Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Outubro, 2013

In spirit I'll be there.

Há dias plenos, cheios de estórias que o Jornalismo me concede. E há laços paralelos, vidas que se cruzam, enrolam e entrelaçam, cruzamentos longínquos, que cravam na pele e na carne, a emoção única que jamais se repete. «In spirit I'll be there»... ;)

Um doce Halloween.

Sempre gostei deste dia, desta noite. Não sei bem porquê, certamente pelas razões óbvias e por todo o misticismo que gira em torno da data. Seja como for, tenham todos um Halloween muito doce e com muitos sorrisos... Este ano, a Norte, o meu vai ser, seguramente, diferente...

Liberalismo (bacoco) imposto.

Ora aí está o liberalismo (bacoco) imposto. A forma dissimulada de legislar por decreto (através de uma maioria parlamentar) o que não se consegue por outra via.

A Estrela entranhada em mim.

«O 'plano B' é sermos escorraçados do Euro».

O tempo de revisitar Eça.

Há sempre um momento na nossa vida em que regressamos ao passado. A minha revisita ao Eça demorou [e há muito que era desejada] porque a reprimia diariamente sempre que começava uma nova leitura. Há duas semanas ganhei coragem e abri a estante onde repousam os 20 livros do génio. O Tempo presente urge. A necessidade de acalmar a alma também já que muito lixo também se consome na Urbe. E tinha de começar por uma obra que me marcou quando aos 16 anos a li pela primeira vez, ou não fosse eu filha da Província e adoptada pela Civilização. Reza assim um excerto de ‘A Cidade e as Serras’ [obra póstuma, publicada em 1901] e que reflecte muito do que somos ainda hoje: «(…) o que a Cidade mais deteriora no Homem é a Inteligência, porque ou lhe arregimenta dentro da banalidade ou lha empurra para a extravagância. Nessa densa e pairante camada de Ideias e Fórmulas que constitui a atmosfera mental das Cidades, o homem que a respira, nela envolto, só pensa todos os pensamentos já pensados (…) Todo…

O Professor com graça.

Há dias em que Marcelo tenta ter graça. Mas o estado dela, no caso do Professor, há muito que se foi. É que já não há paciência para a velha história do «nem que Cristo desça à Terra». Sound bites.

Lou. Foi-se um dos meus.

Reciclagem política precisa-se, urgentemente!

«Passos falha nomeação de amigo para alto cargo». Esta é uma das chamadas de capa do Expresso deste fim-de-semana. O «amigo» chama-se Francisco Almeida Leite, antigo jornalista, e que chegou inclusive a Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros. Diz o semanário que chumbou na tentativa de nomeação por falta de currículo para a Sofid - Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento - uma empresa que apoia a internacionalização das empresas portuguesas, sobretudo as PME's. É detida em 60% pelo Estado, sendo os restantes 40% repartidos pela banca [CGD, BES, BCP e BPI]. Se dúvidas houvesse do «amiguismo» que continua por cá... Só é pena a Troika não ser tão exigente e implacável com este Governo [onde dominam as clientelas] como o é com os portugueses, na sua maioria, desgraçados, pobres e desempregados. Não se pode mesmo reciclar esta gente e esta classe? Estou disponível para ajudar na destruição do lixo. Para mais informações é ler a crónica de Daniel Oliveira no Expresso o…

Malala - a menina que representa um pouco de cada um de nós.

