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Mensagens

A mostrar mensagens de Julho, 2013

Serões da Província.

Saudades de todos os «serões da Província» da minha vida [e também dos de Júlio Dinis]. É o efeito 'Agosto' já a manifestar-se a horas de começarem 31 dias de sorrisos provincianos*ac@seroesdaprovincia*

Uma coerência chamada Rio. Rui Rio.

A justa homenagem a Honório Novo.

No exercício da política são muitos os combates que se travam em várias arenas. A Assembleia da República é um dos desses palcos maiores e que, da esquerda à direita, ninguém abdica. Esta semana quero homenagear neste espaço de opinião um homem que soube travar batalhas ideológicas, partidárias e políticas de forma digna. Algo que poucos, nos tempos que correm, podem orgulhar-se. Falo de Honório Novo que, aos 62 anos, abandona o Parlamento em definitivo. Foram 19 anos dedicados às lides em hemiciclo, 14 dos quais na Assembleia da República e cinco no Parlamento Europeu. Conhecido pelo povo português pela forma arrojada com que sempre abordou os seus adversários políticos, Honório Novo representa a última esperança para as gerações que o sucedem, não só pela forma como sempre esteva na política mas também pelo carisma com que defendia as causas que abraçou. Talvez por isso, na hora da despedida, todas as bancadas parlamentares, da esquerda à direita, tenham reconhecido que a casa da de…

«Projectos silly» by «gente silly».

«Nova lei (das secretas) é um projeto silly, feito por gente silly». Silva Carvalho.

E novidades, há?

Tragédia na Galiza [no comboio da morte].

O «até já» de um homem bom.

O adeus de um homem bom, sério, honesto, de alguém que apesar de foice e martelo ao peito merece mais respeito que mais de 60% dos que se sentam nas bancadas do hemiciclo. Honório Novo, vai «andar por aí, mas do lado certo», palavras do próprio no último discurso, 19 anos depois de ter vestido a camisola de deputado. Até já!

O enterro de Álvaro.

Depois de Gaspar - odiado por tantos - sai o outro homem, fora da política, deste Governo. Álvaro era já, nos últimos meses, um homem solitário. Mais uma vez se prova que a Política e os destinos deste País não são para homens sem interesses partidários e que não se movem pelas cadeiras e pela dança que as rodeiam. Agora sim, voltámos a ter um Governo onde as capelinhas dominam no topo, rodeadas pelos vermes cuja carreira se fez ancorada nas lides concelhias, distritais e sedes nacionais. Talvez um dia a História faça justiça a Álvaro. Ainda que por cá saibamos que somos péssimos a reconhecer os bons e a distinguir, como dizia o outro [inquilino de Belém] a boa da má moeda. O seu antigo assessor não resistiu a desabafar sobre estes mesmos interesses. Mas nem era preciso...Uma coisa é certa, Álvaro pode agora respirar, já que há muito que o seu balão de oxigénio tinha cada vez menos ar para respirar no meio de tanta choldra.

Aqui mandamos nós.

Um homem só brinca com o País e conseguiu o que quis: ser ele o verdadeiro Primeiro-Ministro de Portugal. A sede de poder portista já nos está a custar muito e irá custar mais, muito mais. Vivemos, tristemente, no país onde um dos partidos de poder [PSD] do sistema se tornou, como Portas sempre desejou, a muleta do partido que já foi e um dia voltará a ser do táxi.

11. O número que Pedrito já esqueceu.

Pedrito de Portugal...então o número 11 foi-se na tua memória? São agora 14 os ministros do actual Governo, mais três do que as promessas do n.º 2 deste elenco, Pedrito, pois claro.

Remodelação.

Rui Machete [barão do PSD com com a mancha BPN no currículo] nos Negócios Estrangeiros, Jorge Moreira da Silva com o Ambiente e Energia e Pires de Lima com a pasta da Economia. A remodelação que ao fim de três semanas finalmente sai é, pelo menos, digna. Depois de tanto capítulo de infantário, e milhares de euros perdidos depois, a ver se a coisa agora vai. Ficamos agora à espera do próximo pacote de medidas de austeridade. Lá para Setembro, com a visita da Troika. No fim disto tudo, esta gente devia pagar do seu bolso os estragos que provocaram por cá em tempo de silly season.

Partidocracia em força.

Papa Francisco e a [não] polémica capa da Time.

É certo que muita coisa vai mal no Jornalismo, é certo que todos os dias vemos asneiras da primeira à última página, mas criticar a capa da próxima Time - nas bancas a partir de 29 de Julho - por uma questão meramente natural em que há a sobreposição da efígie do Papa Francisco sobre o nome da revista e dizer-se que, propositadamente foi feito para criar a ilusão de uns 'cornos', é demais. Já não há paciência para tanta má fé.  Quem faz primeiras páginas sabe que há regras básicas que têm de se cumprir. É certo que os 'cornos' estão lá, podiam até argumentar que podiam mudar a foto, mas que raio, se a revista quis mesmo publicar esta foto, por que raio tem de se ver maldade em tudo?  É este também o problema do Jornalismo: polémica em pormenores quando os verdadeiros problemas são outros.

Voltar ao ponto de partida.

E três semanas depois voltámos ao ponto de partida, com uma diferença: aumentámos o buraco por inicitiva própria. Um País que se suicida desta maneira, com cidadãos meramente observadores e passivos, merece a classe que se desnudou finalmente.

A hora do Presidente.

Veremos agora o que fará o Presidente Cavaco, acusado por muitos - incluindo os que o elegeram - de ser um Presidente passivo, de mãos dadas com o actual Governo. Seja como for, de fora está excluída, como aqui já o dissemos, a hipótese de um Governo de iniciativa presidencial. Mas empossar e aceitar a remodelação do Executivo é recuar e engolir o sapo que Cavaco evitou desde o início. Se tiver coragem, das duas uma: ou convoca eleições ou só aceita novo Governo sem Paulo Portas como vice-primeiro-ministro e «dono e senhor» da Economia nacional. Ouvi dizer que o Presidente fala entre hoje e amanhã. É bom que fale, e depressa, porque já basta de brincadeirinhas de meninos de colégio privado.

Sá Carneiro e o sonho desfeito.

Ontem, se fosse vivo, Francisco Sá Carneiro faria 79 anos. Ironia da História - e do definhar das ideologias que já pereceram - também ontem o sonho «um Governo, uma maioria, um Presidente» desfez-se de vez, e com o partido que o evoca como legado a contribuir, e em muito, para adensar o caos. «Desfazer» talvez seja exagerado porque provavelmente nunca o sonho foi cumprido.

Flechas em Belém.

A foto foi tirada esta quinta-feira nas ilhas Selvagens, onde Cavaco esteve em visita oficial. O presságio seguiu viagem para Lisboa, as flechas estão a cair ao segundo em todas as portas e janelas do Palácio.

A persistência dos mortos-vivos da partidocracia prossegue.

Seguro recusou o «compromisso de salvação nacional» com o PSD e o CDS pedido por Belém. A maioria está morta. Resta saber em que estado chegará o líder do PS às legislativas antecipadas....deste ano. Ops, ah não, de 2014. A persistência dos mortos-vivos da partidocracia é de louvar....

O País segue dentro de momentos.

Socialistas: os bobos da festa.