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Mensagens

A mostrar mensagens de Fevereiro, 2014

Os eternos ódios à esquerda.

«Não vamos colorir um governo do António José Seguro». A frase é do coordenador do Bloco de Esquerda, João Semedo, em entrevista ao i. Até estranhava se a esquerda equacionasse sequer a hipótese de se unir num futuro eventual Governo. As diferenças que sempre marcaram as esquerdas neste país (muito fruto, como sabemos, do 25 de Abril) são ridículas. Primeiro, o orgulho e interesse partidário, depois, e só depois, o País. Mas quem sabe, um dia, ainda vejamos a digna atitude de PCP, BE e PS (ou dois deles) poderem colocar de lado os «ódios» de estimação e pensarem, uma vez que seja, no tal interesse superior do país. A legitimidade das acusações da esquerda é tão válida para esta como para a direita. Tristemente sempre colocaram, todos eles, sem excepção, os interesses dos seus partidos, das suas carreiras, acima do povo. É talvez por isso que o povo esteja farto.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 59.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 59:«Não me minta, não se atreva a ocultar-me a verdade, nada de reservas mentais, o que acha Vossa Excelência, sinceramente, do pós-modernismo? Do cinema experimental português? Dos valores humanistas implícitos nas ciências exactas?».

A festa aos olhos da dama-de-ferro portuguesa.

«O congresso transformou-se numa grande festa e deixou de haver espaço para debater ideias». Manuela Ferreira Leite. TVI24.

Os 40 anos de Abril pela mão da direita.

Um portal online, um concerto, um roteiro de visitas, uma exposição e  conferências. Tudo isto e 300 mil euros depois, claro, financiados pelo OE/2014!  Falamos das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril e anunciadas hoje pelo Governo (de direita, é irónico que as quatro décadas de Abril sejam celebradas pela mão daquele espectro ideológico...).  Nem nisto a Oposição pode fazer o seu papel, porque não me parece mau o destaque, no contexto de tanta contenção, dado aos 40 anos da Revolução dos Cravos, e que hoje tão em causa tem sido colocada...pela mão do mesmo Executivo! E se diz que é caro contradiz-se já que Abril é a bandeira comum e tão invocada contra as políticas austeras que por cá pairam. Dá que pensar, para quem achar que é tempo bem empregue. 

Gaspar. Parte II.

Lisboa que se «arma».

Lisboa molhada [e armada] logo pela manhã.

O Estado social no seu melhor.

Fazes-me falta.

O que não nos destrói, fortalece-nos. A vida é uma provação diária. Não cedo. Não vacilo. Não tombo. Mas, tu, Carlos, fazes-me uma falta do caraças! Seguro-me ao teu sorriso eternamente encantador. Mas também à reprovação, ao conselho, ao grito endereçado a uma rebelde sonhadora que não desiste. E que insiste, teimosamente, mesmo na desilusão anti-colectiva à portuguesa. Sabes que não me desviarei do caminho, ainda que para isso fique nua de tudo, e invocando até à morte os meus princípios, a minha ética, o meu «eu» inalterável. Não te preocupes, o ALA ajuda-me na missão. Ainda assim, fazes-me falta, caraças. Muita falta. Porque ninguém te substitui. Ninguém foi e é como tu. És o marco. A referência. E é duro, muito duro, ter de viver sem ti na minha vida. *ac@vida*

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 58.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 58:«O que haverá de mais eterno que uma menina a brincar? Em todas as mulheres, até na minha mãe, vejo uma menina a brincar».

Gaspar. Parte I.

