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A mostrar mensagens de Julho, 2014

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 212.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 212:«O que seria de mim se não escrevesse, povoado pelos meus cães negros?».

A clandestinidade ridícula que chega da Madeira.

Poderiam ser terroristas. Podiam. E pela forma como se têm comportado politicamente até acho mesmo que o são. A imagem foi tirada esta manhã, numa conferência de imprensa do Partido da Nova Democracia, no Funchal, onde anunciou que passou «à clandestinidade revolucionária» devido ao «opressivo regime» na Região. A loucura e a aberração políticas deste século XXI protuguês começa a ser preocupante. O combate ao regime único de Alberto João Jardim na Madeira é legítimo. O problema é quando se perde a noção do ridículo e se chama a atenção para palhaçadas destas. Foto: Lusa.

Retratos de uma vida.

«Aquele que fizer de ti estúpido, que te subestime diariamente e se ache sempre mais inteligente do que aqueles que o rodeiam, é, por natureza, o que cai nesse diariamente, preso nas amarras da idiotice que ele próprio representa». ALA. Platonismo agradece o talento de um homem incompreendido, que olha para a realidade através de nós, e sossega milhões de almas em forma de Literatura.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 211.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 211:«Entre parênteses também não entendo a morte e, quanto à vida, será que a entendo de facto?».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 210.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 210:«Entendo a tristeza, entendo o desejo de suicídio, não entendo a amargura, o azedume, a avidez. Nem a antipatia, nem a inveja, nem a vaidade».

Não há dinheiro, não há palhaçadas.

Tal como eu previ há umas semanas, os esqueletos maiores do caso BES ainda não tinham saído do armário. Esperava até que demorasse um pouco mais. Mas, na semana passada, a detenção de Ricardo Salgado, há mais de duas décadas a comandar os destinos do banco, veio mostrar que afinal os peixes-graúdos já não fogem tão rápido como antigamente. Esta semana quero recordar o outro lado da queda da Família Espírito Santo levada pelos negócios ruinosos que construíram e que suportavam vidas de luxo até agora. Não é surpresa para ninguém que política e economia sempre andaram de mãos dadas. Seja em cargos saltitantes da Assembleia da República e dos partidos para os gabinetes da banca e vice-versa. Quanto aos partidos, soubemos também pela imprensa deste fim-de-semana que nenhum pode atirar a primeira pedra porque todos têm telhados de vidro e fáceis de quebrar. O BES emprestou, nos últimos anos, muito dinheiro ao PS, PSD, CDS e PCP, tendo o partido de Paulo Portas sido o mais bem pago, num val…

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 209.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 209:«Fiz muitos erros na vida e, em certa medida, perdoo-me alguns. Não me perdoo erros na escrita».

Gaza. O sofrimento de um povo em imagens.

Porque temos de ter estas imagens na nossa cabeça. Porque esta é uma guerra há tanto por terminar. Por eles, os civis, cidadãos iguais a nós, não mereciam nascer para passar por isto. As fotos são da Reuters.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 208.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 208:«Os comboios sempre me fizeram sonhar. Os comboios? Quase tudo me faz sonhar, que esquisito».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 207.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 207:«Somos pó em todas as vidas. Antes desta e depois dela. Mas passamos as Existências todas a ignorar o facto».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 206.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 206:«Sou finalmente capaz de amar agora. Não me sinto apenas feito para escrever como um danado, sinto-me feito para amar como um danado, numa doce ferocidade».

O dia da queda do império BES.

Ricardo Salgado. Que a Justiça lhe seja pesada.

