Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Maio, 2015

O crédito fácil está de volta!

Eu achava que a coisa tinha acalmado mas pelos vistos, o crédito fácil está de volta, e em força! Que lhe resistam, que lhe digam não, que aqueles que se enrolaram com créditos no passado, possam não voltar ao sufoco.

Vassilis. O «último» pintor da Grécia!

Chama-se Vassilis Dimitriou, e é o último pintor de cartazes de cinema com a sua obra final, Atenas, Grécia. Foto: Reuters.

Portugal 2015. O país das ilusões.

«Os portugueses precisam de trabalho e pão sobre a mesa».

«Tenho ouvido a resposta oficial. O Estado está melhor, a população julgo que não se sente melhor. Empobrecemos enormemente. A evolução de Portugal verificou-se neste sentido, sem mencionar governos responsáveis porque a geração viva tem é de se preocupar com o problema que enfrenta neste momento. Parece difícil que consigam uma convergência, que aliás tem sido muitas vezes proposta pelo Presidente da República. Mas há um problema que é fácil de enunciar: os portugueses precisam de trabalho e pão sobre a mesa. É uma coisa simples. A evolução do país pode ser caracterizada desta maneira: exógeno, sofre as consequências das decisões em que não participou, e depois ficou um país exíguo, com uma relação negativa entre objectivos e recursos. E finalmente uma situação de protectorado que se traduziu na troika. Essa foi das situações que senti mais humilhantes».  Adriano Moreira. i.

A efémera explosão da revolta.

Sou filha e irmã de polícias. Ambos agentes da PSP. Um no ativo, o outro no descanso merecido da reforma, depois de 40 anos de trabalho árduo. Não venho, por isso, com este texto, em defesa das forças policiais nem muito menos dos delinquentes que por aí andam numa espécie de deambulação marciana. Não tinha intenções de escrever sobre os acontecimentos dos últimos dias em matéria de violência envolvendo agentes das mais variadas hierarquias da PSP. Primeiro, por questões de natureza pessoal, e, em segundo lugar, por razões de ordem profissional. Conheço, melhor que muitos (e acrescento, muitos jornalistas também) a realidade das forças de segurança deste país. E, o que tenho lido e assistido nas redes sociais, é um rastilho de ódios desnecessários sem saberem sequer do que estão a falar. A violência, essa, já a condenei, e partilho da opinião unânime de milhares de portugueses no famoso caso de Guimarães. O que me choca é o impacto que estas notícias causam na opinião pública. O que m…

Des(acordos) e acordos que por aí lavram.

«A escrita é uma convenção, que se pode alterar como e quando quisermos, sem que isso afete a língua». A frase é de um conhecido linguista moçambicano e remonta a um texto escrito a propósito das alterações ao Acordo Ortográfico de 1990. Lembrei-me dela para falar do último acordo ortográfico de 2012 que, por cá, muita tinta e saliva tem feito correr e que, legalmente, é obrigatório desde o passado dia 13. Não sou, desde o início do processo, favorável à maioria das alterações que este novo acordo ortográfico comporta. Contudo, pessoalmente, mesmo discordando, sinto-me na obrigação de cumprir a lei, porque neste momento, falamos de uma lei, que é geral e abstrata. E, na verdade, é disso que se trata. Os argumentos, de um lado e de outro, são legítimos. Apesar de a evolução da língua ser um processo natural, também é necessário ter em conta os argumentos contrários. Há palavras que deixaram de fazer sentido, como o para e o pára, o ata do verbo atar e a acta, documento escrito. Seja co…

Este não é o meu país.