Comprei o livro da Maria João Avillez há três semanas. Bem sei que não tenho muito tempo para ler, mas pelo menos uma hora do meu dia é dedicada literalmente à leitura. E custa-me ler por aí muitas opiniões superficiais sobre as leituras da obra sobre Gaspar. Vou na página 220. Estou, como sempre, a ler paulatinamente. E, apesar de ser uma defensora ideológica dos valores sociais, do Estado enquanto protector social, sou também, ao mesmo tempo, uma louca pela economia, pela economia dos conceitos e pensamentos económicos. É este o lado que me interessa neste livro. Porque não podemos defender a parte social sem sustentabilidade de modelos económicos. Por mais que nos custe. Não há bem-estar social sem economia sã. E isso é o mais difícil de aceitar e debater nestes tempos de crise económica. O que tinha curiosidade era descobrir mais um pouco de Gaspar do ponto de vista económico, no fundo, na perspectiva da economia política. E custa-me perceber que muita gente por aí diz que leu mas…

A triste realidade dos partidos de quadros.

Os partidos políticos de quadros deste país têm sérias dificuldades em procederem à renovação dos seus dirigentes. As qualidades políticas de Jorge Coelho são inquestionáveis, mas a ressurreição dos «velhos» das bases, começa a ser penosa. Uma clara conclusão de que não há dirigismo sério nem de qualidade. O antigo deputado, que há um ano deixou a administração da empresa Mota Engil, foi hoje apresentado como um dos mentores da convenção «Novo Rumo», que serve como base ao programa de Governo do PS para as legislativas de 2015. Quando se recorre ao passado para projectar o futuro temo, no caso, que nem sempre seja bom.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 57.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 57:«Não percebo porque se perde tanto tempo a discutir o tempo, que não é nenhuma entida metafísica, é apenas uma empresa de demolições».

A notícia ibérica da semana.

É a notícia ibérica mais importante da semana até agora: os contribuintes espanhóis que ganhem 12 mil euros brutos por ano (uma fortuna, bem sabemos), ficam isentos de IRS. Pode parecer insignificante mas é um sinal de que a economia vizinha retoma o caminho....

Assis: o homem do centrão socialista.

Francisco Assis é um dos poucos quadros do PS que tem mostrado conseguir aquilo que os partidos de poder em Portugal têm tentado nas últimas décadas: ganhar terreno ao centro. E sabemos que o cabeça-de-lista do PS às europeias deste ano é bom nesta captação de eleitorado. Não era preciso era vir assumi-lo assim tão descaradamente. «A minha candidatura é do bloco central e estruturante de esquerda».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 56.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 56:«Eu gosto desta terra. Nós somos feios, pequenos, estúpidos, mas eu gosto disto».

Cambada.

É, a malta da Província deve ter lepra, ou padecer de uma doena cancerígena. Cambada.

A «boca» do dia.

Austeridade chega ao Vaticano.

O papa Francisco anunciou esta segunda-feira a criação do «Secretariado para a Economia», uma espécie de ministério, que irá coordenar os assuntos económicos da Santa Sé e tem como objectivo aumentar a transparência e aumentar os fundos destinados à solidariedade. O órgão, que terá as atribuições de um Ministério da Economia, será liderado pelo cardeal australiano George Pell, bispo de Sydney, e irá apresentar um orçamento anual para o Vaticano, assim como impor padrões para as contas internas e relatórios. Tempos novos no Vaticando, colocando entraves a uma autonomia longa pelos lados da Santa Sé.

Saudades de congressos à moda antiga.

«Não sou ministro dos generais reformados».

«Não sou ministro dos generais reformados», Aguiar-Branco, em entrevista ao Sol.

As dificuldades.

Os serviços sociais da GNR apoiaram 3854 militares com dificuldades financeiras em 2013. E 525, avança a GNR, têm, neste momento, o vencimento penhorado. Se isto não mostra a Pedro, que os portugueses estão piores, não sei o que será necessário.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 55.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 55: « só há grupos onde existem fraquezas individuais». 

Merkel e Gaspar, directamente de Loulé.

A foto é do Luís Forra, da Lusa, e mostra um cheirinho do Carnaval 2014, desta feita, directamente de Loulé.

Seguro sempre no fim da corrida.