Este sábado a Revista 'Única' do Expresso faz capa com Malala Yousafzai, a menina paquistanesa que ousou enfrentar os talibãs, num país mergulhado no medo e nos atropelos dos direitos humanos. O dia quase fatal foi a 9 de Outubro de 2012. Já passou pouco mais de um ano. E à medida que o tempo passa vai ficando mais real e claro o que se passou naquele fatídico dia em que a luta venceu a causa do regime na região. Emocionei-me ao ler o retrato na primeira pessoa. Porque Malala, hoje exilada em Inglaterra, representa um pouco de cada um de nós, dos nossos sonhos, das nossas esperanças. Ficam algumas frases de uma menina que será certamente um marco da paz neste princípio de século XXI.
«Ir à escola sem medo passou a fazer parte da minha rotina diária. O medo, porém, é impossível de esquecer».
«Quero dizer ao Mundo que as mulheres também são seres humanos».
«O medo é impossível de esquecer».
«Quando ia a Islamabad para uma conferência ou outra coisa costumavam pôr-nos num hotel muito…

Vincar a realidade de muitos portugueses. Vincar. Não esquecer.

Nota: Os 566 euros corresponde à media mensal contando com 14 meses. O valor/mês do ordenado mínimo, bruto, em Portugal, situa-se nos 485 euros [uma fortuna, como todos sabemos].

Dia António Lobo Antunes.

O escritor António Lobo Antunes participa hoje à tarde num encontro sobre a sua obra literária, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, no âmbito do programa de Humanidades desta instituição. A iniciativa chama-se «Dia António Lobo Antunes». Se não sabem o que fazer numa tarde de domingo, está aqui um bom programa.

Ratinhos de laboratório? Somos todos nós.

Andei ausente do mundo, e hoje vi a resposta de Santana à entrevista de Sócrates ao Expresso. Na CMTV. Quem tiver memória do passado político, quem tenha lido a entrevista e assistir a esta, fará a sua leitura. Eu fiz a minha. Mas não a partilho. Isto já desceu a um ponto em que somos todos ratinhos de laboratório.

ac@depechemode

Assim foi o regresso à «minha» Lisboa, a rodopiar, a dançar e com a alma cheia de gente (s) a acenar-me do alto da serra... Com muita água e chuva, mas sempre com a esperança de que este País tem saída e sonhos por cumprir. *ac@depechemode*

Ares serranos, sonhos que se perpetuam.

João Proença - conselheiro especial a convite de Barroso.

Depois do tacho AICEP, é a vez de João Proença aceitar novo tacho [e um não apaga o outro, claro]: aceitou o convite de Durão Barroso para ser conselheiro especial junto da Comissão Europeia. Ainda que nos digam que o cargo é não remunerado, o ex-líder da UGT dá-se demasiado bem com a direita, a tal cabra que está a destruir a Europa. Quando os lobos vestem a pele de carneiros é assim que termina.

Um ano sem ti, Pina.

Um ano sem António Manuel Pina. Faz hoje 365 dias que nos deixou [mais pobres].

José Sócrates e as convicções reconfirmadas.

Comentar esta entrevista seria perder tempo com alguém que não tem respeito nenhum pela Democracia. Mas li-a. Foi a primeira coisa que abri quando comprei o Expresso esta manhã. E fiz questão de o fazer, sozinha, sem ninguém por perto, que me influenciasse a leitura. O desrespeito de que falo, refere-se apenas às partes em que José Sócrates fala, de cátedra, sobre os cidadãos, os eleitores, a democracia. O resto é pessoal e político e vale o que vale. Bom resto de sábado a todos.

Um pequenino déspota. Ou será mais déspota pequenino?

O «caso» Angola há muito que estava à vista. Mas bom mesmo é a entrevista que faz capa na revista deste sábado do Expresso. «Não me sinto inclinado para voltar a depender do favor popular?». «Favor popular?». Terei lido bem? Os homens honestos, corajosos, democráticos e com moralidade há muito que estão identificados. E José Sócrates, claramente, está longe de lá chegar. Os pequenos, pequeninos déspotas começam assim, mas tombam sem grandes esforços e «caem que nem tordos».

«A vida é o pânico num teatro sem chamas».

«A vida é o pânico num teatro sem chamas». Jean-Paul Sartre. Com amor e destinatário directo: Pedro Passos Coelho&Companhia. *ac@vida*

Esmagados. Triturados. Reduzidos a pó.

A cor do ano de 2014.