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Mensagens

A mostrar mensagens de Outubro, 2011

Palestina, finalmente!

A boa notícia do dia. A Palestina foi hoje admitida como membro de pleno direito da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) numa votação realizada hoje na sede da organização em Paris. Os palestinianos merecem.

«Zarpar, zarpar, zarpar».

O conselho chega tarde. E muitos já zarparam. É pena que ao fim de mais de três décadas de Democracia a classe apele a abandonos de vida, a esforços de uma vida inteira em condições, para muitos, miseráveis. Sim, porque agora, os que não fazem falta, aqueles que não têm lugar pelo Burgo, já só estão bem pelas costas do Estado. Deplorável o estado a que o Estado chegou.

Trabalhar aos sábados.

Vamos lá, que eu tenho sábados que me sinto sozinha a dar o litro. Mas isto não vai correr nada bem, acreditem no que vos digo. Se os portugueses permanecerem em paz com esta, então vão aguentar tudo, até mesmo que chovam pedras. Vítor Gaspar e o Álvaro estão a fazer tudo o que podem para serem corridos à pedrada. Mas, com calma, aguentarão o barco. E bem que precisamos não ir ao fundo...

O jornalismo dependente de Sócrates

José Sócrates pode ter muitos defeitos e ter cometido muitos erros político-partidários mas, lançar notícias dando conta que o antigo Primeiro-Ministro estaria, alegadamente, a fazer pressões junto dos deputados socialistas para estes chumbarem o OE-2012, representa uma das maiores barbaridades jornalísticas que já vi. Sócrates seria o último a fazê-lo. Quem o conhece minimamente, sabe disso. Deixem lá o homem cumprir o seu merecido período de nojo.

Dia sete mil milhões.

A população mundial chega hoje à marca dos sete mil milhões de habitantes. Apesar dos cálculos, a ONU não sabe onde irá nascer o bebé que assinalará a subida de mais este degrau na escala demográfica mas lá vai apostando que será em Uttar Pradesh, o Estado mais populoso da Índia, onde nascem 11 crianças por minuto. Seja como for, sete mil milhões é o número do dia.

Happy Halloween!

O Diabo, segundo Cavaco.

«O Diabo às vezes está nos detalhes». Cavaco Silva, sobre os resultados do último Conselho Europeu, considerando que, no geral, as conclusões foram no sentido correcto, mas que lhe falta analisar, em detalhe, os documentos. Pronto, estamos em tempo de Halloween. A malta entende, Sr. Presidente.

Cartão de Natal antecipado. Obrigada, Vítor Gaspar!

Com um agradecimento especial ao nosso ministro das Finanças. Pode até ser injusto, tendo em conta a podridão que é preciso limpar - às custas da Classe Média já por si delapidada - mas ainda assim não deixa de ter a sua piada, em jeito de humor britânico.

Platonismo de regresso. A todos.

A pedido de muitas famílias amigas, o Platonismo volta ao seu modelo anterior. A Google disponibilizou há um mês novos modelos - mais modernos, apelativos e com uma concepção mais prática para o blogger. Porém, porque muitos utilizadores ainda não dispõem das actualizações necessárias nos seus browser para continuarem a acompanhar o Platonismo, a visualização volta, deste modo, ao modelo antigo. Só assim será possível colocar o público no mesmo patamar de acesso aos conteúdos.

«O povo culto».

«Os povos serão cultos na medida em que entre eles crescer o número dos que se negam a aceitar qualquer benefício dos que podem; dos que se mantêm sempre vigilantes em defesa dos oprimidos não porque tenham este ou aquele credo político, mas por isso mesmo, porque são oprimidos e neles se quebram as leis da Humanidade e da razão; dos que se levantam, sinceros e corajosos, ante as ordens injustas, não também porque saem de um dos campos em luta, mas por serem injustas; dos que acima de tudo defendem o direito de pensar e de ser digno». Agostinho da Silva, in 'Diário de Alcestes'. Vale a pena pensar nisto...

Portas, Cavaco e Passos. Três faces de uma nação em chamas.

A imagem foi tirada na XXI Cimeira Ibero-Americana, que decorreu entre os dias 27 e 28 de Outubro, em Assunção, no Paraguai. Há uns anos, seria difícil prever este verdadeiro quadro em modo de Sagrada Família. Tempos idos. Hoje, parece incrível a imagem. Portas, Cavaco e Passos. Três improváveis que nunca imaginaríamos vê-los assim.

Cavaco. O moralista sem respeito.

