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Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2014

A má notícia.

Diz o Diário Económico de hoje que o Governo já terá tomado a decisão que envolve as nossas vidas nos próximos anos, e depois de a Troika sair do país. Diz o jornal que vem aí uma saída ‘limpa’, à irlandesa, sem recurso a um programa cautelar. A pior das notícias que podíamos ter. Sem cautelar, não duvidem, o poder, os partidos, estes senhores que tanto criticamos voltarão à Festa do costume, ao desvario e daí ao circo da alta roda será um instante. Se tal se confirmar, só tenho a dizer que não aprendemos a lição.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 120.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 120: «Tenho vergonha de ter trabalhado no hospital. De ter sido médico ali. De me ter calado tantas vezes».

Abril está mais vivo do que nunca!

Na semana passada falei nesta antena sobre a forma como eu, filha da Liberdade, sinto e olho para a Revolução de 1974, bem como para tudo quanto ela nos trouxe. Hoje, volto ao tema, sobretudo porque, em vésperas de mais um 1.º de Maio, é fundamental lembrar que o povo português pode parecer apático a tudo quanto por cá se tem passado, mas não, não está, e as almas do poder que não fiquem descansadas porque há vida no meio do povo. Em 2014 o calendário marcou uma data redonda em Abril. 40 anos de Revolução. 40 anos de conquistas. E, na verdade, o que vimos por estes dias, de norte a sul do país, trouxe ao de cima o melhor que os portugueses têm dentro de si. Vimos sorrisos, lágrimas e orgulho num momento marcante das comemorações de Abril. E se nos últimos tempos parece ter deixado de haver esperança em todos nós, pela forma calma como temos assistido à destruição de direitos inalienáveis pela Constituição, no fundo, percebemos também nestas comemorações do 25 de Abril, que cá bem dent…

Mundo. Um lugar estranho.

Um homem armado (pró-Rússia) na Ucrânia empresta a sua arma a um menino para que ele apareça na também.O mundo continua a ser um lugar demasiado estranho e cruel também.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 119.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 119: «no fundo, a nossa vida é sempre uma luta contra a depressão e, em relação a mim, escrever é uma forma de fuga ou de equilíbrio… Por outro lado, há a sensação de qualquer coisa que nos foi dada e que temos obrigação de dar às outras pessoas: quando não trabalho sinto-me culpado. Há ainda a sensação do tempo, ou seja, ter na cabeça projectos para 200 anos e saber que não vamos viver 200 anos...».

Auschwitz e Birkenau. Memórias que o tempo não apaga.

Há 69 anos o mundo assistiu à libertação dos campos de concentração de Auschwitz e Birkenau. Nem o tempo nem a História conseguirão apagar da memória aquelas imagens chocantes que todos nós conhecemos.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 118.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 118: «Quando eu era aluno de Neurologia ouvi uma internada, que o professor interrogava diante da turma, responder que vivia o poder das lágrimas e dos ais».

Vasco Graça Moura (1942-2014). R.I.P.

João Paulo II: a partir de hoje, oficialmente Santo.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 117.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 117: «O sítio onde escrevo é-me indiferente, não tenho rituais, nem maço ninguém... Desde que não falem comigo. Escrevo devagar, mas também não faço mais nada. Gosto de desenhar as letras, o acto de escrita tem uma componente infantil que me agrada. Escrever é fazer redacções. E as pessoas a darem importância às redacções... Por isso, fico sempre surpreendido quando dizem que os meus livros são complicados. Para mim são tão óbvios, é tão claro aquilo, que parece que tinha mesmo de ser assim. Não me interessa nada contar histórias».

O dado do dia.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 116.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 116: «Eu gosto da parte masculina das mulheres, mas não gosto da parte feminina dos homens. Como mulheres, os homens deixam muito a desejar...».

Abril de esperança na Avenida a que chamam de Liberdade.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 115.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 115: «A amizade é como o amor: instantânea e absoluta. Conheces alguém e transformas-te no seu amigo de infância, mesmo que já tenhas 40 anos. Para mim é o sentimento mais importante».

40 anos do 25 de Abril. Senha.

Rostos. Gentes. Almas. De Abril.

O dado.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 114.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 114: «Sabe o que mais me impressionou do hospital? A imensa dignidade das pessoas, dos enfermeiros da unidade de oncologia. Todos eram príncipes. Era um hospital do Estado, por isso havia gente pobre, a portar-se com uma dignidade de aristocratas, com coragem, nunca ouvi uma queixa, não ouvi ninguém a rogar ou pedir “salve-me”. As pessoas aguentavam caladas, a sorrir, saudando-te, desejando melhoras, muitas delas com metástase por todas as partes. Sabiam que iriam morrer, e morriam sem se queixar, sem medo. Eu vi gente a borrar-se de medo na guerra. E o espectáculo da covardia é horrível. Vi assim um tenente: todos os oficiais lhe davam pontapés e o insultavam, e o tipo não fazia outra coisa a não ser chorar. A covardia, fisicamente, é feia. Reduz-te a um ser miserável, despojado de toda a dignidade de homem».

Um campo chamado Tarrafal.

23 de Abril de 1936: abertura do campo de concentração português do Tarrafal, na ilha de Santiago, em Cabo Verde. Três anos depois chegavam os primeiros 152 detidos, entre os quais se contavam participantes do 18 de Janeiro de 1934 na Marinha Grande.

23 de Abril. Dia Mundial do Livro.

«O nascimento de uma democracia (1974-1976)».

Chama-se «O nascimento de uma democracia (1974-1976)» e é comissariada por Pacheco Pereira, que neste vídeo explica a importância da mesma. Falamos da exposição alusiva aos 40 anos do 25 de Abril patente no Andar Nobre da Casa da Democracia. A mostra integra cartazes, materiais de propaganda e reproduções fotográficas do período de 1974-1976. Já por lá andámos e vale a pena a paragem por mais uma memória de Abril na casa que, dizem, representa o povo.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 113.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 113: «A gente quer que as pessoas nos admirem por fazermos uma bela metáfora ou fazermos uma pirueta, mas o importante no livro é que ele seja eficaz. O que interessa andar a mostrar plumas, e penas e proezas? A mim o que me interessa é escrever. O que está à volta custa-me um bocado, a exposição pública, tudo o que rodeia os livros».