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A mostrar mensagens de Janeiro, 2012

Abertura do ano judicial. Mais. Do mesmo.

Cansada da mesma 'lenga-lenga' anual quando chega a abertura oficial do ano judicial. A magistratura portuguesa a fingir que sabe o caminho nos discursos com mais de 30 anos - pelo caderno de encargos no campo das intenções - e este ano não foi excepção. Pelo menos, poupei-me e vi os resumos às oito da noite. Surpresa das surpresas? Marinho Pinto mudou a direcção da arma: desta feita, passou para o lado do poder político, na sua globalidade, e deixou a ministra Paula Teixeira da Cruz a descansar. E já agora, porque raio a nossa querida ministra se refere aos agentes da Justiça unicamente através da palavra 'forense'. Não tem mais sinónimos? Ou tem um contrato forense que a impede de dizer sempre a mesma expressão? Irra, que até nisto as novidades são sonsas.
P.S. - Nota para o apelo do Presidente «à contenção verbal» no sector. Não deveria o sr. Silva parar para conter ele próprio a sua linguagem? É que assim, Sr. Presidente, «não dá nem para as despesas»...

«Há magistrados e polícias a passar fome»

«Gastaram-se milhões mal gastos. A máquina da justiça é desperdício de falta de meios. Há muito boa gente disposta a lutar nos tribunais, mas não podemos ter magistrados, funcionários e polícias pés descalços e a passar fome». Maria José Morgado. Directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa.

Acordar fantasmas, é preciso!

Chama-se GAC - Grupo de Acção Cultural. Nasceu no período revolucionário em Portugal, após o 25 de Abril de 1974. Politicamente? Comunistas de extrema-esquerda.Assumidos. O seu maior sucesso foi o disco «Pois Canté», de 1976, que fez história no seu tempo e influenciou musicalmente muita gente que veio depois, para a via da música tradicional feita em meio urbano. Trinta anos depois, as letras conservam toda a dureza do período revolucionário, que foi um libertar de energias depois de quase 50 anos de ditadura. Ofereceram-me, há dias o livro da génese GAC, e os quatro CD's que mostram o melhor que se fizeram. No ano em que se comemoram os 30 anos que passam sobre a morte de Adriano Correia de Oliveira e os 25 anos sobre a morte de Zeca Afonso, o GAC merece a homenagem. Para muitos, tenho a certeza que é novidade. E vivemos tempos em que é preciso acordar fantasmas de carácter, de moralidade e de princípios.

A benção.

«Se amas e és amado, és o cabrão mais abençoado do Mundo. Amén». As verdades são para ser ditas, Pedro C. Freitas! ;-) *ac@bencao*

40 anos de 'Domingo Sangrento'.

Porque há Domingos sangrentos que nos marcam as memórias. Da História. Das vidas. Dos países. O 'Domingo Sangrento' corre hoje também nas memórias da AC. Corria o dia 30 de Janeiro de 1972. Faz hoje 40 anos. E o sangue correu em Londonderry.

A vergonha tem um nome: FNAC.

A vergonha nacional acaba de assumir mais um rosto. Chama-se FNAC e está a levar a cabo uma campanha vergonhosa.

Serra do Marão e Rio Ovelha.

O Ciclo Cultural da UTAD propõe ao público académico e à comunidade em geral uma exposição fotográfica da autoria de António Figueiredo e Paulo Teixeira, constituída por 12 fotografias digitais a cores, que conta «uma história da Serra do Marão e do Rio Ovelha». Trata-se de fotografia paisagística de uma beleza natural e quase virgem de uma serra e do seu rio. De 1 a 14 de Fevereiro para ver no espaço-galeria do Ciclo Cultural - Complexo Pedagógico da UTAD.

O silêncio às vezes ajudava...

O Primeiro-Ministro anda a falar demais. E o mesmo, de sempre. Às vezes, o silêncio, vale mais que as palavras gastas.

«Desamparem a loja», diz Marcelo.

«Desamparem a loja. Calem-se». Foi desta forma que Marcelo, conselheiro de Estado, classificou as opiniões dos cavaquistas anónimos que vieram ontem, no Público, lançar a suspeita de haver uma guerra entre Belém e São Bento. Professor? Olhe o nível da linguagem...

RulesOfLife@platonismo.ac

A solidão maltratada.

