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Mensagens

A mostrar mensagens de Dezembro, 2014

Carta a António Lobo Antunes. Embalas-me até à última gota de cada palavra?

Termina hoje um ano em que neste espaço [onde há anos se partilham paixões], percorri a veia de um Homem que admiro. De um Escritor que tenho o privilégio de conhecer e viver na minha tão pequena Existência. 'Em Nome de Ti ALA' nasceu a 1 de Janeiro de 2014. Um desafio que coloquei a mim mesma, sabendo que não seria fácil, tendo em conta o ritmo que a profissão me exige diariamente. Contudo, desafiar-me a mim mesma, numa meta que não era, de todo, uma sucessão mecânica de citações, foi um prazer. Revivi-te em cada frase. Em cada livro. Em cada entrevista que reli e outras novas que, ao longo deste ano, concedeste. Queria partilhar com o Mundo mais de mim. E de ti. Um ensinamento teu. Todos os dias de 2014. «Assim serei mais forte. Assim tu tenhas também a força necessária para terminar mais um livro», escrevia eu no início deste ano, sem saber sequer se sobreviveria até hoje. E aqui estamos. Tu. Eu. E o mundo. Terminaste o livro e eu ainda estou viva. Lembro-me, quando te cont…

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 365.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 365:«Nunca te abandones. Nunca deixes de te procurar. O caminho és tu quem o decide. E sonha. Sonha muito pois sonhar é a pureza que o Mundo nos tirou no primeiro segundo de vida».

2014: o ano da Justiça.

No final de mais um ano é tempo de fazer balanços. A verdade é que cada vez se torna mais difícil olhar para trás e pensar no que aconteceu. Tal como era esperado o País entrou em 2014 com poucas esperanças de que pudessem chegar melhorias ao nível do emprego, do desempenho económico e da redução das desigualdades sociais. A meio do ano assistimos a uma encenada saída da Troika. Mascarada, claro está, porque todos sabemos que os senhores da Europa e do FMI andam nos bastidores a controlar o Governo e a lançar avisos quando os impulsos eleitoralistas esticam a corda. Num ano marcado por conturbadas danças de cadeiras no Partido Socialista (com umas eleições europeias pelo meio que apimentaram a festa no Largo do Rato), assistimos a um segundo semestre como até hoje nunca tínhamos visto. Foi em plena época estival que a Justiça portuguesa mostrou aos portugueses e ao sistema político que, à míngua de dinheiro, é o poder judicial quem manda. Desde a derrocada do BES, passando por Duarte …

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 364.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 364:«Aprendi imenso com os pacientes. Foi com eles que aprendi a maior lição da minha vida».

O sucessor de Jardim.

Quarenta anos depois, Miguel Albuquerque sucede a Alberto João Jardim na liderança do PSD-Madeira. O Tempo dirá que futuro terá o arquipélago. Para já, a herança que Jardim deixa é pesadíssima, sobretudo no que à dívida diz respeito. As fracturas sociais insulares também são muitas. Veremos se o delfim Albuquerque conseguirá manter o barco sereno nas águas cinzentas do Atlântico político.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 363.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 363:«Estive nove meses no ventre de uma mulher, não me esqueço desse milagre».

Parabéns DN!

A 29 de Dezembro de 1864 era posto à venda, em Lisboa, o primeiro número do Diário de Notícias, fundado por Eduardo Coelho. Parabéns DN por resistires no meio de tanta crise.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 362.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 362:«A nossa Vida só faz sentido quando temos a capacidade e a liberdade de fazer o que queremos. De tomar decisões movidas pela nossa sincera vontade».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 361.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 361:«Normalmente, as pessoas que eu acho atraentes não são bonitas, têm um charme lento, que eu não sei explicar. Acontece-me o mesmo com as cidades. Não gostei nada de Paris nas primeiras vezes que lá fui, mas depois, a pouco e pouco, aquilo vai entrando dentro de nós».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 360.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 360: «No princípio só vinha para aqui escrever. Já estou farto, apetece-me mudar de sítio. Nunca aguento muito tempo numa casa. Passado uns tempos, começo a ficar cansado. Não sei o que é e, sobretudo, não sei até que ponto é que quando estou a dizer que estou farto desta casa, não posso estar a dizer 'estou farto de mim'».