É cedo para julgar. Mas sabíamos (alguns) que muitos esqueletos ainda estavam para sair. A provarem-se todas as suspeitas públicas (e publicadas), que a Justiça lhe seja pesada. A impunidade dos nossos queridos banqueiros há muito que começa a desintegrar-se, seja desde o caso BPN, passando pelo Banif e BCP, acabando agora no intocável BES. Se esta crise teve um pai - os mercados - também colocou a nu as ilegalidades e corrupção que lavra na banca nacional. E já agora que chamem também à Justiça os reguladores (Banco de Portugal e Comissão de Mercados e Valores Mobiliários). Tão criminoso é quem prevarica como quem fiscaliza. O teste da Justiça portuguesa parece ter começado, ironicamente, com a chegada da Troika. É a que com um poder político menos dependente da economia e da banca, é muito mais difícil controlar a Justiça, como há muito se prova.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 205.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 205:«Há de certeza comboios que partem, quanto mais não seja os que enferrujam imóveis nos carris abandonados, habitados por ervas e pedintes».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 204.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 204:«Em casa dos meus pais latas que diziam Feijão, Arroz, Grão, Sal: procurava-se lá dentro e tudo trocado. Ou vazias».

Como são os túneis em Gaza?

Com a ofensiva israelita a intensificar-se, os israelitas alegam que o Hamas está a utilizar túneis para se infiltrar no território contíguo. Muitos destes caminhos que hoje protegem centenas de pessoas foram usados durante um largo período de tempo pelos palestinianos para transportarem mercadores de uma região para outra.

Costa e Rio. Os lobos que começam a uivar.

António Costa e Rui Rio estiveram juntos esta manhã na apresentação do Anuário Financeiro dos Municípios e, durante um debate defenderam uma antecipação das eleições legislativas de 2015. Tanto o ex-autarca do Porto como o presidente da Câmara de Lisboa – e candidato às primárias no PS – dizem que há vantagens. Claro que há, sobretudo vistas por dois velhos lobos dos principais partidos de poder do sistema político nacional. Os sussurros de bastidores começam agora, paulatinamente, a virem para os microfones que ajudam nas respectivas campanhas em marcha. A política à moda antiga não se regenera, está visto.

O choro que vem de Gaza.

Um palestiniano deslocado do bairro Shejaiya sentado num banco de uma escola da ONU, Gaza. O choro por estas almas existe desde que me lembro de ser gente. Mas olhar todos os dias para o conflito e para as vítimas inocentes que ele arrasta consigo é doloroso. Afinal que somos nós ante isto? Nada. A foto é do Marco Longar, da AFP.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 203.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 203:«Um dia as almas juntam-se algures numa nuvem e terão tempo de conversar sobre tudo o que, cá em baixo, não foi possível. Lá em cima o tempo não existe. Ser é o tempo. O tempo é ser».

BES. Os esqueletos maiores ainda não saíram do armário.

A crise no Grupo Espírito Santo que há semanas tem andado nos escaparates mediáticos leva-nos a reflectir em como a crise económica e financeira em que a Europa mergulhou está longe de ser resolvida. A fazer fé nas garantias do Banco de Portugal, e sendo certo que não é o banco que está em causa mas sim os negócios ruinosos das empresas do Grupo Espírito Santo, continua a passar para a opinião pública a ideia que a instituição bancária está sólida. Contudo, a história está longe de terminar e tem contornos cada vez mais perigosos a cada dia que passa. Há indícios de crime na gestão do grupo, negócios mal explicados, milhões de euros que desapareceram em negociatas, e temos já a certeza que a Procuradoria-Geral da República investiga o assunto há muito tempo. Não tenho a menor dúvida de que o caso irá ainda colocar à vista de todos esqueletos bem maiores e que a Justiça terá muito trabalho pela frente. Uma coisa é certa, se a gestão do Grupo estiver arruinada, significa, em paralelo, o…

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 202.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 202:«Os cemitérios são lugares vazios, só árvores, sem defuntos, só a gente, que arranjamos as campas, sem entendermos que não existe ninguém lá em baixo»».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 201.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 201:«Um dia chegarei ao sorriso pleno. Só não sei se nesta Vida ou depois da morte».

Os lobos da rede.

Quem tem a coragem de publicar um anúncio de emprego destes merece mesmo uma daqueles provas de vida à altura. Exigir ao mesmo tempo que um paginador seja também revisor é de quem parece ser um saqueador de classe. Triste, revoltante e lamentável. E assim são tratados aqueles que, honestamente, procuram emprego no sector dos média. Já só falta pedirem um paginador que seja também jornalista...E enquanto isto acontece, não há quem persiga os lobos online...