É notório o grito da comunicação social na semana em que duas idosas foram encontradas mortas em casa, em Lisboa. Hoje, nos jornais da hora de jantar, todas as televisões, abriram os noticiários com esta realidade que, há anos, faz parte do retrato do abandono dos nossos velhos. Também a comunicação social é culpada pela negligência. Os gritos deviam soar todas as semanas e não apenas quando a mediatização é mais forte. Porque a solidão, a morte sem aparo e a forma indigna como terminam muitas vidas tem de estar acima da agenda dos Governos, da agenda dos media e da agenda das prioridades que não o são. Choca-me esta realidade há anos. Mas, por mais que alerte para ela, tudo voltará ao mesmo. O assunto cairá no esquecimento. Até que mais uma morte chegue e dê para aumentar a grelha das audiências.
P.S. - Saiam dos grandes centros e vão ao Interior. Vejam o que é solidão e abandono.

Tudo tem um fim. Hoje foi o do MEP.

O Movimento Esperança Portugal (MEP) vai ser extinto enquanto partido político. Apesar de Rui Marques, fundador do MEP, garantir que este continuará a sua missão enquanto movimento cívico, a verdade é que a velocidade a que se fundem e desagregam forças políticas em Portugal, mostra que os finais estão escritos. E não têm «finais felizes». O MEP durou quatro anos. O tempo suficiente para todos vermos que não há espaço para mais partidos. A luta e a defesa de causas tem mais sucesso através de outras plataformas. Ainda assim, foi bom ter por aí o MEP.

Alberto João vergou.

Alberto João Jardim vergou. O homem que governa a Madeira há quase quatro décadas teve, pela primeira vez, de subjugar-se às regras do Continente – ironia das ironias – ditadas pelo seu próprio partido que lidera a coligação governamental. E, quem diria, supervisionadas pelo tal Sr. Silva, que Jardim outrora achincalhou. O plano de ajustamento financeiro da Região é duro, à semelhança do restante país. São apertos do cinto nunca antes vistos. Durante décadas o esbanjamento escondeu a podridão que lavrava. E, agora, nem a autonomia os salva, não é Dr. Alberto João? E as ameaças caíram, como esperava, por terra.

Um distrito. Um tribunal.

Conta-nos o Expresso deste fim-de-semana que da ministra da Justiça prevê o funcionamento de um único tribunal por distrito e a criação de 20 comarcas, com correspondência aos Distritos Administrativos e Regiões Autónomas. A racionalização de recursos, a ausência de paridade ante cortes cegos que é necessário fazer pode ser perigoso. E, como sempre, são os cidadãos os que menos acesso à Justiça terão.

A vergonha que carrego.

A vergonha da incompetência jornalística. Porque isto também reflecte o nível de formação que lavra nas redacções.
«Esta onda de não resignação dita ética não fez adequado exame de consciência. A minha não está tranquila, depois do relato da morte por abandono de duas irmãs doentes, na multidão solitária da minha cidade. As que nem sequer quiseram pedir prévia ajuda dos sistema de assistência dita pública. A de um povo tão tranquilo que nem se indigna com os milhares que fraudulentamente declararam falsos nascimentos, em nome da subsidiocracia. Eu sinto vergonha. Revolto-me. Até comigo, pela solidariedade que não pratico como devia». José Adelino Maltez. Politólogo.

A sério? Ninguém diria.

«Na Alemanha trabalha-se muito menos do que em Portugal». Embaixador da Alemanha em Portugal, Helmut Elfenkämper.

O adeus de Carvalho da Silva.

Carvalho da Silva despede-se de 25 anos de presidência à frente da CGTP. Arménio Carlos deverá ser confirmado este fim-de-semana como o sucessor do ainda líder da central sindical. Uma figura marcante do sindicalismo nacional mas que não conseguiu cumprir a renovação que tanto imperava. E na hora do adeus, o futuro não parece ser diferente com a linha que se segue. Ainda assim, Platonismo regista o nome, importante, é preciso dizê-lo, de um homem que defendeu os trabalhadores portugueses o melhor que soube.

Asfixia. É aqui, em Portugal.

«Duvido que quem vive dobrado em democracia se endireite em tempos difíceis. Vivemos numa sociedade asfixiada por valores do silêncio, da cobardia, do bajulamento». Obrigada Pedro Rosa Mendes, pela lembrança. Via Público online.

