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Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2012

Não abandonem nunca os vossos sonhos.

Porque o Mar é elemento do meu sangue. Porque preciso dele. Porque «o sol beijando o mar» é como um «pensamento tão livre quanto o céu»... E porque sou só eu a «capitã do meu mundo»...;-) *ac@mar*

Rejeitar o passado e não ter margem para escrever o futuro. Eis o destino de Seguro.

Ignorar o passado recente é, na opinião do Platonismo, um dos erros que António José Seguro está a cometer e a bom ritmo.  A governação socrática, sabemos, não foi honrosa, mas Sócrates deu alento a um partido, uniu-o, fê-lo acreditar que era possível. E isso, há muito que não se via para os lados do Largo do Rato. Refém de um Memorando, Seguro tem pouca margem para ser «firme», como diz hoje ao Expresso, e fazer um caminho próprio. Tem o mesmo destino de Pedro Passos Coelho. Com consequências, obviamente, distintas, para ambos.E Sócrates, sentado numa esplanada em Paris, deve, por estes últimos meses, ter sorrido muito porque renegar o seu legado, é colocar o PS na mesma gaveta de onde Sócrates resgatou o socialismo (mesmo que lhe tenha chamado 'esquerda moderna').

Com ou sem bombos, a festa é mesmo a da extinção.

Hoje milhares de pessoas protestam em Lisboa contra a extinção de freguesias. São centenas de autarcas que vão vincar essa posição na capital. A reforma 'Relvas' é para seguir em frente, e mesmo que pudesse haver manobra de negociação, há um Memorando que o impede. Podem vir fanfarras, bombos, gigantones e associações locais e populares, incentivadas pela Associação Nacional de Freguesias, que organiza a marcha, a malta tem de compreender que o tempo das vacas gordas já lá vai. E que o desbaratamento acabou. É certo que, nalguns casos, «paga o justo pelo pecador», como diz o ditado, mas quando não há dinheiro, das duas uma, ou aceitamos o fardo do passado que outros fizeram ou perecemos num país à beira mar plantado.

Campainhas de alarme tocam a partir de Copenhaga.

Vítor Constâncio disse, este sábado, em Copenhaga que Portugal pode vir a precisar de um segundo resgate financeiro internacional. O vice-presidente do BCE tocou a primeira campainha. São Bento e Belém hoje devem ter acordado bem cedo....

Lei da Vida.

Sempre que não souberes o que dizer, limita-te a dizer aquilo que sabes. *ac@leidavida*

Sacrifícios. Mas não para todos.

Paços. Mas quais, os Perdidos?

O Primeiro-Ministro não pode jurar que não haverá mais medidas de austeridade na calha, mas Platonismo jura que não acreditou quando ligou a TVI para assistir à entrevista de Pedro Passos Coelho e se depara com este rodapé. Sinto-me sempre triste quando isto acontece. Mesmo sabendo que errar faz parte do processo, erramos vezes a mais.

Carlos Pinto Coelho. És presença eterna nas nossas vidas.

Na passada segunda-feira, dia 26 de Março, o Carlos foi merecidamente homenageado na Expo Foto, nas Caldas da Rainha. Por lá passou em 2009, por lá testemunhou a paixão e o grande respeito que tinha pela fotografia. Foi emocionante ver a exposição de algumas fotos do Carlos naquele evento. Mas, acima de tudo, foi caloroso o reencontro com pessoas que têm em comum o Carlos nas suas vidas. Um agradecimento especial à Clara, à Luísa e ao Marcos Pinto, Presidente da Associação dos Fotógrafos Profissionais de Portugal (AFP) pelo empenho que colocaram nesta sentida homenagem. Onde quer que o Carlos esteja, sorriu-nos e brindou-nos com a sua presença. E, da tua menina, que tem imensa saudade, sai apenas algo, muito pouco perante tanto que ainda tenho para te dizer: a tua ausência é apenas física porque perdurarás todos os dias nas nossas vidas, sentir-te-emos em cada minuto da nossa existência, sempre, mas sempre, perto do nosso caminho.

