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Mensagens

A mostrar mensagens de Dezembro, 2013

Presente antecipado de fim de ano.

No último dia do ano, o Presidente dá a boa nova: OE/2014 promulgado. Mais um caminho com fardos pelo meio. Sobre nós e as nossas vidas. Havemos de aguentar. Teremos de aguentar. A História irá escrever-se ainda que dos fracos não reze a mesma. Mas, amanhã, Sr. Presidente, reformule o discurso ou então retire o pó dos discursos mais antigos onde lembrava que «havia limite para os sacrifícios».

Feliz Ano Novo.

«Quem me é próximo sabe que não vivo de quase nada, só não vivo sem uma caneta na mão». É por isso que vivo em ti, que me misturo na tua alma, que não respiro sem as tuas entranhas, ALA. Porque no que toca a sonhos, pedidos e desejos, tão comuns nesta época da Era em que Existimos, é também este o meu desejo: continuar a viver com uma caneta na mão. Sorrindo sempre. E todos os dias preencher essa folha vazia e que aguarda os caracteres de uma História sempre por contar. A nossa. Bom ano novo a todos. Em partilha, porque assim se revela a Vida e o mundo aos meus olhos.

Última crónica do ano. Dedicada ao Paulo e à Joana.

Esta é a última crónica do ano na Antena Livre. Ao fim de mais um ano, é tempo, inevitavelmente, de fazer balanços. No caso, os últimos 12 meses constituem mais 12 árduas batalhas enfrentadas pelos portugueses. Dificuldades económicas que permaneceram, com impostos sobre as pessoas, menos rendimento disponível e um desemprego galopante que atingiu o recorde de 17,8% em Abril. Estes são apenas alguns dos números que atingiram as nossas vidas. Durante todo o ano de 2013, assistimos ao aumento das desigualdades sociais, ainda que a economia portuguesa, aqui e ali, tenha mostrado sinais positivos, mas ainda muito ténues. Entre crises políticas, com Paulo Portas à cabeça, a dar por irrevogável decisões que não o foram, ao longo de todo o ano ouviu-se mais do que nunca a Grândola do nosso querido Zeca, assistimos a manifestações em catadupa e as greves revelaram-se uma constante. O Parlamento foi, sem dúvida, o símbolo onde os portugueses depositaram, em 2013, não só a sua ira mas também as…

O lixo, a greve e a falta de firmeza de um autarca.

A Direcção-geral da Saúde emitiu este fim-de-semana um comunicado, recomendando aos lisboetas que evitem depositar o lixo na rua durante a greve dos trabalhadores de limpeza da Câmara de Lisboa para prevenir situações de «insalubridade e minimizar o impacto na saúde pública», lê-se no documento que chegou ao meu email. A greve dura até 5 de Janeiro, mas o edil lisboeta já avisou que os efeitos da mesma durarão até dia 10. Eu só tenho uma coisa a dizer: até quando têm os restantes cidadãos de sofrer as consequências de greves deste género? O direito à greve está previsto constitucionalmente, e respeito-o, e apoio-o. Mas será que esse mesmo direito não pode ser exercido mantendo a vida em sociedade viável? António Costa mostrou, neste episódio, por que razão não teve coragem de avançar no partido a que pertence: falta-lhe firmeza e coragem. Ameaçou contratar uma empresa privada para garantir os serviços em causa, mas até ao momento, recuou. O medo é contrário aos líderes de mão firme. A…

A União Monetária. Aos olhos de Draghi.

Mario Draghi, presidente do BCE, proferiu este domingo declarações perigosas quanto ao futuro da União Monetária. Draghi diz numa entrevista ao semanário alemão Der Spiegel, que o perigo de ruptura da união monetária está já praticamente superado. O futuro da União Monetária Comum? Mas qual futuro, sr. Draghi? O problema maior das economias europeias, antes mesmo de rebentar a crise de 2008, já era precisamente esse. Uma União Europeia à deriva em matéria de políticas financeiras, económicas e monetárias comuns. Mas atirar areia para os olhos dos cidadãos europeus, é sempre mais fácil. Cá estaremos para ver o que vai acontecer a esta tão importante União Monetária.

Figura do ano político. O «irrevogável» Portas.

