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Mensagens

A mostrar mensagens de Setembro, 2013

Autárquicas 2013. Irão eles perceber que estamos em mudança?

Torga, irão eles perceber que estamos em mudança? Enquanto há esperança há vida, enquanto há País há alvorada todas as manhãs. Foto_Alfredo Cunha.

Autárquicas 2013. A vitória dos independentes.

O grande vencedor da noite chama-se apenas e só isto: independência. Foram inúmeros os casos de candidatos sem carimbo partidário a avançarem no terreno autárquico. Por opção própria, por quezílias partidárias ou tão somente porque começaram a perceber que o eleitorado cansou-se dos partidos, dos discursos da capelinha. Por isso, e como já se tornou tendência nos últimos anos, os independentes a este acto eleitoral, merecem aplausos. Com Rui Moreira à cabeça. Afinal, como disse esta noite o agora independente Guilherme Pinto ganhou a Câmara de Matosinhos de forma clara: «o símbolo dos partidos não é preciso para nada». Nesta nova Era nacional, de facto começam mesmo a valer zero. A chuva hoje deu sorte. E, pelos vistos, valeu a pena.

Autárquicas 2013. Os vencedores (esperados) da noite.

Autárquicas 2013. A derrota da direita em toda a linha.

Tradições que chegam ao fim.

Há um Tejo à minha espera. Uma Província que me chama. E um acto que no domingo cumprirei. Pela última vez [devido a imposições da República…] faço a religiosa viagem de eleições rumo a terras do norte do Ribatejo. Acabou-se a tradição. Acabou-se a romaria de que eu nunca prescindia. Seja como for, não há viagens como esta, em tempos de eleições. Ficam as memórias partilhadas entre bancos de comboios que paravam em todas as estações e apeadeiros, paisagens de reflexão de véspera e de muitos sonhos não cumpridos causados pela falência da Política Portuguesa. *ac@provínciadaminhavida*

Este País é e tem de ser para «velhos». Os nossos.

Imagem do dia: centenas de pensionistas e aposentados da Função Pública hoje, no Rossio, em Lisboa. Este país tem de ser para todos, incluindo os nossos «velhos». Sem eles não seríamos gente. Foto_Daniel Rocha.

Lisboa, «menina e moça»...

Hoje quero falar-vos de Lisboa. A capital deste reino onde todas as desgraças são decididas, mas também, e ao mesmo tempo, o outro lugar mágico, pelo menos aos olhos de uma abrantina de sangue, adoptada por esta cidade. Lisboa transformou-se no último ano. Nunca deixou, é certo, de ser uma capital europeia com justiça nesse título. Mas o curioso, é que mesmo contra a maré de crise que por cá lavra, a verdade é que Lisboa não quis saber dos discursos de austeridade que teimar em nos dizer. Há mais vida por cá. E a cidade está cada vez mais bonita. Tudo isto graças a muita gente que não deixa morrer a cultura, que sabe receber um bom turista e, acima de tudo, que tem noção de que é nestes momentos de dificuldade que não se pode cruzar os braços. Animações de rua, actividades ao ar livre, exposições, programas culturais intensos, o fado que povoa os bairros carismáticos e a fazer jus ao título de património mundial da UNESCO, ruas, praças e avenidas povoadas de novos quiosques, onde todo…

Juízo, senhor, juízo!

A foto foi tirada em Alcanena numa acção de campanha. Até as crianças lhe pedem mais juízo...

Eu pecadora me confesso.

«O que me dá paz em alguns lugares é eu ter a sensação [e muitas vezes a certeza] de que por eles nunca passou a ferradura de nenhum Átila, de que tudo permanece virginal como o deixaram os glaciares, e sou eu o primeiro pecador a quebrar-lhe o encanto». Miguel Torga. Diário (1943). Tal como o Torga, eu, pecadora me confesso, neste Outono envergonhado...

Os portugueses voluntários na Frente Leste.

159. É este o número de voluntários portugueses que combateram na frente russa (pelo exército do III Reich e integrados nas tropas de Franco) na II Guerra Mundial. É este o tema da última Visão História e que Platonismo recomenda. Também é isto que nos ajuda a compreender um dos maiores conflitos e com consequências tenebrosas - como todos sabemos - no século XX. Nunca se encerra este capítulo. Por mais que queiramos, todos os dias somos presenteados com dados novos que se juntam a um dos períodos mais negros da Europa.

