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Mensagens

A mostrar mensagens de Agosto, 2014

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 243.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 243: «Lamento que pessoas com talento tenham de trabalhar noutra profissão e só possam escrever à noite e aos fins-de-semana».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 242.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 242: «Somos grandes para poucos, pequenos para muitos e zeros à esquerda para os maldosos. Um dia talvez, do outro lado desta Vida, sejamos iguais».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 241.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 241: «Penso que toda a tradução é impossível: é como a fotocópia a preto e branco de um quadro, creio que muita coisa se perde pelo caminho...».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 240.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 240: «Cada vez emito menos sons. Se calhar aproximo-me do fim das pilhas».

Dia R.

O Dia de Resistência. O Dia de Resiliência. O Teu Dia. O Meu. O Nosso. O post do Dia R que só tu e eu compreendemos. Eu, tu e os nossos amigos, vá! Quero continuar a viver o Dia R. O teu dia. O meu dia. O nosso Dia!

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 239.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 239: «A leitura é uma coisa que se educa. Que se ensina e que se aprende. O problema é que qualquer grande escritor tem de ensinar os seus leitores a lê-lo. O grande juiz acaba sempre por ser o tempo».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 238.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 238: «Mas houve livros chatos como o da Agustina Bessa Luís e o do Virgílio Ferreira que os académicos e os universitários devem achar muito bons, eu, como não sou nem académico nem universitário acho-os terrivelmente chatos».

Vasco da Gama. O caso do «arrastão» de que todos falam.

Na semana passada, a comunicação social deu conta de um incidente que aconteceu no Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa. Decidi esta semana falar sobre este caso porque eu estava lá no exacto momento em que centenas de jovens irromperam pelo centro dentro, em corrida, e espalhando o medo junto de todos os que se encontravam naquela zona interior do espaço. Acho importante abordar o assunto sobretudo porque li e ouvi comentários que não correspondem exactamente ao que se passou. Horas depois do sucedido, as autoridades confirmaram tratar-se de um encontro de jovens marcado nas redes sociais, que visava meramente o convívio. Vi quatro jovens confirmarem a versão da polícia. Partindo deste pressuposto eis aquilo a que assisti. Encontrava-me numa loja à espera de ser atendida localizada no corredor do rés-do-chão do centro. De repente ouviu-se gritos, sons altamente ruidosos como se um terramoto se tratasse. Assim que coloco o pé fora da loja, voltei a entrar. De rompante, vejo a tal…

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 237.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 237: «Durante anos e anos o Porto foi para mim os chocolates da Arcádia».

26 anos de incêndio do Chiado.

25 de Agosto de 1988. O incêndio do Chiado viria a tornar um inferno aquele dia e havia de destruir os antigos Armazéns Grandella. Além de lojas e escritórios, foram destruídos muitos edifícios do século XVIII. Aqui recordamos o facto neste dia triste da história da cidade de Lisboa.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 236.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 236: «[escrever] Dá um trabalho do caraças! Despentear a prosa de maneira que aquilo seja feito como uma diarreia».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 235.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 235: «É dessa maneira que gostaria de me ir embora: a escrever, com os dedos incertos, numa dobra de lençol, na tentativa falhada de completar o meu De Produndis, necessariamente fragmentário».

Em Belém há uma cadeira à espera de Guterres. Queira ele sentar-se nela.

A edição do semanário «O Sol» desta sexta-feira dá como garantida a candidatura de António Guterres às eleições presidenciais de 2016. É notícia? Sê-lo-á. Mas não é surpresa. Sempre aqui o dissemos, se ele o quiser, é o candidato perfeito de toda a esquerda (para já não falar do PS). E configura uma personalidade de unanimismos. O passado político é o que é. Em Belém, foi o que foi, mas Guterres é um Humanista, a meu ver, e nenhuma cadeira lhe assenta tão bem como a de Belém.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 234.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 234: «Devemos ser sempre aquilo que somos. Nem mais nem menos. Com os nossos defeitos e qualidades. Sem necessidades de perfeição. Porque ela é impossível de atingir. Sejam vocês, genuínos convosco mesmos. Serão mais saudáveis, mais libertinos, enfim, mais felizes».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 233.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 233: «É importante escrever, não publicar».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 232.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 232: «O que me interessa são pessoas que tenham uma espessura de vida. Interessa-me pouco o romance filosofante, esses livros imóveis onde as personagens são todas cérebro e não têm vida, nem sangue, nem esperma».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 231.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 231: «Escrever é sobretudo uma questão de trabalho. Há um dom que lhe é dado mas se não trabalhar muito de nada lhe serve. É tudo conquistado penosamente. Aliás, quando está a sair com facilidade, eu desconfio logo. Aquilo que vem muito depressa não pode ser bom».

Uma silly quente e com fantasmas.

