Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Maio, 2012

SCUT. O povo que pague.

O Tribunal de Contas arrasa, por completo, a introdução de portagens nas SCUT. Ao contrário do que apregoou o Governo e a senhora dona Troika, a medida não trouxe um benefício efectivo para o Estado e em alguns casos até agravou a situação. O relatório sobre a Gestão, Financiamento e Regulação do sector Rodoviário daquela instituição pode ainda ficar-se a saber que o Governo não salvaguardou os interesses dos contribuintes. Mais uma para a malta suportar e, calada, porque quem muito protesta neste país pode até arriscar-se a ver a vida às riscas brancas e pretas...

Tempos pidescos regressam sob domínio estrangeiro.

Os contornos que tem tomado o caso das 'Secretas' e o envolvimento do ministro Miguel Relvas tomam proporções assustadoras. A ser verdade a espionagem ao director do Expresso, Ricardo Costa, e ao presidente do Grupo Impresa, Francisco Pinto Balsemão, só me traz à memória os tempos da velhinha PIDE. Isto vai no bom caminho, vai, vai...

Saúde. Um bem (público) em vias de extinção.

A reportagem da Conceição Queiroz, transmitida hoje, no Jornal das 8 da TVI, sobre o Serviço Nacional de Saúde é muito mais que um retrato do martírio que é hoje, para muitos portugueses, o acesso aos cuidados hospitalares. De Bragança a Beja são centenas de quilómetros. Mas os problemas, sobretudo dos mais idosos, são os mesmos. Com reformas baixas, doenças crónicas galopantes em alguns casos e sem transporte gratuito, muitos dos nossos velhos vão esperando, a cada amanhecer, pela sobrevivência de mais um dia. Esta é uma reportagem que vai muito além dos problemas que resultaram das exigências do Memorando que impôs cortes atrás de cortes no sector. A Saúde Pública Portuguesa está mais magra no seu investimento, mas são os cidadãos que pagam cara a factura do despesismo de décadas de má gestão do Estado. A solidão também lá está. Em vilas e aldeias que se sucedem neste país, vive-se mal, ainda se trabalha de sol a sol e a dureza está inscrita nos rostos e mãos de gente que nunca soub…

Fome é fome. Mas nem todos o sabem.

Christine Lagarde, directora-geral do FMI, é uma grande senhora e política internacional. Numa entrevista ao The Guardian diz estar mais preocupada com as crianças da África sub-sariana do que com as que enfrentam dificuldades na Grécia e avisa que não vai suavizar os termos do pacote de ajuda a Atenas. A frase brilhante resume-se a isto: «é tempo dos pais das crianças gregas assumirem as suas responsabilidades e pagarem os impostos». A fome, minha senhora, é a fome. E crianças são crianças. Assim vai o calibre dos senhores da política que temos.

O número do dia. 32 minutos.

«Senti-me pressionado (...) Porque é que me foi dado 32 minutos para responder a uma pergunta a meio da tarde, num caso que já não tinha actualidade, que já tinha sido na véspera abordado no Parlamento? (...) Foi nessa base que me insurgi com a editora de política do Público e com a directora». A explicação de Miguel Relvas, ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, com  tutela da comunicação social, à saída da audição da Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

Fazer o necessário.

«É inútil dizer "estamos a fazer o possível". Precisamos de fazer o que é necessário. E não há loucura mais cara que a do idealismo intolerante». Winston Churchill.

O disparate do reitor.

«Acho que se estivéssemos seis meses todos calados, não criássemos mais problemas do que os que já existem e deixássemos as coisas correr, daqui a seis meses, trabalhando, veríamos que as coisas até evoluíram melhor do que o que pensámos (...) a psicologia é fundamental e este contínuo fosso que se cria em todos não ajuda a construir o país». A frase é de Marques dos Santos, reitor da Universidade do Porto. É triste ver alguém a apelar ao silêncio quando o povo está a atravessar dificuldades diárias. Só mesmo quem não sente a crise pode dizer um disparate deste género.

Lisboa.

Volto sempre a ti. Regressas sempre em mim. Gosto-te em todas as dimensões que abres a cada manhã, a cada final de tarde e a cada princípio de noite. Fugir-te é impossível porque regressar a ti é a única rua com sentido obrigatório. *ac@lisboa*

Geopolítica. Uma outra forma de a olhar.

