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Mensagens

A mostrar mensagens de Outubro, 2012

Que se lixe mas é o senhor, caro Pedro!

Piódão.

650 mil empregos destruídos.

Não estranha. Mas tem de entranhar, não é, Dr. Vítor Gaspar? O Conselho Económico e Social estima que no espaço de cinco anos, entre 2008 e 2013, a economia portuguesa tenha destruído quase 650 mil empregos, 428 mil dos quais desde que Portugal pediu ajuda externa à Troika. Somos grandes.

A mascote Relvas.

É uma primeira página negra. Relvas continua a ser a mascote de uma parte do ensino superior português.

As melhoras, Francisco.

Gosto de Francisco José Viegas. Sempre gostei. Pela essência do seu ser. Porém, sempre considerei, desde o início, que daria um mau SEC. Um homem como ele daria sempre um péssimo governante, sobretudo quando não se tem essência para tal. Infelizmente a sua saúde está a traí-lo, fazendo-o retirar-se de um cargo quase vazio de poder e decisão. Se havia pouca esperança para a Cultura, agora, parece-me que o cenário ainda está mais negro. Mas mais importante que isso é que Francisco recupere. Precisamos de ti, da tua maravilhosa escrita. Precisamos. O país e eu.

Choque.

Anda forte a esquerda aqui ao lado...

Marcelo 'pirou'.

Marcelo deve ter 'pirado' de vez. Que já sabemos que é o comentador que «mais sabe» (ironia) no país, tudo bem. Que defenda, na medida do possível, o Governo do regime, também se entende. Mas levar tal defesa com a proposta que fez este domingo à noite, é porque pirou e pirou de vez. Diz ele que que perante o facto de o Governo não falar sobre o país, vai lançar um filmepara divulgaraos Estados europeus asituação real portuguesa, junto, principalmente, do povo alemão «que tem uma ideia péssima dos portugueses». E acrescenta ainda que tal se justifica porque «o Governo não pode». Importa-se de repetir? Batemos mesmo no fundo. Sobretudo da 'parvoíce'. Pensava que Marcelo tinha uma tabela racional que não permitia tamanha estupidez. Pelos vistos está ao nível do degredo do país.

À memória de quem sabia.

Manuel António Pina. R.I.P.

«O Nacionalismo Liberal que falta».

É um testemunho valioso sobre um Homem que continua a fascinar-me. Um obrigada ao Professor José Adelino Maltez pela prosa e pela memória do Nacionalismo Liberal em falta.
«Francisco Lucas Pires foi o jovem professor que, logo no meu primeiro ano da Faculdade, me levou a estudar, viver e pensar política, fora dos trilhos das direitas que convinham às esquerdas, e das esquerdas que convinham ao regime que seria derrubado cinco anos depois. Tenho, aliás, orgulho de ele ter sido membro do meu júri de doutoramento, talvez o primeiro em que participou. Por outras palavras, a relação académica e de amizade pessoal sempre foram mais fortes que as relações políticas e partidárias, apesar de me ter inscrito num partido no próprio dia em que ele passou a liderá-lo, mas do qual me desliguei logo que regressou quem ele substituiu. Mas guardo belas memórias dessa militância, como membro da respectiva comissão política e das comissões de campanhas eleitorais, até como candidato a deputado por Beja. …

A morte de Portugal.

«O que é que interessa Portugal não entrar em falência, se no fim vamos estar todos mortos?». Manuela Ferreira Leite, economista e antiga ministra das Finanças.

As festas foram boas, não foram, Álvaro?

A frase deve ter surgido depois da criação do mega super hiper gabinete de comunicação, montado nos últimos dias no Terreiro do Paço. «Este Orçamento é a factura da festa da governação socialista», diz o Álvaro. Mas, Álvaro, sendo verdade, podias ter acrescentado que é uma Super Festa e ficar qualquer coisa do género: «Este OE é a factura das festas dos Governos do pós-25 de Abril». Cambada!

Newsweek: o fim anunciado do papel em 2013.

Merkel: a ruína da Europa.

