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Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2012

Marinho Pinto. O passar dos limites.

«Aquela pessoa, o poder subiu-se à cabeça. É vingativa, traiçoeira e alguém em quem não se pode confiar. É uma barata tonta». Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados, caracterizou assim a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, no programa da SIC, «Conversas Improváveis». Por mais críticas que o bastonário possa ter contra a actual ministra e a ausência de políticas sólidas e fundamentais para o sistema, este tipo de linguagem, esta postura mal educada, e acusações sem fundamento nem prova, merecem sério repúdio. Assim não vamos lá, e bem que precisamos de outro tipo de conduta. A Justiça é quem perde e o respeito que os cidadãos merecem também.

Miguel. A homenagem no S. Luiz.

Paulo. Chora. Chora tudo.

Paulo Portas acompanhado pela mãe, Helena Sacadura Cabral, e pelo pai Nuno Portas, na sessão evocativa de Miguel Portas promovida pelo Bloco de Esquerda e realizada no Teatro S. Luis, Lisboa. Paulo, chora, precisas disso e faz-te bem.

ALA. Tal como o conhecemos,

António Lobo Antunes, ontem, na Feira do Livro de Lisboa.

Frase perigosa.

«Sócrates foi um delinquente político». Maria Filomena Mónica. i. Acho a frase perigosa e a delinquência não se conquista em urna, senhora doutora Maria Filomena Mónica. Ler entrevista na íntegra aqui.

Vale a pena pensar nisto.

«É necessária uma política de austeridade. Mas impõe-se que essa política de austeridade não recaia, especialmente, sobre as classes trabalhadoras (...) É preciso que ela se integre numa política de relançamento da nossa economia. Sem isto não há austeridade que valha a pena». Francisco Sá Carneiro, Entrevista a O País. 3 de Março de 1976.

Vivam.

Quem quiser que me acompanhe no ritmo... Vivam cada segundo da vossa Vida e que seja assim, intensamente, em sorrisos e com quem quiserem! ;-) *ac@summernights* — a dançar ao som de ritmos e memórias*.

Beira Interior. As aldeias históricas de um mundo que é nosso.

«Nas serras da Estrela, Gardunha e Malcata, 12 localidades, todas elas com castelo e próximas à fronteira, contam uma parte da história de Portugal. Há 18 anos, entidades públicas e investidores privados criaram as bases para as Aldeias Históricas de Portugal (AHP). Como objectivo, a promoção da região e a recuperação do património. Hoje, os agentes económicos, que apostaram no território, consideram que a concertação em rede ainda não funcionou e apelam a uma maior promoção conjunta para reavivar laços e gerar sustentabilidade no território através das localidades». Andámos por lá e deixamos aqui o primeiro testemunho de muitos que estão no forno a cozinhar. Um país esquecido nos gabinetes do Terreiro do Paço e em muitos outros lares nacionais. Para ler aqui.

Juntos. Mas sempre.

10 de Março. A última vez que os irmãos estiveram juntos. A foto foi tornada pública pela Catarina Portas esta noite na sua página pessoal do Facebook. E é tão bom ter a imagem de sorrisos e de felicidade pura. Miguel, eles estarão sempre contigo. Portugal também.

Mar. Que futuro?

O mar como «desígnio estratégico nacional» regressou à agenda política nacional. Estará Portugal a redescobrir e a potenciar os novos caminhos do mar para reforçar a sua sustentabilidade económica? Durante o trabalho, não naufraguei, mas apeteceu-me, muitas vezes, afogar muita gente, sobretudo os agentes políticos que, nas últimas décadas, sofreram sempre de falta de visão de futuro. *ac@marportuguês*.

Jovens deputados da Nação. Uni-vos contra a ignorância.

