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Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2013

O facto.

Fim de Abril quente.

Vai ser um fim de Abril quente este de 2013. Apesar do tempo estar cinzento e o vento ser um péssimo companheiro de rua, amanhã, o Conselho de Ministros Extraordinário pode bem aquecer ainda mais as relações entre pares. Vamos ver se Paulo Portas consegue vencer Gaspar no corte que é preciso anunciar [onde e como] nas despesas do Estado.

Santa Maria da Feira - Socialistas sem rumo reúnem-se à volta da mesa do courato.

Vai ser um bonito fim-de-semana... Marcar calendário, puxa à frente, retrocede, e a culpa é da Troika e do Governo, mas esperem lá, nós assinámos o Memorando... Vai ser «boum», como se diz cá no Burgo.

Os «amuos» do PS.

«Amuo do PS tem a ver com o facto de querer eleições». Manuela Ferreira Leite. TVI24.

Adriano. O Abril que me trazes [todos os dias].

Porque os símbolos maiores deste dia 25-A recaem sempre [legitimamente] sobre outras figuras, é no «trovador sem medo» que busco a mensagem para um dia que, de uma forma ou de outra, em novos ou velhos, nos marca a todos.  Não provei o sabor da ditadura, nasci em democracia, nela cresci sempre marcada pelos valores que representa.  Mas, Adriano, marcou-me, por várias razões, e em sucessivos momentos da minha vida.  E talvez por ter sido ele o que me conquistou de forma mais intensa neste sonho de Abril, é na sua voz livre que me encontro hoje e sempre com o «homenzarrão barbado, mas com olhar cândido», como descreveu Manuel da Fonseca. Sejam felizes, nesta permanente conquista diária que é a Liberdade. *ac@25A*.

Missão: fazer o 25 de Abril todos os dias.

«Só é digno da liberdade, como da vida, aquele que se empenha em conquistá-la». A frase é de Goethe e assume hoje, mais do que nunca, a minha sugestão para todos vós. Já agora, não se esqueçam, sejam livres em partilha. Porque só pode ser feliz aquele que partilha com as asas bem libertinas [sim, porque só um pássaro devasso pode ser verdadeiramente Livre...] ;) A foto roubei-a ao Alfredo Cunha, tirada na sede da PIDE-DGS, em Lisboa, em Abril de 1974. Ilustra o meu sentimento de Abril para que possa olhar para ela muitas e muitas vezes e jamais me esqueça da História recente do meu País, e que me corrói por dentro sempre que me confronto com ela. *ac@Liberdade*

Soares e as birras à menino.

«25 de Abril: Mário Soares não vai à cerimónia porque quem está no poder não merece», título da Lusa. Quando se confundem pessoas com marcos históricos, é melhor ficar mesmo em casa.

Poisos, lugares prometidos e afins.

Com tanta mudança de segunda e terceira linhas no Executivo da maioria, uma pessoa até fere a vista e o cérebro quando olha para as mexidas. Mas vejamos. Francisco Almeida Leite [jornalista e nomeado anteriormente pelo Governo de Passos para administrador do Instituto Camões] é o novo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação. Qual é o seu currículo na diplomacia, pode saber-se? O caso mais crasso e lamentável é mesmo o do antigo jornalista do Diário de Notícias que, para quem acompanhou o seu trabalho, percebe bem os frutos que agora colhe. Berta Cabral é a nova secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional [falamos da líder do PSD-Açores que teceu duras críticas à política de Pedro Passos Coelho há bem pouco tempo]; Fernando Alexandre é a partir de hoje secretário de Estado Adjunto do ministro da Administração Interna [doutorado em política monetária e mercados financeiros, é mesmo isso que se precisa para cortar]; e António Leitão Amaro, aos 33 aninhos vai …

Dia Mundial do Livro.

Lisboa encantou-se com uma «dimensão cultural da integração europeia» muito especial.