Cavaco Silva que, por estes dias, participou na Cimeira Ibero-Americana, em Assunção, no Paraguai, tem sido alvo de várias notícias que falam do luxo da comitiva que levou consigo até à América Latina. O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, levou quatro pessoas, incluindo segurança. Mas o nosso Chefe de Estado arrastou consigo 30 pessoas, no qual se incluem o chefe da casa civil e sua esposa, quatro assessores, dois consultores, um médico pessoal, uma enfermeira, dois bagageiros, dois fotógrafos oficiais, um mordomo e 12 agentes de segurança. (Gostei da parte dos dois fotógrafos oficiais). «Ninguém está imune aos sacrifícios». Lembra-se, Sr. Presidente? Pois é, mas isso é para o povo, que sempre pagou os luxuosos gastos estatais.

Espanhola? Não, obrigada.

«Espanha teria ficado melhor com Portugal do que com a Catalunha». Quem o afirma é Gregorio Peces-Barba, ex-presidente do Congresso espanhol e um dos autores da Constituição que rege o país vizinho, este fim-de-semana no Congresso Nacional de Advocacia. E disse mais: «talvez a Espanha estivesse melhor se, no século XVII, tivesse "ficado com os portugueses" e deixado os "catalães ir embora"». Pois, mas eu, enquanto portuguesa, não sei se quereria.

Durão dá uma ajuda, não dá?

Embriaguem-se e sejam felizes.

«É necessário estar sempre embriagado. Tudo está aí: é a única questão. Para não se sentir o horrível fardo do Tempo que quebranta os vossos ombros e vos curva em direcção à terra, deveis vos embriagar sem trégua. Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, como quiserdes. Mas embriagai-vos». Baudelaire.

Trabalha? Então pode ficar.

«Portugal não tem espaço para quem não quer trabalhar». Alberto da Ponte, presidente executivo da Sociedade Central de Cervejas, citado pela Lusa. Ora aí está uma verdade daquelas que muitos não têm coragem de dizer! Mai nada!

Sempre brilhante.

A entrevista dada ao P3 é soberba. Um dos maiores que o século XX produziu e que ficará para a História, aconteça o que acontecer.

Acusado.

...e da grossa...

Com a devida vénia ao «Inimigo Público», sempre com a capacidade de me fazer rir e sorrir.

O deputado. O Facebook. E a não-notícia.

Hoje, ao final do dia, mão amiga deste blogue, fez-me chegar uma informação que, por manifesta falta de tempo para correr a imprensa diária, desconhecia. E tudo porquê? Por causa dessa maravilha chamada Facebook. Uma tal rede social que tem acabado com muitos casamentos, amizades e afins. Ah, mas por seu turno, a cada segundo é um santo casamenteiro e muito «pró» em «amigar» pessoas. Passando ao que interessa. O deputado e porta-voz do CDS, João Almeida, andou nas bocas do mundo, e, no caso, do Diário Económico, que resolveu avançar com uma «notícia» na sua edição online onde dava conta da actividade do parlamentar democrata-cristão na tarde de hoje. Pois bem, João Almeida teve a infeliz ideia de anunciar o seguinte, e passo a transcrever: «Para descomprimir... Após "censo" realizado no Grupo Parlamentar do CDS, conclui-se que existem: 12 Deputados do Benfica; 7 do Sporting; 2 do Belenenses; 2 da Académica e 1 do F.C.Porto». Não fosse a maravilha da informação clubística da …

Qualquer semelhança com a realidade (não) é coincidência.

«Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [...] Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença…

Vítor Gaspar. O homem do momento.

Vítor Gaspar é o homem do momento. É talvez o homem certo no lugar errado. Não é corajoso, como tenho ouvido muitos afirmarem. Nem sequer é mais honesto que todos os seus antecessores. O que o ministro das Finanças está a fazer, qualquer um, seja qual fosse a sua orientação política ou pensamento económico, teria de fazer. E isso não é coragem. É mera execução a mando de uma Troika que nos está a emprestar dinheiro. Ainda assim, e porque tenho brincado com a meia hora a mais de trabalho, imposta ao sector privado, a verdade é que muitos ainda não perceberam que a medida vai servir para compensar a TSU. Se no público se reduzem salários, benesses e despesa, o privado tem de contribuir, em termos reais, para as contas nacionais. Mais duas horas e meia por semana de trabalho ao mesmo preço salarial. Contracção do consumo? Obviamente. Mas exportações a subir. E se as medidas que têm de acompanhar a descida da TSU e que visam fomentar o tão esperado crescimento económico forem as certas - …

Prémio Sakharov vai para a Primavera Árabe.

É um prémio merecido. Chegou hoje, pelas mãos do Parlamento Europeu, que atribuiu o prémio Sakharov pela liberdade de espírito aos intervenientes da Primavera Árabe. O tunisino Mohamed Bouazizi (a título póstumo), a egípcia Asmaa Mahfouz, o dissidente líbio Ahmed al-Zubais Ahmed al-Sanusi, o advogado sírio Razan Zeitouneh e o caricaturista sírio Ali Fazat foram os distinguidos. 2010 foi o ano que marcou uma das ondas revolucionárias dos tempos modernos, não só no Médio Oriente como no norte de África. O Mundo precisava e há povos cuja libertação chegou tarde.

