoco na campanha é o seu fim: sendo que se destina, primeiramente, a eleger deputados, de facto quase ninguém sabe o que pensam os deputados a escolher. O que sobretudo nos aparece é a escolha entre Passos e Costa sobre qual deles vai ser o próximo primeiro-ministro. Passos esconde o que tenciona fazer e Costa não consegue convencer e explicar. Não espanta, mas desgosta, que a força com maior expressão no próximo domingo venha a ser a dos que não votam».  Francisco Sena Santos, Sapo.

Domingo, votem, não fiquem em casa.

PaF! PaF! PaF!

Por mais que queira, estou como o mundo, PaF só me faz lembrar estaladas de meia noite. E nem nesta consequência da mente humana os génios comunicacionais da Coligação pensaram. Temos belos especialistas de aconselhamento político por cá, sim senhor.

Direitos de Antena. Reciclagem, precisa-se!

Os chamados Direitos de Antena, previstos no artigo 40.º da Constituição da República Portuguesa (CRP), estão cada vez melhores. Em rádio ou na televisão, as várias forças políticas repetem, a cada ato eleitoral, os mesmos erros, as mesmas cantigas e numa espécie de regresso aos anos 80. Eu, que até gosto dessa década, não posso ficar contente com a lastimável forma e tratamento da mensagem política. Os nossos políticos sabem que estamos em 2015? Quem comunica as marcas partidárias não percebe que os modelos se esgotaram? Pior que isso, estas pessoas são pagas para assessorar a malta. É assustador assistir a qualquer tempo de antena em telvisão. Pior do que na rádio. É também por isto que as pessoas não acreditam numa única palavra que vem dali. Os partidos precisam de reforma mas quem tem a responsabilidade de dirigir as políticas comunicacionais e de marketing das máquinas deviam ser reciclados e reformados também. Haja muita coragem para ouvir e assitir a propaganda a preto e branc…

Acordos de regime. O imperativo que se exige!

Agora que já estamos oficialmente em campanha, e olhando para o que se passou na pré-campanha, percebemos o que espera o eleitorado interessado nas próximas duas semanas. Nunca acreditei em sondagens. Primeiro por razões políticas ligadas aos centros de sondagens que as executam, e depois porque nestas coisas de partidos e votos, a abstenção é sempre quem ganha no final, desfazendo contas e mais contas que entretanto se fizeram. Até ao momento, como já aqui o disse há umas semanas, há uma clara surpresa chamada Catarina Martins. A porta-voz do Bloco de Esquerda foi a única candidata que trouxe um espírito novo, uma lufada de ar fresco necessária, sobretudo, para compensar os discursos moídos e redundantes dos partidos de poder. O Bloco precisa tremendamente de mais votos e mais deputados na Assembleia. Depois dos altos e baixos, Catarina parece estar a trazer o partido à tona. Mesmo que não aconteça, ela é já uma verdadeira surpresa, pela positiva, nestas eleições. No lado oposto, Ant…

Ajudar não custa. Basta querer.

Não sei se a privatização piorou ou melhorou os serviços. Eu, sinceramente, não tenho razão de queixa. E esta ideia do projeto CTT solidário é maravilhosa. Porque ajudar não custa e só podemos ser melhores, se oferecermos aos outros, o melhor de nós. Ainda que seja pouco. Muito ou pouco, não interessa, o que importa é ajudar quem precisa mais do que nós. Cá em casa há muito que o fazemos. E ficamos de coração menos apertado sempre que dispomos do nosso tempo para aqueles que nada têm.

Em tempo de guerra limpam-se as armas todas.

Bem sei que estamos em tempo de propaganda. E já tinha lido relatos iguais na região de Lisboa. Esta sexta-feira qual não é o meu espanto quando abro a caixa do correio e tenho um presente. Gratuito. Sem pedir. Sinceramente desconheço a ilegalidade deste tipo de campanha mas, sendo ou não ilegal, na verdade é um abuso. Mas em tempo de guerra, quem não limpar as armas, ficará com elas em caixa.

Legislativas 2015. Vencedores e vencidos? Só dia 4.

Jornalismo. Ódios. «Somos quem somos».

Assisti, com alguma incredulidade, à polémica que antecedeu o programa “Prós e Contras” desta segunda-feira, a propósito do tema escolhido, alterado posteriormente. Questões políticas à parte (que também foram um mimo), foi doloroso ver o ponto a que chegaram colegas de profissão, com carteira profissional, e que usam o protagonismo e o ódio, para tentar destruir, em segundos, a carreira dos seus pares. Há muito que me afastei de vários meandros jornalísticos e de muitos colegas. Por razões diferentes, mas sobretudo, porque não foi esse o caminho que me ensinaram nem o rumo que quero para a profissão que exerço. Falo de Miguel Sousa Tavares e do diretor do Correio da Manhã, Octávio Ribeiro. Escuso-me a relatar o que Octávio Ribeiro fez, em direto, ao Miguel. A sacanice está aí, online. As opiniões que cada um de nós tem do CM, do DN, do Público ou da TSF, só para citar alguns meios, a nós nos pertence por direito. E Miguel Sousa Tavares (que não é nenhum santo e tantas vezes se excede…

«Fada do lar», o tanas!