Hoje sou 'Manuel da Fonseca'

«Amigo,
tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas
como as águas de um lago adormecido,
acorda!
Deixa de vez
as margens do regato solitário
onde te miras
como se fosses a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores
desse país inventado
onde tu és o único habitante.
Deixa os desejos sem rumo
de barco ao deus-dará
e esse ar de renúncia
às coisas do mundo.
Acorda, amigo,
liberta-te dessa paz podre de milagre
que existe
apenas na tua imaginação.
Abre os olhos e olha,
abre os braços e luta!
Amigo,
antes da morte vir
nasce de vez para a vida».

                                                                                                      Manuel da Fonseca

O reencontro com o Pedro e a primeira vez do Platonismo.

A independência, a frontalidade e a ironia são as palavras que melhor definem o Pedro. Não o via há uns dois anos. Ontem, a propósito de outro amigo que nos unirá para sempre, reencontrámo-nos. E que saudades do mau feitio. E que saudades dos sorrisos. E que saudades de ti. O Platonismo ficou emocionado, nunca tinha estado com o Pedro... :-)

Os sinais da fome.

São meros sinais, mas não deixam de provar que a fome existe. E de que maneira. O ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, foi surpreendido, ontem à noite, na inauguração de dois equipamentos sociais em Sintra, por um grupo de manifestantes em protesto contra a fome e miséria na freguesia de Mira Sintra. Envergando bandeiras negras, em representação da fome que dizem estar a passar, o grupo de moradores da freguesia de Mira Sintra estendeu ainda uma faixa onde se lia «Não à fome e à miséria». A vaia a Pedro Mota Soares foi, como calculam, inevitável. São pequenos sinais mas que demonstram que a fome aí está.

A Lisboa que me chama.

De Lisboa vê-se o Mar, o Mar que é rude quando merecemos ser chamados à Razão, que nos Beijia quando trilhamos o caminho e que se agita quando há Troikas a vigiar os céus. Porque há sempre um miradouro que nos pede companhia para abraçar tantas colinas quantas forem necessárias. Assim vai a Lisboa de Pessoa, paulatinamente, sob um sol de Março que aquece as almas e os corpos dos que tem raízes frias (mas doces) da Província que chora a ausência dos filhos que partiram. *ac@lisboa*

«Para Angola rapidamente e em força». Agora com Gaspar e Companhia.

Sabemos hoje que metade dos membros do actual Governo, seis em 12, já visitaram Angola. Vítor Gaspar, que está eM Luanda desde ontem é o último a pisar terras angolanas. O Executivo de centro direita que governa Portugal quer reeditar o Março 1961, quando no norte de Angola começava uma sangrenta revolta, com o assassínio de centenas de colonos civis. «Para Angola rapidamente e em força», respondia Salazar da Metrópole. Temos líderes, ai temos, temos! Agora com Gaspar e Companhia!

País de treta.

É mais um episódio triste de um Estado que continua assumir-se como «rei do burgo» sem liderança. Leio na imprensa que há dezenas de cidadãos cegos proibidos de entregar as declarações de IRS. Tudo porque as Finanças não estão a aceitar os atestados médicos de incapacidade multiusos, emitidos em 2009 pelo Ministério da Saúde, que provam as limitações físicas destes cidadãos. E ainda dizem que não são são necessários cidadãos incendiários...

Somewhere only we know...

Não serei aldeia se não puder ser Mundo... E tentar rir até ao último dos meus dias é o meu compromisso. Todos os dias. Não abandonem o vosso sorriso mas riam e riam muito até sangrarem da alma. ;-) *ac@somewhereonlyweknow*

Porque...

«Porque nem tudo o que eu quero eu posso. Nem tudo que eu posso eu devo e nem tudo que eu devo eu quero». Thayane Almeida de Queiroz.

Hello.

Dia CPC.

Passos vira-se para fora. Mas o país continua igual.

