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Mensagens

A mostrar mensagens de Maio, 2014

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 150.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 150:«No amor, o ciúme é normal, e até posso aceitar o sentimento de posse. Na amizade, isso não existe, os nossos amigos têm outros amigos, e nós aceitamos isso. Mas talvez não sejam sentimentos tão diferentes... Para mim, a amizade é completamente assexuada, não sou capaz de sexualizar uma amizade, nunca fui, mas no amor às vezes também não. Porque o amor é tanto, que a gente fica sufocada de paixão e nem pensa em sexo, ficamos a olhar apenas, só o privilégio de poder estar a olhar... e existe aquela sensação de que se tocar vou estragar, porque posso fazer ali uma nódoa, um amolgão, qualquer coisa... Ultimamente, acho que é uma honra tão grande estar vivo... E um acaso...».

Carta aberta a ti, Luís, eterno «criador» de sonhos.

Um dia.

Um dia para os Céus de Lisboa serem incendiados. *ac.fire@linkin*

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 149.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 149:«Zango-me com Deus, comigo, com a vida que tive. Como pude ser tão desalento, tão arrogante, tão parvo, como pude queixar-me?».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 148.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 148:«Cada vez emito menos sons. Se calhar aproximo-me do fim das pilhas».

Salário mínimo foi criado há 40 anos.

O salário mínimo faz hoje 40 anos. Quando foi instituído, a 27 de Maio de 1974, o primeiro valor foi de 3.300$00, mais coisa menos coisa, 16,43 euros. Este valor era único, fosse qual fosse a actividade desempenhada. A partir de 1 de Abril de 1978, foi feita uma distinção entre actividades de emprego. Por exemplo, no serviço doméstico a remuneração era de 3.500$00 (17,42€); na agricultura 4.500$00 (22,40€) e nas restantes actividades 5.700$ (28,38€). A partir de 1 de Janeiro de 2004 o salário mínimo passou a ser o mesmo fosse qual fosse a actividade. Não damos os parabéns ao SMN (hoje situado nos 485 euros por mês, uma fortuna, diga-se) porque ao fim de 40 anos, achamos que ainda é um bebe, e que já devia, pelo menos, ter dois metros.

Os amigos de António José (Seguro).

«Partilho com todos os socialistas a alegria da vitória e a preocupação de à derrota histórica da direita não ter correspondido uma vitória histórica do PS (...) a 'vitória' do PS, infelizmente, foi uma vitória de Pirro...Isto é: que não devia ter sido aclamada com o entusiasmo que o seu líder fez. O povo falou claro, não quer a direita que está no poder. Mas também quer que o PS dê expressão política ao descontentamento popular». Mário Soares. DN. Com tanto apoio, e no mesmo dia em que António Costa anuncia que está (de novo) pronto para concorrer à liderança do PS, Seguro pode dormir descansado. Com camaradas assim, não há tiros no pé que lhe valham.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 147.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 147:«A amizade é como o amor: instantânea e absoluta. Conheces alguém e transformas-te no seu amigo de infância, mesmo que já tenhas 40 anos. Para mim é o sentimento mais importante».

Europeias 2014. A viragem do sistema político.

Esta crónica, escrita no calor do momento em que foram divulgados os resultados oficiais das eleições europeias, é triste. E é triste por se ter confirmado o pior cenário da abstenção, a grande vencedora da noite eleitoral deste domingo. Uma fraca participação eleitoral que, à semelhança dos restantes países europeus, saiu a sorrir de uma Europa em decadência. 66 por cento. Foi este o valor da abstenção em Portugal. E isto demonstra a relação dramática da União Europeia com os seus cidadãos. Por cá, entre os derrotados e vencedores, há claramente uma personagem que emana e que, legitimamente, chega a Bruxelas. Marinho Pinto, antigo Bastonário da Ordem dos Advogados, chegou ao eleitorado. Com um discurso próprio, simples e directo, conseguiu a proeza de provar que a insatisfação com o bloco central de interesses pode virar-se para outras alternativas. Uma espécie de populismo que está a renascer numa Europa que não sabe comunicar com os seus eleitores. Por pouco, era ele o responsável …

Europeias 2014. Resultados oficiais.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 146.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 146:«Sim, como estátuas enterradas no jardim que há que desenterrar, e depois limpar e limpar. Talvez um livro seja uma eficaz, solitária e longa palavra».

