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Mensagens

A mostrar mensagens de Novembro, 2012

Entre a espada que nos mata diariamente e a parede sem saída.

Numa carta aberta ao Primeiro-Ministro, 78 personalidades da vida pública portuguesa pedem a demissão do Primeiro-Ministro. A missiva já chegou a São Bento e uma cópia da mesma a Belém. Quem encabeça a dita? Mário Soares. Não sei se será porque a sua magra reforma vai baixar um pouquinho se é pelos cortes de verbas à sua querida Fundação. Concordo com a carta, pelas razões e apelos sociais que invoca. Gostava também de ver estes 78 no poiso mediante exigências internacionais e financeiras tão agrestes. Estamos encurralados entre a espada que nos mata diariamente e a parede sem saída.

Estivadores. Uma luta cara demais.

Diz o Ministério da Economia que cada mês de greve dos estivadores custa ao Estado, por mês, 400 milhões de euros. Três meses de paralisações já vão em 1,2 mil milhões de euros. Conclusões? Retirem-nas vocês, caros leitores.

Relíquias jornalísticas.

44 dias por mês? Eu tento não dar por coisas destas, mas não me dão alternativa.

Uma pergunta sem sentido.

Fiquei estupefacta com um barómetro publicado ontem pelo jornal i que indica que o melhor primeiro-ministro que Portugal conheceu em democracia chama-se António Guterres. Se há homem que sempre admirei e respeitei, pelos valores de Humanismo que representa, é Guterres. Mas a pergunta está errada. Deviam ter perguntado qual o Primeiro-Ministro mais Humanista da História Democrática Portuguesa. António Guterres é um bom homem mas um mau gestor público, sem firmeza política e eficácia executiva. Nos tempos do guterrismo, as vacas eram gordas, os subsídios jorravam na sociedade portuguesa, não havia controlo público no que ao Estado social diz respeito. Para ser justa, todos fizeram igual, bem sei. Com uma diferença: nunca demonstraram a grandeza humana de Guterres. Só que os pecados de Guterres estão agora a entranhar-nos na pele. E com muita dor. No fundo, no fundo, tendo em conta o estado a que chegámos, a pergunta feita por este barómetro não faz sentido. Nenhum se destacou. Todos con…

Pedro Passos Coelho. Basta assim.

Da entrevista desta noite, deixamos algumas frases soltas de Pedro Passos Coelho. Já não há mais caracteres para analisar o que temos em cima da mesa.
«Queremos cortar de forma permanente quatro mil milhões de euros até 2014».
«O número dois do Governo é, obviamente, o ministro das Finanças. Paulo Portas é o número três».
«Não chegaremos a 2013 mais ricos».
«Nunca convidei as pessoas a emigrarem. Foi entendido assim, mas não é assim»
«O debate sobre a reforma do Estado não acaba nestes 4 mil milhões, nem acaba em Fevereiro. Vai prolongar-se para lá de Fevereiro».
«Não vou renegociar o memorando, porque representa ter um segundo programa»,
«Um país que não cumpre o que está acordado, não terá melhores condições de negociação do que o que teve. A Grécia tem um segundo programa porque não conseguiu cumprir o primeiro e no segundo programa teve de cortar mais 14 mil milhões de euros em despesa»,
«Todo este esforço que estamos a fazer é para o país respirar do lado fiscal. Não podemos perpetuar es…

Enterro da Nação através da objectiva do Leonardo Negrão.

Por falta de tempo, porque cada vez mais este país me deixa longe do Platonismo, cheguei tarde mas, não posso deixar de noticiar o dia negro da História deste país: a aprovação do OE/2013. As fotos são do Leonardo Negrão e ilustram bem que o enterro está feito.

Fado. Um ano de Património Mundial da UNESCO.

E os meninos que Nicolau Santos não conhece? É ir ao Mini-Preço.

Na semana passada, Nicolau Santos, director adjunto do semanário Expresso, escreveu um artigo de opiniãona edição online do jornal, onde relatava um caso a que assistiu num supermercado da capital. Contava Nicolau Santos que uma mãe, acompanhada do filho de seis anos, não tendo dinheiro suficiente para pagar a conta na caixa do supermercado, teve de dizer ‘Não’ à criança e um pacote de bolachas que a criança teimava em querer levar. O director-adjunto do Expresso acha que este é um caso que espelha a realidade dura e de dificuldades que o país atravessa. E acha também que este é o menino que Vítor Gaspar não conhece. Pois bem, das duas uma: ou Nicolau Santos gozou literalmente com o país real ou enlouqueceu. Em primeiro lugar, irrita-me profundamente que todos os males deste país sejam atirados permanentemente à cara de Vítor Gaspar. O ministro das Finanças que aceitou sê-lo neste tempo de incerteza e de sacrifícios, certamente que se pudesse faria bem diferente. Ele ou qualquer outro n…

«Austeridade excessiva levará Portugal à insolvência».