Tem mais vidas que os gatos. Quem o conhece, sabe bem do que falo. Paulo Portas, actual vice-primeiro-ministro, é a figura do ano político que termina. Pelos piores motivos. Conseguiu, a meio do ano, brincar com um país inteiro, com a democracia e as instituições que a suportam, unicamente devido à sua maneira muito eficaz de gerir os caminhos que pisa. Adicionou ao currículo político a palavra que, muito provavelmente, ficará para sempre associada ao seu perfil: «irrevogável». Com a brincadeira, que deixou um país em suspenso, conseguiu o que queria: reforçar os poderes que já detinha no elenco governativo e conquistar o lugar de n.º 2, à medida do cargo que ocupa no segundo partido da coligação de centro-direita que governa Portugal. Com isso, tem liderado processos de Estado que, daqui a uns anos, vamos saber se foram ou não danosos para o País. O jogo da batalha naval, já sabemos, é o seu preferido...esperemos que desta vez o submarino não vá ao fundo. Entretanto, como se isso não…

Portugal ardeu (de novo) em 2013.

O Verão de 2013 foi dos piores dos últimos anos. O drama dos incêndios não deu tréguas, mas desta feita, ceifando a vida a oito bombeiros. Ao todo 120 mil hectares de floresta desapareceram na época estival em Portugal. Um Inferno que se repete todos os anos.

2013. Portugal revisitado em tempos de Troika.

Em 2013, o clássico da carga fiscal prosseguiu caminho nas nossas vidas, sobretudo nos bolsos de quem já pouco tem e que viveu, no último ano, com menos rendimento disponível. O agravamento do IRS, o corte nas pensões e dos subsídios foram a grande nova anunciada pelo então ministro das Finanças, Vítor Gaspar. Logo em Abril, a taxa de desemprego atingia o recorde negro de 17,8%, como se previa. Durante todo o ano de 2013, assistimos ao aumento das desigualdades sociais, ainda que a economia portuguesa, aqui e ali, tenha mostrado sinais positivos, ainda que muito ténues. A meio do ano, dá-se a grande crise no interior do Executivo com as saídas dos ministros Vítor Gaspar, Álvaro Santos Pereira e do tão «amado» Miguel Relvas. O desgaste era visível, por razões distintas, nos três governantes. Mas a grande surpresa (ou nem tanto) para animar a pré-silly season, foi a demissão do então ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, tida, pelo próprio, como «irrevogável» mas que, sem a …

30 milhões decisivos para muitos que só peca por chegarem tarde.

O Governo aprovou hoje a atribuição de 30 milhões de euros para o financiamento inicial do Fundo de Reestruturação do Sector Solidário (FRSS). A gestão será feita pela União das Misericórdias Portuguesas, pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, pela União das Mutualidades Portuguesas e pelo presidente do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, em representação do Estado. Apesar de o anúncio esbarrar com as campanhas eleitoralistas da São Caetano a Lapa, só se pergunta ao mesmo Governo porque razão é que esta ajuda não foi activada desde o primeiro momento de intervenção externa e de correspondentes medidas severas de austeridade.

Os disparates natalícios de Pedro.

«Os melhores anos ainda estão para vir. De todo o discurso da Mensagem de Natal do Primeiro-Ministro, esta foi a frase que mais me chocou. Nenhum governante, de perfeito juízo, pode no actual momento das economias europeias, afirmar um disparate deste. Bem sabemos que temos eleições (europeias e legislativas) à porta, e que a tática político-partidária obriga a virar a agulha para os mais necessitados. Daí a dizer, arrogantemente, que «o melhor ainda está para vir» com 900 anos de História de Portugalidade, é antecipando um futuro que ninguém conhece, é triste, muito triste. As urnas, meu caro Pedro, ditarão, como sempre a sentença.

Acabada de chegar da Grécia...

Natal greco-português com a supervisão alemã. Dois meses para Berlim, três para Lisboa.  Platonismo em modo eixo Portugal-Alemanha-Grécia...

Mimos do outro Berço.

Os mimos de Lisboa. Os meus desejos para todos vocês. 365 dias por ano.  Feliz Natal a todos. *ac@vida*

Os comboios e o berço.

Gosto de comboios. Gosto de estacões à moda antiga recuperadas pelos Portugueses. Gosto dos seis graus que me acariciam o rosto com sabor a Natal. Mas do que gosto mesmo é do silêncio da minha estacão. Da minha terra. Do meu berço. Partir é tão bom como chegar. Até porque desta terra nunca me hei-de despedir.  *ac@Vida*

Feliz Natal.

O Platonismo deseja a todos umas Boas Festas e muita esperança no futuro. Sonhem. Sorriam e partilhem. É essa a maior dádiva que podemos ter deste pequenino lugar onde habitamos.

A imagem que revela o quadro «clínico» de um País.