Pois é. Um dia a História ainda vai escrever sobre a senhora Angela Merkel da pior forma possível. Da Alemanha, e sem estigma, sempre tivemos os piores exemplos do exercício da cidadania. A chanceler alemã vem novamente gozar com os milhões de europeus, considerando que foram feitos progressos no que respeita à disciplina orçamental e ao pacto fiscal. Ainda assim, diz a senhora, que é preciso mais e que as instituições europeias deviam ter poderes reforçados para intervirem nos orçamentos nacionais ou até mesmo chumbarem os orçamentos dos países. Razão tinha o 'corrupto' do país da bota ao lado quando lhe chamou «porca infornicável».

Por um Jornalismo que é nosso.

Os jornalistas aí estão. Cansados. Fartos. Revoltados mas nunca resignados. Cidadãos de um país perdido e de um mundo à deriva. Para isto acontecer, é preciso bater no fundo do respeito por um trabalho fundamental para uma sociedade democrática. E se na última década os problemas pioraram, os abusos se intensificaram e os silêncios dolorosos ficaram dentro das quatro paredes de cada um, o que actualmente se está a passar ultrapassa tudo aquilo que seria imaginável. Sabemos que a imprensa vive uma crise há largos anos. Sabemos que o futuro dos jornais é incerto. Sabemos que não há lugar para todos. Mas estas são as questões permanentes que todos nós, jornalistas, diariamente, de forma mais ou menos intensa, nos debatemos. Por isso, as acções em curso fazem sentido porque a dignidade tem limites para ser desrespeitada. Esperam-se dias de angústia. Mas também de combatecontra a revolta. Para que nunca nos resignemos. Por um Jornalismo português decente, respeitável  e digno.

Porque é que a TSU era uma boa medida?

Quando me garantiram que o ordenado mínimo e outros escalões acima deste estariam a salvo da implementação da TSU, olhei para a medida enquanto estrutural. Li, perguntei, ouvi e retirei dúvidas. Percebi, de facto, como disse Vítor Bento - economista, conselheiro de Estado e o único a defender publicamente a medida (se a memória não me falha) - que a reestruturação da TSU era uma medida de crescimento económico. Hoje li este texto e basicamente explica o que continuo a pensar. Entre o aumento de impostos que agora temos e a TSU, vocês desculpem-me, mas, até do ponto de vista social, seria melhor. Com uma diferença, não havia, como hoje está previsto no OE/2013, sobrecarga maior para o lado das empresas. Agora, aguentemo-nos. Mas leiam o artigo 'linkado', e o mais abaixo, talvez seja mais fácil explicar aquilo que era tão simples. E concordo: a comunicação, seja numa boa ou numa má notícia, faz toda a diferença. Como está mais que provado. Mas isto é só a minha visão depois de m…

É...há um ano eu também acreditava.

«Há um ano, muitos portugueses acreditavam. Estavam mobilizados para salvar o país. Pagariam, trabalhariam – salvariam. Hoje, muitas pessoas só quererão salvar-se a si mesmas. A si, aos seus. A emergência tornou-se individual. O Governo diz-se sem alternativas. Mas há empresas com alternativas. Há pessoas com alternativas. Você pode ser uma pessoa com alternativas. O que vai fazer?». Pedro Santos Guerreiro, Director do Jornal de Negócios. É exactamente isto.
Nota Platónica: Artigo completo aqui.

Paulo a pensar...

Três milhões?

O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, em declarações ao JN, é muito claro: o OE/2013 vai aumentar a pobreza em Portugal. Mais de três milhões de pobres? Eu sei que as medidas são duríssimas, mas esta conta não está bem feita. Três milhões em que espaço temporal? Gostava de perceber. Não acredito. Ou então, sou eu que me recuso a acreditar e estou em fase de negação.

Gaspar? Pumba, na fogueira dos mauzões.

O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) lança o alerta: é cada vez maior o aumento do número de famílias que, sem Apoio Social Escolar, não estão a conseguir comprar manuais nem a pagar a alimentação dos filhos. Ontem, ficámos a saber o triste caso de Loulé. Está a vir à tona, paulatinamente, o drama e a miséria encapotada. Isto não o comove, caríssimo Professor Vítor Gaspar? Não. O meu Natal de 2012 vai ter apenas o Belchior e o Baltazar. O Gaspar, pumba na fogueira dos mauzões. 
P.S. - Ironia é melhor que revolta, certo?

Precious.