Ferida estancada. Buraco maior.

O perdão de metade da dívida grega, alcançado a ferros na última madrugada, em Bruxelas, estanca a ferida a curto prazo. É pena que os líderes europeus continuem numa dramática fuga para a frente e ainda não tenham percebido, ao fim de 20 anos de erros sucessivos, que a reestruturação das políticas económico-financeiras da União passa por um caminho que nenhum dos 27 quer. Um Governo político e económico comum, de mão pesada, com a consequente perda das soberanias nacionais é difícil de entender não é?

Injustiça do dia.

RTP. Nada será como dantes.

Fonte: HenriCartoon.

Eu ouvi bem?

«Não vale a pena fazer demagogia sobre isto, nós sabemos que só vamos sair desta situação empobrecendo, em termos relativos, em termos absolutos até, na medida em que o nosso Produto Interno Bruto está a cair». Pedro Passos Coelho

Impossível não partilhar.

Isto anda animado, não anda, Platonismo?

A Europa suicida-se. E a bom ritmo.

Hoje falo sobre o desmoronamento europeu. A Europa em missão suicida é o título do artigo semanal na Agenda Setting. Para ler aqui.

Acabaram-se as filas rumo ao Algarve.

Grande Álvaro. O Governo pretende acabar com 24 dias de pontes entre 2012 e 2014. Diz o nosso ministro da Economia que tolerâncias de ponto resultariam em 31 dias de trabalho «perdidos» de 2011 a 2014. A esta medida juntar-se-ão a eliminação de vários feriados e o alargamento do horário de trabalho diário em meia-hora no sector privado. O Álvaro anda-se a esticar e eu a ver. Tudo o que é excessivo é corrosivo e falta saber se, na prática, tudo isto produzirá o efeito necessário. A malta colabora, vá, mas com calminha, Álvaro.

Uma casa portuguesa. Concerteza.

«Se houver coragem para combater o proteccionismo à banca e aos construtores, o problema resolve-se». Paulo Morais conhece bem o problema. Para ler aqui.

Os «comilões» do regime.

Porque o Platonismo é também um veículo de informação, publica-se aqui alguns dos ex-políticos que pediram a subvenção vitalícia e que, por alguns anos (não muitos, nalguns casos), viram a sua conta bancária aumentar, em prol do trabalho de todos nós.

Joaquim Ferreira do Amaral- O «intocável» da São Caetano
Ganha 3000 euros mensais Cargo actual - Membro não-executivo da Administração da Lusoponte Cargo anterior - Ministro do Comércio e Turismo

Jorge Coelho - O legado do «aparelho» do Largo do Rato
Ganha 2400 euros mensais Cargo actual -Presidente da Comissão Executiva da Mota-Engil
Cargo anterior - Foi deputado e ministro adjunto e das Obras Públicas

Ângelo Correia - O «pai» de Passos
Ganha 2200 euros mensais Cargo actual - Presidente do Grupo Fomentinvest da Lusitaniagás Cargo anterior - Deputado e ministro da Administração Interna

Álvaro Barreto- O «moralista» da Nação
Ganha 3400 euros mensais Cargo actual - Reformado com funções não executivas, nomeadamente na Tejo Energia Car…

Trás-os-Montes. Um destino que me sorri.

Porque somos um país pequeno? Somos. Mas rico em tanto. Calcorrear os caminhos de um Portugal que é nosso, só nos pode devolver a Portugalidade que tanto precisamos de sentir. E Trás-os-Montes é assim, uma paixão sem fim, um destino com sorrisos à minha espera. E que me encanta sempre que por mim chama. Para ler aqui.

O estado torto do Direito.

Foi este senhor o autor de um verdadeiro atentado à liberdade de imprensa quando furtou os gravadores de dois jornalistas da revista Sábado há uns meses. Chama-se Ricardo Rodrigues. É deputado do PS e tem tudo menos ética republicana e democrática. Pois é este mesmo «senhor» que vai dirigir o Conselho Geral do Centro de Estudos Judiciários, segundo publicado ontem em Diário da República. O estado de Direito vai torto e bem torto neste país.

Orçamento (in) seguro para a Cultura.

O PS de António José Seguro gosta de passar mensagens de forma tradicional, através de comunicados de imprensa. Este Domingo emitiu um, que chegou à minha caixa de correio, e que realça que «o orçamento da Cultura perde 43 milhões em relação a 2011, a maior redução entre todas as áreas da governação». O secretário-geral socialista deve andar muitas décadas atrasado. Só em 2011 é que deu por isso?