Uma forma diferente de mostrar a Geopolítica. Desta feita, visual. Com a devida vénia ao Tiago de Brito Penedo que a partilhou no Facebook.

Paciência e muita fé a cada segundo que passa.

O caso das pressões. Com Relvas ao barulho.

O caso das pressões exercidas pelo ministro Miguel Relvas a uma jornalista do jornal Público, a propósito do seu alegado envolvimento no caso das  «Secretas», mais não é que a prova do espírito controleiro que caracteriza o ministro dos Assuntos Parlamentares e que detém também a tutela da Comunicação Social. Quem, como eu, conhece Miguel Relvas há anos, sabe o seu valor político mas conhece também as suas fraquezas. E se há mérito que este ministro tem é o de conseguir, quase sempre com sucesso, manipular e influenciar jornalistas que congrega à sua volta. O problema é que os homens da propaganda de qualquer regime também cometem deslizes. No caso, Relvas foi longe demais, esquecendo-se que já não é só um mero deputado e que passa pelos pingos da chuva sem ser descoberto. Bastou um telefonema para o Público, com ameaças à jornalista em causa e ao próprio jornal, para, e bem, o Conselho de Redacção denunciar o caso, já que a tal notícia que tanto incomodava Miguel Relvas acabou por nã…

Quarta avaliação em marcha. 78 mil milhões na rota do Atlântico.

Começa hoje a quarta avaliação do programa de ajustamento do País feita pelos chefes da missão portuguesa da Troika. Abebe Selassie (FMI), Jürgen Kröger (Comissão Europeia) e Rasmus Rüffer (BCE) chegam a Lisboa numa altura em que todas as atenções se voltam de novo para a Grécia, aumentando as preocupações com uma eventual saída de Atenas da moeda única. As medidas de redução orçamental têm sido bem testadas pelo Governo de Pedro Passos Coelho, estando garantido o caminho rumo aos 78 mil milhões de euros concedidos há um ano pela UE e o FMI. O país está mais pobre, o desemprego já atingiu mais de um milhão de pessoas, vive-se pior por cá, mas enquanto Portugal foi o menino bem comportado que a União precisa, tudo a correr sobre rodas.

220 milhões para auxiliar empresas.

É uma boa notícia para as empresas em dificuldades, que, a partir de hoje, vão poder aceder a fundos de revitalização, no valor de 220 milhões de euros. A ajuda, criada no âmbito do programa Revitalizar, destina-se a devedores em comprovada situação económica difícil ou em situação de insolvência iminente, mas ainda susceptível de recuperação, através de negociações com os credores. Pode ser uma boa ajuda para quem vive com a corda na garganta e evitar mais gente a caminho do desemprego. A ver.

João, este troféu é para ti.

73 anos depois, a Académica ganha pela segunda vez a Taça de Portugal, ante o Sporting. João Mesquita, este troféu é para ti.

Retórica.

Há coisas bem verdadeiras. Mas que não passam dos discursos retóricos de circunstância...

É isso.

O paraíso hoje tem um nome. Estádio do Dragão.

O Porto hoje vai vestir-se de paraíso. Não será Cold será, pelo contrário, bem quentinho... Que todos os que por lá andarem aproveitem e contem ao Platonismo como foi.;)

Um Vitinho de volta. Sem retorno.

Gostava de oferecer a cada português que se encontra em dificuldades - graves - um Vitinho, exactamente igual ao que faz parte das minhas memórias de infância. Nos anos 80, nesse tempo em que o Mundo era um lugar sereno, podíamos sonhar. Ecada um desses portugueses precisa urgentemente disso: de voltar a sonhar e acreditar que é possível dar a volta por cima. E já agora, queria também o «meu» Vitinho de volta. Sem retorno ao passado e em cada momento presente.

O número é aquele que quiserem. A miséria dá igual.