Um discurso virado para fora, o slogan 'um partido de causas' lá atrás pedia que o presidente do PSD falasse das questões sociais. No discurso (longo) de encerramento, Pedro Passos Coelho foi mais Primeiro-Ministro que líder 'laranja'. A economia e as dificuldades dos portugueses marcaram o fim de um congresso que poucas novidades trouxeram, e menos respostas ainda para o eleitorado. Pediam-se mais esclarecimentos sobre muitas das reformas em curso que estão a empobrecer, e em muito, a vida dos portugueses. Fica a galeria de imagens de um congresso que marcou calendário. Fecha-se o pano, mas ainda muitos actos esta peça de teatro vai produzir. E, tememos, não será muito boa. 
P.S. - Pedro Santana Lopes continua a andar por aí. Fez questão de marcar presença no encerramento da reunião magna dos sociais-democratas. E quem viu a sua chegada, percebe bem porque é que o menino-guerreiro ainda alimenta o sonho de voltar às lides actuantes. Belém está lá longe, mas à espera de…

Antonio Tabucchi (1943-2012)

Jorge Moreira da Silva. A figura do Atlântico.

Jorge Moreira da Silva é a grande novidade nos novos órgãos dirigentes do PSD. Sobe a 1.º vice-presidente (já era vice-presidente), mas Passos dá-lhe agora a responsabilidade de fazer a coordenação permanente da comissão política e da actividade do partido. É o novo n.º 2 do presidente 'laranja'. A seguir a Miguel Relvas (o braço direito do primeiro-ministro no Governo), é em Moreira da Silva que Pedro Passos Coelho confia para garantir a coesão partidária. E é ele a figura escolhida pelo Platonismo que sai deste Congresso. Os rumores nos corredores do Atlântico são muitos, há quem diga que Relvas não gostou. Seja como for, Jorge Moreira da Silva representa sangue novo. E se há boas notícias na regeneração do PSD por estes tempos, esta é uma delas.

Congresso do PSD. Um partido virado para dentro. O país, esse, ficou em suspenso.

Três dias de reunião 'laranja'. Dois mil militantes a estenderem a passadeira vermelha ao líder. Foi assim o conclave laranja, que o Platonismo acompanhou, como não podia deixar de ser. Fica o retrato em imagens de um partido virado para dentro. E de um país que continua em suspenso.

Congresso do PSD. O busto de Sá Carneiro.

O busto de Sá Carneiro é um elemento de décor sempre presente em cada conclave laranja. Suspeitamos que, esteja onde estiver, o antigo líder do PSD não iria querer ver a máquina que já espreme pouco sumo.

Congresso do PSD. «Um partido de causas» (dos outros).

O slogan escolhido por Pedro Passos Coelho para o congresso do PSD tenta ir ao âmago. Mas, fica-se apenas por aí. É certo que muitos nunca conseguiram olhar para o partido como deviam: do ponto de vista da social-democracia que a ciência política explica muito bem. Mas, no actual momento, as causas foram parar ao espaço. Passos tenta, mas a nuvem da austeridade, das privatizações a torto e a direito e a forma como o Estado se modificou, matou as causas. E isto vale da mesma forma para o Partido Socialista. Só eles ainda acreditam nas causas político-partidárias nos dias de hoje.

Congresso do PSD. Tudo na mesma no barco laranja.

Zeca, o homem de todos os presidentes do PSD, está hoje de parabéns!

Como escreveu um dia o Fernando Madaíl, no DN, Zeca Mendonça «é o homem de todos os presidentes do PSD». Não há jornalista que trabalhe no Parlamento ou na política que dispense o seu trabalho, mas também a sua simpatia. Hoje, o Zeca faz anos, e está no melhor do seu mundo, no coração de mais um congresso, sempre perto de Pedro Passos Coelho, o último dos seus presidentes. Parabéns, Zeca!

Congresso do PSD. Portas apareceu e o MEC é que sabe.

Foi uma acção inédita nunca antes vista num congresso partidário. Os líderes partidários, os partidos, ou as comitivas, normalmente são convidadas para assistirem ao discurso de encerramento dos congressos. Mas ontem à noite, no conclave laranja que decorre no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, Paulo Portas apareceu, surpreendendo tudo e todos, e marcou presença no discurso de abertura da reunião magna dos sociais-democratas. Diz Passos Coelho que o convite estava feito há uma semana. Paulo Portas confirmou. E assim se criou a animação que ninguém esperava. É claramente, para já, o momento em destaque. Um sinal de fraqueza? Uma acção que manifesta que a coligação está coesa? Nem um nem outro caso, na nossa opinião. Apenas e só uma acção mediática que não faz sentido. Uma forma, quiçá, de distrair os jornalistas do que realmente importa, mais coisa menos coisa, confrontar o maior partido que suporta o Governo sobre as medidas implementadas, sobre a austeridade e sobre os números que nos co…

«Paulo Portas há-de mandar nesta merda».

