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Mensagens

A mostrar mensagens de Agosto, 2012

Foi há 15 anos. 1997 parece que foi ontem...

Duas capas. Dois perigos há muito calculados.

A nossa gastronomia não merece.

Deparo-me com este passatempo no site da Renascença. E fico cada vez mais surpreendida com os motivos que levam à conquista do dinheiro fácil - tanto pelo lado de quem vende como de quem compra. A nossa gastronomia não merece. Mas nós, que a maltratamos, também não.

Ricos? Somos nós.

Os novos passes para estudantes vão ter descontos que variam entre os 25% e os 60%, mas só podem ser requeridos por crianças e jovens de famílias cujo rendimento médio mensal seja igual ou inferior a 503 euros. Gosto de saber que no meu país, 500 euros é um salário muito confortável. À luz dos novos visionários que nos governam somos ricos. Todos nós. Cambada.

O caminho do desenvolvimento. Faz-se...

...fazendo. Ainda que seja em pequenos passos. Por cá, no burgo governado por mão estrangeira, o caminho é o da redução de salários. E o mínimo, esse, ainda só chegou aos 485 euros/mês.

RTP. O que temos.

É curioso ver como um país inteiro se revoltou, em dois dias, contra as declarações de um senhor que…nem sequer integra o Governo de Portugal. Palavras incendiárias de um senhor que é apenas conselheiro do Executivo para as privatizações. António Borges, economista, próximo do PSD e até há pouco tempo, responsável pelo departamento europeu do Fundo Monetário Internacional, anunciou na semana passada, que a RTP2poderá encerrar de vez e que oGovernoentregará a exploração dos restantes canais da RTP a umoperador privado. O sr. Borges que ganha do erário público, pago por todos nós, garante que o Governo vai poupar dinheiro com o negócio, só não explica porque é que se vai manter a taxa audiovisual na factura da electricidade, mesmo depois da privatização. O sr. Borges é, a propósito, um verdadeiro homem de venda de sonhos envenenados. Vende-os sem haver um comprador assumindo-se, autonomamente, como porta-voz de um Governo que parece tremer com o processo. Se o caso RTP é verdadeiramente imp…

A estupidez incompreensível.

O Governo de Pedro Passos Coelho decidiu apagar o arquivo online histórico dos governos de José Sócrates e anteriores Executivos. A notícia foi dada por António Valle, porta-voz do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que gere o portal do Governo. Pois bem, e para onde foi esse arquivo, de texto, imagem e som? É triste que na Era digital não se arquivem e guardem os legados políticos deste país. É documentação histórica, política e nacional. Era um excelente documento de apoio jornalístico para recuperar declarações e actos dos governos em causa. Ainda por cima, quando a mesma estava digitalizada. Estupidez da boa.

Descubra as diferenças.

Um país a definhar.

O país que começa a ficar deserto, pela falta de oportunidades, está reflectido nos dados da Ordem dos Enfermeiros apenas de forma mínima. Diz a OE que até dia 9 de Agosto saíram de Portugal 1344 enfermeiros, menos 380 do que em todo o ano passado e 30% acima dos que abandonaram o País em 2010. Nas outras classes, o êxodo é semelhante. Não há motivo para ficar. E todas as razões são para sair. País triste este que definha a cada dia que passa.

Neil Armstrong - 1930 - 2012.

Assim vai o burgo...

Retirado das redes sociais.

O destino é o que eles quiserem.

Dia I. De Iniesta. Com carimbo nas redes M. De Messi e de melhor do Mundo. O destino é o que eles quiserem. Gosto de Gostar desta marca. E Gosto de Dizer que Gosto. Muito. ;) *ac@barça*

Inventar o Destino. Depende de ti.

Um Destino inventado. Como e quando quiserem.*ac@destino*

ALA e «a vida das mulheres».

RTP. «Para Angola, rapidamente, e em força!»

«A Newshold, grupo angolano proprietário do semanário Sol, está a preparar a sua candidatura à privatização de uma frequência da RTP, tendo para isso criado uma nova empresa». Lido no Público. Os angolanos há anos que dominam a esmagadora maioria das actividades económicas em Portugal, através de várias participações accionistas, em diversas empresas nacionais. A RTP, o canal que devia manter-se público, está a caminho de ser o próximo encaixe da antiga colónia portuguesa. Isto é grave demais para ser verdade. À cabeça temos um ministro (Miguel Relvas) que nada fez para segurar o canal público, um Primeiro-Ministro que nunca, até hoje, marcou uma posição vincada sobre o assunto e outro, que se desdobrou no último ano, na diplomacia económica (Paulo Portas) e deve ter estendido o tapete aos angolanos numa das visitas que fez ao país. As opiniões, essas, que fiquem para a opinião pública e cidadãos, que também muito pouco se importaram até hoje com o problema. «Para Angola, rapidamente,…

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço.

