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Mensagens

A mostrar mensagens de Fevereiro, 2013

Hoje a «juventude de merda» veio à tona.

A juventude que contesta, luta e se esforça com respeito pelo outro, neste difícil momento que todos passamos, merece-me respeito. Mas aqueles jovens, «de merda», [porque não têm outro nome] que hoje exibiram um coelho morto pendurado numa corda na Faculdade de Direito de Lisboa, em jeito de cartão-de-visita ao Primeiro-Ministro, deviam ter vergonha na cara. Há limites para o protesto, para a revolta e para a luta. Eu já fui jovem. Os meus pais «comeram o pão que o diabo amassou» para me darem um curso. Um curso que fiz sabendo que queria lutar pelo que mais queria fazer na vida: ser jornalista. Nunca tive apoios de ninguém, nem do Estado nem dos papás, e, nesse tempo, em que não havia crise «oficialmente» instalada, tive dificuldades maiores que muitos destes meninos e meninas. Posso dizê-lo com certezas absolutas. Mete-me nojo a acção que hoje aconteceu num dos maiores palcos da academia portuguesa, o mesmo centro de saber que forma homens e mulheres que são o futuro deste país. Mer…

«Para bem do povo» só mesmo a paz [que não temos].

Conta hoje o jornal i, que em 19 meses, o Governo já nomeou quase 1000 especialistas ‘para o bem do povo’ – tradução do latim ‘pro bono’.  Com estas nomeações, este elenco governativo de centro-direita já ultrapassou a criação de 100 grupos de trabalho, comissões e projectos, constituídos por profissionais não remunerados. Só acho ridículo que avaliem a coisa «pro bono». Porque isso, só daqui a décadas se verá. No que me toca, se realmente, são grupos não remunerados, agradeço a preocupação, resta saber o resultado de tão intenso trabalho solidário.

TSF. 25 anos de jornalismo e ousadia.

Esta semana, entre amanhã e 1 de Março, a «nossa» TSF inicia um ano de comemorações do seu 25º aniversário. São 25 anos de jornalismo, de reflexão, de ensinar e mostrar ao mundo como se faz uma rádio. A minha rádio, e, podemos dizê-lo, a rádio de todos nós. Como diz o Paulo [Baldaia], actual director da estação, em entrevista à Lusa, é a rádio que «mudou o modo de fazer informação em Portugal». O seu legado prova que é possível fazer de uma rádio privada uma referência no jornalismo. Ousaram, criaram, foram até ao fim do mundo, mas não esqueceram o mesmo fundo da rua. A todos quantos passaram pela TSF e a todos quantos hoje fazem desta a minha rádio, os sinceros parabéns platónicos.

O «adeus» de Bento XVI e a barca que não lhe pertence.

«Sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, e que Deus não a deixa afundar-se. É Ele que a conduz através dos homens que escolheu. Esta foi sempre e é uma certeza que ninguém pode apagar». Bento XVI na última audiência geral que decorreu esta manhã no Vaticano. "Sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, e que Deus não a deixa afundar-se. É Ele que a conduz através dos homens que escolheu. Esta foi sempre e é uma certeza que ninguém pode apagar." Palavras de Bento XVI na última audiência geral que decorre esta manhã no Vaticano. - See more at: http://expresso.sapo.pt/bento-xvi-a-barca-da-igreja-nao-e-minha=f789877#sthash.lsY8vAk8.dpuf "Sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, e que Deus não a deixa afundar-se. É Ele que a conduz através dos homens que escolheu. Esta foi sempre e é uma certeza que ninguém pode apagar." Palavras de Bento XVI na última audiência geral que decorre esta manhã no Vaticano.…

Já ninguém aguenta, Sr. Primeiro-Ministro.

No momento em que os homens da Troika por cá andam, a cumprir a sétima avaliação do programa de ajustamento financeiro, Pedro Passos Coelho continua «cego» e sem ninguém que o ajude a comunicar minimizando os impactos da governação. Ao mesmo tempo que garante que Portugal «não quer mais tempo nem mais dinheiro», o Primeiro-Ministro admite nova revisão das metas do défice. Todos os economistas sabem que não há reajustamento económico apenas com austeridade. Sem um plano de crescimento e competitividade económica e medidas severas de combate ao desemprego, bem, sabemos que será em vão cumprir todos os pontos do famigerado Memorando. Assim, caro Pedro, assim, não vamos lá. Já não há revisões em baixa da execução orçamental que aguentem. Nem nós, claro!

A frase do dia.

«Hospitais têm profissionais a mais para alimentar urgências, alguns “sem fazer nada”». Administrador do Hospital de Loures, Artur Vaz. Lusa

«Habemus Presidente».

«Não pensem que é pelos baixos salários que se garante a competitividade da economia». Quem o disse, quem foi? O inquilino de Belém. «Habemus Presidente». Quem diria? Nós, por cá, achávamos que o Presidente da República tinha desertado. E ainda por cima abriu a boca para dizer o óbvio, que qualquer cidadão massacrado neste país sabe há largos anos.

Abrantes. «Uma terra com os azeites».

No passado fim-de-semana, Abrantes assumiu-se como uma «terra com os azeites». O mote para o II Encontro Ibérico do Azeite estava dado. Nos últimos três dias técnicos, entidades, associações, especialistas nacionais e espanhóis, associaram-se em torno do ouro líquido que esta terra conhece e produz há muitos anos. Tive a oportunidade de lá estar, em trabalho. Mas mais do que relatar o que no Cineteatro de São Pedro se reflectiu e o que se mostrou no Fórum do Azeite, a verdade é que felicito a câmara municipal e a Comissão Organizadora do evento por apostarem na dinamização de uma fileira que tanto pode dar à região e ao país. O concelho, como é sabido, tem a sua história associada à do azeite. No actual momento que o país atravessa deixar cair o investimento, o apoio às empresas e à promoção do sector seria um erro. Um sector que em 2011 viu o seu saldo comercial passar a terreno positivo, fruto do crescimento do mercado nacional, não só em produção como em consumo. Um mercado que ofe…

«Aquilino - o Homem e o Escritor». Meio século depois da morte.

Os ventos da Troika.

Oportunidade de emprego. Ou de «à vontade».

Esbarrei neste anúncio de emprego para «apresentadora de TV». Pelo menos, o tópico é apelativo....

A coerência de Jerónimo.

Combate ao «chico-espertismo» em marcha.

A mestria de Joaquim Vieira aliada à vida do «animal político».