O MEC, para os amigos e para os que o veneram, marcou uma geração. Igual a si próprio na capa da revista do Expresso deste sábado. É por estas e por todas as outras que gostamos de ti. E muito.

Congresso do PSD. Virado para dentro e para um país irreal.

Começa hoje, em Lisboa, o XXXIV Congresso do PSD. Um conclave que será tudo menos apelativo, já que a introdução das 'directas' no partido da São Caetano matou a tradição e a imprevisibilidade de outros tempos. Com o líder já eleito, será um encontro virado para dentro, onde se irá discutir e votar alterações ao programa, aos estatutos e eleger os novos órgãos nacionais. E é este último ponto de trabalhos que irá animar os corredores do conclave, saber quem cai e quem sobe é o único entretenimento possível.Será, pois, um cumprir de calendário para Pedro Passos Coelho que elegeu o tema 'PSD, um partido de causas' para levar a debate durante todo o fim-de-semana. A reforma local, as 16 moções sectoriais e os estatutos são, por isso, os desinteressantes temas a debate. Para já, um 'adeus', o de António Capucho, que anunciou, no arranque dos trabalhos esta manhã, a suspensão do cartão de militante ao fim de 38 anos no partido. Pelos vistos, zangado: «parece que nã…

O outro lado.

«E isto não conta??? Ou só conta as imagens em que os agentes exercem a força estritamente necessária para cessar as ameaças?!». Imagem retirada da página de Facebook de Hélio Teixeira, na manifestação de ontem em Lisboa.

PS procura novos ventos em Trás-os-Montes.

O PS escolheu como tema para as jornadas parlamentares que se realizam em Bragança nos dias 16 e 17 de Abril, o 'Crescimento e emprego para vencer a crise'. É um bom tema para levar a terras transmontanas. Um partido refém de um memorando, sem margem para ser oposição e com uma esquerda que o ataca diariamente, precisa de sangue fresco. Trás-os-Montes é um bom local para isso. 

Greve Geral. A (s) verdade (s) que não nos chega (m).

A Greve Geral de hoje foi o que se esperava. Decorreu, apesar de tudo, dentro do esperado, no que respeita à adesão prevista. Não me importam os números. Importa-me que o direito constitucional foi exercido de forma democrática. Incomoda-me mais outro tipo de atitudes de alguns grevistas - anti-democráticos - que se acham no pleno direito de criticar os que, livremente, trabalharam. Pior ainda: incomoda-me as consciências silenciosas que não dizem, em voz alta, que quem trabalha «é um energúmeno». Porque, sabemos bem, é isso que pensam. Os direitos valem para os dois lados. Devem ser exercidos. Sem atropelos de nenhuma das partes. Quanto às alegadas agressões policiais, hoje, em Lisboa, numa manifestação no Chiado, duas questões. A primeira prende-se com a carga policial. Se as autoridades avançaram para cima de civis e profissionais da imprensa, do nada, o Ministério da Administração Interna, tem de abrir um inquérito para apurar responsabilidades. Porque as bastonadas têm rosto. Mas…

Resistir.

«Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fossemos de ferro». Freud.

José Luís Peixoto lê excerto sobre Pequim.

José Luís Peixoto lê um excerto sobre Pequim. Vale a pena gozar deste pequeno momento sublime. Fonte: Revista Volta ao Mundo. Março de 2012. Fotografias de Pequim: Alfredo Cunha.

Greve Geral.

Para quem quiser viver à grande e à lisboeta a Greve Geral de 22 de Março, fica a sugestão. Pedro Passos Coelho, Vítor Gaspar, Álvaro Santos Pereira e Miguel Relvas já confirmaram a presença para abrilhantarem o certame. *ac@país*