Quando a vida e a morte se encontram.

No dia em que Eusébio comemora 70 anos, assinala-se também a passagem dos oito anos da morte de Miklos Fehér. Um momento trágico que marca uma combinação estranha entre a vida e a morte. Parabéns, Pantera Negra. Olá, Fehér.

A invasão chinesa.

Já compraram a EDP, querem a REN e a banca, mas no negócio dos pastéis de nata os chineses já lideram. O típico doce português nunca esteve tanto nas bocas do Mundo, depois de o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, ter lançado a pergunta: «Por que não conseguimos exportar o pastel de nata?». Mas é outro lado do Mundo que mais se produzem e consomem os pastéis de nata. Por cá, o famoso estabelecimento em Lisboa, os Pastéis de Belém, vende cerca de 20 mil unidades por dia. Em Hong Kong, há pastelarias que vendem o dobro. Estamos literalmente nas mãos dos chineses.

A condição humana devia ter limites. De cima para baixo.

O número de pedidos de ajuda à Igreja de emigrantes portugueses na Suíça aumentou 80% nos últimos dois anos. O alerta chega pela voz do padre Aloísio Araújo, coordenador nacional da Pastoral das Missões Católicas naquele país, citado pela Renascença. «Todos os dias, temos gente a bater à porta das missões e já há compatriotas nossos a dormir nas grandes estações de comboios, nos abrigos comunais», relata. Perante estes relatos que nos chegam, dentro e fora de portas, começo a não conseguir controlar a ira interior e os conflitos que tenho diariamente. Tu segura-me Platonismo, segura-me, senão há mortos.

Censura.

Se eu metesse a boca no trombone, vos garanto que antes do Pedro Rosa Mendes e da Raquel Freire, muitos outros, antes deles, neste século XXI alegadamente democrático, existiram e existem. Mas eu prometi a mim mesma ficar calada.

AC em modo peditório a Pedro Passos Coelho.

Hoje é dia de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas. Posso pedir um «feriadozito», Sr. Primeiro-Ministro? Vá lá, gosta tanto de nós...nunca pedi antes porque José Sócrates, sabemos, daria nega na certa. E está um sol tão lindo para aumentar a tinta da caneta... *ac@pedinchona*

Portugal dos novos tempos. Ou antigos. Como queiram.

Frente-a-frente. Com o Mestre.

Faz 90 anos a 25 de Maio deste ano. É professor catedrático da Universidade de Évora, arquitecto paisagista e monárquico. Foi Sub-Secretário de Estado do Ambiente nos Governos Provisórios e Ministro da Qualidade de Vida no Governo de Pinto Balsemão. Recentemente foi alvo de uma merecida homenagem pelo Centro Nacional de Cultura, que ajudou a fundar. Tem encontro marcado comigo amanhã na Gulbenkian, um dos palcos maiores da sua vida. É a terceira vez que tenho de enfrentar, olhos nos olhos, com a caneta na mão, o «pai» do paisagismo português. E sei...vou com as pernas a tremer. E sairei de lá como uma verdadeira ignorante. Porque o Mestre é sempre o Mestre. Siga.

Crescem os temores. Portugal respira.

Sabemos que o efeito é mais psicológico que outra coisa. Mas a verdade é que não passa em branco a notícia de hoje do Wall Street Journal que considera cada vez mais real a possibilidade de Portugal necessitar de um novo plano de ajuda internacional. O diário escreve que crescem os receios entre investidores, economistas e políticos de que Portugal não seja capaz de regressar aos mercados no próximo ano, o que pode obrigar a negociar um segundo empréstimo. Platonismo também acha o mesmo mas vamos lá ser optimistas e pensar que não.

Missão Impossível em Belém. Calar o Presidente.