Mas afinal, e na Europa?

«Estamos aqui todos a conversar sobre os resultados em Portugal e ainda não ouvi uma palavra ou uma pergunta sobre os resultados europeus. E isso é que é assustador». A frase, de Manuela Ferreira Leite, na TVI24 resume, mais coisa menos coisa, aquilo em que se transformaram as eleições europeias.

Europeias 2014. Uma noite (enfadonha) em imagens.

Longe das grandes noites nos corredores das sedes de campanha, longe dos tempos em que o povo vivia sem sobressaltos, esta foi das noites eleitorais mais enfadonhas a que já assisti. Ficam algumas em imagens. [E a Marisa lá conseguiu ser eleita, à tangente]. 

CDS. A dúvida da noite.

Mais do que a derrota da direita (que era mais certa do que o Benfica vencer a Liga Europa...), o que eu adoraria saber é quanto valeu o CDS e Paulo Portas nestas eleições. Um valor que fica por contar. Nós, por cá, apostamos que já estará ao nível do partido do táxi. Tal como o BE, o CDS perde força eleitoral de ano para ano, muito à custa da forma como o seu querido líder tem conduzido o partido. É por isso a grande dúvida que fica por esclarecer nesta noite eleitoral.

As surpresas da noite (ou nem tanto).

Marinho Pinto e Bloco de Esquerda protagonizam nestas europeias 2014 as grandes surpresas da noite. O antigo bastonário da Ordem dos Advogados alcançou o feito de ser eleito à primeira, à sua imagem e semelhança. Com mérito e prestígio pessoal (e não do MPT), populista ou não, a verdade é que a sua mensagem chegou ao eleitorado. Gente, de carne e osso, que sabe que do centrão já não virá qualquer esperança. Já a outra surpresa da noite (que não o é assim tanto), demonstra que a bicefalia de lideranças no BE, afinal, nem assim consegue acordar o eleitorado que trouxe o Bloco à ribalta. Catarina Martins e João Semedo devem estar ansiosos para que fechem a porta antes do enterro final. O Bloco desaparece de eleição em eleição como o desmoronar de um castelo de cartas. Resta saber quanto mais tempo demorará a agonia.

João Ferreira (CDU): a coerência premeia-se nas urnas.

Se há um vencedor da noite, esse vencedor chama-se João Ferreira (CDU), que conquista quase 13% dos votos. Um resultado que mostra que o eleitorado agradece a coerência; a histórica, a nacional e a de cada acto eleitoral. Esta é também uma vitória de Jerónimo de Sousa, que tem conseguido, ao contrário do que muitos pensariam, trazer gente e sangue novos, capazes de liderar (e bem) cada frente de combate.

Assis Segura vitória. Seguro reza a São Francisco (de Assis).

O PS tinha, nestas eleições europeias, a oportunidade certa para agarrar junto do eleitorado a esperança em renascer para daqui a um ano. O resultado de Assis, indiscutível vitória, não levanta a moral dos críticos do Largo do Rato. Ao contrário do que afirmou o candidato do PS ao início da noite, quando as televisões avançavam com as primeiras sondagens à boca das urnas, não, em Portugal, infelizmente, a direita não teve uma «verdadeira derrota histórica». E para tristeza de Seguro, ainda não foi desta que o «país se reconciliou com o PS». A esquerda em Portugal, a do arco do poder, infelizmente, ficou hoje com a prova de que está no mesmo caldeirão que PSD e CDS. É o custo dos partidos do centrão, que em Portugal, não aprenderam a reinventar-se nem acompanhar as necessidades dos cidadãos. Parabéns ao PS e a Assis, mas António José Seguro, se dúvidas tinha de que estava a prazo no Largo do Rato, hoje viu-as dissipadas. Este é um resultado fraco (abaixo dos 32%), bem longe dos 40% cla…

Reflexões que imperam.