Nem no timing, António José Seguro consegue ganhar terreno. Foi preciso haver um congresso social-democrata para sabermos todos que Francisco Assis é o cabeça-de-lista do PS às europeias deste ano. E já depois de ontem Passos ter anunciado Paulo Rangel como candidato pela coligação PSD/CDS-PP. Questiono-me até que fundo vai bater este PS...

Onde andas tu, Rui?

A água e o azeite não se misturam, não é?

Marcelo e Marques Mendes lá foram. Faltou Manuela para o trio com muita lata.

Marques Mendes, Marcelo, Santana e Menezes. Os únicos antigos presidentes decidiram ir ao Coliseu. É pena que, no caso de dois deles, não tenham vergonha na cara. Semanalmente, nas televisões privadas, e na catequese preparada, o discurso nem sempre agrada ao querido líder Pedro. Mas se há partido que é melhor que um circo é o PSD. Por todas as razões. E o que mais perturba é ver o partido de Governo a ter um congresso com tanta paz de espírito aparente. O País, cá fora, parece ser um livro de banda desenhada. Acrescente-se a isso o facto de a oposição, liderada por Seguro, ande perdida num mar desconhecido, à deriva, e sem rumo conhecido.
P.S. - Manuela Ferreira Leite também mostrou hoje a coragem que [não] tem. É mais fácil debitar críticas na tv. Desse ponto de vista, Marcelo e Marques Mendes foram corajosos por enfrentar um partido nada animado com as suas opiniões semanais. Pedro Passos Coelho tem de ter muita paciência...Barões destes? Nem dados. Mas a História do PSD é feita de …

A jogada do Rato que a 'laranja' ultrapassou sem problemas.

O PS bem tentou, colocando Alberto Martins em missão impossível, logo pela manhãzinha. E que missão foi essa? Um golpe baixo, sobretudo com a frase escolhida e pensada criteriosamente do antigo ministro da Justiça, à comunicação social, convocada com muito interesse. «Quem não deve não teme», disse Alberto Martins, a propósito da comissão de inquérito à compra dos submarinos e blindados, e proposta esta manhã pelos socialistas. Seguro enterra-se a cada dia que passa. Além do vazio de soluções para as europeias, só prova, com estas estratégias de pouca inteligência política que está cada vez mais morto. Pior. Já conseguiu levar o Largo do Rato a um estado de passividade total. A recuperação terá de ser em tempo recorde. Veremos se há um milagre do lado da oposição interna socialista.

«Eu sou a melhor prova da liberdade do partido»

Depois de muita hesitação, Marcelo lá decidiu ir ao Coliseu dos Recreios, em jeito de reconciliação com os críticos dos barões. «Eu sou uma das melhores provas de liberdade do partido», disse o professor. É verdade, lá isso, é, mas que alguns se sentiram, lá isso sentiram.

O perdedor Menezes regressou ao palco «sulista, elitista e liberal».

Luís Filipe Menezes foi ao congresso do PSD assumir toda a responsabilidade pela derrota que sofreu na Câmara do Porto nas autárquicas e agradecer todo o apoio que o partido lhe dispensou na altura em que decidiu disputar as eleições. «Não pertenço ao grupo daqueles que somando vitórias, vitórias, vitórias vêm ao congresso receber os louros. Eu estou aqui para assumir a responsabilidade da minha derrota», reconheceu. Menezes igual a si próprio. No mesmo palco do Coliseu de Lisboa é impossível esquecer o famoso discurso de Menezes contra «o eixo sulista, elistista e liberal» (com que classificava Durão Barroso), proferido há quase 20 anos. Afinal, os barões ouviram os apelos do início da manhã de sábado...;)

O regresso do amigo Relvas.