O que o país assistiu ontem, em direto, pelas televisões é algo que transcende a imaginação, ainda que fértil, de qualquer um. O desporto, no caso o futebol, não merece. As pessoas e adeptos que estão por bem também não mereciam o espetáculo deprimente e selvagem que este domingo se passou, desde Guimarães a Lisboa. Decerto que os juízos de valor caberão a cada um de nós fazê-los. Mas quer numa situação, quer noutra, têm de se apurar responsabilidades. E já, sem demoras. E, no caso, nenhum lado da barricada (adeptos e polícia) estarão imunes a decisões erradas e excessos inqualificáveis. Num país civilizado estas coisas não deviam acontecer, mas já que nos presentearam com comportamentos degradantes, que se punam os responsáveis pelos atos de violência que ontem tiveram lugar num país chamado Portugal.

A Língua (a antiga e esta) continuará a ser a minha Vida!

A partir de hoje, 13 de maio, as regras do acordo ortográfico são obrigatórias no país. Terminou oficialmente o período de transição.Resisti, como tantos sabem, até hoje. Escuso aqui de enumerar os argumentos, pautados sempre pelo facto de a língua portuguesa ser o meu instrumento de trabalho, de haver palavras que não fazem sentido ser alteradas Compreendo que a língua evolua, como muitos argumentam, mas, na verdade as incongruências existem e em relação a essas mantenho as minhas convicções. Mas lei (geral e abstrata) é lei. E uma coisa é ter opção (como até agora), outra, bem diferente é, ao que parece, não cumprir a lei. Se houver retrocesso (o que duvido), regressarei às (minhas) origens e à forma como me ensinaram a escrever. Mas a partir deste 13 de maio lá terá de ser. Até um dia, Antiga Língua!

Carta à melhor mãe do mundo. A minha.

A vida que tiveste foi das mais duras que já conheci. És a mulher-coragem que eu nunca serei. Foste e és a melhor mãe que o mundo me podia dar. Sem ti, não existo. Contigo, sei que caminharei sempre a sorrir. Eu à frente e tu atrás, para me protegeres, para me guiares, para me endireitares sempre na vida. Sofreste para me criar (a mim e ao meu irmão mais velho). Sacrificaste-te por nós sempre a pensar que o nosso futuro havia sempre de ser melhor que o teu. E foi-o. Graças a ti e ao Homem (meu pai) que há quase 40 anos tens a teu lado. E isso, bem isso, não se pode esquecer em cada passo que dou. A cada dia 12 do mês cinco de todos os anos dos calendários que conheço há uma estrela que brilha mais que todas. E, mesmo passados todos estes anos, em que não conseguimos rir juntas neste dia, sinto-me em mim, do mesmo modo que tu me transportaste nove meses dentro de ti. Lá...na aldeia da nossa vida, longe das cidades e da evolução de um país, onde andava com os pés descalços na terra, ond…

Com amor, dedicado aos pilotos grevistas!

Tal como eu, calculo que um país inteiro tenha ficado perplexo com as declarações do dirigente do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil, Hélder Santinhos, na passada sexta-feira. Falo da satisfação que o dito senhor mostrou em frente às câmaras de televisão dizendo que se congratulava por a greve dos pilotos da TAP ter causado à companhia um dano de 30 milhões de euros. Este senhor não merece ser trabalhador, nem sindicalista da TAP, merece sim ser aniquilado em todas as suas formas de intervenção. Não foi só a TAP que perdeu milhões de euros com esta paralisação. Foi Portugal que perdeu muitos milhões de euros, foram muitos passageiros que perderam o seu dinheiro e o seu tempo. Este domingo foi o décimo e último dia de greve dos pilotos. E ao que se sabe este bando de irresponsáveis, que representa uma minoria da classe, tenciona avançar com nova greve caso as reivindicações que invocam não sejam cumpridas por parte do Governo no âmbito da privatização. Sejamos claros. Os senhores q…

O vazio presidencial.

Carvalho da Silva não entra no jogo presidencial. Alguma esquerda do Largo do Rato começa a impacientar-se porque Nóvoa não cumpre com o idealizado. À direita é o que sabemos, à boa maneira dos tabus de outros tempos. Que Presidente teremos? Ninguém sabe. Sabemos apenas que a qualidade dos candidatos até agora conhecidos é proporcional às gerações de agentes que criámos. E é isto.