«Austeridade excessiva levará Portugal à insolvência». Paul De Grauwe.

25 de Novembro.

No final do período revolucionário que se seguiu ao 25 de Abril, Portugal esteve à beira de uma guerra civil. Depois de um período de disputa pelo poder político-militar, que abrange todo o Verão de 1975, a verdade é que a democracia acabou por nascer de um parto difícil. Platonismo Político regista a história.

O eterno 'Jardinismo'.

O que Alberto João Jardim disse este sábado [que se retira da política em 2015] é, como sempre, para ignorar. Os ditadores são assim. Perduram na cadeira até tombar. Não me alongo mais porque o que penso do líder do Governo Regional da Madeira está bem patente neste blogue há muitos anos. Basta fazer uma pesquisa pelo seu nome no motor de busca em cima à esquerda.

Há um ano que o Fado é do Mundo.

Em Novembro de 2011 Portugal via o Fado ser reconhecido na UNESCO como Património da Humanidade. Um ano depois, comemoramos a data com uma reportagem que fiz em Abril deste ano no Museu do Fado em Lisboa. Para ler aqui.

November Rain...

A Europa a começar a arder.

Não há entendimento em Bruxelas sobre o orçamento comunitário para 2014-2020 muito por causa da redução de despesas. Cheira-me que esta Europa começa a arder, cheira-me...

RTP. «Cada tiro, cada melro».

Finalmente Miguel Macedo assume que agentes policiais estiveram nas instalações da RTP a visualizar imagens da manifestação junto ao Parlamento no dia da greve geral. Platonismo fica contente que tenham passado de «estranhos» a polícias. Mas o Governo e a RTP [bem como Nuno Santos] dão um tiro no pé no meio desta história toda. A pergunta que fica é só uma: se SIC e TVI recusaram o pedido da PSP porque raio é que na RTP o caso foi diferente? Porque é que ninguém explica como, quando e quem autorizou tal cedência de imagens? É curioso também que no momento em que se aproxima a privatização da estação pública  [vai a Conselho de Ministros em Dezembro] surjam casos e casos a envolver a RTP. Muitos têm interesse nisto. Resta que destapem os rostos. Pena que destes não haja imagens.

Jornalismo. O número negro.

2012 promete ser um ano negro para a classe jornalística. De acordo com dados divulgados pelo Instituto de Impresa Internacional, este ano bateu todos os recordes em mortos: 119 jornalistas assassinados no exercício das suas funções. O número mais elevado dos últimos 15 anos. Fica o dado. Que muito custa a este sítio divulgar. Só quem sente esta profissão na pele e no sangue pode sentir a dor que é ler estes números.

RTP, «estranhos» e muitas incongruências.

Vai por aí uma história mal contada que envolve a PSP e a RTP. Supostamente «estranhos» entraram na estação pública e tiveram acesso ao bruto das imagens dos confrontos que ocorreram na greve geral de 14 de Outubro em frente ao Parlamento. Entre a demissão do Director Geral de Informação [Nuno Santos] que ninguém ainda percebeu bem porquê [quem se demite das duas uma, ou cometeu um deslize ou perdeu a mão e, por isso, demite-se], comunicados do MAI, da PSP e da Comissão de Trabalhadores da RTP, muita confusão vai neste caso. E contradições, como já era de esperar. A PSP garante que não solicitou imagens à RTP. Mas, por sua vez, SIC e TVI dizem que a PSP fez o mesmo pedido, mas que o mesmo foi recusado por ambas as estações privadas. Mas, então e não fez à RTP? Mau...a novela vai longa e cada vez mais confusa. Pior: no comunicado de Nuno Santos, fala-se em «estranhos» e nunca concretamente à PSP. Pior, Miguel Macedo, Ministro da Administração Interna, manda a Direcção Nacional da PSP a…

Assim vai o nosso serviço público de televisão.