E já que estamos em maré de diagnóstico, o Filipe Mendonça fez aquilo de que ninguém gosta, mas que sabemos, porém, é um facto triste. Mais triste ainda quando nos chega de gente que nos representa, de pessoas em quem depositámos o voto na urna que vai devagar, devagarinho à procura da ignorância. Desculpem? Ignorância. É disso mesmo que o Filipe foi à procura, em dia da Liberdade, e junto dos mais jovens parlamentares da Nação. Jovens esses que não deviam saber tão pouco, não deviam reagir com tanta desculpa. Não saber não é crime. Crime é mesmo continuar alheio à História que eles próprios estão a prolongar naquele Capítulo já longo da Democracia portuguesa. A reportagem da TVI para ver aqui.

Miguel. «Partir de cara lavada».

«Partir de cara lavada». O título do texto que a Rita Tavares nos presenteia com sabedoria no i é uma das melhores homenagens jornalísticas que vi por estas horas sobre o Miguel. E se há coisa que me entristeceu foi não haver furo no guião, ontem, na sessão solene do 25 de Abril no hemiciclo, ao contrário do que sucedeu no Parlamento Europeu onde um minuto de silêncio se cumpriu. Pelo Miguel, os minutos serão sempre poucos, mas em dia da liberdade e a uma semana do 1 de Maio, dia em que completaria 54 anos, valeria a pena. Somos pequeninos, muito pequeninos, perante a grandeza do Miguel.

Um homem raro. Uma entrevista fantástica. Mandela, assim, como sempre foi.

Platonismo sugere uma entrevista fantástica de um homem que dispensa apresentação.Nelson Mandelafala sobre o tempo que passou na prisão. Um dia depois de Abril, que é sempre bom.

Um momento de libertação.

Precisamos de outra senha. Já!

Imperdoável é não perdoar, meus senhores!

«Imperdoável é...o que não vivi. Imperdoável é...o que esqueci, imperdoável é...desistir de lutar. Imperdoável é...não perdoar». Dedicado aos agentes políticos que hoje, na Casa da Democracia, continuam a não ter a capacidade de se perdoarem uns aos outros. Dedicado os que continuam a dizer-me «Obrigada, por me perdoares». Dedicado a todos os outros que aceitam sempre o meu perdão. Porque perdoar é a das capacidades mais nobres de um ser humano. E, como diz o Jorge, «imperdoável é não perdoar». *ac@apediroperdãodeabril*.

Abril. Ilustrativo.

«A Democracia é difícil e exigente, mas dela não nos demitimos».

«A Democracia é difícil e exigente, mas dela não nos demitimos». Francisco Sá Carneiro.

Abril contado em imagens que não perecem. Olha 'Troika',a Revolução interior nunca se ganha.

Fotos: Associação 25 de Abril.

25-A. Dedicado às Matilde's e Tiago's deste país.

2012. 25. Abril. 38: os anos da efeméride. Faltam-me as palavras para definir cada vez mais uma Revolução, cuja comemoração, é «abusada» por muitos. Os que me conhecem sabem o quanto Abril me diz, sabem quão sagrado é o acto histórico que eu não vivi. Mas que Abril é este que nos trouxe uma dívida monstruosa, salários indignos, problemas sociais profundos, corrupção a cada porta, insensatez política e pobreza quase extrema! Abril tem de ser sempre lembrado. Abril foi e é um marco no pouco que nos resta e que temos de defender com sangue - que 74 não teve - se preciso for: a Democracia. A quase quarentona Democracia. Vivam Abril à vossa maneira, nunca esqueçam aqueles que nos trouxeram todas as conquistas, nunca deixem de sonhar, mas mantenham-se alerta. Abril trouxe um mundo de podridão, trouxe um Estado decadente que nos humilha, que nos ataca e que nos delapida dia após dia. Este é um Abril amargo porque também eu sinto muita coisa, também eu sinto as dores dos que, diariamente, me …

Incompetência. Ponto. Sem parágrafo.

É crónico e recorrente este tipo de erros no Jornalismo nacional. A prova de que se fazem copy-paste a torto e a direito, que não há brio na profissão, que a carneirada está instituída e que a incompetência gratuita está aí em todas as esquinas. Ontem, o i publica um take da Lusa e SÓ se engana no nome do morto. SÓ. Imperdoável.

Lá longe, descansa a Vida em pleno. A tua, Miguel. R.I.P.

