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Mensagens

A mostrar mensagens de Setembro, 2014

A renovação que tarda.

Ainda havia esperança de que a escolha para a liderança da bancada parlamentar socialista representasse a tal renovação geracional que tanto se pede na regeneração partidária. Contudo, António Costa parece confiar mais nos rostos do passado, em vez de dar oportunidades aos mais novos. Escolheu Ferro Rodrigues. Não está em causa o peso de unificador que tem dentro do PS. Mas esse peso, na minha mísera opinião, faz parte do passado e não abre portas para o futuro. Com esta escolha e depois de ver Jorge Coelho tantas vezes nos últimos dias, enquanto presidente da comissão eleitoral das primárias, assolam-me fantasmas do passado. A renovação não é feita de um dia para o outro, mas adiá-la constantemente faz-me acreditar antes que será um prolongamento eterno. A ver.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 273.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 273:«Sou uma pessoa anónima. Não tenho nenhuma importância colectiva. Faço uns livros que espero que daqui a 500 anos ainda dêem trabalho aos críticos. Já cá não estou para ver. Como os Jerónimos. Entre o Camões e o Vasco da Gama! Vivemos em função de eternidades, de maneira que não morremos nunca. Por exemplo, a minha mãe: são eternidades de um ano, dois anos, ou cinco anos. Quando temos 20 anos vivemos em função de eternidades que nunca vão passar. O que é tremendo é ver um muro no fim da estrada. E para a maior parte das pessoas, o muro pode estar a uma distância de três metros, mas esses três metros não vão passar nunca. Olhe a Maria Antonieta no cadafalso, a dizer para o carrasco: “Só mais um minuto, senhor carrasco”. Aquele minuto, para ela, era uma vida inteira».

A hora de Costa.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 272.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 272:«Sabem lá quem é o António Lobo Antunes neste bairro! Não sabem. Não sou locutor de televisão, nada disso. Faço redacções e ninguém me vê nunca nos sítios».

PS. O dia D do Largo do Rato.

Nas primeiras primárias de um partido político que a democracia portuguesa viveu, António Costa venceu estas eleições internas do PS com cerca de 60% dos votos (resultado provisório). É ele, indiscutivelmente, o candidato a primeiro-ministro do PS e o natural futuro sucessor de Seguro na cadeira do Largo do Rato. Nota para o discurso de Seguro: «O PS escolheu o seu candidato a primeiro-ministro, está escolhido. Ponto final». Na crónica de amanhã, 29 de Setembro da Antena Livre, irei debruçar-me em detalhe sobre o fim de um processo já longo que se viveu no maior partido da oposição. 

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 271.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 271:«Sinto-me leve. Entro no carro, saio do carro, corro, danço, se me apetecer, pulo – não podia fazer nada disso e era uma estupidez. Sem me dar conta, estava a matar-me. Pequei muito contra mim mesmo. Agora pareço o Francisco de Assis, que dizia: “confesso que pequei muito contra o meu próprio corpo».

Saudades com sabor a Polónia.

Chegou-me assim, numa sexta-feira outonal, que mais parecia de Inverno, com a mensagem: «Depois de termos passado por Auschwitz pela quinta vez, achamos que havia energias a repor. Chocolates polacos, vendidos à beira de estrada a caminho de Cracóvia, por uma idosa de 75 anos, e com embrulho ainda mais sublime do que aqueles que se compram nas ilustres lojas das capitais europeias. Esperamos que os saboreies da mesma forma que nós, ainda e sempre em recuperação deste terror que, passadas tantas décadas, continua a povoar almas inquietas. Como a tua e as nossas». Abro a pequena caixa quadrada, em tons de magenta, embrulhada num comovente laço amarelo torrado, ao mesmo tempo que a chuva bate na janela, como que pedindo socorro. São estes e tantos outros os sintomas de quem tem, cada vez mais, amigos emigrados, lá longe. Ou quem sabe...sempre tão perto. Só temos uma alternativa: abraçar os afectos, cravá-los em nós, como se fossem um bem imprescindível que nos ajuda a combater as saudade…

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 270.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 270: «Estava convencido de que tinha nascido para grandes feitos, que não sabia bem quais eram. Para citar o seu querido Goethe, “a nossa única grandeza possível é não chegar. Não chegar nunca. Não me apetece nada falar, acho que tu percebes sem eu dizer as coisas».

Tecnoforma. «O copo meio cheio e meio vazio».