RTP. Telejornal. Na recta final do noticiário do primeiro canal da televisão pública eis que surge uma peça, em primeira mão [que privilégio o da RTP] do single novo de Mikael Carreira. Serviço público do melhor. Se a ideia é ser uma TVI, em jeito de interesses de promoção e marketing, avance-se e em força com a privatização. Uma vergonha para um canal que, com estas manchas, não ajuda em nada quem espera dele algo melhor e menos, como dizia o outro na SIC, «azeiteiro». Vá digam, lá que «o povo gosta», mas esse tal povo não é o da TVI e SIC? Com linhas editoriais e de entretenimento bem definido na pirâmide etária e social? Pior: ver José Rodrigues dos Santos a apresentar a peça com o ar mais sério do mundo - para parecer mesmo serviço público - foi algo que nunca imaginei ver. Um pouco à semelhança do que se passou com José Alberto Carvalho e Judite de Sousa a apresentarem novelas na TVI. Pois é....assim vai o nosso serviço público. 

P.S. - Não está em causa a legitimidade para fazer …

Mau Jornalismo. E gratuito.

Custa assim tanto ser factual num título jornalístico? De certeza absoluta [como pressupõe o título] a «convicção» como se escreve no texto vai uma grande diferença. É por estas e outras que o jornalismo caminha para onde caminha e cai em descrédito, diariamente, e, da pior forma possível: GRATUITAMENTE.

«Só Entre Nós», Luís.

Dia estranho. Tempos incertos. Gerações que se misturam. Saudades que se enterram temporariamente. «Entre nós» apetece-me dizer-te, Luís Osório, que fui ensanguentada pelas tuas palavras, tocada pela tua ternura e absorvida pelas palavras de Adriano Moreira e Elísio Summavielle. Obrigada pelo fim de dia especial. Obrigada por teres sido um Director que marcou e balizou a minha Vida. E porque neste dia em que as emoções dominaram a racionalidade apenas te digo: obrigada pelo ser humano que és e pelo carinho que sempre comigo tiveste. «Entre Nós» há-de sempre existir um «mas», há-de sempre ficar uma pergunta, há-de sempre haver uma busca incessante de duvidar do que nos rodeia. Um beijo, Luís.

Pobreza.

Já sabíamos que a pobreza global em Portugal não era igual à das estatísticas oficiais. Os novos dados, à margem do sistema, mostram bem a realidade em que vivemos. Preocupante.

Passos e os tiros no pé.

Passos Coelho colocou em causa a autoridade do Ministro Miguel Macedo. Em Cadiz, onde estava a participar na conferência ibero-americana, o Primeiro-Ministro disse que lamentava que o MAI não tivesse sido mais esclarecedor no apoio às vítimas do tornado em Silves e Lagoa. Pois é, Sr. Primeiro-Ministro, meteu os pés pelas mãos, sobretudo quando é impossível anunciar apoios quando os prejuízos estão longe de estar completamente avaliados. Das duas uma, ou Pedro Passos Coelho quer despachar Miguel Macedo e não sabe como ou então a sede de falar [mesmo que seja para dizer nada] está à vista. Tiros no pé começam de facto a ser a sua especialidade...

Conflito Israel/Árabe - a crueldade do século XXI.

Mortos: 20. Quatro crianças, 11 eram da mesma família. As imagens que nos chegam de Israel são cruéis demais, duras, violentas e fazem sangrar a alma. Pensei muito antes de as publicar, mas esta é uma das raras vezes em que é preciso mostrar ao mundo a revolta que por aqui vai. Tenho dois sobrinhos [de sangue] e outros tantos de coração. Hoje deito-me com o coração a sangrar. A alma dói. Que a paz os acompanhe. Só isso.

Sem comentários.

Na Faixa de Gaza as imagens que nos chegam são dolorosas. Um lado da guerra que o[s] poder[es] nunca se importam.

Gaspar, Gaspar, o povo não anda a dormir...