Miguel Portas. A morte chegou cedo demais.

Miguel Portas morreu cedo demais. O eurodeputado bloquista marcou um tempo democrático, que devia durar bem mais tempo, mas o maldito cancro não permitiu que assim acontecesse. Goste-se ou não dele, é unânime o contributo que deixou na sociedade portuguesa, pela forma aguerrida como combateu as ideias políticas, ideológicas e sociais que envergava. Lembro-me particularmente de uma entrevista, realizada em plena avenida da Liberdade, há uns três anos, em que dominou sempre um sentido crítico invejável. A inteligência era uma das suas principais características. E era um Homem bom (sem cair nas frases comuns sobre as pessoas, sobretudo quando morrem, era mesmo um homem bom). Fica um breve currículo feito pelo Público. Nessa entrevista - tal como acontecia sempre que com ele privei, o Jornalismo vinha sempre ao de cima, ensinando-me sempre coisas e experiências novas - ao despedir-se de mim, atirou: «nunca deixe de ser fiel ao que pensa, Ana. Pior que morrer pobre, é morrer despido da al…

Metro de Lisboa numa versão nunca vista.

Uma grande versão inglesa de um diagrama do Metropolitano de Lisboa. Porque é sempre bom quando olhamos para as coisas com humor. Este, por sinal, bem negro!

O tempo real do 25-A.

As redes sociais têm muito lixo - que intoxica - mas têm também momentos mágicos. Na semana em que se assinala a Revolução dos Cravos, os portugueses vão poder viver, através do Facebook, uma recriação em tempo real de todos os momentos que constituíram o 25 de Abril de 1974. Com base no registo militar das operações no Posto de Comando do MFA, o Centro de Documentação 25 de Abril (CD25A) e a Ideias Concertadas vão acompanhar de 24 para 25 de Abril, a Revolução de 1974, numa emissão em directo. Uma verdadeira viagem no tempo - em tempo real - através da publicação dos registos de informação provenientes das chamadas telefónicas escutadas e recebidas no sistema de comunicações instalado no Posto de Comando do Movimento. A iniciativa começa às 22 horas de dia 24 de Abril. Não percam.

«Figurinhas» tristes do 25 de Abril de 2012.

Porque hoje é o Dia Mundial do Livro.

Porque hoje é o Dia Mundial do Livro. E porque a data merece ser lembrada. Uma viagem ao mundo do papel e dos caracteres. Para ler aqui.

2 em 1

É o chamado 2 em 1. A manchete do i deve, esta segunda-feira, dar azia à esquerda portuguesa. Os comunistas, sempre defensores do tal emprego, sempre «usaram» e «abusaram», tal como PS e PSD, na governação local. E é preciso, de facto, assumir isso. Destaque também para a entrevista do antigo ministro das Finanças de Cavaco. Cadilhe fala muito, mas sempre tarde. Como todos os outros, por sinal.

Platonismo, levas-me à América? :-)

Acho que é a melhor forma de começar a semana... porque...um dia ... «vamos ver os foguetões...levantar voo...a rasgar as nuvens...a rasgar o céu...» *ac@averosaviõescontigo*

Era assim em 1993. O Mundo virou mesmo.

Tem a sua graça, hoje, um dia após a primeira volta das presidenciais francesas, ganhas pelo socialista François Holande. Para recordar para a segunda volta! :-)

Topo do Mundo. Meu e do Platonismo.

Otelo. O Metrossexual.

A «bigamia» de Otelo tem dado que falar. Mas logo na primeira página da biografia escrita por Paulo Moura, o livro não devia chamar-se «Otelo, o Revolucionário», mas sim «Otelo, o Metrossexual».

39 anos de Partido Socialista.

O PS completa hoje 39 anos de existência. Os valores, sociais e éticos, estão na sua génese. E, teoricamente, continuam lá. É preciso que o partido consiga ver também mais longe. Platonismo assinala a data, deveras importante, para a consolidação da democracia portuguesa.

Cá está a assunção da realidade.