Um obrigada especial a todos os que sábado, 20 de Abril, partilharam com Ruthia Portelinha a apresentação da sua obra [ímpar] em Lisboa [Fnac Alfragide]. Foi um momento de partilha, de reflexão e de conhecimento sobre o maravilhoso mundo de «A Dimensão Cultural da Integração Europeia». Elísio Summavielle e João Pedro Simões-Dias mostraram-nos a importância que a Cultura tem, desde sempre, nas nossas vidas enquanto cidadãos desta União que precisa cada vez mais de ser europeia. Pessoalmente, um obrigada a todos pelo envolvimento. À Ruthia uma única palavra: a dimensão da força que coloca em todos os desafios na sua vida é um exemplo para todos os que a rodeiam. Eu, tenho a sorte de a ter tido na minha vida, enquanto colega, e acima de tudo, tenho mais sorte ainda por a ter no meu círculo pessoal cada vez mais seleccionado. Ficam alguns momentos da partilha de sábado. Para quem não leu a obra, fica mais uma vez a sugestão: uma verdadeira bíblia para compreender o passado mas acima de tu…

Berta: uma mulher [de poucas] armas.

«Alguém me acha parecida com o dr. Passos Coelho? Alguém acha que tenho um passado que leve as pessoas a pensarem que sou igual ao dr. Passos Coelho?. Eu tenho um passado. Eu não nasci ontem para a política. As pessoas conhecem a minha obra social feita até agora. As pessoas sabem a minha sensibilidade para as questões sociais. (...) Nunca virei a cara a esses problemas». A afirmação é de Berta Cabral, e foi proferida em Setembro de 2012. Até agora presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada  e líder do PS/Açores, pelos vistos, a rebeldia valeu-lhe o cargo de secretária de Estado da Defesa. E coerência também é coisa que não lhe falta. Os militares já mostraram preocupação pela nomeação. Eu, se estivesse na pele deles, também ficava preocupada.

40 anos de Partido Socialista. Parabéns, PS!

«O CDS é o pide bom do Governo».

«O CDS é o pide bom do Governo». Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril. O perigo das palavras, muitas vezes carregadas de emoções, de ideologia e de «fanatismo» [seja à esquerda ou à direita], podem, muitas vezes espelhar que a perfeição dos modelos não existe. A democracia pode ser o melhor sistema do mundo, mas isso é só até não chegar outro que nos prove ser melhor.

250 anos de Torre dos Clérigos.

O ano de 2013 assinala os 250 anos de existência da Torre dos Clérigos, uma das marcas do período barroco mais importantes do país e que está classificada como monumento nacional desde 1910. Este fim-de-semana iniciam-se oficialmente as comemorações com dois dias intensos de concertos. É domingo, a 21 de Abril, que este magnífico monumento apaga as velas. Quem está a Norte, faça o favor de aproveitar.

Dança - «Blimunda Sete Luas» no Palácio Nacional de Mafra.

Parabéns, Carlos.

Hoje comemora-se a Cultura do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Não podiam ter escolhido melhor data. Porque este também é o dia em que se celebra a Cultura da Vida, a Cultura do Sorriso, a Cultura das Convicções. Culturas de um menino que, a 18 de Abril de 1944, chegava a estas Terras, povoou este solo de forma intensa, criou raízes que serão milenares, lançou sementes que perdurarão uma Existência inteira. Porque hoje [e sempre] mereces todos os sorrisos do Universo. Estejas onde estiveres, será sempre em mim que repousarás neste Destino por cumprir, nos sonhos que te prometi, na felicidade de ser quem sou todos os dias. E, num sopro ternurento, são muitos os abraços e beijos que te dou neste 18 de Abril, em que o Sol brilha lá no alto e em que a Primavera desponta em todo o seu esplendor em tua honra. Como em todos os dias da minha vida, continuas a ser a inspiração de cada passo, de cada medo mas também de cada história com finais incompletos e cujos desfechos se cumprem …

Um burgo doentio sem marinheiro que endireite o barco.