O caso «Tecnoforma» assume contornos simbólicos daquilo que é a cultura política, o carácter e as gerações dos profissionais da Ciência Política (ou supostos) formados no pós 25 de Abril. Independentemente das explicações, das prescrições na Justiça e da falta de verdade que, todos os lados, sem excepção, parecem adoptar, a opinião pública, os cidadãos/contribuintes têm direito a uma explicação. Sem margem para dúvidas. Por outro lado, seria desonestidade intelectual não referir que já se tornou um clássico da comunicação social colocar jornalistas ao serviço dos poderes do momento sempre que estamos em vésperas de eleições. O que me chateia, neste último caso, é perceber que a «caça às bruxas» que acaba em tinta fresca de papel de jornal só surge em determinados momentos. No meio dos ciclos eleitorais não há interesse em vasculhar os actos imorais, ilícitos e pouco éticos dos representantes do tal Povo. Foi assim com José Sócrates, Santana Lopes, Durão Barroso, Cavaco Silva e até com…

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 269.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 269:«Sei onde estou, o que sou sou mas eu, e todos, não sabemos o caminho no Amanhã».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 268.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 268:«São as palavras as maiores amigas dos escritores. São elas que nos permitem descrever o que sentimos, o que vemos, no fundo, porque existimos».

Primárias PS: a alternativa que (não) temos.

Foi um debate pobre aquele que ontem vimos entre os candidatos às primárias do PS. O último dos confrontos revelou o pior das personagens, com a tónica mais acentuada em Seguro que optou, nesta campanha, por uma estratégia de palavras populares e populistas. O passado, as quezílias, os ataques sem argumentos, as guerras de trincheiras no interior do partido, enfim, demasiado vazio para quem, entre os dois 'Antónios' pretende chegar a primeiro-ministro deste País. E é assustador, para quem vê, ouve e assiste, sobretudo pensar que é esta a alternativa que temos. Seja como for, que os tais 240 votem, digam quem querem. Mesmo com muitas divisões (passadas, actuais e futuras), o PS precisa de paz. E nós também, já agora.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 267.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 267:«Há pessoas que têm uma estrela na testa, mas são raras. Aquelas pessoas que a gente sente que o nosso corpo vai para elas, sem se dar conta... As palavras são desnecessárias. Uma pessoa de quem eu gosto é aquela com quem estou bem em silêncio. Com o Ernesto Melo Antunes, passávamos horas calados e com a sensação de que tínhamos dito imensas coisas. Dizíamos imensas coisas sem palavras. O Freud dizia que a maneira mais profunda de fazer amor era só com os olhos. Lembra-se de uma entrevista em que o Richard Burton dizia que ele e a Elizabeth Taylor se vinham só de olhar um para o outro? Aquilo parecia-me um exagero, mas é verdade».

Mobilidade. Não basta querer. É fazer.

Assinala-se hoje o Dia Europeu Sem Carros. A iniciativa que se realiza no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade pretende sensibilizar a população e autoridades para a necessidade de reduzir o tráfego rodoviário. Este ano são 44 as localidades que em Portugal aderiram à efeméride tentando dar conta dos alertas cada vez mais recorrentes que apelam à urgência de envolver os cidadãos para uma mobilidade sustentável, para uma vida saudável nas cidades e optando por alternativas de transporte menos poluentes como os transportes públicos e bicicletas. Contudo, o que fazemos nós, cidadãos, diariamente para reduzir esse peso sobre o ambiente? E de que forma podemos encorajar a adopção de políticas públicas para a sustentabilidade das cidades? São questões para as quais não há consensos na resposta. A verdade é que mesmo que seja pouco, olhando para trás, percebemos que é nos municípios, caso a caso, que podemos investir na sensibilização. Apesar de em termos sociais ser unânime que é preciso…

Cores da mudança.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 266.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 266:«Escrevo à mão, porque é como bordar, gosto do cheiro do papel, gosto dessa coisa artesanal da escrita, o desenho das letras».

Água. Um bem precioso. Nosso. E de todos.

É a nova garrafa da EPAL, acabada de ser lançada no mercado, e que pretende promover o consumo de água da torneira em qualquer lugar. Chegou-me à redacção esta manhã e, com o que chove hoje, talvez eu comece já a aproveitar os mimos que chegam dos Céus. Já agora, na semana em que decorre em Lisboa o Congresso Mundial da Água, é bom que todos nos lembremos que os recursos não são eternos. E que vão escassear mais depressa do que julgamos. A Água é um deles. Partilhá-la, é pois, a missão, se queremos prolongar o bem-estar dos que atrás de nós dela também vão precisar.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 265.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 264:«Sempre falei muito baixo. Detesto gritos e pessoas que gritam, pessoas veementes. É horrível, porque queremos dizer “gosto de ti” e temos vergonha. Eu tenho vergonha. Fica-se muito despido».

Momentos AC@ALA.