Vítor Gaspar deve andar a brincar aos países ricos e deve também achar que a malta anda a dormir. Taxar [ainda mais o subsídio de refeição], depois de já o ter feito este ano é o mesmo que dizer: «andam todos gordinhos». Pois bem, se muitas empresas passaram a pagar o mesmo subsídio fora da folha do salário, depois desta, das duas uma, ou nós vamos andar todos parecidos com as vítimas do Holocausto ou então é mesmo brincadeira de mau gosto. As gorjetas, diz a imprensa, que já leu as propostas de alterações ao OE/2013, também vão ser taxadas. Nestes, perdoem-me quem recebe, mas nunca entendi muito bem a sua função, a não ser meramente cultural. A mim ninguém me dá gorjeta sempre que escrevo um texto. Por que raio temos nós de dar gorjetas? Contra mim falo, que sempre as dei, mas por amor da santa, é uma questão cultural. E se não há dinheiro para comer, não há dinheiro para tal.

A Vida platónica docemente mais barata.

Hoje esta chafarica deu-se conta, em frente a uma prateleira de supermercado, com um dos aumentos mais violentos que já registou sempre que vai às compras. O açucar [Sidul], sim de marca, custa 1,18 euros. Procurava marca branca, mas como o stock estava esgotado tive de procurar as restantes opções disponíveis. Pois, mas só havia o bom do Sidul. Obviamente não comprei. Um pacote igualzinho de marca branca custa 0,53 cêntimos. É só um exemplo de como uma ida ao supermercado e actos precipitados por parte do consumidor, na conta final, contam e contam muito. Sobretudo na nossa carteira. Tempos difíceis, tempos duros, tempos de reequacionar a Vida [ainda que menos doce ou...docemente mais barata]. Tempos que há muito aí estão mas que, muitos, achavam que não chegariam.

A vergonha que Passos não tem.

No debate entre o PSD e o CDS para alteração do Orçamento do Estado para 2013, eis que os deputados social-democratas recusaram cortar 50% na subvenção do Estado para as eleições autárquicas do próximo ano. Pois é, lá diz o ditado «faz o que digo e não o que eu faço». Mas...sr. Primeiro-Ministro, pelo menos tenha um pingo de vergonha, assuma que está com medo de levar uma tareia nas autárquicas. Pior: os sacrifícios para os cidadãos são menos importantes não é. Estes têm de penar, mas a classe que o senhor representa continua a ser bafejada pelos privilégios dos dinheiros para esbanjar em quê? Em jantares, campanhas e muito luxo em tempo de austeridade. Tenha vergonha e obrigue os seus boys a abdicarem da subvenção. Tenha vergonha e dê o sinal. Tenha vergonha e seja coerente com o discurso - já tão gasto - dos sacrifícios. Paulo Portas, em algumas coisas, ainda vai tendo uma réstia de bom senso [ainda que muito longe daquilo que sempre lhe conhecemos].

Em Paris precisa-se de uma bola anti-stress.

«Baguetes» enroladas numa bandeira tricolor e com um pavio. Esta é a imagem da última edição da «The Economist», em que a revista defende que França é uma “bomba-relógio”, que ameaça o euro, tendo em conta a ausência de reformas, a degradação da economia e das contas públicas. Em Paris ficou tudo furioso. Mas é uma grande verdade e uma grande capa.

Água - um direito de todos.

First World Problems Anthem é um vídeo feito pela Water is Life para apelar à doação de fundos para que a água chegue a quem mais necessita. E que falta faz este bem precioso sobretudo em países longe do desenvolvimento...

Dr. Durão Barroso? Eu sou abrantina, a mim não precisa dar palha.

Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, que tem apoiado incondicionalmente a política de austeridade na Europa, veio hoje dizer na Cimeira Ibero-Americana [que decorrem em Cádiz, Espanha], que os países que cortam no Estado social cometem um grave erro. Está a gozar connosco, certo? É que os cortes na despesa meu caro são cortes no Estado social. Parecemos burros, eu sei, mas só comemos a palha que quisermos. Ou não fosse eu abrantina. Cambada!

Catroga - o silêncio ficava-lhe bem.

«O PS só ganha eleições se os portugueses forem burros». A frase é de Eduardo Catroga, ex-ministro das Finanças, o negociador do PSD no Memorando e actual quadro da EDP. Sim senhor, os portugueses só são inteligentes quando depositam o voto no quadradinho do PSD. Ao longo do tempo perdi muita consideração por Catroga. Um economista com valor, um homem que sabe do que fala, mas que, desde que lhe deram poder político [coisa que não tinha acontecido desde os tempos de Cavaco] que o homem parece um verdadeiro tontinho. Ah, e mandar calar Manuela fica-lhe mal. Porque antes dela, muitos outros deviam estar calados. A começar por si. Não quer que fale das reformas vitalícias e dos salários milionários do privado, pois não Dr.? É fácil falar quando não se vive com o salário mínimo, nem se está desempregado e muito menos quando se nasceu num berço de ouro. E por aqui me fico que já falei demais.