14,9%. É este o número do dia. É este o número que nos indica que o país já ultrapassa, oficialmente o um milhão de desempregados. Bom, afinal o número é um milhão. Bom, afinal os 14,9%, conhecido hoje, como o verdadeiro - dizem as estatísticas oficiais - e que reflecte a taxa de desemprego é o mesmo do um milhão. O flagelo está a vir ao de cima. A asfixia em vivem tantos portugueses está a matá-los. Vivemos um tempo que dita apenas a lei primitiva da sobrevivência. Entretanto, o mar por cá vai calmo, a desistência parece ter tomado conta de muitos. A Grécia vai ao ar. Eleições em Junho podem até realizar-se mas já fora do barco europeu que, esse sim, continua a navegar em águas perigosas e que arrisca arrastar milhões de europeus consigo. É um lugar estranho aquele em que habitamos por estes tempos.

A imagem do dia.

Silenced by the night. Simple.

Silence. Silence. Silence.

Tanto silêncio aqui. Fico eu e Tu a escutar o silêncio. São 60 razões (e outras mais) que hoje existem para só haver eu e Tu, e o silêncio, claro. Proíbo-te de falar. Hoje o Mundo e o Oxigénio significam apenas Tu. Pai. *ac@pai*

Eduardo Lourenço. Prémio Pessoa 2011.

«Precisamos mais do que nunca da sua inteligência e do seu envolvimento para sairmos do pesadelo e voltarmos ao sonho», Pinto Balsemão, dirigindo-se a Eduardo Lourenço - um dos nossos maiores pensadores - na entrega do Prémio Pessoa 2011, na Culturgest, em Lisboa. E do alto dos 88 anos de sabedoria, Eduardo Lourenço disse, entre muitas coisas terrivelmente verdadeiras, o mais duro: «O decisivo é que não temos a chave da nossa própria saída». Haja esperança, meu velho, haja esperança.

«Carta à mãe do Miguel».

«Aos meus filhos digo-lhes o que ouvi uma vez da sua boca; peço-lhes para não se conformarem, para não se calarem, para não estarem de acordo comigo. Não há receitas certas para eles, sabemo-lo bem. Eles nascem e escolhem por onde vão – conheço irmãos amparados pelos pais que se auto-destruíram e os que, crescendo desamparados, são motivo de espanto. Não somos apenas nós e as nossas circunstâncias, felizmente somos mais do que isso. Não há palavras que traduzam a morte de um filho. Ninguém as inventou porque pertencem ao que não se prenuncia em alfabeto algum. O Miguel morreu. E nestes dois anos sinto, podendo estar errado, que na doença foi o que a vida já lhe diagnosticara: preparou-se para o fim com a razão, combateu até ao fim pela mudança do mundo com a convicção. Não o conheci bem, Helena. Coisa estranha porque, das tantas e tantas pessoas que conheci, o Miguel foi das mais marcantes. No princípio da adolescência convencera-me dos meus talentos e da capacidade de contribuir para um…

O perigo da cegueira de Passos.

Foram polémicas as declarações do primeiro-ministro que apelou aos portugueses para que adoptem uma «cultura de risco», dizendo que o desemprego não tem de ser encarado como negativo e pode ser «uma oportunidade para mudar de vida». Obviamente que, só alguém que não sabe o que é o desemprego, o drama de perder tudo, e a pobreza, só alguém que não o sabe pode provocar declarações perigosas como esta- A «oportunidade» tem de ter condições para. E esse é o principal problema do país. Salários baixos, encerramento de empresas diariamente e falta de soluções impedem, obviamente, esse «cultura de risco» que Pedro Passos Coelho tanto pede.

Se....

«Ele teria adorado viver hoje, porque ele adorava o risco, adorava os desafios difíceis, quanto mais difícil melhor. E este é um tempo de desafios difíceis, desafios no imediato, ou seja, ver como é que controlamos isto financeiramente, mas também desafios a prazo, como é que pomos isto a crescer e a criar emprego». Marcelo Rebelo de Sousa (sobre Francisco Sá Carneiro,21/3/2012 ). É isso, Platonismo também acha que ele teria adorado sim...Porque Francisco, este, continua a ser um dos maiores «ses» do Portugal pós-25 de Abril. Se...se...se...

Até quando salários de miséria?

Fonte: Público.

Obrigada, Bernardo.

Porque o Bernardo não morre. Aquilo que nos deu será sempre maior que esta separação. Portugal, triste sina, que quando é para perder, perdes tanto em tão pouco espaço de tempo. Um pianista com o brilhantismo do Bernardo não podia ter partido aos 41. Não podia. Merda.

José e Pedro. Uma história que se cruza.