Moment of surrender.

At the moment of surrender...says no! E pegando nos escritos de Ferreira de Castro, em 1970, no único pedido em vida que fez às autoridades portuguesas, fica a reflexão: «desejaria ficar sepultado à beira de uma dessas poéticas veredas quedão acesso ao Castelo dos Mouros sob as velhas árvores românticas que ali residem e tantas vezes contemplei com esta ideia no meu espírito. Ficar perto dos homens, meus irmãos, e mais próximo da Lua e das estrelas, minhas amigas, tendo em frente a terra verde e o mar a perder de vista - o mar e a terra que tanto amei». E é isto.*ac.ferreiradecastro@U2*

Autonomia para Alberto João, já!

«Desafiamos o Estado português para, em caso de dúvidas, ter a coragem de assumir uma decisão democrática e permitir um referendo na Madeira que, de uma vez por todas, demonstre a vontade do povo madeirense, reforce a coesão nacional e finalmente encerre o contencioso da autonomia». Não é novidade as provocações que Alberto João Jardim faz à República a propósito das autonomias. A última chegou esta terça-feia e foi proferida na sessão comemorativa dos 504 anos da cidade do Funchal. Com tanta brincadeira, porque é isso mesmo que o líder madeirense faz há décadas com os Governos do Continente, fosse eu, e já tinha dado a tão desejada autonomia a Alberto João. Talvez não se tivessem gasto balúrdios em inaugurações, em obras do regime vigente na ilha e provavelmente a democracia insular respiraria bem melhor. Cuidado, Dr. Alberto, muito cuidado, autonomia é sinónimo de fecho da torneira financeira. Mas como diz o meu amigo Carlos Robalo «os portugueses merecem o que têm» e em parte …

A frase do dia.

«Portugal já é o país com o maior corte nos salários na Europa, ao mesmo tempo que os principais grupos económicos arrecadaram 16 milhões de euros por dia». Jerónimo de Sousa. Líder do PCP.

África.

Com dedicatória especial para o Continente da minha Vida: África! *ac.goodlife@África*

Porque loucos somos todos.

Música nova dos Muse, do álbum «The 2nd Law», que sai do forno em Outubro.

Pingo Doce. Deixar de ir é o melhor remédio.

Confesso que há coisas que me deixam parva. A notícia desta manhã, seja nas rádios ou na imprensa, dá conta que o Pingo Doce, do Sr. Alexandre Soares dos Santos - o tal que disse um dia que não se considerava rico - vai deixar de aceitar, a partir de 1 de Setembro, pagamentos com cartões de multibanco e de crédito em compras com valor inferior a 20 euros. Em primeiro lugar não sei se tal é legal, mas alguém há-de vir esclarecer. E depois se a poupança é de cinco milhões de euros, porque não fazer uma nova campanha de 50% de desconto em compras para compensar a coisa? Ah e tal dá multas não é? A ditadura da concorrência e do capitalismo selvagem no seu melhor. O que é mais ridículo é que a cadeia de supermercados diz, num folheto informativo que vai começar a ser distribuído aos clientes, que a medida visa ajudar os consumidores a encontrar novas formas de poupança. Esquece é de dizer que a demagogia é imperativa na mesma casa onde o lema é apenas um simples...«sabe bem pagar tão pou…

A ilusão de Passos é a desilusão portuguesa.

«Estamos mais próximos de vencer a crise». A frase do Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, na Festa do Pontal, no Algarve, na semana passada, não me sai da cabeça. O que Passos Coelho disse naquele discurso é não só um perigo que um Chefe de Governo não pode cometer, como faz lembrar a irresponsabilidade de outros, que no passado recente, decretaram o fim da crise de forma infantil. Para Manuel Pinho já basta um. Só um louco pode acreditar que a economia portuguesa inverta a curva actual em 2013 e entre no caminho da estabilização. A Troika está aí, para nova avaliação, mas em contraponto com as medidas que pediu, do outro lado, o cenário não é lá muito famoso. Oficialmente são 800 mil os desempregados nas contas do INE. Mas os valores reais dão como certos cerca de 1 milhão e 200 mil portugueses sem trabalho. A desculpa que o Primeiro-Ministro usou na Festa do Pontal de que Governo não estava preparado para uma recessão tão grave e um desemprego tão elevado em 2012, é demagógica. Um…

Por uma boa causa.