Numa espécie de corrida de loucos, entre cartas, reuniões, pressões e decisões que têm de ser tomadas para que, rapidamente, a próxima fatia da ajuda externa entre nos cofres do Estado português, tenho a sensação que cada vez mais estamos reféns de nós próprios. O Governo perde o norte, não explica onde e como vai cortar [limitando-se e limitando-nos, como sempre, às medidas consumadas], o líder da oposição tornou-se num verdadeiro camaleão que quando está no Largo do Rato e em périplo eleitoral pelo país rasga o Memorando que o seu partido assinou, mas quando recebe os homens da Troika e vai a São Bento fazer parte do problema, cala-se, bem caladinho, reunindo os jornalistas pé-de-microfone para dizer...«nada». Enquanto isso, vemos um Presidente em verdadeira festa por Bogotá, que quando mete os pés fora das fronteiras se transfigura, animado, que fala de tudo e nada, com disparates aqui e ali e a proferir discursos oratórios escritos há muito, alterando apenas os protagonistas. Enfi…

Um Alentejo sem fim. E com dedicatória para os gabinetes do Terreiro do Paço

Abril é o mês de águas mil. Em 2013 foi Março o tempo da água, muita água, que inundou um pouco por todo o país, campos e cearas, planícies e montados. Há uns dias percorri, calmamente, o Baixo Alentejo. Entre Mértola e Serpa distam 50 quilómetros, o tempo e distância suficientes, para contemplar um Alentejo em êxtase máximo. Planícies verdejantes, flora e fauna no melhor da cor, dos sons, da vida. Assim estão os montados alentejanos, genuínos, onde a Natureza se expõe e desnuda em todo o seu esplendor. Aqui e ali riachos que correm, o Guadiana que segue o seu caminho, num ritmo mais acelerado por estes dias, fruto de um Alqueva na sua cota máxima. Vaguear por este Alentejo por estes dias é como olhar para um relógio sem ponteiros. O tempo não passa, o mundo não gira e quase nos esquecemos que vivemos no país da crise, no país da Troika, no Portugal austero. Mas este também é o Alentejo onde a desertificação de que todos em Lisboa falam se adensa. Por terras do Guadiana, a felicidade é a…

Lisboa recebe uma «dimensão cultural europeia» muito especial. Com o apoio do Platonismo.

Chama-se ‘A dimensão cultural da integração europeia. Capitais Europeias da Cultura’. É uma obra exemplar sobre a temática, sobretudo quando Guimarães 2012 permanece [e espera-se] que por muito tempo. Elísio Summavielle e João Pedro Simões Dias vão ajudar-me a dar a conhecer a obra de uma autora que tem nas mãos um dom excepcional: o da escrita. Estão todos convidados para reflectir a Europa e a c...ultura que nela se cria. Mais tarde prometo confidenciar mais pormenores sobre a tertúlia que no dia 20 de Abril, espero, venha a ser, acima de tudo, uma partilha entre amantes das capitais europeias da cultura, com todos os prós e contras a elas associadas. Acima de tudo que seja uma partilha com muito prazer à mistura. A Ruthia merece. E muito. Esperamos por todos vocês no sábado :)

O drama exagerado.

Antigamente, levavam do escritório para casa, agora é ao contrário. Ao contrário do que muita comunicação social quer fazer crer, o cenário não é dramático. Vítor Gaspar não suspendeu o Estado. As despesas podem ser feitas mediante aprovação do ministro das Finanças. Mas como vivemos no tempo em que a notícia é o cão que mordeu o homem e não o seu contrário....

Com a devida vénia ao Mestre.

Gonçalo Ribeiro Telles foi hoje distinguido com o Prémio de Arquitectura Paisagista Sir Geoffrey Jellicoe 2013. O anúncio foi feito em Auckland, na Nova Zelândia, no primeiro dia do congresso da Federação Internacional dos Arquitectos Paisagistas. À Lusa, e reagindo à notícia, disse, como sempre, verdades inconvenientes mas simples: «[…] talvez este prémio ajude um pouco na resolução de questões de ordenamento do território e de uso da terra, aquilo que é necessário, e que não tem sido seguido a maior parte das vezes […] a própria área da arquitectura paisagista, em Portugal, não tem tido a devida atenção, apesar de ter gente capaz. Mas [os profissionais] são tolhidos por preconceitos e ideias ultrapassadas sobre urbanização, reorganização da cidade e na ideia do campo […]. E em Fevereiro de 2012, numa grande entrevista que me concedeu, dizia que os governantes conhecem mal o país, o território e, em especial, o mundo rural. «É preciso que os responsáveis pensem mais no país e menos n…

O inevitável [e para o qual nos começam já a preparar].

