Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Setembro, 2012

A luta de um Povo triste.

Fotos: Álvaro Isidoro e José Caria. Visão.

Cambada!

Porque eu não diria (nem escreveria) melhor, tomei a liberdade de citar o meu amigo Marco de Oliveira a propósito de mais um caso que nos vai, a todos, deixando ainda de boca aberta. E subscrevo na íntegra, palavra por palavra: «Gil Martins: Ex- Comandante Nacional da Protecção civil foi contratado pela Câmara Municipal de Lisboa (ajuste directo) para prestar serviços de consultadoria sobre incêndios, catástrofes e roubos na Gebalis (empresa que tutela os bairros sociais) por cerca de 2 mil euros mensais. Este senhor, vai a  julgamento pelos crimes de falsificação de documentos e peculato. Em linguagem corrente, ROUBOU cerca de 116 mil euros dos cofres dos contribuintes portugueses, em televisões, telemóveis, jantares, hotéis e afins.... Deve ter sido por causa disso que foi contratado....pelo facto de fazer imensa merda na ANPC, como prémio, recebe 2 mil "aereos" e vai la passear o esqueleto pelas ruas....Cá para mim, o ACosta...está entalado.... É este o meu país....». Mar…

Na rua, pois claro!

«Gregos, irlandeses, portugueses, cipriotas e espanhóis são carne sem canhão».

«Não é a falta de dinheiro, mas de esperança, que está a aniquilar esta construção a que chamámos União Europeia. Gregos, irlandeses, portugueses, cipriotas e espanhóis são carne sem canhão». Pedro Santos Guerreiro, director do Jornal de Negócios. Na íntegra aqui.

A Justiça primeiro. Mas quando?

Este é o Rui Rio sensato.«Como é que os jornais souberam que foram feitas buscas [domiciliárias]? O julgamento na praça pública em nada abona a favor da investigação», palavras do autarca do Porto, esta sexta-feira, aludindo a um «julgamento na praça pública» de ex-governantes socialistas no inquérito às Parcerias Público Privadas, Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos. O problema é da Justiça, não é dos media. E sem coveiro não há funeral...por isso, entendam como quiserem!

O Governo da fé (que não alimenta barrigas).

«Há ventos favoráveis a soprar nas velas da economia portuguesa».  Pedro Passos Coelho.

Os manjares de ouro de Sócrates.

12.800 euros em almoços e jantares apenas num mês. Em seis anos de governação, a conta chegou aos 460 mil euros. Manjares de Rei Sócrates em tempos de uma «esquerda moderna» que gosta de comer caro. Sem comentários. Os valores, divulgados pelo Correio da Manhã, são claros e imensamente violentos.

O exemplo da Holanda.

A Holanda quer reduzir custos em tempos de austeridade europeia e decidiu apagar as luzes das auto-estradas e das vias menos utilizadas do país. A medida vai permitir poupar mais de 1,6 mil milhões até 2020. Ora cá está uma preocupação com a sustentabilidade e com os cidadãos.

Oficialmente...e pouco.

Por cá parece que a liberdade de imprensa anda seriamente ameaçada. Rui Rio e Pedro Passos Coelho andam em partilha de pensamento. Mas, a verdade, é que o caso do chefe de segurança do Primeiro-Ministro, que agrediu um repórter de imagem, numa visita de agenda governamental, em Lisboa, é algo impensável num país que, oficialmente, ainda é democrático. Oficialmente…e pouco.

Chocante e desumano.

Há coisas que ultrapassam o meu sentido racional. O meu sentido social e até o meu lado mais humano perante o buraco negro em que o meu país se transformou. Cortar ou racionar o acesso a tratamentos mais caros, nomeadamente na área do cancro, VIH/sida ou doenças reumáticas é um assassínio. O Ministério da Saúde e o Conselho de Ética para as Ciências da Vida assim o recomendam. Na tutela, sabemos que temos um gestor de corte sem pudor. Mas do CECV? Mas qual Ética, qual Vida? A austeridade e o défice não podem passar por cima daquilo que nos querem retirar: a Humanidade. Chocante e desumano. Ficam as declarações mais violentas com que me confrontei. «Vivemos numa sociedade em que não é possível, em termos de cuidados de saúde, todos terem acesso a tudo. Será que mais dois meses de vida justifica uma terapêutica de 50 mil, 100 mil ou 200 mil euros?». Miguel Oliveira da Silva, Presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.

Tudo na mesma.

Ausência forçada nos últimos dias e, ao regressar à realidade, tenho na caixa de correio, uma imagem realmente demonstrativa de que a discussão, as tertúlias à moda antiga, apenas existem na nossa memória. A foto não sei de quem é, quem a produziu, por isso não posso citar a fonte. Mas representa bem o que penso também.

CDS. Quem não tem unhas nunca tocará as cordas da guitarra dos partidos de poder.