A 23 de Janeiro de 2011, Cavaco Silva era reeleito para um segundo mandato no Palácio de Belém. Faz hoje um ano. E o político – que nunca quis ser considerado como tal – entre conflitos provocados pela governança que o acompanharam e outros por si despoletados -, lá viu o eleitorado conceder-lhe a renovação da histórica reeleição presidencial no campo do centro-direita em Portugal. Mas, se a frieza, o calculismo e temperamento de quem sabe que os cidadãos sempre olharam para si como um homem racional, ditaram a reeleição – após a coabitação difícil com os governos de José Sócrates –, a verdade é que a obsessão no cumprimento das suas responsabilidades, tem levado Cavaco a transfigurar-se e até a parecer um ‘tontinho’ à deriva num país também ele à procura de um rumo. Indubitavelmente, as polémicas declarações da semana passada sobre os parcos 10 mil euros mensais que recebe, fruto das suas reformas, marcam decisivamente a passagem deste primeiro ano de segundo mandato. E pelas piores …

Amado no Banif. Os frutos do poleiro.

Luís Amado foi um dos melhores ministros que os governos de José Sócrates conheceu. Mas, a verdade é que o poleiro da política dá frutos, quase sempre. O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros está a caminho do BANIF para ajudar o banco a consolidar negócios internacionais e a reduzir exposição à Madeira. Quem diria que Amado viria a ser o novo chairman do banco de Joaquim Marques dos Santos, o sucessor de Horácio Roque... «Não há almoços grátis», pois claro que não há.

Cavaco. O boneco.

Ana Sá Lopes desmonta hoje no i «o boneco com 30 anos» que «ganhou vida própria e matou o criador». Quase lá. Para ler aqui.

O ano do Dragão.

Começa hoje o Novo Ano Lunar do calendário chinês. E este ano é o Dragão, símbolo de coragem e sabedoria, o escolhido para colocar o gigante em festa. Na China e por todo o mundo.

Croácia diz 'sim' à UE.

Uma capa histórica. Pelas piores razões.

Dó.

«Eu descontei quase 40 anos parte do meu salário para a Caixa Geral de Aposentações como professor universitário e também como investigador da Gulbenkian. Ao todo, são 1300 euros mês (...) Já em relação ao fundo de pensões do Banco de Portugal, descontei 30 anos parte do meu salário e não sei quanto irei receber. Tudo somado, quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas, porque também não recebo vencimento como PR». Cavaco Silva. As conclusões retire o povo, que, esse, terá, seguramente , salários e reformas, que dão para as despesas.

Olha o Euro baratinho em Hong Kong.

Dia N.

When We Stand Together...

Platonismo…eu sei que estou a abusar…mas tu sabes que volta e meia a malta cansa-se do sangue que corre nas nossas veias. Posso dançar hoje? Até tombar… :-)

Temos Primeiro-Ministro.

A novidade – que não o é – chegou hoje. Só um país que ratifique o pacto intergovernamental poderá receber um plano de assistência suportado pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira. Pedro Passos Coelho deve ter dito que «sim» à senhora Europa, no encontro informal que teve esta quinta-feira com Angela Merkel, Fredrik Reinfeldt e Wewrner Faymann. Três horinhas de subjugação económica e política e num debate sobre o futuro da moeda única. Temos Primeiro-Ministro. Oh se temos.

Por Inimigo Público.

Optimus Alive'12. Bem que Portugal merecia.

Democracia. Ou nem tanto.

Exportar «cabrões».

«Há cabrões por todo o lado. Na política, no cinema, na literatura, na construção civil, nos panificadores, nos camionistas, nos jornalistas, nos palhaços, nos canalizadores, nos mineiros, nos operários, nos sovinas e nos ardinas. Há cabrões por todo o lado. Se Portugal quiser sair da crise, tem de apostar fortemente na exportação do cabrão: levar o nosso cabrão além-fronteiras. Temos, não tenho dúvidas, os melhores (e maiores) cabrões do mundo. É uma pena que não se rentabilize devidamente essa mais-valia. Teríamos no cabrão uma fonte inesgotável de receita. Mas somos demasiado cabrões para vender aquilo que de melhor temos». Pedro C. Freitas: és grande! E eu acrescento: Devíamos ter um Dia Nacional do Cabrão. 
P.S. – Isto hoje está no nível máximo da ‘Revolta dos Pastéis de Nata’, e que me perdoe o meu camarada Luís Filipe Borges por usurpar o nome do seu brilhante programa. E já agora, que me desculpem os mais sensíveis pelo uso e abuso da palavra «cabrão». *ac@cabrão…

«Jornalistas libertados: o perigo da verdade à solta».