A (i)responsabilidade de Marcelo.

Marcelo Rebelo de Sousa atribuiu ontem, no seu comentário dominical na TVI, o corte de 50% dos subsídios de Natal em 2011, que atingiu todos os portugueses, a José Sócrates. Numa espécie de arrogância natural, o professor que «não sabe tudo» levou até onde pôde a ideia, e nem mesmo depois de Judite de Sousa ter questionado a afirmação, ele a corrigiu. Só no final do programa, lá a custo, pediu desculpa a José Sócrates pelo erro. É por estas e por outras que o comentário do professor Marcelo há muito perdeu o crédito. O que mais se lamenta é que, provavelmente, muitos portugueses o ouvem como se de uma missa se tratasse e sem questionar. Um momento único em televisão, de facto, e onde a (i)responsabilidade de Marcelo vem à tona. E quase com afogamento à mistura.

Fotografia. Hoje é o dia dela.

Dia da Fotografia. Sem ela não somos nada.

Universidade de Verão regressa ao Rato.

Tinha de ser pelas mãos de Seguro. E…não podia ser diferente. Depois de José Sócrates ter acabado o evento - que menosprezou, talvez por não ter noção da importância da Universidade ( ;)) - está de regresso a Universidade de Verão ao PS. O objectivo é formar os quadros do partido e abrir o partido à sociedade. O PSD já a faz desde 2003 e, apesar de muitos acharem a ideia oca, é um dos momentos maiores de reflexão e discussão ideológica na vida dos partidos.

A frase do dia.

«Se a economia não crescer 3% não temos solução para as contas públicas». 
Medina Carreira. Economista.

Louçã - a saída há muito desejada.

Há muito que a saída de Francisco Louçã, coordenador do Bloco de Esquerda, da linha da frente do partido, era desejada, e acabou por chegar, por carta, esta sexta-feira, aos militantes do partido. Louçã garante que vai concluir o mandato até à  próxima Convenção do BE e assegura que não se recandidatará. Pois bem, entende-se. O BE precisa da tal renovação - e acrescentamos nós, de uma profunda refundação. Mas, o que não se percebe é que Francisco Louçã queira impor a sucessão, manifestando vontade de ver um dos dois deputados do BE, João Semedo e Catarina Martins, à frente desta força política. Bem sabemos que a eleição dos órgãos do partido não é assim tão democrática como acontece noutros núcleos, e eu acho até a ideia que Miguel Portas defendia - de uma direcção bicéfala, podendo ser partilhada por um homem e uma mulher - não funcionará. Sobretudo porque de estilhaço em estilhaço, o BE enfraqueceu nos últimos anos e de forma muito dura em constantes actos eleitorais fracassados. Se…

TAP. Os prejuízos que a gestão não assume.

A TAP fechou o primeiro semestre de 2012 com um prejuízo de 122 milhões de euros, uma subida de 14,6% em relação ao mesmo período de 2011. Dizem que a culpa é das greves e do preço dos combustíveis. Da gestão nunca é, pois não?

A economia não se planeia por decreto. O erro paga-se.

«Estamos mais próximos de vencer a crise e voltar uma das páginas mais negras da história da nossa pátria (…) 2013 será o ano da inversão na actividade económica (…) 2013 será o ano da estabilização económica e preparação da recuperação». Pedro Passos Coelho. Festa do Pontal. Os erros das promessas recentes inscritas na página da governação do país deviam ser exemplos para não repetir a coisa. Há momentos em este Governo tem o condão de me fazer recordar de Manuel Pinho e de José Sócrates. A economia não se planeia por decreto. E isto vai custar caro, bem o sabemos.

Da Rússia, com amor - «o fim do império soviético».

É um livro que vale a pena ler. O José Milhazes, meu colega e profundo conhecedor de um país com uma história imensa, reflecte sobre o «processo que levou à queda do império soviético». É a nossa sugestão de hoje.

Festa do Pontal num parque aquático.

A Festa do Pontal do PSD passa, em 2012, da rua para...um parque aquático, em Quarteira, mudança que o PSD/Algarve justifica com «motivos de ordem financeira e logística».Portanto, na rua é mais caro! Calculamos que sim, sobretudo porque sabemos a contestação que vai assentar arraiais na tradicional festa de rentrée laranja. Que ninguém se afogue, e desapareça, como os documentos dos submarinos, esses, que ninguém sabe onde param.

«Não penses para amanhã».