A imagem é do Público, e revela bem o estado do País que nos «pariu». A cor, o espaço e o ambiente reflectem magnificamente o quadro «clínico» geral dos últimos anos. Boneco bem conseguido. Devido ao novo sistema de consulta online não conseguimos identificar o autor da foto. Seja como for é daquelas imagens que merecem ser lembradas e que ficam para a história

O Constitucional e o verdadeiro Portas.

O chumbo do Tribunal Constitucional à lei da convergência das pensões, conhecido na semana passada, era esperado. Os 13 juízes que apreciaram o diploma consideraram que o corte de 10% nas pensões de reforma e invalidez de valor ilíquido mensal superior a 600 euros, viola o princípio da protecção de confiança. Também na semana passada o tribunal constitucional alemão considerou que as reformas são um direito dos trabalhadores, idêntico à detenção de uma propriedade privada, cujo valor não pode ser alterado. E acrescento ainda que o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem segue a mesma linha de pensamento. Pelos vistos só a Troika ainda não percebeu que há leis fundamentais que estarão sempre prontas para travar ainda mais o pesadelo. Com a notícia, Pedro Passos Coelho volta a ameaçar com a caixa de Pandora, e já abre novamente a porta a um aumento de impostos. Este é um «erro brutal» na medida em que «já atingimos um limite de pressões fiscais que são intoleráveis». Só Passos e Portas p…

Emoções que se repetem.

Há emoções que se repetem. Todos os anos. Quase que mecanicamente, mas sempre com o mesmo sentimento de ternura. Abrantes, pai e mãe são três palavras obrigatórias nesta viagem de Natal a que eu chamo partilha de berço que nunca ninguém há-de quebrar. Como dizia Camilo (Castelo Branco), não deixem que o ser humano vos impeça de viver a vossa felicidade. O maior presente que podem dar ao Mundo que vos rodeia não é comprado nas filas intermináveis das cidades, é adquirido nos corações de quem amamos, no ventre de quem nos gerou, e nas entranhas de que fazemos parte. Feliz Natal a todos e sejam felizes, em partilha, e em sorrisos rasgados de sensações só vossas. A magia e luzes abrantinas que me chamam não se perdem, eu é que me perderei nela, este ano mais tarde, que o Jornalismo também quer «natalizar» (palavra acabada de ser inventada) com a AC...

Boas Festas.

O Platonismo deseja a todos umas Boas Festas e muita esperança no futuro.

A sobrevivência sem limites.

«....antes de a NEP (Nova Política Económica, idealizada por Lenine, que entrou em vigor em 1922 e previa o retorno, após a guerra civil, a um Estado com determinadas características capitalistas) ter sido abolida, a imprensa soviética começou a escrever sobre a fome que grassava nos países capitalistas. Este facto fez com que Green pensasse que, na Rússia, se preparavam para um longo período de fome. Começou a armazenar comida desesperadamente, o que o salvou - e à família - de uma morte certa. As suas histórias sobre esse período eram indescritíveis. Pais que comeram os filhos. Toda a espécie de animais domésticos, até cães, gatos e ratos, desapareceu completamente... Centenas de milhares de pessoas colapsavam nas ruas, inchadas de fome... As pessoas pagavam ouro, literalmente, por algo que pudessem comer. Nalgumas zonas os enlouquecidos pela fome comeram a carne de cadáveres que desenterraram das suas sepulturas...». Excerto de «O Sabor do Paraíso», Página 94, de Icek Erlichson, de…

Foto do ano (parte III).

Outra fotografia que deixou o mundo de boca aberta foi a tirada à Lua a passar entre o Sol e Terra, e obtida pelo Solar Dynamics Observatory da NASA. Duas a três vezes por ano, o satélite natural da Terra é observado nesta situação com o recorte detalhado da sua superfície, porque não tem atmosfera. Fica para a história do ano de 2013.

Foto do ano (parte II).

Com uma arma de brincar nas mãos, uma criança sorri, sentada ao lado de membros do Exército Livre Sírio, em Deir al-Zor. A foto foi tirada a 22 de Julho de 2013 e pertence a Khalil Ashawi (Reuters). É outra das imagens que merece destaque platónico em 2013.

Foto do ano (parte I).

Foram várias as fotos do ano. A nossa escolha recai sobre algumas. E esta, do presidente Vladimir Putin e da chanceler alemã Angela Merkel, surpreendidos com mulheres sem nada vestido da cintura para cima durante uma visita à feira industrial de Hanôver, é uma delas.

De Lessing a Mandela, as perdas de 2013.