«(Para o Alfredo Mendes) Com a aceleração da crise, cinicamente combatida com a diminuição dos direitos e com o sacrifício dos mais pobres e desprotegidos, prossegue a onda crescente de encerramento de órgãos de comunicação social e de despedimento de jornalistas. No entanto, a cupidez do patronato e a voracidade do actual modelo social predatório empeça o pensamento racional do nosso mandarinado, que não percebe como pode ser mais perigoso ter jornalistas no desemprego do que nas suas empresas. O jornalista não deixa de ser jornalista só porque não está empregado. Ele mantém os olhos abertos, os ouvidos atentos e tinta na caneta. E assim permanece 24 horas por dia, porque o jornalismo não é emprego mas “profissão”; o jornalista é alguém que professou [do latim ‘professare’, freq. de ‘profiteor’], que abraçou um modo de vida, que é um compromisso de verdade, sem termo, consigo mesmo e com a sociedade. Desconheço quantos jornalistas, até agora, passaram à situação de desempre…

O Governo dos especialistas/assessores.

Não faltam especialistas/assessores nas nomeações «transparentes» do Governo de Pedro Passos Coelho. É passar os olhos, Ministério a Ministério, e, quem anda cá há uns bons anos, fica mesmo de sorrisos rasgados. Sobretudo quando muitos ex-jornalistas até evitam os nomes na íntegra para passarem despercebidos. Estes pelo menos vivem num país onde a fama dos salários baixos é mera miragem. E tanto «boy» e «girl» que para aqui vai! Mas não, isto, como diz o nosso querido Primeiro-Ministro, é tudo gente séria, competente e transparente.

O regime da idiotocracia.

Adeus baldas. Olá trabalho.

Depois de uma maratona de 17 horas de negociações na concertação social, ‘habemus’ novas leis laborais. E que leis, upa, upa! A proposta sobre a meia hora, que o Governo deixou cair, foi compensada por alterações nas férias, nos feriados, nas pontes e por um banco de horas. Por mais que doa, acabaram-se as romarias para o Algarve, os fins-de-semana prolongados e as baldas no emprego (para quem ainda o tem). Os direitos adquiridos ficam, por ora, em suspenso. O país precisa de produtividade, de crescer e de caminhar sozinho, sem precisar do dinheiro alheio. Mas há um pormenor no documento assinado entre Governo, patrões e sindicatos que a mim me provocou uma bela de uma gargalhada: se eu avariar o material de trabalho da minha entidade patronal posso ser despedida por justa causa. Facilitar os despedimentos era necessário, mas cair no ridículo deste tipo de argumento legal é que borra a pintura toda.

Ide. Com saúde e trabalho.

É cada vez mais um clássico neste país que não é para velhos nem para novos. Sempre que há recrutamento para o estrangeiro, a resposta é em massa. Desta vez são 700 médicos e enfermeiros portugueses que se mostram interessados em trabalhar em França, respondendo ao apelo da Association pour la Recherche et l'Installation de Médecins Européens que está em Lisboa a recrutar especialistas para trabalhar em instituições públicas e privadas em terras gaulesas. Não desperdicem. As oportunidades escasseiam e, por cá, não há notícias de melhoras tão cedo.

E esta versão não sai da cabeça do Platonismo.

Leo e Ala. Amores, amores...

«Ah, se eu pudesse escrever como o Messi joga futebol, a bola parece apaixonada por ele...». António Lobo Antunes.

«Prefiro morrer de pé que viver sempre ajoelhado»

A poupança que segrega. Mas ninguém quer saber.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, socorreu-se, no início desta semana, dos três estudos publicados nos últimos meses sobre o sector, que referem que «é possível fazer uma poupança na ordem dos 700 a 800 milhões de euros através do combate ao desperdício». Pois nós por cá, não duvidamos, mas tudo isso, também sabemos, está e será feito de forma cega, com aumentos brutais nas taxas moderadoras sobre uma classe média e média-baixa, colocando-as isoladas (sobretudo no Interior) e sem acesso à saúde pública e alegadamente universal como dita a Constituição que ainda nos rege. A segregação social na saúde também é uma doença. Mas ninguém fala dela. Também não interessa nada porque as nossas covas estão abertas e ainda não percebemos porque não nos empurraram lá para dentro.

Meia hora a menos. Afinal, não era necessário.

Dica Platónica do dia.

«Convidava Catroga a fazer um estágio nos Cartuchos»