Em fim-de-semana de reunião da família social-democrata, uma das grandes surpresas (ou não tanto), foi a escolha de Miguel Relvas para cabeça de lista do Conselho Nacional do PSD. A decisão do amigo Pedro provocou um grande mal-estar junto de muitos congressistas, alguns com responsabilidades de peso no partido, que não entendem as razões pelas quais Relvas foi escolhido para liderar a candidatura. Recorde-se que o Conselho Nacional é o órgão mais importante entre congressos, e funciona como o chamado Parlamento do partido. Mais tarde ou mais cedo o regresso aconteceria, porque há favores que não se podem deixar de pagar. E a amizade na política é lei. E estão aí dois actos eleitorais para preparar, a máquina para olear....Relvas, Relvas, um bicho que não vive sem o aparelho. Um exemplo, a par de outros, que revela bem que classe política andaram a formar nas jotas e nos ramos da árvore.

lulia Timochenko. A esperança ucraniana.

A imagem marcante do fim-de-semana: Iulia Timochenko, ex-primeira-ministra da Ucrânia, depois de dois anos e meia presa, a antiga primeira-ministra apareceu na Praça da Independência numa cadeira de rodas. Primeiro comoveu. A seguir deu ordens à multidão: não podem deixar a praça até haver a certeza de que a Ucrânia «não volta atrás». Uma imagem histórica e que pode ser uma luz de esperança para a Ucrânia.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 54.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 54: «não há ninguém que eu odeie, acho que dá muito trabalho odiar. Há é pessoas que me são indiferentes».

O dado do dia.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 53.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 53: «quem me assassinou para que eu seja tão doce?».

Unicef. Um apelo urgente.

É um dos maiores apelos de sempre da Unicef. O Fundo pede 2,2 mil milhões de dólares, o maior de sempre, para ajudar 85 milhões de pessoas, entre as quais 59 milhões de crianças, em 50 países em todo o mundo.

I Congresso da Troika em Portugal.

O Coliseu de Lisboa recebe este fim-de-semana o XXXV congresso 'laranja', para marcar calendário. Pode até dizer-se que será, paralelamente, o I Congresso da Troika em solo nacional...com a família ordeira e bem ensinada, e já que os barões não devem mexer uma palha para ir às Portas de Santo Antão dizer olhos nos olhos a Passos o que diariamente dizem nos estúdios de televisão. O que me entristece, eu que assisti e vivi tantos conclaves partidárias com a chama de outros tempos, é enfiarem no saco o debate de ideias, é não questionarem, em congresso, o rumo ideológico de um partido cada vez mais «esfrangalhado», de dia para dia. Urge, há muito, no interior dos partidos de quadros e de poder em Portugal a discussão ideológica versus discussão global. Mas enquanto os ajuntamentos de capelinhas, caciques e tachos preferir discutir cargos de confiança, negociatas de salvação, compensações de camaradagem, não chegamos a lado nenhum. E também não acredito nas novas forças partidária…

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 52.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 52: «o problema dos partidos (políticos) é que se tornam reaccionários porque têm de funcionar com o aparelho, como qualquer igreja».

Portugal «invadido» por vampiros [que comem tudo e não deixam nada].

«Fomos invadidos por uma espécie de vampiros, que são quem controla o sistema inventado pela modernidade, vivendo-se agora um apocalipse indirecto em estado de guerra permanente». A frase é de Eduardo Lourenço, ensaísta maior deste nosso tempo, ontem na 15.ª edição do Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim. É uma boa frase para o dia de hoje, já que a família PSD regressa ao Coliseu de Lisboa para o seu XXXV Congresso. Para onde nos levam e para onde caminha um país cada vez mais sem referências?

Orçamento do Cidadão já está online.

Os portugueses têm a partir de hoje disponível no portal do Governo uma versão simplificada do Orçamento do Estado (OE) de 2014, que lhes permite saber onde é que o Estado vai buscar as receitas e onde é que as vai gastar. Trata-se da primeira versão do «Orçamento Cidadão»(OC), que resume, em 31 páginas, o OE nos seus pontos essenciais, com o objectivo de facilitar a informação ao cidadão comum, de forma pedagógica. Não acredito que muitos portugueses o leiam, mas reconheço que é uma ferramenta importante ao dispor de todos nós.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 51.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 51:«nunca falamos muito, acho que nunca falamos nada. E não sinto necessidade de começar agora. O que poderia dizer? Existem séculos e séculos de silêncio entre nós e, debaixo dos séculos do silêncio, ocultas lá no fundo, se calhar esquecidas, se calhar presentes, se calhar apagadas, se calhar vivas e a doerem-me, coisas que prefiro não transformar em palavras, coisas anteriores às palavras...».