Bem-Vindo, Sr. Outono!

Alemanha. 61 milhões chamados às urnas.

Ao todo são 61 milhões os que hoje são chamados às urnas em terras germânicas. Ângela Merkel é favorita a renovar mandato como chanceler. A maior dúvida é saber com quem vai coligar-se nos próximos quatro anos. Umas eleições marcadas pela austeridade europeia, palco onde Merkel é impopular, mas lá dentro quem ganha é mesmo ela. Também neste acto eleitoral, os alemães vão estrear um novo sistema eleitoral, com dois votos: escolhem o deputado do seu círculo e definem o partido que querem ver representado no Parlamento em Berlim. É um sistema que, teoricamente, garante a proporcionalidade. Vamos ver como corre.

Autárquicas 2013. Espírito de competição é coisa que não assiste ao «tuga».

O outdoor de campanha do CDS da Póvoa de Lanhoso, foi incendiado. É o eurodeputado Nuno Melo que o noticia na sua página do Facebook. Seria bom que, até ao fim, houvesse espírito de corrida, coisa que por cá, há muito que sabemos, escasseia. Goste-se ou não, vivemos em democracia, e um dos piores problemas deste país, da esquerda à direita, é não saber conviver em diferença em momentos de competição. Decididamente.

Autárquicas 2013. Eleições a quanto obrigas.

António Costa durante uma acção de campanha eleitoral pela baixa de Lisboa.Lá teve de ser a ginjinha do Rossio...

«Tortura», by Sócrates e com o patrocínio de Soares.

O nível [da linguagem] dos políticos que temos.

O fantasma Salazar no coração da capital do Reino [que já não brilha].

Lisboa é uma cidade que todos os dias nos surpreende. Na maioria das vezes, pelo lado positivo, mas depois, bem, depois há outras em que temos algumas grandes desilusões. Várias relíquias e génios nesta mesa. Cá, de fora, da rua, olhando através do vidro desta loja, mergulhamos em glorias e heróis nacionais, mas...o pesadelo histórico que colocaram no meio altera tudo. Se alguém quiser comprar o quadro, avisem, indico a rua e a zona alfacinha.

Combate aos incêndios. Uma oportunidade perdida.

O Verão de 2013 foi particularmente negro para os bombeiros portugueses. Não apenas pelo número de profissionais que perderam a vida no combate aos incêndios, mas também pelas lacunas e erros que persistem na gestão da floresta portuguesa há décadas. Mais uma vez presenteiam-nos com as declarações de lamento do costume. E as velhas frases de que é preciso atacar o problema dos incêndios pelo lado da prevenção roçam, há muito, a falta de respeito. Falo do desrespeito pela floresta, pela economia que ela podia gerar mas acima de tudo pelos que perdem a vida de forma gratuita. E, uma vez mais, vemos o Governo a anunciar, depois da catástrofe, pacotes de medidas que são muito bonitas, são sempre muito bonitas, até ao próximo Verão, altura em que o país descerá de novo ao inferno. Em breve, assegura o Governo, sairá uma alteração legislativa que coloca nas mãos do Estado a gestão da propriedade privada abandonada em todo o território. Diz o secretário de Estado das Florestas e Desenvolvime…

Obsceno.

Pode ser um dos melhores do mundo. Pode ser o que quiserem. Mas isto é obsceno. E sim, também sei que a sociedade nunca irá ser igual. Retenho apenas os 47 mil euros/dia. E chega-me.

Volta ao Mundo no regresso às aulas

A capa do dia.

O i é hoje a capa do dia. Com destaque para a inevitabilidade que Nogueira Leite lança em forma de alerta à navegação: «é necessário uma revisão constitucional que torne o país viável».

'Autárquicas 2013 - que futuro nos espera'. Este país não é para novos.

Um estudo da Direcção Geral de Administração Interna (DGAI) sobre as eleições autárquicas de 2009 revela que os reformados têm um peso cada vez maior entre os eleitos dos órgãos locais, representando quase um quinto dos presidentes de junta de freguesia. O levantamento revela que 8,5% dos autarcas dos órgãos municipais são aposentados, representando 717 eleitos, entre os quais 35 presidentes de câmara e 43 presidentes de assembleias municipais. Os dados agora conhecidos não são novidade para ninguém. E mais uma vez aqui temos o retrato de um país que não é para novos.