Já é um clássico. Todos os finais de ano, Platonismo dá a volta aos últimos 365 dias. Por cá demos conta de muita coisa, começamos, desta vez, por uma escolha (filtrada) de algumas das personalidades internacionais que faleceram em 2013.

Três anos de 'Primavera Árabe'.

Passam três anos este mês sobre o início do que ficou conhecido na Tunísia como “Primavera Árabe”.

Paris.

O Inverno começou ontem. Paris está linda. Na Europa é difícil batê-la por mais que Viena, Londres e Berlim se esforcem. Ainda assim, continuo a preferi-la no Outono. Gostos, vá-se lá perceber porquê. 

Pai Natal nos clássicos de pintura.

Há mais de duas décadas que o Pai Natal invade obras de arte. O norte-americano Ed Wheeler fez jus a essa história e decidiu introduzir a figura do Pai Natal em algumas das mais importantes obras de arte clássica da história. Pinturas como «O Homem Vitruviano» de Leonardo da Vinci, «A Criação de Adão» de Michelangelo, «Os Fuzilamentos do 3 de Maio» de Goya, entre outras, ganharam pequenas notas de actualidade natalícia. Ed começou por realizar uma produção por ano na véspera de Natal e tem estado a catalogar mais de 200 pinturas sendo que já finalizou 40 obras. Uma colecção com 25 anos e que está a fazer um sucesso enorme nos EUA.

ALA. Embala-me e seduz-me até à última palavra de um livro.

António Lobo Antunes deu, na passada quinta-feira, uma entrevista à Visão, numa espécie de conversa em que as perguntas mais não são que citações das suas crónicas naquela revista. Mais um momento só dele, só meu, só nosso. Escolhi algumas das citações que me tocaram mais. É difícil, porque cada palavra que sai de ti, ALA, enche-me o coração de mais amor. Mas só quem conhece a tua obra pode interpretar e compreender mais longe o que dizes e o que escreves. Ler-te não pode ser literal. Ler-te é entrar em ti, ALA, e no ser humano que és. Sem ti, não seria AC. Sem ti, também a minha escrita não seria o que é. Um chá e umas bolachas. Repetimos na última semana do ano. E não, não és extrovertido, porque quem te percorre as entranhas consegue ver-te sempre a sorrir e a dançar. Em caracteres sedutores que embalam e me adormecem até amanhecer.
«Eu estou cheio de perguntas e cada vez tenho menos certezas. Penso que os livros vão ficar, mas o que passei nos últimos seis anos (com o cancro e a re…

Bem-vindo, Inverno de Portugal.

Não és, nem de perto nem de longe, a minha estação do ano favorita. Mas recebo-te com sorrisos, quentes, como só tu sabes provocar em mim. O charme que emanas não pode nunca ser indiferente. Bem-vindo, Inverno de Portugal.

Alguém com juízo.

Se há uma Lei Fundamental é para cumprir. Ponto. Final.

A frase do dia.

«Passos apenas deixou de ser esmagado pela presença de Vítor Gaspar». 
Miguel Sousa Tavares. SIC. 

Carlos. Três anos sem ti. A Vida Inteira Contigo.

Amo o passado que vivi, o presente que me abraça e o futuro que me convida. A saudade não está na distância mas na partilha que acrescentamos ao que amamos na Vida que somos. Três anos sem ti. A Vida inteira contigo. As palavras que iniciam esta crónica são dedicadas a um dos Homens maiores que este País pôde orgulhar-se de ter. Digo maiores porque para mim assim o é. Ontem, 15 de Dezembro, fez três anos que morreu Carlos Pinto Coelho, por todos conhecido, como jornalista e homem da verdadeira Cultura, como poucos tivemos. O Carlos foi, para mim, tudo o que a Vida representa de melhor. Foi professor, mestre, amigo, conselheiro, a âncora que me segurou desde o primeiro dia em que pisei uma redacção, já lá vão dez anos. Foi o meu maior pilar até ao último dia em que esteve entre nós. Aqui, em Abrantes, deu o melhor de si aos alunos que ensinou. Eu fui uma delas. E também aqui o esquecimento nunca há-de cair, pelo menos, enquanto eu tiver voz para o lembrar. Por isso, e porque tudo já fo…

Viena e Paris. Dois mercados de Natal do outro mundo

Em todo o mundo fazem por esta altura do ano as delícias de locais e turistas. Destacamos hoje dois dos mercados de Natal mais cobiçados da Europa: Viena e Paris. Basta olhar para perceber quão doce a vista é. Ficam duas imagens que, à falta de melhor, nos fazem sonhar aqui, bem longe.