Momentos ALA. Que te roubo. Que me abres, lembrando a excepção que me concedes. Instantes em que te desnudas, deixando escapar vulnerabilidades, medos e desejos. E chegamos à Fé. Nos homens. Que ainda tens. Que eu também partilho. Palavras escritas no meio da exortação à vida. Sem ruído e impuras como assim devem ser. *ac@ala*

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 264.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 264:«Tenho agora alguma virgindade. Virgindade no olhar, uma capacidade de surpresa muito maior do que tinha há dez ou 15 anos. E também o amor. Demorei muito tempo a aprender o que era o amor. Amor, estou a falar emlato sensu».

Dia Mundial da Doença de Alzheimer.

Estima-se que existam em Portugal cerca de 60 mil pessoas com doença de Alzheimer. Hoje, 21 de Setembro o Mundo recorda a doença que agrava progressivamente as funções intelectuais do cérebro. Ainda não há cura para a doença, e muitos dos doentes sofrem diariamente num mundo de trevas, apaziguado apenas pelos medicamentos que atenuam os sintomas. Temos esperança que um dia a doença seja travada. Até lá lembramos todos aqueles que travam uma batalha diária, dura e na escuridão. 

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 263.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 263:«Toda a criação é simbólica. A história é apenas o isco que se usa para atrair o leitor à verdade dos símbolos».

19 de Setembro de 2014. O dia em que a Escócia disse «não» à independência.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 262.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 262:«Julgam-me feliz. Sou mouco».

Escócia. Um histórico 18 de Setembro.

A história do 18 de Setembro de 2014 expressa em três capas marcantes, também elas que ficam para a história do Reino Unido.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 261.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 261:«Com o passar do tempo, há dois sentimentos que desaparecem: a vaidade e a inveja. A inveja é um sentimento horrível. Ninguém sofre tanto como um invejoso. E a vaidade faz-me pensar no milionário Howard Hughes. Quando ele morreu, os jornalistas perguntaram ao advogado: «Quanto é que ele deixou?». O advogado respondeu: «Deixou tudo». Ninguém é mais pobre do que os mortos.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 260.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 260:«Estamos em paz um com o outro, agora, e sucede-me sentir-lhe a presença, o cheiro do tabaco de cachimbo, o cheiro do que ele punha no cabelo, sucede-me sentir-lhe a voz, os passos, a maneira de subir as escadas a duas e duas, sentir, não me julguem idiota, que nos compreendemos muito melhor hoje em dia, ao ponto de, volta na volta, me saírem pela boca frases que não são minhas».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 259.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 259:«Escrevo o que sou. Só me importam os leitores. Os fiéis depositários de mim. Do meu eu. Dos vários "eus"».

Política. Onde as pessoas deviam estar em primeiro.

O país assistiu na semana passada a dois dos três debates que irão opor António José Seguro e António Costa na corrida às primárias do PS. Muita tinta se escreveu, muitos comentadores falaram e muito se disse sobre os dois confrontos. Sendo este um momento muito particular da vida do PS, a verdade é que, aos meus olhos, pouco ou nada consegui vislumbrar de um verdadeiro candidato a primeiro-ministro. Poucas ideias, pouca vontade de ser franco com o eleitorado e, mais importante que tudo isto, um debate constantemente virado para o passado, muito por culpa de Seguro que, de forma ignóbil, usou armas e argumentos da chamada Baixa política. A fraqueza dos líderes mede-se por aquilo que demonstram, por aquilo que fazem na história que escrevem. O actual líder do PS teve três anos para mostrar ao que vem, o que tenciona fazer de diferente caso venha a ocupar a cadeira de São Bento. Não o conseguiu e a verdade é que não são três meses que se muda um cenário que em três anos, como disse, não…

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 258.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 258: «Um dia virás buscar-me. Não nesta vida mas naquela onde havemos de nos encontrar. Nesse lugar, que eu não conheço, sei apenas que a vida será uma partilha colectiva».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 257.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 257: «Espero por ti a vida toda. A vida toda me transportaste em ti. Mãe é uma palavra preciosa que merecia inscrição mundial».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 256.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 256: «O silêncio pode ser perturbador. Sobretudo se não estivermos em paz com a vida».

A capa do dia.

Durou pouco a equipa de Vítor Bento. As orientações do Banco de Portugal e do Governo, pelos vistos, são de curto prazo, numa venda perigosa e que pode até comprometer a resolução do problema. Mas Carlos Costa, como sabemos, sabe o que faz. De erro em erro até à machada final. É pena que a criminalização financeira seja ainda um delito pouco importante em Portugal. É pena.

O desrespeito democrático tem um nome. Marinho Pinto.

