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Mensagens

A mostrar mensagens de Novembro, 2014

Sócrates e o «linchamento».

Discordo em muito daquilo que o Miguel disse e já escreveu sobre o caso, mas este sábado, no seu artigo habitual no Expresso, tenho de admitir que partilho totalmente de muito do que escreveu. Sublinhei as partes mais significativas. Para memória futura. Clique na imagem para aumentar a visualização*

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 334.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 334:«A presença das pessoas não me incomoda nada. Desde que não falem comigo, escrevo em qualquer sítio. A Agustina dizia que, se fosse preciso, até escrevia numa cabina telefónica».

«Somos um partido que não muda as fotografias».

«Os socialistas souberam responder a um forte choque emocional e colocar acima dos seus sentimentos a responsabilidade política e nacional do PS. E essa é uma grande vitória política de António Costa contra os que mantêm outra agenda. Somos um partido livre, que não muda as fotografias, sem medo. Não estamos assombrados nem temos medo de fantasmas». Manuel Alegre, 29 de Novembro, Congresso do PS, Lisboa. 

Mário Soares e a entrevista nas vésperas dos 90 anos.

Mário Soares faz 90 anos a 7 de Dezembro. Clara Ferreira Alves entrevista um dos «pais» fundadores da Democracia portuguesa, que, goste-se ou não, ficará sempre ligado à História do século XX português. Uma entrevista para ler na «Única» este sábado, e uma semana depois de José Sócrates ter sido detido pelas autoridades portuguesas no âmbito do processo «Marquês». Ficam algumas frases do antigo Presidente da República numa entrevista também ela histórica.
«Hoje, Portugal não existe. Se for de Bragança ao Algarve a pé não encontra ninguém. Não há terras cultivadas, populações, vida. Estes gajos estão a destruir o nosso país, estão a vender tudo, só falta a TAP».«Pessimista? Nada. O estado do país é uma infâmia, mas há-de mudar, os portugueses são óptimos».«Sempre considerei os tipos com qualidade, mesmo quando eram meus inimigos. Qualidade é o que me interessa. O Eanes é um tipo de qualidade, como o Sá Carneiro era».«Sou um cidadão especial».«Estou muito maldisposto com isto tudo e exte…

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 333.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 333:«Gosto das pessoas que têm cara de quem vive. E isso não tem a ver com beleza. Normalmente, as pessoas que eu acho atraentes não são bonitas, têm um charme lento, que eu não sei explicar. Acontece-me o mesmo com as cidades. Não gostei nada de Paris nas primeiras vezes que lá fui, mas depois, a pouco e pouco, aquilo vai entrando dentro de nós. Não há nada a fazer, o talento é como um berlinde na mão, ou se nasce com ele ou não se nasce. O grande Curro Romero (conhece Curro Romero, o imortal toureiro?) tinha uma frase que explicava isto: o que não se pode não se pode e, além disso, é impossível».

De Évora para o Parque das Nações. A mensagem de Sócrates.

A mensagem de José Sócrates directamente para a FIL, no Parque das Nações, em Lisboa, onde decorre até amanhã o congresso do PS, que consagra António Costa como novo líder do PS.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 332.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 332:«O meu pai obrigava-nos a ouvir sinfonias, a ler, mesmo em férias, a fazer resumos de capítulos. Começava por escritores que ele achava mais fáceis. Ler um capítulo da Bovary e fazer um resumo. Vivíamos no meio disso. Mas foi enquanto médico que ouvi as frases mais extraordinárias. Uma vez numa aula de neurologia, onde se apresentavam com casos clínicos, estava uma mulher com uma doença neurológica que mal se conseguia mexer com dores horríveis, uma mulher analfabeta. O professor perguntou-lhe como é que conseguia fazer as coisas da casa e ela teve a definição da dor mais extraordinária que alguma vez ouvi: “é tudo a poder de lágrimas e ais…” Às vezes ouvia frases destas. Já era médico, uma senhora pediu-me para passar só uma embalagem em cada receita porque não tinha dinheiro para tudo e depois chegou-se a mim e disse: “sabe, é que quem não tem dinheiro não tem alma».