A fantasia de Pedro Passos Coelho.

«Este será o primeiro Natal em que os portugueses não terão a acumulação de nuvens negras no horizonte». A frase é de Pedro Passos Coelho, na tradicional mensagem de Natal. Só perguntamos em que País e Mundo vive o nosso Primeiro-Ministro? Bem sabemos que há eleições daqui a meses mas não era preciso tanta fantasia nas palavras.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 359.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 359:«Não vale a pena correr. O tempo não foge nem desaparece. Apenas é encurtado». 

Carta de Natal a todos vós.

Esta é uma carta de Natal. Os destinatários são vocês, ouvintes da Antena Livre, e em particular, os abrantinos, gente do meu sangue, povo do meu Berço. Mas esta é também uma carta destinada aos restantes, à minha Família, aos meus amigos, aos meus colegas e a todos aqueles que ouvirem estas palavras e que têm na esperança a maior força de combate. No tempo que agora passa chegam-nos as mensagens de sempre, os votos renovados de um Natal em Paz e de um Ano Novo mais próspero que aquele que agora termina. Em parte é também o que esta carta vos leva. Mas quero desejar-vos tudo isso de outro modo. Portugal vive uma crise económica sem precedentes para muitas gerações, sobretudo as mais novas, que nunca tinham vivido Tempos tão difíceis. Todos nós somos testemunhas ou intervenientes em vários dramas sociais que nos contam na televisão à hora do Telejornal. Houve um tempo em que pensávamos que a realidade de hoje só acontecia aos outros. Sim, ainda não nos tinha batido à porta. Mas bateu. …

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 358.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 358:«Sejamos francos e honestos uns com os outros. Isso é o que mais importa neste Mundo. Doa a quem doer. Dormimos descansados as noites todos». 

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 357.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 357:«Eé Natal outra vez (está sempre a ser Natal, que coisa, a velocidade com que os Na­tais se sucedem) O meu pai está doente, ando há ano e meio com este livro, a mu­dá-lo de uma ponta a outra para ficar como eu quero e não me sinto triste, sinto uma espécie de raiva negra, vontade de telefonar seja a quem for, não importa, só para ouvir - Olá. Dei parte do jantar ao meu pai (umas colheres de sopa, dois sonhos de bacalhau, água bebida por uma palhinha) consegui que ele falasse um bocado de Eça de Queiroz, da doença de Alzheimer, de Schubert, voltei a dar-me conta, com a surpresa do costume, que me pareço imenso com ele, ao poisar a nuca na almofada a dignidade, lavrada de ossos, do seu perfil aumentou, os grandes móveis escuros, à nossa volta, deixaram de pertencer à minha infância para fazerem parte do presente que termina logo ali, num muro e, para além do muro, nada. Comi com as minhas filhas, só a gente osquatro, na casa da Joana, um  sótão onde mor…

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 356.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 356: «-Não tenho muito tempo livre. - E o que faz nos intervalos dos livros, quando não está a escrever? - Coisas inconfessáveis [risos]».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 355.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 355: «Pouco interessa que o tempo julgue. O que importa é que a gente escreva».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 354.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 354: «Um dia o Povo acordará e perceberá que não tem nada, nem a dignidade».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 353.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 353: «A chama que tenho em mim é mais do que aquela que nasceu comigo. Escrever é o balão que preciso para me sentir vivo».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 352.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 352: «Gosto de ti. Sem máscaras. Unicamente como és. E, sobretudo, gosto de ti mais pelos teus defeitos do que pelas qualidades».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 351.

Um desfecho esperado.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 350.