Quando um Primeiro-Ministro reconhece, em pleno Parlamento, que Portugal «atingiu um nível insuportável de carga fiscal» e continua, sem pestanejar, a vergar-se totalmente perante uma Troika, não garantindo a sobrevivência do seu povo, é de homem (ironia platónica). Nestes momentos, Passos recorda-me José, sim, esse José que estão a pensar, de apelido Sócrates. Com semelhanças e diferenças. O primeiro, assume a realidade, apesar de não fazer muito para a aliviar, mesmo nós sabendo que a margem é mínima ou nula. Já o segundo, ludibriava a coisa com tinta da China ou da Venezuela 'chavista' e acreditava piamente que Portugal estava bom de saúde. Ora que rica memória hoje o Platonismo teve.

A maior flor do mundo.

«As histórias para crianças devem ser escritas com palavras muito simples, porque as crianças sendo pequenas, sabem poucas palavras e não gostam de usá-las complicadas… E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?». José Saramago em «A maior flor do mundo». Saudades tuas, meu velho José. A Matilde e o Tiago vão saber quem foste quando lhe contar a história, de preferência, no banco em frente à Casa dos Bicos. Mas para isso, falta que a mais pequenina cresça mais uns aninhos. Será complicado? Nã...para os adultos será, decerto, pior. *ac@saramago*

A crise e o perigo do trabalho infantil.

O Comissário para os Direitos Humanos do Conselho da Europa, Nils Muiznieks, veio a Portugal esta semana e deixou o alerta: a crise económica em Portugal está a gerar mais abandono escolar e há um «risco real» de aumento do trabalho infantil. Alguém que deixe os avisos.

Política. Clara como a água.

É um indício de que, em política, os cargos pagam-se, os favores permanecem e a prática não muda. Sabemos agora que Jorge Silva Carvalho, quando era quadro da Ongoing, propôs a Miguel Relvas, ministro dos Assuntos Parlamentares e o n.º 2 de Pedro Passos Coelho, para directores do SIES e SIED funcionários da sua confiança e apontou nomes que não deveriam assumir cargos dirigentes. Mais limpo que isto não há.

Shot in the dark.

«Eu não minto». Nenhum mente, sr. ministro.

«Eu não minto, não engano nem ludibrio os portugueses». A garantia é de Vítor Gaspar. Não sei porquê mas esta é daquelas frases que já nos cansamos de ouvir.

A irresponsabilidade tem um nome: Mário Soares.

O que o antigo Presidente da República, Mário Soares, vem hoje dizer, numa entrevista ao i, conduzida por Ana Sá Lopes, em alto e bom som, ao país, é uma das maiores irresponsabilidades políticas que por cá se assistiu no último ano, e em convivência com o programa de ajuda financeira a Portugal. O fundador do PS - irónico que assim seja, nestes tempos de surdez e cegueira políticas - diz então que o PS deve romper com o acordo com a Troika, e tudo porque considera que a situação do país «evoluiu» e que a austeridade «não funciona». O homem que enquanto Primeiro-Ministro teve de recorrer ao FMI por duas vezes tem caído numa malha perigosa. A democracia tem de saber reconhecer os seus falhanços, os seus erros e conviver com tudo o que isso acarreta. As atitudes que Mário Soares tem tomado, recentemente nas comemorações do 25 de Abril, com tomadas de posições ameaçadoras, como que a tentar desestabilizar o sistema político - que precisa tudo neste momento menos disso - não são nada favo…

O número. Negro. Doloroso.

É um número que cresce, que preocupa e que angustia milhares de famílias todos os dias: 700 mil portugueses não conseguem pagar empréstimos à banca. E se fosse só à banca, não é Platonismo?

A cegueira do jornalismo nacional.

Errar é humano? É. Mas a repetição do erro é que já não é tão desculpável. Não é a primeira vez que os jornais portugueses vão atrás de partilhas antigas nas redes sociais. A última ressuscita Vasco Granja, falecido em 2009. E a avaliar pelo comentário da coordenadora do site do Expresso, Anabela Natário, ao P3, sacudir a água do capote é o caminho a seguir. Há muito que por aqui se alerta para os perigos, cada vez mais à espreita das redes sociais. Ma os jornalistas teimam em fazer delas, muitas vezes, fontes privilegiadas de informação. Assim vai o jornalismo por cá.