Marinho Pinto já tinha demonstrado o que vale enquanto homem de palavra. Por mais que odeie o termo «populista», porque rotular pessoas não é a melhor forma de as julgar, a verdade é que depois do feito nas últimas europeias, o antigo bastonário da Ordem dos Advogados tem demonstrado de que massa é feito. Primeiro, com as ameaças ridículas de abandonar o Parlamento Europeu, onde manifestou o seu único interesse no ordenado mensal. Depois com as sucessivas intenções de se candidatar às legislativas e, mais tarde, às presidenciais. Ora, não contente, e à sua boa maneira, Marinho Pinto decide abandonar o MPT, partido pelo qual foi eleito eurodeputado, e garante que vai avançar com a formação de um novo partido. Mais um. Já temos poucos, claro está. Adiante. A figura de Marinho Pinto assemelha-se, em parte, a personagens da política à portuguesa, como Alberto João Jardim, Valentim Loureiro e José Manuel Coelho. Personagens cómicas, que apenas são formadas para entreter a malta. Resta sabe…

PSD. A crise de sucessão de que ninguém fala.

O tempo é sempre assim. Imediato e efémero. Para a comunicação social em Portugal também. E eu, que estou dentro dela, tenho ainda mais razões para falar. Serve este post para deixar no ar uma pergunta que ninguém ainda fez. Bem sei que é o PS o centro das atenções há largos meses e por estes dias em que a espuma parece engrossar. Mas alguém já se perguntou e/ou questionou sobre a crise de liderança que atingirá o maior partido do actual Governo? Vejo debates, comentários e opiniões diárias, seja nas televisões, rádios ou imprensa escrita, que incidem sobre a fraca qualidade dos actuais líderes que a classe política produziu. Olho para o PSD e pergunto-me: quem é a personagem que assumirá o comando do barco no pós-Pedro Passos Coelho? Refiro-me ao PSD apenas e só pela tradição do sistema político e pelo facto de apenas existirem em Portugal dois verdadeiros partidos de poder (o CDS entra para esta contagem mas noutros moldes, ancorado na força das maiorias). A ausência de alternativa…

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 255.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 255: «Há momentos e situações em que o olhar comunica mais que as palavras, isso também é intimidade. Creio que sou capaz de dizer muitas cosas sem falar, é o outro que também tem de compreender e de saber interpretar. Quando se estabelece essa relação de intimidade e de amizade, não é necessário falar. [...] frequentemente é melhor não o fazer porque as palavras estão muito gastas».

11/9. As memórias permanecerão na História.

Nova Iorque voltou ontem a recordar o dia em que o mundo mudou para pior. Foi há 13 anos que a cidade sofreu o maior ataque terrorista de sempre.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 254.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 254: «O terror espalhado por este mundo não pode vencer o coração dos Homens bons. Não pode».

11 de Setembo. Porque o Mundo não esquece.

Esta madrugada no canal National Geographic um documentário a propósito do 11 de Setembro mostrava a dor que 13 anos depois ainda atinge aqueles que perderam entes queridos numa das maiores tragédias do início do século XXI. Há famílias que não receberam até hoje nada do que sobrou dessas vítimas do terrorismo incompreensível. Mais de uma década depois a investigação não desiste de tentar sossegar as almas que ficaram. Os testes de ADN têm sido fundamentais no reconhecimento de milhares que pereceram no crime hediondo. Hoje e sempre aqui os recordamos, porque o terrorismo é um combate diário. E ninguém esquecerá, nunca.

Duelo Seguro/Costa e as esperanças que não temos.

No primeiro debate, histórico, que opôs António José Seguro e António Costa, houve nuvens que fizeram relembrar, em parte, a política à moda antiga. Uma arte e ciência políticas antes de a Europa perder o rumo em relação ao caminho. E é preciso dizê-lo: a austeridade, as políticas seguidas e seguidistas no Velho Continente e a forma como alteraram as regras da União mudou, profundamente, a forma de fazer política em quase todas as democracias europeias. A Velha Europa sabe que já não alcança votos de forma tradicional. As formas de comunicar revolucionaram-se e os antigos comícios à moda antiga são, já hoje, uma miragem, tendo dado lugar às redes sociais, à comunicação em tempo real, etc. É aqui que hoje a política se exerce, sem regras nem disciplina e de forma até desordenada. Adiante. No primeiro debate que opôs dois militantes do mesmo partido à procura da paz interna, houve surpresas. Poucas, é certo, mas houve. E falo da forma como Seguro se preparou. Aqueles que apoiam Costa de…

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 253.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 253: «O que acontece, porém, é que toda essa história das definições de géneros cada vez me interessa menos. Quando se começa um livro, é isso que se quer fazer, um livro, um livro total que tenha tudo, poesia, prosa, tudo: a vida».

Um grito de liberdade.

Descobrir o território, de norte a sul, é encarar esse desafio como algo que nos surpreenda. Partimos à descoberta de um Algarve ainda (quase) intacto, onde o Homem não tocou, onde a Natureza grita de prazer pela liberdade que ainda detém. Uma viagem ao Carvoeiro, uma vila do concelho de Lagoa e às maravilhas recônditas que a rodeiam. Um grito à alma, à paz e à liberdade.