Margaret Thatcher [1925-2013].

O palco de Sócrates.

«Qualquer comparação com Relvas ofende-me». A frase mais engraçada do primeiro programa de opinião de José Sócrates na RTP. Foi bonito ouvir o ex-primeiro-ministro a falar da Constituição...e da garantia das suas normas....foi bonito, sim senhor. «Decisão bem fundamentada?». Se a CRP é assim tão clara, como se explica a ausência de consenso na votação?

«Povo que canta não morrerá».

A frase é de Michel Giacometti o etnomusicólogo corso que retratou como ninguém um país que parece que perdeu a voz [e a esperança]. Citação inscrita no Museu do Cante, Serpa. Abril de 2013.

Alentejo. Meu e só meu.

Num dia duro, que começou às cinco da manhã e ainda não acabou, o País está em suspenso, provavelmente à espera de um segundo resgate e com mais austeridade dolorosa. Em terras do Baixo Alentejo, o meu balão de oxigénio passou pela Rota do Guadiana, pela planície e montado de Serpa, e sempre com sorrisos genuínos das gentes alentejanas. Mimaram-me com o cante alentejano [a partir das vozes dos 19 pares de olhos de 'velhos' de barba rija] que já está nas mãos da UNESCO para ser Património da Humanidade. Bom, mas também com queijo de Serpa, presunto de Barrancos, açorda de Beldroegas, sericaia da terra e castas das melhores que este chão dá à luz. ;) E termino com o Guadiana a meus pés e terras de Mértola, uma terra pela qual me apaixonei desde o primeiro dia que a conheci. Crise? Austeridade? Troika? Sou, como todos vós, vítima delas, mas nunca, jamais, refém destas «putas» nascidas de ventres conspurcados de miséria intelectual. *ac@alentejo*

Portugal às portas do Inferno.

O chumbo do Tribunal Constitucional ao OE 2013 consumou-se. Os que hoje se regozijam pela inevitabilidade [nunca houve dúvidas da inconstitucionalidade de algumas medidas] ainda não perceberam que o futuro de curto prazo será um Inferno. Bem sabemos que a austeridade sem fim a que estamos sujeitos coloca em causa direitos elementares que a CRP consagra. Contudo, na situação em que caímos, entre a espada e a parede, e com as alternativas e alternâncias que temos, o desastre será ainda maior. Rezem, rezem muito. Se estávamos no caos, estamos agora às portas do Inferno.

O condutor José Sócrates.

«Seguro vai ao volante mas quem conduz o PS é Sócrates». Líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, hoje, no debate quinzenal, no Parlamento.

O fim do caminho [penoso] de Relvas.

Comunicado do Gabinete do Primeiro-Ministro: «O Gabinete do Primeiro-Ministro informa que o Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, apresentou ao Primeiro-Ministro o seu pedido de demissão, que foi aceite. Em face desta situação, o Primeiro-Ministro proporá oportunamente ao Presidente da República a exoneração do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares e a nomeação do seu substituto.O Primeiro-Ministro enaltece a lealdade e a dedicação ao serviço público com que o Ministro Miguel Relvas desempenhou as suas funções, bem como o seu valioso contributo para o cumprimento do Programa de Governo numa fase particularmente exigente para o País e para todos os portugueses». Tardou mas chegou. Um fim há muito anunciado e que só pecou por tardio. Contudo, é bom lembrar que o pedido da demissão surge na mesma semana que ficamos a saber que Nuno Crato já tem em seu poder o relatório da Universidade Lusófona sobre todas as licenciaturas atribuídas com recursos a créditos…

IVA. Uma questão de equidade.

O sacrificado [Ribatejo] pascal.