«O Governo está totalmente empenhado em reformar Portugal e em ir além do memorando de entendimento». Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia.

Platonismo na guerra (diária).

Do you remember? Porque há uma guerra para travar...e eles estão velhotes, ó se estão! :-)

Monsanto. «A aldeia mais portuguesa de Portugal».

É considerada a «aldeia mais portuguesa de Portugal». E já tenho saudades dela. A 750 metros de altitude, por aqui passaram os romanos, os visigodos, os árabes e os templários. Uma réplica do Galo de Prata, troféu da autoria de Abel Pereira da Silva, e atribuído em 1938 pelo Secretariado de Propaganda Nacional, através de António Ferro, permanece até hoje no cimo da Torre do Relógio, tendo sido entregue em Fevereiro de 1939, pelo então Presidente da República, marechal Óscar Carmona e pelo Presidente do Conselho, Oliveira Salazar. Monsanto esteve literalmente aos meus pés e voei ao sabor dos sonhos de menina. *ac@monsanto*

Museu do Fado. Para entrar e não mais sair.

No Largo do Chafariz de Dentro, às portas do histórico e lisboeta bairro de Alfama, mora desde 1998, o Museu do Fado. Um espaço de memórias e encontros com a história e intérpretes da canção reconhecida em Novembro de 2011 como Património Imaterial da Humanidade (UNESCO). Último motivo de orgulho para um museu que, nos últimos dois anos, recebeu mais de 88 mil visitantes. Para ler aqui.

Os sabores serranos que me encantam.

Quem me conhece sabe que eu odeio publicitar marcas. Mas, fui tão bem recebida em Linhares da Beira, esperava-me uma recepção de rainha e a mesa era tão farta dos sabores serranos que acabei o dia com duas garrafas de água das pedras nas mãos... Se passarem por estas bandas, entrem na Cova da Loba... Verão que nunca mais saem à rua, ou melhor, saem, mas apenas para fazer caminhadas pelo castelo ali mesmo ao lado... :-) Isso, claro está, se a neve o permitir... Fica um dos pratos que me levou ao Paraíso! Se quiserem ficar com inveja é só irem aqui: www.covadaloba.com. Platonismo, falta pouco para voltar para ti. :-)

À descoberta da Gardunha com a Troika no caminho.

A Serra da Gardunha engoliu-me. Em terras da Beira, por aqui dominou a monarquia, passaram os Templários e são visíveis as marcas quinhentistas bem como os solares de setecentos. E, em primeira mão, acho eu, fiquem a saber que é aqui, nesta beleza natural da Beira Interior, que a comitiva da Troika e os seus Homens descansam ao fim-de-semana, a convite de um antigo governador do Banco de Portugal (cujo nome não posso revelar). As coisas maravilhosas que se descobrem no país profundo que Lisboa ignora, não é? Aviso ao Correio da Manhã: não tentem fazer manchete amanhã com esta informação. A confirmação exige investigação e jornalista no terreno, no mínimo, por um mês. Mas caso a Cofina queira pagar a estadia ao repórter, há algumas casas de turismo rural que agradecem. E a economia local também. *ac@serradagardunha*

À descoberta das aldeias históricas.

Mouros e cristãos, castelhanos e portugueses, todos tentaram tomá-las para si e por isso cada uma tem uma história muito antiga ou uma lenda para contar. Sim, e o sino tocou vezes sem conta. Um ritual que não ouvia há anos...E toquei naquele horizonte e Universo ao mesmo tempo? E fiquei suspensa, entre os vales profundos dos rios Águeda e Côa, e com o Douro Internacional e a serra da Marofa a puxarem-me pela camisola. A 800 metros de altitude, o vento soprou gelado, o sol sorriu-me antes de se pôr e os gritos de alma do Côa tomaram-me o pulso. Não volto para Lisboa. Está decidido! O primeiro dia de reportagem pelas aldeias históricas de Portugal já está. Linhares da Beira e Castelo Rodrigo. Belmonte e Castelo Novo são as senhoras que se seguem. Platonismo, aguenta, que é por uma boa causa.