Os 40 anos do PSD e as incongruências de Manuela.

No encerramento das comemorações dos 40 anos do PSD, que ainda decorre por esta altura, na Aula Magna, em Lisboa, a frase da noite foi a de Francisco Pinto Balsemão: «muitas vezes não concordo com Passos Coelho mas não ando a anunciá-lo publicamente». Destinatário, achamos nós por cá, Manuela Ferreira Leite. Na primeira fila, a antiga ministra das Finanças, denuncia uma cara de frete impossível de disfarçar. Quem a ouve semanalmente na TVI, e quem a conhece politicamente, não entende como é que a veia liberal (e social democrata, como tanto gosta de invocar) se revolta com o actual estado da governação. Na TVI bate em Passos, na primeira fila da Aula Magna (ao lado de Marques Mendes, Marcelo, Durão Barroso, Santana Lopes e Assunção Esteves) bate palmas a Pedro. A manipulação mediática por parte dos políticos-comentadores ou comentadores políticos (como preferirem) é uma coisa bem tramada. Mas Pedro devolveu-lhe, olhos nos olhos, as farpas semanais à boa moda de uma boa «dama-de-ferro»…

A promessa que todos queriam ouvir aí está.

Da entrevista de António Costa à TVI esta noite, apenas e só, a promessa mais clássica e eleitoralista de sempre: «vá, votem lá em mim, que eu prometo já baixar o IRS». Campanha na rua, e Costa parece mais oco e vazio do que muitos julgavam. Seguro conseguia ser melhor que Costa. E, acreditem, nunca pensei escrever isto.

Maria Luís: a menina bonita da BBC. Por uma noite.

É certo que um Governo como o que actualmente lidera o nosso país, nesta altura do campeonato, acusa um desgaste natural. Cá dentro é normal vermos ministros brancos como a cal, com olheiras a mais e sem um pingo de chama. Curioso é quando passam a fronteira. O caso de Maria Luís Albuquerque é crasso. Para quem acompanha as lides políticas internas sabe que a ministra das Finanças raramente se maquilha e se apruma. Eis senão que...chegamos à BBC e parecemos outra pessoa. Esta noite a entrevista ao programa HARD Talk da BBC foi com Maria Luís. Ainda que com má qualidade do telemóvel cá do burgo, as diferenças saltam à vista. Da conversa resultou muito pouco, o mesmo discurso cauteloso de sempre, a mesma defesa da política «gaspariana». Pelo menos o ar, da ministra claro, esse foi diferente. Mais arco-íris que cinzento. VER ENTREVISTA

Sampaio da Nóvoa. Apoias agora ou depois, PS?

A elite da PSP tem os melhores. Homens invisíveis da sombra do poder.

Para muitos que desconhecem a realidade sobre o trabalho dos homens que integram o Corpo de Segurança Pessoal da PSP, o i deste sábado trata o assunto com muita dignidade jornalística. Homens que não dormem. Invisíveis. Do mais resistente que há, que têm de guardar os segredos maiores do Estado, sós, também eles sós. A prontidão, a lealdade e a confiança são os deveres maiores que lhes pedem, bem como um sacrifício pessoal imenso. Quem entra sabe que abdica de parte da vida lá fora. E se o salário compensasse ainda valeria a pena. Mas não é o que muitos julgam. O retrato de profissionais de mão cheia, essenciais ao circuito do poder, e sempre na sombra dele. Vale a pena ler.

Uma greve, uma companhia, o desalento.

A greve que hoje se iniciou dos pilotos da TAP, simbolicamente no 1.º de Maio, é o reflexo maior da intransigência de uma classe que acha que pode fazer o que entender (leia-se, brincar) com uma empresa, com a economia, com o Governo (com quem furou um acordo fechado) e com o País. A mim, em particular, não me merecem respeito absolutamente nenhum, profissionais assim. Não é assim que se luta pelo que defendemos, se é que percebemos bem que o que está em causa ultrapassa, e muito, os direitos sociais, laborais e morais até.