A carta de Sócrates.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 331.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 331:«a parte mais importante da minha infância foi na Beira Alta e não aqui. Foi o sítio onde fui mais feliz, em Nelas. Podia andar por todo o lado. Gostava da burra, da carroça, daquilo tudo. Era a família do lado da minha mãe. Venho de gente muito humilde. Não na geração do meu pai nem da do meu avô, mas nas anteriores. O meu brasão só tem enxadas».

O Fado que também é nosso!

No dia em que o Cante é Património do Mundo o País celebre igualmente o Fado. Foi há precisamente três anos que, às duas da manhã, neste dia, era anunciado em Bali, na Indonésia, que a canção nacional se elevava a Património Imaterial da Humanidade. É, de facto, um dia histórico.

Cante. Património do Mundo!

Eram 10:20, quando recebi a mensagem de Paris. Como jornalista, calcorreei nos últimos quatro anos um Alentejo inteiro, e acompanhei um processo nem sempre fácil. Fiquei a conhecer, como nunca, a identidade de um povo que merece ser Património do Mundo. A título pessoal, é com imensa felicidade que hoje assisti ao momento. Não inesperado, já que há um mês que o parecer positivo da UNESCO, antevia o desfecho. Sejamos cante, sejamos Alentejo, sejamos mundo! Para compensar a semana negra que o País está a viver!

Sousa Veloso. R.I.P.

Soares. O perigo da emoção.

A indignação de Mário Soares é compreensível do ponto de vista pessoal. O que o antigo Presidente da República se esquece é que nem ele nem nós conhecemos os fundamentos da decisão nem os indícios que levararm o juiz Carlos Alexandre a decretar a prisão preventiva a José Sócrates. São, por isso, perigosas as declarações de Soares nesta altura do campeonato. E colar o PS à sua opinião pessoal, a que tem direito, é colocar o frágil líder do PS cada vez mais enrolado. Sobretudo nas vésperas de um Congresso que será a primeira prova de fogo de António Costa. Ficam algumas frases:
«A campanha que estão a fazer contra José Sócrates é uma infâmia».«Isto é uma malandrice daqueles tipos que atuam e que não fizeram nada». «Ele é um homem digno, cheio de dignidade e não pode ser tratado de uma maneira assim, sem sequer ser julgado». «Um homem é apresentado como se fosse um malandro e nem sequer esteve em tribunal - isso é que falhou».«Isto não tem nada que ver com os socialistas [...] tem que ver…

O buraco BES. Para memória futura.

A ver se me lembro disto no dia em que formos todos chamados a pagar o buraco do império BES.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 330.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 330:«Quando era miúdo, no liceu, se alguém falava de um escritor de que eu gostava ficava furioso porque o homem só escrevia para mim e aqueles livros eram feitos de propósito para mim. Tenho uma relação pessoal com os escritores de que gosto e tenho ciúmes dos outros leitores. Isto às vezes é carnal, tem uma dimensão física evidente. Não sei se gostava de viver com uma escritora [pausa]. O facto é que sabemos mais do que sabemos. Ontem estava a ler as entrevistas da Paris Review e há uma com o Nabokov. A certa altura há um adulto que pergunta à criança o que está a desenhar. Ela responde que está a desenhar Deus, “mas ninguém sabe como é Deus”, diz-lhe o mais velho. “Quando acabar o desenho já sabem”, responde a criança. Isto tocou-me imenso, e o Nabokov que me irrita, aquela vaidade, em pose constante, a agressividade inútil. Não lhe serviu para nada, para quê? Dizer mal de toda a gente, o azedume… Mas lá veio o Steiner outra vez pôr-me no lugar: “e…