Parabéns, i.

Parabéns ao i. Faz hoje três anos que começou a aventura de contribuir para o crescimento do jornalismo português. Que venham muitos mais. Precisamos de projectos ousados e com imaginação.

A factura dos incompetentes está a chegar.

12 milhões de euros. É a factura que o Estado vai enviar aos portugueses na próxima década. Motivo? A derrapagem das parcerias público-privadas. Só é pena que a incompetência da má gestão de quem nos (des)governou não tenha penalização. São os mesmos e os do costume a pagar. Já estamos habituados.

França socialista, 17 anos depois.

Há 17 anos que a França não tinha um presidente socialista. Hoje, em terras gaulesas, respira-se o socialismo numa espécie de ressurreição ideológica. Já lhe chamavam até Merkollande e é bom lembrar que durante esta eleição, a equipa de Merkel já tivera feito uma aproximação com a futura equipa de François Hollande, antevendo a vitória socialista na segunda volta das presidenciais francesas. A chanceler alemã deve agora ter dado graças a Deus pela nega que levou de Sarkozy, quando se predispôs a participar na campanha do actual presidente cessante. Mas para os que esperam que esta eleição significa uma lufada de ar fresco na mudança de política europeia, desenganem-se. Para o ano há legislativas na Alemanha e Merkel sabe que arrisca o mesmo que o veredicto que hoje Sarkozy teve nas urnas. Para mal de milhões de europeus, sabemos que o novo inquilino do Eliseu sabe que, no jogo de forças com Berlim, e apesar da sua garantia de que não aceita a «austeridade perpétua», sem a Alemanha a F…

A sabedoria do Luís.

«A solidão é mais fácil quando estamos sós. Aí desenvolvemos mecanismos, construímos pontes, protegemo-nos. Mas quando estamos acompanhados, quando nos começamos a perder na excitação dos outros, aí a solidão magoa e vai mais fundo. Entre a multidão compreendemos melhor onde estamos». Obrigada Luís Osório por descreveres de forma ímpar esse sentimento.

A força de um gesto.

Imperdoável é...

Imperdoável é...o silêncio que fica. Imperdoável é...as palavras por dizer. Imperdoável é...não sentir o que vem. Imperdoável é...não amar ainda mais. Dedicado a todas as mães. Em especial à minha, que me faz falta hoje e todos os dias da minha vida. Os de ontem, o de hoje e os do futuro. É o único amor que não fere, que perdoa e que é incondicional no Universo da nossa Existência. Não a tenho hoje, mas tenho-a no prolongamento do que sou. *ac@mãe*.

A civilização do espectáculo.

Porque é um homem do saber, e porque regressou em grande, ao seu Diário de Notícias. Uma leitura que o Platonismo recomenda, porque é escrita sem medos nem temores. E pela mestria de ter “pegado” em Vargas Llosa, do jornalista e antigo director do DN, Dinis de Abreu. Para ler aqui.

Na Jordânia ela está assim.

Hoje é noite de Super Lua. Platonismo escolheu a Jordânia, pela espectacularidade das imagens. Fonte: Reuters.

Adelino. A voz sábia.

«A competência  é cada vez mais um dever ético do jornalismo». Adelino Gomes, jornalista, na Universidade do Porto, no âmbito de um colóquio sobre o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Que carradas de razão tens, Adelino. E que bom que era que a classe te ouvisse e seguisse os teus sábios conselhos. Ler mais aqui.

Castelo Rodrigo. O paraíso é aqui.

Porque há um Portugal à espera de ser resgatado para o palco maior do desenvolvimento. Aqui tudo está feito, tudo existe há séculos. Falta gente que queira ser mais feliz ainda. Um relato da aldeia histórica de Castelo Rodrigo, com a sabedoria possível da jornalista.

Humor de Sexta-feira.

Fonte: Inimigo Público.

Liberdade. De imprensa.