Enquanto ainda estamos na fase de projecções, as conclusões mais óbvias estão a preparar-se para serem confirmadas dentro de hora e meia. A Direita sofre uma das mais pesadas derrotas eleitorais em europeias (se não for a mais pesada). Expectável e fruto das políticas nacionais dos últimos três anos, com o pedido de ajuda externa e a linha de austeridade que por cá entrou a matar. Depois, a abstenção, que volta a atingir valores máximos. O povo está divorciado de quem o representa. Esta devia ser, há muito, a reflexão mais urgente a fazer.

Robert Capa. O eterno contador de guerras.

Morreu a 25 de Maio de 1954, sendo que este ano, comemoram-se os sessenta anos da sua morte. Robert Capa, uma referência para profissionais da fotografia em todo o mundo, como testemunha o imenso acervo que chegou às gerações posteriores, foi um dos maiores repórteres de guerra do século XX. Sem ele não teríamos visto a Guerra Civil de Espanha, a II Guerra Mundial e as imagens que nos deu. Não teríamos assistido ao «The Magnificient Eleven», o Dia D, no início do verão de 1944 onde ele próprio participa no desembarque da Normandia e o documenta como nenhum outro o fez. Nem a Guerra israelo-árabe (1948) teria sido a mesma. Fundou a Magnum com George Rodger, David Seymour e Henri Cartier-Bresson. E com aquele sorriso íntimo que as fotografias nos mostram dele, manteve, até ao fim, um princípio só dele, com a humildade que a tantos hoje falta: «Se as fotos não são suficientemente boas, é porque não estive suficientemente perto». Morreu a 25 de Maio de 1954, na guerra, a f…

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 145.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 145:«Para mim a infância é a saúde, a vida, a alegria, a esperança... Mas não sei explicá-lo bem. Simplesmente tinha que ser assim. Quando escreves, tens a sensação de que é inevitável que seja assim.».

Não fiquem em casa.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 144.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 144:«Quem me dera a minha mãe com a sua aspirina...».

Europeias 2014. Da Província para a Capital, ficam as memórias de uma vida.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 143.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 143:«O que seria de mim se não escrevesse, povoado pelos meus cães negros?».

«Não Zé, por agora, não!»

Conta a imprensa de hoje que Mário Soares terá recusado o convite de António José Seguro para a tradicional descida no Chiado, em Lisboa, evento comum no final das campanhas eleitorais. Soares já está naquela fase que pode muito bem dizer «Não» sem ser criticado. Mas faz mal. Porque tanta luta contra o actual sistema, contra a Troika e Governo e depois não é capaz de dar uma «mãozinha» ao líder do PS? Aposto que prefere aparecer apenas nas glórias, ou seja, na noite eleitoral, no momento da putativa vitória socialista, de acordo com as sondagens. Dizemos nós, que não percebemos nada disto...

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 142.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 142:«Espero por ti cá em baixo enquanto a paciência azul das ondas escreve o teu nome com gestos de alga na praia».

Sondagens iguais a si próprias.

As sondagens são isso mesmo, sondagens. Na recta final da campanha mais sui generis de sempre, parece haver apenas a certeza de que o PS (e não Seguro, como afiança o JN) sairá vencedor do mais difícil sprint político de que me lembro nos últimos anos.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 141.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 141:«Não É Meia-noite Quem Quer. E rio que nem um perdido. E sonho tempos que voltam e outros que não chegarão».

Moçambique. Saudades de me enamorar.

Assisti ontem à noite a uma reportagem fantástica do Paulo Salvador em Moçambique. A peça, que passou no jornal de prime time da TVI mostrou um país em crescimento, recheado de oportunidades e potencialidades, onde os portugueses comandam os navios das empresas nacionais que ali se têm instalado. Num país onde tudo está por fazer, há um horizonte de esperança, com recursos naturais em abundância, e sorrisos de gente pobre que nunca abandonou a esperança. Os que me conhecem sabem a relação de amor eterno que tenho com aquela terra quente. Em 2002 pisei-a. Sentia-a. E misturei-me com o povo moçambicano, sofredor, e ao mesmo tempo, do mais optimista que conheci até hoje. Mantenho a esperança de um dia regressar e torço para que um país de gente boa acredite que é capaz de ser mais forte do que actualmente é. Ao contrário de Luanda, Maputo pode conseguir mais progresso sustentável para o país, já que os traços sociológicos estão do lado dos moçambicanos. Se há povo afável, hospitaleiro e …

Portugal: crónica de uma morte anunciada.