Porque é talvez essa a maior riqueza das nossas vidas enquanto seres frágeis que também somos. Guardem bem os tesouros mais preciosos que têm ao vosso lado. São eles os motores que marcam a nossa Era por cá e...também por lá! ;) *ac@precious*

Fazes falta, Adriano.

Adriano Correia de Oliveira morreu há 30 anos. Deixou um legado a sucessivas gerações de músicos. A mim, deixou-me a alma do seu cante, da sua força e da sua beleza! Fazes falta, Adriano!

E agora, Paulo, em que linha ficas tu?

Sabemos que Portas reuniu as tropas esta madrugada...longa...longa...e que pelo Caldas se discutiu a saída do CDS do Governo. Pelo menos o deputado Adolfo Mesquita Nunes foi clarinho como a água ontem à noite: «não esperem de mim que aceite que este Orçamento de Estado é, tal como está, inalterável. E terei oportunidade de o dizer directamente ao Ministro das Finanças». João Almeida também já se sabe o que pensa. Pires de Lima, o grande braço direito de Paulo Portas fora das lides do núcleo duro também já fez saber o que penso sobre este terramoto que é o OE/2013. E Nuno Melo, a partir de Bruxelas, deve estar a ferver... Paulo Portas sabe que a sua sobrevivência depende daquilo que para si sempre foi mais importante perante o eleitorado: a linha com que sempre orientou o partido. Bem sabemos que sempre lhe correram mal as coligações com o PSD, a começar pela torta e velhinha AD com Marcelo. E, agora, Paulo, em que ficamos: optas pela tal responsabilidade de endireitar o país à custa d…

Terça-Feira Negra nas bancas nacionais.

Busto novo da República já temos.

Azeite: uma aposta que não podemos perder.

Os tempos que correm são tenebrosos. Cada vez mais tenebrosos num país que caminha para o vazio, na carteira e na alma. De semana para semana, Portugal faz cada vez mais História. A crise económica, o Orçamento do Estado para 2013, a pobreza e o desemprego, enfim, notícias que vêm e vão, e que nos anestesiam apenas com a certeza de um futuro incerto. Mas, a verdade, é que nem tudo é mau, e hoje quero falar de um sector que, em Portugal, vai remando contra a maré, e dos poucos que ainda resiste neste mar de desgraças que parece não ter fim. Falo do mercado do azeite, que cresce em Portugal, a cada ano que passa, não só em produção como em consumo. Um mercado que oferece grandes possibilidades de incremento exportador em novos países consumidores, como os Estados Unidos e o Brasil. Neste momento o país já exporta mais do que importa. Portugal conseguiu, pela primeira, ao fim de 12 anos, obter no sector do azeite, uma balança comercial positiva. O valor da exportação do azeite é mais val…

A 'bruxa' da TSU.

O Governo propôs a redução da Taxa Social Única (TSU) aos empregadores que contratem desempregados com mais de 45 anos. A verdade é que isto será residual. Ainda que, ideologicamente, seja uma medida interessante, mas que passará pelos pingos da chuva, sobretudo com uma economia estrangulada e a preparar-se para a recessão.

É isto que temos de pagar? Cambada!

Casa da Democracia é um luxo.

Portanto, como há eleições autárquicas em 2013, toca de aumentar as subvenções aos partidos. De acordo com a proposta do Orçamento do Estado para o próximo ano, o Parlamento vai receber 127,6 milhões de euros, mais 45,9 milhões do que o estimado para este ano. Se isto não é gozar com a cara de cada um de nós... Depois digam que a malta se passa...

Dia D.

Dizem que hoje cumpriu-se o dia D. O dia que comporta a farpa final dos invasores, ante um exército de seres humanos impotentes e cada vez mais desesperados. Cada um agarra-se à esperança que tem à mão. E, todos, sem excepção, temos o nosso brilho que nos mima. A nossa Existência não vive em austeridade. Os nossos, aqueles que nos pertencem de forma inata, também não. Não se esqueçam. Na hora do tal desespero, lembrem-se, ao nosso lado há sempre alguém pior que nós e a precisar da nossa mão. 


Nota: Hoje foi entregue o OE/2013 na Assembleia da República. O mais grave de toda a História democrática. 

Parabéns, Agustina.