«Não penses para amanhã. Não lembres o que foi de ontem. A memória teve o seu tempo quando foi tempo de alguma coisa durar. Mas tudo hoje é tão efémero. Mesmo o que se pensa para amanhã é para já ter sido, que é o que desejamos que seja log o que for. É o tempo de Deus que não tem futuro nem passado. Foi o que dele nós escolhemos no sonho do nosso absoluto. Não penses para amanhã na urgência de seres agora. Mesmo logo à tarde é muito tarde. Tudo o que és em ti para seres, vê se o és neste instante. Porque antes e depois tudo é morte e insensatez. Não esperes, sê agora. Lê os jornais. O futuro é o embrulho que fizeres com eles ou o papel urgente da retrete quando não houver outro». Vergílio Ferreira. «Escrever» (edição corrigida). ac.existencialismo@vergilioferreira*

Fundações. A saga do costume.

Tal como na Madeira, onde as regras e o bom senso raramente existiram, agora é o Presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, que vem afrontar as imposições de cortes em relação às fundações. O socialista assegura não não vai mexer nas que existem na ilha,  contrariando a proposta do Governo da República. Siga, que a cantiga continua a ser a mesma.

MEC. Simplesmente tu.

Rua com a podridão.

O 15 de Agosto promete ser um feriado sossegadinho para quem está de férias. Já para quem está em Lisboa e a trabalhar os trabalhadores da Carris, Metro e CP continuam a brincar. Coitadinhos, em greve contra as horas extraordinárias, que se recusam a cumprir, vão fazer novamente a vida negra a quem precisa de se deslocar para trabalhar. Estes meninos(as) haviam de trabalhar no privado, durante anos, sem subsídios, sem horários (e com mais de 11 e 12 horas de trabalho por dia) e a recibo verde. Aí é que eu os queria ver a cantar assim. Que sejam todos privatizados. Ou aceitam as regras ou rua! Por estas e por outras é que isto bateu no fundo. A questão dos direitos adquiridos começa a incomodar-me de uma maneira...

Jorge Amado. O Grande.

Faz hoje precisamente 100 anos que nasceu o grande Jorge Amado. No Brasil, mas também em Portugal, assinala-se a data que deu ao Mundo um dos maiores escritores que me lembro de ter lido, com temas e personagens populares que exaltavam a sensualidade da mulher baiana ou as injustiças sociais. Faleceu em 2001, com 88 anos de idade. Para mim, «Capitães da Areia», de 1937, foi a obra mais marcante. Fica a homenagem.

O dado.

Fonte: i

De Caminha, com amor!

O Verão é pródigo em tudo o que seja telefones a tocar e do outro lado, bom, já sabemos, ninguém atende. Mas, em Agosto, o país não pára e há quem trabalhe. E este post vai dedicado à excelente funcionária da Câmara de Caminha que hoje - ao fim de dois dias a tentar contactar a autarquia sem sucesso - me atende o telefone e diz: «mas a menina não sabe que estamos em Agosto? Está tudo de férias. Por isso, ligue lá para Setembro». E «pumba»: desliga o telefone. Tudo dito, não é?

Três falhanços. Três mil milhões de euros. E oito mil empregos.

Num tempo em que a receita da Europa é a austeridade, o Governo português conseguiu em menos de um mês perder três investimentos que poderiam ser uma lufada de ar fresco para a economia do país. O projecto de Roquette no Alqueva, a fábrica de painéis fotovoltaicos em Abrantes e a exploração mineira em Torre de Moncorvo. Ao todo são três mil milhões de euros e oito mil postos de trabalho.

Fundações - um cancro tratado tardiamente.

Há muito que o problema das fundações em Portugal se tornou um cancro para o Estado. Desde os anos 90 que os apoios - directos e indirectos - a estas instituições se revelaram «apetitosos» para muitos. Finalmente - e tristemente também - foi preciso um resgate financeiro para os responsáveis políticos começarem - ainda que a «conta gotas» - a resolver o problema. A «batata quente» está agora nas mãos do Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes, o homem escolhido por Pedro Passos Coelho para avaliar quais as fundações que merecem continuar a receber apoios do Estado. Desde fundações privadas, de solidariedade social e de cooperação para o desenvolvimento, ao todo, são 400 as fundações que irão ser passadas a pente fino. Esperamos que, no final da triagem, restem as melhores, as que realmente contribuem publicamente para um serviço eficaz. Marques Guedes não terá tarefa fácil, ainda assim, espera-se que o Estado, através do actual Governo, faç…

Parabéns, Caetano!