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Mensagens

A mostrar mensagens de Junho, 2012

Férias cá dentro e trabalhinho em Agosto.

É verdade que em Agosto a Troika está de volta para mais uma avaliação ao programa de ajustamento financeiro. Talvez a pensar na imagem junto dos portugueses, Pedro Passos Coelho já deu a ordem: não há férias fora do País e em Agosto é para trabalhar. Bem sabemos que a medida é simbólica - mas por que raio não podem os homens e mulheres fazer férias onde quiserem? - ainda assim, parece-nos demasiadamente anti-natural. Seja como for, havemos todos de descobrir os locais já que a imprensa cor-de-rosa fará o favor de nos informar.

Os Jogos merecem uma música assim. Com Muse.

A morte pode mesmo sair à rua.

Sabíamos que a meta dos 4,5% dificilmente seria cumprida em 2012. Mas a notícia trazida esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística é um verdadeiro inferno. A quebra na receita fiscal agravou o défice para 7,9% no primeiro trimestre. E cada vez será mais difícil num país que respira mal, que não tem dinheiro, que não consome, que ganha mal e que tem mais de um milhão de desempregados. Passos Coelho faz mal em rejeitar categoricamente a renegociação do Acordo com a Troika. Vamos precisar de mais tempo e mais dinheiro. Só é pena que, como já disse inúmeras vezes, os senhores forasteiros não venham investigar as fraudes de 100 milhões do SNS ou a despesa pública que continua a engrossar sem necessidade. A receita da austeridade, concordo, não funciona muito tempo. E podia funcionar. Mas no caso de Portugal o tempo é o nosso pior inimigo porque já devíamos estar noutro patamar, sobretudo para poupar os cidadãos a demasiado tempo em crucificação. Estamos entre a espada e a pare…

Patifarias do BPN. Episódio número 10 milhões.

Quando eu for velhinha, se lá chegar, ainda andaremos a pagar as patifarias de um BPN que mais não foi um sorvedouro de dinheiro, amparado pelas estruturas do Estado e dos partidos. Cambada da boa a classe que nos governou nestes anos todos. E esta, meus senhores, também não é melhor.

Filme Sócrates II - Versão envenenada pela Troika.

Álvaro Santos Pereira decidiu enfrentar ontem uma multidão enfurecida na Covilhã, gente que sente na pele, como ninguém, as marcas de uma crise profunda e verdadeiramente vil. O ministro podia ter virado costas. O homem que é acusado de tudo e de nada – como quase todos os seus colegas de Governo – achou que as pessoas mereciam ser escutadas. O emigrante que podia continuar no Canadá a ganhar três vezes mais, sem chatices, sem humilhações, decidiu sair do carro e tentar falar com aquele grupo de portugueses com legitimidade para protestar. E voltou a ser humilhado. Porque para muitos aquela imagem, de crucificação, é um verdadeiro gozo nacional. É pena que continuemos neste país a ter uma pobreza de espírito incrível. Eu, pela primeira vez na vida, não votei nas últimas legislativas. O bom do português dirá: «não votou, não tem direito de criticar». Pois bem, tenho o mesmo direito que qualquer pessoa. Mas, simplesmente, acho mau de mais estar a repetir o filme Sócrates II, versão enve…

Sangue que corre nas veias.

Caímos como os grandes. De pé.

Mercado Social de Arrendamento. Uma boa notícia.

Chama-se Programa de Emergência Social de Arrendamento e foi lançado ontem pelo Governo para ajudar quem menos pode. Platonismo aplaude. Sem ironias. Porque aqui também se elogia o que de bom se faz. É dos melhores programas que já foram implementados no último ano. E que ajude muitas famílias.

A consequência. Demolidora.

Título do Público.

Silêncio platónico.

Soube há pouco que a Câmara de Lisboa vai pagar quase 19 mil euros ao ex-presidente do Centro Cultural de Belém, António Mega Ferreira, por um estudo sobre os museus da cidade, tendo em conta a actual conjuntura nacional. A ser verdade, começo a achar que a cada notícia deste género é melhor eu ficar caladinha.

Justiça.

«Ricardo Rodrigues, vice-presidente da bancada socialista na Assembleia da República, foi condenado esta terça-feira por atentado à liberdade de imprensa. O tribunal decretou 110 dias de multa, a 45 euros cada, num total de 4.950 euros». Finalmente fez-se Justiça.

Sementes que se criam na Terra Quente.

Ironias do Sul. Sorrisos efémeros. Sementes que se criam na Terra quente que se pisa. O caminho é sempre em cada segundo que marca no relógio. *ac@sul*

Incomoda a insensibilidade, sr. Primeiro-Ministro!

Pedro Passos Coelho, deixou uma mensagem aos portugueses, na sua página oficial do Facebook, onde afirma que este «foi um ano duro para os portugueses», com um país «mergulhado em dívidas e erros graves» onde todos os portugueses entendiam o que estava em jogo: «a autonomia do País». Há coisas que os políticos nunca aprendem. Sabemos que, em parte, o Primeiro-Ministro não tinha margem para fazer diferente, mas a sensibilidade perante os graves problemas que afectam os portugueses, é imperiosa. E é isso que incomoda.

O capitalismo resistente no seu melhor.

«Ainda há sectores com margem de manobra para mais austeridade». Fernando Ulrich, presidente do BPI. O capitalismo no seu melhor.

«África eterna». E o amor por África.

«África Eterna» reúne 50 histórias de vida de famílias que habitaram os mais distantes lugares do Ultramar português - de Luanda a São Tomé, de Bissau a Sá da Bandeira, de Lourenço Marques a Benguela. Testemunhos de um tempo que não se esquece: o amor por África. E que Platonismo recomenda agora.

Dúvidas.