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa andei à deriva nos pensamentos, nas reflexões e no diagnóstico dos problemas com os quais, de dia para dia, me confronto. A sensação que tenho é que o Jornalismo que me foi ensinado pelo mestre Carlos(Pinto Coelho) não passa apenas de um quadro utópico com boas práticas e caminhos sólidos mas cada vez mais violado. Sinto falta da memória que já não há nas redacções, expulsa pelos novos capitalistas dos meios de comunicação, que se vendem por umas centenas de euros. Essa memória tento guardá-la vivamente em cada linha, em cada conversa, em cada telefonema, em cada perigo que espreita. O fim do dia culminou a ouvir Augusto Santos Silva e Pacheco Pereira. Dois homens que dispensam apresentações e que conhecem bem a realidade mediática nacional. Vai mal o Jornalismo português? Vai. «Os impactos da crise económica na imprensa portuguesa e a consequente solvabilidade e solvência dos média. Opacidade (défice de informação). Jornalismo enquanto activida…

MEC.

A Carta a Deus, de MEC, no Público: «Deus, Bem avisaste que eras um Deus invejoso e vingativo. Também sei que Job era um caso-limite: uma ameaça do que eras capaz. Nem eu nem a Maria João temos um milésimo da obediência e da resignação de Job. E castigaste-nos menos. Mas foi de mais. De certeza absoluta que nos amamos mais um ao outro do que te amamos a Ti. Sabemos que isto não está certo. Mas foste Tu que nos fizeste assim. Admite: deste-nos liberdade de mais. Foste presunçoso: pensaste que Te escolheríamos sempre primeiro. Enganaste-Te. Quando inventaste o amor, esqueceste-Te de que seria mais popular entre os seres humanos do que entre os seres humanos e Tu. Por uma questão de tangibilidade. E, desculpa lá, de feitio. Tu, Deus, tens o pior das arrogâncias feminina e masculina. Achas que só existes Tu. Como Deus, até é capaz de ser verdade. Mas, para quereres ser um Deus real e humanamente amado, tens de aprender a ser um amor secundário. Sabemos que és Tu que mandas e acreditamos q…

Liberdade. De Imprensa. De Viver.

(...) fractured moonlight on the sea (...) Dedicado a todos os que hoje sentem o pulsar do oxigénio de ontem e de amanhã (espero). Directamente para todos os que me ensinaram que a minha Existência só faz sentido se for Livre. Porque são muitos, cito Miguel Torga, nos idos de 1950, quando disse que Lisboa era um país e o resto do território era outro. Porque também eu tenho viajado com Miguel Torga e aceitei o seu convite para uma viagem solitária pelos caminhos de Portugal. E a escrita livre - o Jornalismo sem complexos nem poderes acima dele - é sempre o ponto de partida e o cais de chegada. Bom Dia Mundial de Liberdade de Imprensa a todos. *ac@livre*

Um exemplo que vem da Estónia.

É um exemplo que nos merece destaque. E que mostra como o desenvolvimento não está ao nível de qualquer país. O caso que nos chega da Estónia é exemplar. A partir do próximo ano, os cidadãos de Tallin, capital da Estónia, não terão de pagar um cêntimo para utilizar os transportes públicos. A medida radical foi levada a referendo nacional e teve a aprovação de 75% da população estoniana. A medida pretende incentivar a utilização dos transportes públicos – autocarros e eléctricos – e ajudar os mais carenciados a ter acesso à rede de transportes públicos. Os governantes pretendem também tornar Tallin na capital mais verde da Europa. Só pela atitude merece o nosso aplauso. E grande.

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Hoje, quinta-feira, comemora-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Para nós, mensageiros do que nos rodeia, agentes que tentamos, diariamente, contar o que mais se aproxima da verdade, é um dia emotivo e com data assinalada no calendário. Assim quero acreditar por todos os meus restantes camaradas. Por essa razão, e porque a reflexão é um acto permanente e constante, a Comissão Nacional da Unesco e o Gabinete para os Meios de Comunicação Social convida-nos a partilhar ideias, dificuldades e a propor caminhos nestes dias negros que incidem sobre nós. Pacheco Pereira e Augusto Santos Silva vão ajudar-nos a «Pensar os Media» numa tertúlia que decorre no Palácio Foz, nos Restauradores, em Lisboa, a partir das 17h30. Porque eu acredito que a liberdade de imprensa será sempre maior que a ditadura dos gestores e patrões dos meios. Porque ser livre é poder escrever sem amarras. E antes morrer pobre que viver no riquismo sem liberdade jornalística.

«Não me arranja um emprego»?