Segundo noticia hoje o Público, os serviços dos Centros de Emprego e da Segurança Social passarão a funcionar nas mesmas instalações.  Esta alteração será realizada, para já, em 15 localidades, sendo o objectivo depois alargar o projecto-piloto a outras cidades do país.  Resta saber se sairá de lá alguém vivo. O que estão a fazer ao Estado social no meu país é literalmente a crónica de uma morte anunciada.

O dia do FMI.

Faz hoje três anos que o conselho de administração do FMI aprova o acordo de ajuda externa a Portugal. Uma data negra que hoje aqui recordamos. 

Eleições à vista. Gato e rato começam entram em jogo.

O fim-de-semana passado foi fértil em campanhas de marketing político. Pensam os ouvintes que estou a falar das eleições europeias. Não, estou mesmo a falar das legislativas que terão lugar apenas em 2015. No sábado o Governo decretou o «fim» simbólico da Troika em Portugal, com Carlos Moedas e Luís Marques Guedes a apresentarem, mais coisa menos coisa, uma espécie de guião com que PSD e CDS irão concorrer às legislativas do próximo ano. O que é triste é que sabemos todos que o dia 17 de Maio não representou nenhuma recuperação da soberania nacional, como a todos nos querem fazer crer. As missões dos credores de seis em seis meses vão continuar e as dificuldades e austeridade prosseguir. Neste jogo do gato e do rato da política à portuguesa, António José Seguro não quis ficar de fora. O secretário-geral do PS decidiu contra-atacar e no mesmo fim-de-semana apresentou as linhas gerais do seu futuro programa de Governo.São, no total, 80 compromissos assumidos pelo secretário-geral do PS,…

Estado social? Não, degradação social.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 140.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 140:«Eu depois dos cancros já não minto. Eu sei que ninguém escreve como eu. Nem eu mesmo. O desafio é chegar a cada dia mais longe, a cada dia fazer melhor, chegar mais perto. Observe o teatro de Tchekhov: espanta que em poucas frases aparentemente simples, como “tenho frio” ou “finalmente cheguei”, possa transmitir gama tão grande de sentimentos. Tudo à base de trabalho: tenho fotocópias dos seus manuscritos, e estão cheiíssimos de correcções».

Mais um Dia D para o Jornalismo online nacional.

Nasceu hoje um novo jornal online. O Observador ai está. Apesar de não me ter encantado (parece mais um blogue do que um site), vale a pena o projecto, em nome do Jornalismo, do emprego nesta classe e da ousadia. O online é o futuro, todos o sabemos. Depois do Expresso Diário, aí está o jornal liderado por David Dinis, que, espera-se tenha uma vida vida longa. Mas ainda tem muito por onde evoluir.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 139.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 139:«Chora sem ruído e sem um músculo que estremeça sequer, apagando-se a si mesma com o verniz estalado das unhas».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 138.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 138:«Tenho da Guerra Colonial uma visão muito estreita: só sei de mim e daqueles que estavam perto de mim. Não sei mais do que isso. Posso ter ideias quanto à justiça ou à injustiça de uma guerra desse tipo, mas experiência só tenho a daquelas pessoas com quem eu estava. Para mim foi uma experiência radical, que me mudou a vida, mas não tenho ideias gerais sobre isso».

Golpes e contra golpes da política à portuguesa.

Estamos na campanha para as europeias? Sim. Mas Seguro entrou em campanha para as legislativas 2015? Sim. Foi apresentado ontem pelo PS o «Contrato para a Confiança», uma espécie de rascunho de programa eleitoral para as legislativas. É no fundo a resposta ao «Road for Growth», apresentado pelo Governo ontem para o pós-Troika. O país pode ter mudado, as pessoas podem estar piores e sem saídas «limpas», mas a verdade é que a política do gato e do rato quando renasce, lá faz o caminho comum e triste dos calendários eleitorais.