Platonismo gostava de saber, mediante o buraco em que estamos e a situação a que chegámos, o que faziam de diferente os que acusam este Governo - ou outro qualquer que lá estivesse - de «não mudar de rumo» nem de orientação económica. Mas temos opção? É que se temos eu, das duas uma, ou sou muito burro (a) ou então não percebo nada disto.... P.S. - Vivemos no tempo das decisões económicas e financeiras e não no tempo do comunismo, socialismo ou neoliberalismo. Com uma diferença, a política económica actual está mais próxima de uma certa corrente ideológico-partidária. É só essa a coincidência.

Um ano de Governo com o fantasma da Troika.

Foi a 21 de Junho de 2011.O dia marca no calendário a tomada de posse do Governo presidido por Pedro Passos Coelho. Um ano depois, e em tempo de febre de futebol, ninguém dá pela data, mesmo quando nas notícias a imprensa faz questão de a assinalar.Um ano depois, que país temos? Já o sabemos. A austeridade, o aumento de impostos, o corte de subsídios na função pública, os despedimentos e o desemprego são as marcas mais visíveis da política implementada pelo actual Governo. Uma política que tem a assinatura da Troika que nos empresta o dinheiro que pretende evitar a bancarrota.Na hora do balanço, Pedro Passos Coelho e os seus ministros continuam firmes na defesa da redução do défice público. Continuam a dizer que estes sacrifícios vao valer a pena e que, depois da tempestade, a bonança virá.Não sabemos se assim será. Sabemos apenas que Portugal está mais pobre, que o fosso entre ricos e pobres continua a ser o mesmo, que a Justiça só funciona para a franja mais elevada da sociedade e q…

O aviso.

«Nenhuma grande economia, como é o caso da europeia, saiu de uma crise através de austeridade». Joseph Stiglit, Nobel da Economia.

Um Euro que também é político.

Aula prática de Jornalismo. Gratuita.

Cartaz do dia.

O perigo de se matar um vivo.

A loucura de Cadilhe.

A loucura tem limites. Mesmo quando se trata de Miguel Cadilhe, que sugere a criação de um novo imposto, este ano, em cerca de 4% da riqueza do país e pago por todos os portugueses de uma só vez.Tudo, em nome da redução da dívida pública. Platonismo às vezes só não enlouquece porque ainda tem um pouco de lucidez natural…Irra!

Prémio 'Árvore da Vida' atribuído a um homem grande.

O ruído informativo é tanto que, por vezes, nem damos conta das verdadeiras boas notícias que por cá acontecem. E hoje houve uma, grande como grande é o tamanho do seu protagonista. O arquitecto Nuno Teotónio Pereira, de 90 anos, foi o vencedor do prémio de cultura «Árvore da Vida, Padre Manuel Antunes». Um prémio de carreira e de vida mais do que merecido.

Resistance mode.

Há coisas que (realmente) nunca mudam.

PCP vai apresentar moção de censura ao Governo. Podia dizer muita coisa mas só me apraz registar que «há coisas que nunca mudam»...

Os momentos do país faz-de-conta.

Política e futebol não se misturam. Ou melhor, não deveriam... Mas a cena, que não é nova, confesso, dá-me uma certa azia. As imagens do presidente do FC Porto a ser recebido por Assunção Esteves, presidente da Assembleia da República, como se de um «herói» se tratasse, bem...é melhor estar calada. Pinto da Costa lá estava para jantar com deputados portistas ontem, quinta-feira. Mas será que esses mesmos parlamentares não podem conviver com Pinto da Costa fora do hemiciclo? Nunca entendi estas acções. E acho que não é mesmo para entender. Portugal também é isto, o país do faz-de-conta.

Platonismo dá lá um pulo à tua terra, vá!

«Bruxelas, vamos aí na segunda-feira negociar os direitos das pessoas». A frase é boa e chega da Grécia que está no fim da linha, pelo líder do partido Syriza (Coligação de Esquerda Radical), Alexis Tsipras, que falava aos atenienses no último comício antes das eleições de 17 de Junho. Platonismo? Na tua terra, continua tudo louco. Não queres ir lá só meter um bocadinho de juízo naquela gente que precisa ser salva?

Pessoa também é Lisboa.

Passam hoje 124 anos que nasceu, na freguesia de Mártires (Chiado), Lisboa, um dos maiores poetas universais: Fernando Pessoa.

Barrete enfiado. Mais um.

O ministro das Finanças garante não conhecer as condições definidas no resgate pedido por Espanha para recapitalizar a banca, já que não foram discutidas na última reunião do Eurogrupo. Só um parvo, como este blogue, provavelmente, pode enfiar o barrete. Mas, «a gente» enfia, sr. Ministro, a «gente» enfia! 

Lisboa é linda...

...e Alfama tem sempre neste cantinho um lugar muito especial. Feliz Santos, Lisboa, que é do mundo e também é minha.

As feridas (ainda) por fechar da descolonização.

As feridas da descolonização portuguesa ainda não sararam e falta julgar «todos os crimes» da ditadura para que elas comecem a fechar. Quem o diz é Sarah Adamopoulos, autora do livro 'Voltar, memória do colonialismo e da descolonização', da editora Planeta, que reflecte sobre a desintegração do império. E diz mais: «é preciso falar sobre isto. Todos esses crimes do regime que nunca foram julgados… Para essas feridas fecharem, temos primeiro de fazer esses julgamentos, mesmo que sejam julgamentos simbólicos». O livro, que me chegou pelas mãos do professor Marcelo Rebelo de Sousa, aparenta ser um reencontro com o passado. Duro, é certo, mas que todas as gerações precisam fazer. Platonismo e eu sugerimos e mesmo antes de lermos a obra, asseguramos que a autora é de fiar.

Discursos. Apenas para a efeméride.