Sempre respeitei António Pires de Lima. Profissional e pessoalmente. Tenho-o como um homem de carácter. Mas, nos últimos anos, um dos homens de confiança de Paulo Portas, actualmente presidente do Conselho Nacional do CDS-PP, mostra cada vez mais que o Largo do Caldas e os centristas estão-se borrifando para as dificuldades dos portugueses. Olhando para trás, para o discurso político, para o eleitoralismo de «rato» que Portas sempre colocou no terreno, é vergonhosa  a forma como hoje defendem o constante e brutal aumento dos impostos em Portugal. António Pires de Lima diz rever-se nas explicações dadas ontem pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, para justificar «o aumento de impostos» em 2013. E Pires de Lima tem ainda a lata de considerar esta subida de impostos «compreensível e entendível». O partido do contribuinte, que sempre se colocou ao lado da classe média e dos mais desfavorecidos, o partido que sempre ergueu as bandeiras dos pensionistas e reformados é o mesmo que hoj…

Câmara de Lisboa contrata «Bill Gates» do Direito. A crise, afinal, é uma oportunidade!

Que as grandes câmaras deste país são um cancro já nós sabemos. Mas chega a roçar o ridículo, em tempos de austeridade imposta a todos, que as nossas autarquias continuem a achar-se acima de tudo e todos. O caso, denunciado pelo Blogue «Má Despesa Pública», é merecedor de aplausos com sentido venenoso. Tudo, porque em Dezembro de 2011, a Câmara de Lisboa contratou um jurista por um ano e dez meses por 74.846,20 euros, apesar dos quase 300 juristas que existem na autarquia. O mesmo blogue, e bem, relembra o Mapa de Pessoal do Município de Lisboa de 2012, referindo que existem na autarquia de Lisboa 278 juristas, 143 especialistas em comunicação, 108 coveiros e seis sonoplastas. Bem, com 278 juristas, de facto, era mesmo necessário ir contratar outro por mais de 74 mil euros anuais. Deve ser um «Bill Gates» do Direito. A crise tem coisas assim. É uma oportunidade para génios assim, como disse há uns meses o nosso querido Primeiro-Ministro. Cambada!

Trabalhador sinónimo de falso valor.

Portugal falido. E agora?

Pergunta do dia: até onde Portugal e os portugueses aguentarão tamanha  austeridade? Até que ponto precisamos de chegar para nos libertarmos de um sufoco que parece eterno? Que raio de líderes e democracia criámos? Vivemos tempos de verdadeiro paradigma societário. É pena que os cidadãos não tenham tempo de reflectir sobre o assunto já que a difícil gestão emocional das nossas vidas ocupa-nos 24 horas por dia. Andamos tensos, irritados, a fazer contas de manhã à noite. Mas talvez devêssemos realmente reflectir sobre as causas que nos conduziram até aqui. Talvez valha realmente a pena. Se estamos a ser cobaias devido a erros de quem nos (des)governou, devemos usar este percurso geracional em que nos martirizam para evitar que os nossos filhos e netos façam e sejam diferentes de nós. Falimos. Enquanto país, sociedade e seres individuais. E agora? Precisamos refundar-nos. Disso não tenho dúvidas. Até breve.

Um «buraco» sem fim.

Fonte: Público.

A alternativa à TSU.

As alterações à Taxa Social Única tal como foram anunciadas vão ficar sem efeito. Já o sabíamos. Em alternativa, os trabalhadores do sector privado podem perder um subsídio ou pelo menos uma parte dele, e os escalões do IRS serão a principal forma de o Governo conseguir o encaixe de que precisa. E contra isto não há mais manifestações na calha? O roto do que vestimos, se não for de um lado, será do outro. É isto que as pessoas ainda não perceberam.

Política séria de salários procura-se.

Um estudo da Mercer, citado pela Lusa, indica que pela primeira vez em 14 anos os salários em Portugal vão baixar em termos absolutos em 2012 e continuarão «sob pressão» até se inverter a subida do desemprego. Um facto dramático para quem está desempregado mas também para quem está a trabalhar e vê a força do seu trabalho ir por água abaixo. Sempre disse que, com ou sem austeridade, com ou sem sacrifícios, enquanto os salários deste país não forem dignos, não há economia nem país que aguentem.

«Portugal é um país de muitas cigarras e poucas formigas».

«Portugal é um país de muitas cigarras e poucas formigas». Miguel Macedo, ministro da Administração Interna.

A história não se repete, Sra. Merkel.