Só pecou por tarde.

Miguel Macedo só pecou por ter dado o OK final tão tarde. Ainda gostava de saber onde está a noticia nesta manchete. Mas enfim, devo ser apenas eu a ver estas coisas [vazios onde eles, certamente, não existem].

Um desejo.

Tempos.

[...] this ship will carry our bodies safe to shore [...] Os tempos deste país, desta cidade, desta rua fazem-me correr numa estrada onde cai a chuva incessantemente. A metáfora mais não é que o choro dos que estendem a mão a pedir ajuda em lágrimas e que se confundem com a água que cai sem parar. São simplesmente «little talks» de vidas que se fundem sem se confundirem. E assim prossigo o meu caminho, misturando-me na dança desses ventres, dos quais também sou filha. *ac@Vida*

Parabéns ao Pedro. E ao Paulo também.

Pedro Santos Guerreiro, Director do Jornal de Negócios ganhou o Prémio de Excelência em Jornalismo Económico 2012, promovido pela Ordem dos Economistas. Parabéns ao Pedro que bem merece este prémio. Os outros nomeados [José Gomes Ferreira, subdirector da SIC, Paulo Ferreira, editor de economia da RTP, e André Macedo, director do Dinheiro Vivo] também mereciam, sobretudo Paulo Ferreira, meu professor na Universidade, e com quem aprendi muito, muito mesmo, no que ao Jornalismo Económico diz respeito. Mas eu sou suspeita, por isso, ao Paulo, deixo a minha homenagem pelo trabalho exemplar que tem prestado ao jornalismo desde que o conheço.

A cobardia tem cara.

Fotos: Lusa.

Carta aberta a todos os portugueses e a mim própria.

Ainda sobre o que se passou ontem no Parlamento, só mais uma achega. As redes sociais deste país estão intoxicadas de ódio. Eu própria estou a criar dentro de mim uma bola de sensações que acumulo há muito tempo. Mas há verdades que têm de ser ditas. Violência gera violência. E uma sociedade que usa a força para tentar fazer valer a Justiça social é uma sociedade que se presta ao que o poder - sobretudo o vigente - deseja: um argumento consubstanciado em acção para poder exercer acções que limitem a luta [ideológica, política, social, cultural e de carácter]. Hoje ganhou o direito constitucional designado por greve. Mas essa vitória durou apenas até às 18h00. O que se passou a seguir coloca a vantagem do lado dos que defendem uma guerra europeia manchada nas ruas com sangue inglório. Pensem. Pensem bem antes de defenderem uma espécie de Parte II Grega. Pensem se o que se passa na Grécia está a valer a pena. Pensem se querem uma ditadura psicológica exercida por quem lidera e não se de…

Passos ou Sócrates? Sócrates ou Passos? Coelho.

O desemprego em Portugal voltou a subir no terceiro trimestre deste ano. A taxa está agora nos 15,8%. Oficialmente são perto de 900 mil pessoas sem trabalho. O primeiro-ministro diz que o número de desempregados vai descer em 2013. Fica registado para, no próximo ano, constatarmos que a afirmação, perigosa, cairá por terra. As declarações de Passos confundem-nos. Parecem socráticas…

Polícia 1 - Portugal 0.

Manifestantes e polícia entraram em confronto. Elementos do corpo de intervenção avançaram tipo arrastão e carregaram sobre os manifestantes. Houve feridos dos dois lados e detenções. No dia da Greve Geral em Portugal e na Europa, uma parte do país mostrou que não é responsável. Muito tempo os agentes do Corpo de Intervenção aguentaram. Toda a carga policial que hoje todos nós vimos em frente à casa da Democracia foi pouca, muito pouca. Uma Greve Geral manchada por gente sem respeito, por gente que, mesmo em desespero, não pode ter acções desta natureza.

Abram a felicidade.

Como é Dia de Greve Ibérica e Europeia, como trabalhei que nem uma moura e como é assim que eu olho o futuro, fica uma sugestão para todos vós. Façam o favor de «abrirem a [vossa] felicidade».

A frase do dia.

«O Estado não pode legislar os afectos». Manuel Villaverde Cabral. i.

23 países numa Europa que protesta.