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 50.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 50: «Idealmente, a missão da crítica seria ajudar a ler. Em teoria, o crítico será um leitor mais atento do que os outros. Não tem necessariamente que emitir juízos de valor. Temos tendência a gostar só dos que são da nossa família, as ideias confundem-se com as nossas paixões».

Gaspar: o ministro da Troika que votou Soares.

Eu concordo com o Miguel [Sousa Tavares], de que é cedo para julgamentos a Vítor Gaspar e de que o próprio terá, muito cedo, aceitar ser auto-crítico do seu trabalho. Eu, por enquanto, vou lendo a obra da Maria João Avillez, que será hoje apresentada publicamente, e deixo aqui, em tom de registo factual, apenas, a pergunta e resposta da Página 93 que encerra o capítulo «O Espectador»: P: O «espectador» [Vítor Gaspar] votou no Soares ou no Freitas nas presidenciais de 1985? R: O espectador não votou. O espectador não vota. Eu, pela minha parte, votei em Mário Soares.
Prometo, no final, se me apetecer, dar a minha opinião sobre esta longa entrevista, agora editada em livro. Mas posso, para já, avançar que tenho dado gargalhadas das boas ao longo da obra. Não só pela postura da ilustre jornalista como pelas respostas do ministro que mais usa a palavra «atempadamente» [até enerva]. Uma coisa é certa, tenho visto muita gente a falar da obra, a criticar, a deitar abaixo. Outra coisa também é c…

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 49.

Momento «Em nome de ti, ALA», dia 49: «Tanto ruído no interior deste silêncio: são as vozes dos outros a falarem em mim, pessoas de quem gostei, pessoas que perdi, gente que tenho ainda».

Platonismo precisa de ajuda. Alguém responde?

Pergunta (idiota) do dia: alguém sabe dizer-me qual a profissão actual do antigo-primeiro-ministro José Sócrates? É uma dúvida que me assola depois do regresso de um ano de estudo em Paris. E não, comentador televisivo não é aceite pelo Platonismo como resposta. É que, mal ou bem, todos os antigos ocupantes do cargo retomaram as suas vidas profissionais, mas Sócrates, é o quê? Nunca ninguém lhe conheceu uma profissão, além da vida política - engenheiro no activo, professor universitário (ui, esta é perigosa), consultor, o que seja. Nada. Ficamos à espera da resposta certa. É que eu gostava mesmo de saber...por curiosidade, claro! 

P.S. - A mesma pergunta serve para Miguel Relvas também. ;)

Delapidação do SNS. Ou será mais depilação?

O caso que veio a público nos últimos dias das médicas e enfermeiras do Hospital de S. João, no Porto, acusadas de falsificar documentos de supostos tratamentos dermatológicos para fazer depilações à custa da ADSE, é só um exemplo do cancro que ainda lavra no Serviço Nacional de Saúde. As mulheres estão já acusadas pelo Ministério Público de obterem pagamentos da ADSE para tratamentos dermatológicos quando na verdade fizeram depilações a laser. Este caso é só mais um a juntar a outros tantos, uns conhecidos outros menos, e que revela bem a inglória fiscalização do sistema. Se por um lado estamos a emagrecer a Saúde, com cortes de recursos humanos e serviços, não podemos aceitar que, do outro lado da balança, haja a delapidação em nome do luxo. Há pessoas a morrer por falta de assistência, como é o caso de alguns doentes oncológicos. Há portugueses a adiar uma ida ao hospital, pelo valor elevado das taxas moderadoras, pelo tempo de espera, enfim, por um interminável peso que os deixa r…