Ângela Merkel e François Hollande representam o coração de uma Europa falida. Isso já nós sabemos. Mesmo que muitos achem que Hollande, ao contrário de Sarkozy, pode simbolizar uma viragem no eixo franco-alemão. Não se iludam, quem manda, todos também sabemos quem é... Hoje, os dois líderes europeus celebraram juntos o aniversário do histórico discurso de Charles de Gaulle de há 50 anos e que marca a reconciliação franco-alemã no pós-guerra, bem como os primeiros sinais de amizade política entre os dois países. Foi na cidade alemã de Ludwigsburg, numa cerimónia formal, e onde ambos fizeram questão de se mostrar unidos. Ângela Merkel disse no seu discurso: «teremos que enfrentar grandes desafios económicos: uma coisa será sempre válida, nós, europeus, estamos unidos para o nosso próprio benefício». Nota-se, sra. Merkel, nota-se! E a história não se repete e De Gaulle também já não há nenhum.

TSU: o inevitável não é necessariamente bom.

Quando Vítor Gaspar chegou ontem ao Conselho de Estado a convite do Presidente da República, Cavaco já tinha a situação da TSU resolvida. O Presidente, que nas últimas duas semanas, e como confirmou o Público ontem, se mexeu nos bastidores junto do Governo e da concertação social, queria uma garantia: estabilidade social e política na austeridade. A queda da TSU em Belém prova que a coligação continua fragilizada e a verdade é que o casamento entre Pedro Passos Coelho/Paulo Portas e os portugueses acabou. Todos sabíamos que uma crise política neste momento podia significar um agravamento do programa de assistência financeira a Portugal. Só um louco pode achar que a queda do Governo é benéfica para melhorar a situação de vida de todos nós. Por isso, as manifestações que temos visto, são legítimas? Mais do que legítimas. São necessárias? Mais do que necessárias, imperiosas. Mas uma coisa é o protesto e a indignação. Outra, bem diferente é a irresponsabilidade. Aos que defendem a queda d…

Vozes de burro não chegam ao Céu. Mas o sorriso tem de chegar.

Hoje há Conselho de Estado ali para os lados do Palácio. Já se sabe que «vozes de burro não chegam ao Céu». Porém, se «heróico num ser humano é não pertencer a um rebanho» também é verdade que «sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam». Sei de onde parto sem certeza de chegar onde quero. Mas os atalhos da Vida conduzir-me-ão sempre a um destino chamado «Sorriso».

Sugestão ao Presidente.

Como hoje há Conselho de Estado, e como o casamento em São Bento está em banho-maria e as comadres estão a dormir em camas separadas, talvez a manchete de hoje do JN possa ajudar no lanche de logo à tarde.

Mundo ao contrário.

Querem matar a malta? Matem. Mas de uma vez.

A capa do dia.

TSU. A esperança esfuma-se.

A embrulhada está montada. E se até há uns dias por aqui se achava que só havia mesmo o recuo como forma de salvação da coisa, a verdade é que Bruxelas vem matar essa possibilidade. A inclusão da descida da Taxa Social Única na quinta revisão do Memorando de Entendimento reduz a margem de manobra do Governo para conseguir satisfazer os parceiros sociais, o CDS e a sociedade civil. Tudo, porque  a Comissão Europeia veio hoje lembrar que o desembolso da próxima tranche do empréstimo a Portugal está condicionada ao cumprimento integral do que foi acordado com a Troika. Ou seja, Pedro Passos Coelho quis, agora vai ter de cumprir. Resta saber até que ponto assim será. Uma coisa é certa: a rasteira da Troika - limpando as mãos sobre a influência na tomada de decisão da medida - parece estar a resultar. O caos está instalado.

Capucho e o Governo de salvação nacional.

O símbolo de uma revolta. ;)

Portas e a crise.

Paulo Portas esteve demasiado tempo calado. Esperou tempo demais. Mas como sempre disse, Paulo Portas não irá provocar uma crise política. Contudo, a verdade é que o líder do CDS-PPabriu uma crise interna na coligação de que faz parte. Uma crise que é prejudicial à coesão política. A partir de agora será difícil a convivência e diálogo no Executivo. Porque Portas abriu a caixa ideológica. E não pode querer ser amigo do ladrão e do cidadão ao mesmo tempo. Esta crise, que muitos desejam – incluindo eu, - sabemos, só irá provocar ainda mais dificuldades a um país mergulhado no caos social. Não se pode exigir aos cidadãos uma operação repentina que lhes retira tudo de uma vez. Há mais tempo para cumprir o défice? Há. Estamos a cumprir com o Memorando que nos exigiram em troca de 75 mil milhões? Estamos. Então que haja também mais sentido social no poiso governamental. E a crise política, a ter lugar, só pode sair de um lugar: Belém. Mas nesse lugar não haverá nunca coragem política para u…

O país saiu à rua.

Foi uma saída há rua histórica. Como não se via desde o 25 de Abril. Os cidadãos e os eleitores manifestaram-se. O poder político que interprete o que ontem se passou pelo país inteiro. Um país depenada, um país cansado e, acima de tudo, um país sem esperança. A austeridade é unânime. Mas a austeridade não funcionará sem peso e medida, cegamente, e, essencialmente, sem um ambiente social controlado. A fome está aí. E esta é a maior angústia...