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Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2015

Campanha (s) de Abril.

No fim-de-semana em que se celebrou Abril, com toda a carga histórica e emocional que este mês encerra, percebemos que o espírito começa a perder força. Nos primeiros anos da Troika, o povo português, irado e revoltado, fazia das celebrações de Abril uma esperança. Agarrou-se aos feitos do passado para acreditar que, também, agora, seria possível vencer um regime decadente e que abdicava da sua autonomia e independência. Os 40 anos que passaram sobre a Revolução dos Cravos, que se celebraram em 2014, parecem ter sido o último grito de esperança. Na verdade, no último ano, os portugueses parecem ter-se cansado das lutas, dos gritos e de fazer ouvir o seu desespero. Em parte, esta apatia, resulta da incapacidade que os organizadores de muitas manifestações de rua, tiveram em mudar o estado de coisas. Enquanto isso, os discursos políticos do 25 de Abril permanecem iguais, repletos de teias de aranha e cansativos. Desde o Presidente da República, aos líderes partidários passando por deput…

Varoufakis. Um dia a casa vem a baixo.

«Eles são unânimes no seu ódio em relação a mim. E eu dou as boas-vindas a esse ódio». A frase é do ministro das Finanças grego, o famoso Varoufakis, e foi postada na sua conta oficial de Twitter, depois do Eurogrupo de sexta-feira, em Riga (capital da Letónia), onde as negociações falharam mais uma vez. Revela bem quão preocupante está a negociação em Bruxelas e em como o eixo do centro europeu manipula e comanda os destinos dos mais fracos. O espírito da fundação comunitária naquele histórico discurso de Schuman, pedra basilar das instituições europeias, há muito que foi enterrado, se é que alguma vez esteve vivo. Mais grave do que convencer os maus gestores políticos a corrigir os erros de décadas a fio, é, porventura, a insensibilidade actual que rege os comandantes do barco europeu, onde a zona euro é a menina bonita. Um dia a casa vem abaixo, com 28 náufragos. É, na minha opinião, uma questão de tempo. Porque pior do que a insustentabilidade das dívidas soberanas a prazo é a ins…

Coligação pré-eleitoral à direita avança. Até onde? Ninguém sabe.

Anunciar no dia 25 de Abril que há coligação pré-eleitoral à Direita para as próximas legislativas é, mais do que uma acto simbólico, e num dia demasiado histórico, uma decisão pensada e estritamente cirúrgica. Mais por Portas do que por Passos, dizemos nós. Este anúncio, e depois de conhecermos as linhas mestras do programa económico de Costa, revela bem os anseios que lavram no centro-direita em matéria de eleições. Depois dos últimos anos de governação, uma coisa é certa: nem os portugueses têm a memória curta, nem a carteira cheia e muito menos, à esquerda, há esperança. Quem pagará? O país, como sempre.

Trova do vento (que ainda não passou).

Abril é o que quisermos. Encerra em cada um de nós as gerações a que pertencemos. Não sou filha de Abril. Sou antes prova da Liberdade. Com sonhos e anseios. Estórias e histórias sobre o tempo que nunca passará são repetidas todos os anos. Porque esquecer Abril é ignorar parte de nós. Do passado, mas essencialmente de um futuro ainda por fazer. Cantemos com Adriano (Correia de Oliveira) a letra maior da mais recente história que nos molda enquanto País. Sejamos dignos de prolongar o sonho de um Povo que precisa, mais do que nunca, de novos ventos de mudança.

Liberdade: conquistas ainda por vencer!

No dia em que um país inteiro comemora os 41 anos do 25 de Abril há indícios que assustam em matéria de liberdade, e naquilo que representa a transversalidade que a palavra LIVRE encerra. É demasiado irónico e lamentável que hoje, neste 25-A de 2015, a imprensa portuguesa traga manchetes e chamadas de primeira página a dar conta de que alguns partidos políticos deixaram cair o famigerado projecto de lei que visava o controlo editorial dos meios de comunicação social nas próximas legislativas. Mais do que o Povo, os políticos ainda têm muito que aprender em matéria de Liberdade: de pensamento, de expressão e de Imprensa. Que a podridão de uma certa veia repressora caia de vez, porque o bafiento tom que por cá ainda lavra corrói-nos por dentro e impede-nos de acreditar que a Liberdade é o nosso maior conforto.

Excepções na RTP e um problema europeu há muito esquecido.

Parabéns The New York Times!

O The New York Times conquistou três prémios Pulitzer, dois dos quais pela cobertura sobre a propagação do vírus Ébola em África. Li algumas e é um prémio merecidíssimo.

Imigração ilegal. Um problema europeu e não apenas italiano.

Todos os dias sabemos que há mais uma embarcação que naufraga. Todos os dias centenas de pessoas, à procura de uma vida melhor na Europa, tentam a sua sorte, em embarcações que, muitas vezes, têm o destino da morte traçado. A imigração ilegal que tem assolado o velho continente nos últimos anos é um problema europeu, e não apenas italiano, ao contrário do que disse uma responsável da Comissão Europeia, na semana passada. Este domingo a tragédia assumiu outros contornos. Setecentos. Sim, 700. É o número de pessoas desaparecidas no Mediterrâneo depois de uma embarcação onde viajavam com destino a Itália ter naufragado a 60 milhas da costa da Líbia. O mais dramático é que o movimento não vai parar. As guerras civis em África, o ébola ou simplesmente o sonho de uma vida digna a norte no mapa mundi, são razões mais do que suficientes para qualquer um daqueles seres partirem correndo riscos terríveis, e que só a condição humana é capaz de suportar. O que faremos com estas pessoas? Como as i…

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

Desde 1982 que o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) dedica o dia 18 de Abril, aprovado em 1983, pela UNESCO, à sensibilização dos cidadãos para a diversidade e vulnerabilidade do património, bem como para o esforço envolvido na sua protecção e valorização. Hoje são eles os protagonistas do dia. Escolhemos um dos museus mais interessantes do país, pelo menos aqui na casa, o Museu dos Descobrimentos, em Belmonte.

Mariano Gago (1948-2015). R.I.P.

Conheci Mariano Gago em 2003. Era eu ainda uma jovem aspirante a jornalista. Mais tarde, encontramo-nos uma dezena de vezes, umas em eventos outras em contexto de entrevista. Do homem que ontem morreu, só há uma expressão para o caracterizar: um Humanista defensor e lutador da Ciência. É uma frase comum, mas o país vai perdendo os melhores, alguns génios mesmo, tal como o era Mariano Gago. R.I.P.

TAP. Uma questão de sensatez.

Presidenciais 2016 nos EUA. A campanha já começou.