A tradicional Festa do Pontal marcou, mais uma vez, a rentrée política do PSD neste mês de Agosto ora tímido, ora ousado. Num Verão pouco quente nas temperaturas e a ferver na área política, vamos ouvindo os sermões e missas cantadas do costume nesta época estival que já pouco surpreende. Pedro Passos Coelho, na recta final do mandato, perde a paciência com o Tribunal Constitucional e os seus juízes que teimam em fazer política e, no fundo, cumprir a Lei Fundamental do país. Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro, desesperado, desafia o PS para consensos em matéria de reforma de segurança social antes das eleições legislativas de 2015. Mas, para que não haja dúvidas, o actual líder do PS, António José Seguro, que também luta pela liderança interna, já veio dizer que não, não senhor, não há cá acordo para ninguém. Faz bem Seguro, pois claro, que neste momento tem muito com que se preocupar, nomeadamente na luta por uma liderança que é sua por direito e legitimidade. O Verão, que já vai lo…

Os encantos de uma Évora só nossa.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 230.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 230: «Eu não gosto de livros fáceis como não gosto de mulheres óbvias».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 229.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 229:«O livro faz-se como ele quer. Nem é o que deve, nem é o que eu quero, é o que ele quer».

O animal feroz.

«Sócrates está longe de estar morto para a política». Helena Sacadura Cabral, Diário de Notícias.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 228.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 228:«Chega-se a uma altura em que a gente compreende que, às vezes, é mais importante estar de mão dada no sofá do que a fazer amor. E que isso pode ser mais íntimo, mais profundo e dar um prazer de uma intensidade muito grande».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 227.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 227:«Os filhos têm um pavor horrível que os pais sejam fracos. Nenhum filho quer mandar em casa. Nenhum filho quer que o pai seja amigo. Quer que o pai seja pai e que a mãe seja mãe. E nós temos tendência para nos demitirmos disso»

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 226.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 226:«Tenho a certeza de que os meus livros são muito mais importantes do que qualquer Nobel que me possam dar».

Emídio Rangel. Carta de uma (não) despedida.

Sabíamos da doença. Mas a esperança sempre foi mais forte que a merda da podridão que ataca o corpo. Lembro-me como se fosse hoje do dia em que te conheci, das aulas duras e, ao mesmo tempo, doces, que no longínquo Inverno de 2004, me ofereceste nos jardins da Gulbenkian. Aulas de lápis da mão, com Steinbeck pelo meio, e com os ouvidos nos phones velhinhos e enrolados em nó quase cego. As notícias eram de meia em meia hora. Perdê-las era perder o respirar. O Carlos (Pinto Coelho) bem me dizia: «vais aprender com o melhor dos melhores. O melhor mesmo». Emídio, pai de tantos de nós, pai da rádio, pai deste Jornalismo que entrou em decadência, parte assim, já avisando mas sempre em silêncio. Perco, a cada ano que passa, o melhor de mim, partes de um todo que me preenche a vida profissional e a pessoal. Começo a achar que, de facto, os melhores me abandonam cedo. Cedo demais para quem, como eu, precisa deles para me amparar, para me desviar dos perigos que espreitam a cada hora que passa …

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 225.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 225:«Maça-me morrer porque se fica defunto muito tempo. Estou certo que o meu pai anda chateadíssimo no cemitério, sem livros, sem música, sem oportunidades para ser desagradável».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 224.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 224:«Até há pouco tempo, o que me interessava era descobrir novas formas de dizer. Neste momento, é como se já tivesse um território conquistado, e só o quero é consolidar. Já delimitei as fronteiras e não vou sair delas. Construí o meu país, interessa-me aprofundá-lo e dar notícia dele. Fazer uma cartografia das emoções. Essencialmente é isto».

Marinho Pinto. O eterno populismo.

Esta semana, com o país inteiro a banhos, bem que podia virar a agulha e falar de assuntos agradáveis, compatíveis com essa onda estival que assola os portugueses. Mas, para variar, vou falar de política, que o BES, esse, já muita tinta gastou na imprensa portuguesa por estes dias. Pois bem, vou falar de Marinho Pinto, que obteve nas europeias de Maio um resultado surpreendente pelo Partido da Terra. Agora, como é seu hábito populista, volta a chocar. No caso, pelos piores motivos. Nem três meses passaram depois de ser eleito ao Parlamento Europeu e o antigo bastonário da Ordem dos Advogados diz que, daqui a um ano, irá abandonar Bruxelas, para se candidatar à Assembleia da República nas legislativas de 2015.Para quem acreditava no homem que não se cansa de acusar, de forma abrupta, o poder político e os negócios do Estado, pelos vistos, os péssimos vícios da classe estão a começar a atacá-lo. Diz Marinho e Pinto que a sua decisão se justifica pelo facto de «os problemas nacionais ser…

Robin. R.I.P.

Quando começamos a ver os grandes da nossa geração a partirem, começamos a perceber que seremos menos felizes a partir de um certo momento. Era um dos meus. Desde que me lembro de ser gente. Oh Captain, My Captain! R.I.P.

A superlua que foi do Mundo.

A salvação que temos.

O elefante branco adormecido volta a dar sinais, negros, bem negros. O Tribunal de Contas avisa: a somar aos 2,2 mil milhões de euros que já custou a nacionalização do BPN mais custos podem estar aí. A nossa querida banca é a nossa salvação.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 223.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 223:«Desde o 25 de Abril, quem fez alguma coisa pela cultura em Portugal? Não tenho resposta. As autarquias, algumas, sem dúvida. Do Estado, nunca vi. Fosse ministro, fosse secretário de Estado. Essa é a minha sensação».