Argentina: o tango continua o mesmo.

Na Argentina, tudo na mesma. Este artigo do Expresso ilustra bem que pelo país do tango há uma Cristina que reina.

PPP's: a factura começa a chegar.

É um encargo para mais de duas gerações. Os compromissos com as Parcerias Público-Privadas (PPP's) têm um valor significativo de encargos brutos contratualizados até 2051. Mas o período mais duro é o triénio 2015-2018, em que se estima que os encargos do Estado ultrapassem os dois mil milhões por ano, conta o relatório sobre as PPP que data de 31 de Agosto mas que só agora foi divulgado pela Direcção Geral do Tesouro e Finanças. O documento, feito para cumprir o memorando com a Troika, diz mais: acentua que nos dois últimos anos do Governo Sócrates os encargos líquidos mais do que duplicaram, ultrapassando os mil milhões de euros em 2010. Em percentagem do PIB, significa que, em 2008, os encargos representavam 0,3% do PIB e dois anos depois já representavam 0,7%. E vão continuar a aumentar. A pressão aí está. Sabíamos que as íamos pagar. A factura começam a chegar. Gerações inteiras que sabem não poder escapar ao buraco de um Estado infame.

Limites ultrapassados.

O secretário de Estado da Solidariedade Social, Marco António Costa, despe a camisola de governante que comanda, liderado pela Troika, e assume que o Governo não consegue sozinho «resolver o problema social do país» apelando por isso à ajuda da própria sociedade portuguesa. A malta ajuda, mas, há limites para a compreensão. Que estão esgotados.O antigo número 2 de Menezes em Gaia...precisa certamente de umas recordações à moda antiga.

Iraque, Iraque...

Se for como o encerramento de Guantánamo, bem que Barack Obama pode prometer.

Coacção em modo Moreno.

Coacção política. Foi esta a acusação que Alberto Moreno, presidente do Instituto Nacional das Infra-estruturas Rodoviárias, que regula o sector, diz ter sido alvo por parte do ex-Secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, depois de ter enviado um relatório crítico sobre a renegociação dos contratos de concessões rodoviárias. Sim senhor. E passará impune. Como é hábito num País sem rei nem roque.

Fazes-me falta, Luís!

«Caminhamos, corremos, comovemo-nos e temos um encontro marcado com ela. Não há como escapar. A data está escrita numa qualquer agenda, sabemo-lo bem - não sei se ela vestirá de preto, se nos servirá chá de sorriso ou nos julgará quando entrarmos na sua sala. A morte, pois. Nunca a penso. Prefiro inquietar-me com os que tendo nascido parecem condenar-se a si próprios a não viver. O que dirá a morte a quem tendo vivido nunca verdadeiramente existiu?». Luís Osório. Mural pessoal no Facebook. Nota Platónica (e declaração de interesses): a autora do PP é amiga de Luís Osório e, sem ele na sua vida, não seria a mesma profissional nem a mesma pessoa. Saudades dos puxões de orelhas, Luís! :-) Saudades, simplesmente, de aprender! Por isso, a ilustração da citação é meramente um sinónimo de caminho aberto, futuro à nossa frente, meramente escolhido por nós. Se nos deixarem.

«Ministério da Economia ingovernável»

«O ministro da Economia começa a ser atacado e o mal não está nele, que é um senhor capaz, o mal está num Ministério que não é possível governar». Rui Rio. Presidente da Câmara do Porto, citado pelo DN. Nota Platónica - Os homens são seres com fragilidades, não são máquinas. E Álvaro vai dar-se mal. Que o Primeiro-Ministro perceba a tempo que não pode carregar 30 anos de disparates em cima do Álvaro, assim mesmo, como gosta de ser tratado.

Álvaro, Álvaro...

«É muito fácil criticar Álvaro Santos Pereira. Não é apenas fácil, é tentador fazer dele o pára-raios das misérias do País e do Governo. Como estratégia de comunicação até é legítimo achar que foi inteligente - ou maquiavélico - escolher um substituto à altura da herança de Manuel Pinho. O novo ministro da Economia talvez não faça uns corninhos no Parlamento, como o outro, mas não é um absurdo antecipar-lhe um desfecho igualmente inofensivo e gratuito. Na verdade, ao fim de três meses é impossível avaliar Álvaro Santos Pereira pela simples razão de que ele está à frente de um mamute governativo sem pés nem cabeça - energia, emprego, obras públicas, transportes, comunicações, trabalho, além de dezenas de dossiers brutalmente complexos. Juntemos a esta boçalidade a inexperiência política, a ausência de conhecimentos sobre a máquina pública e a total falta de rendas para distribuir e chegamos à conclusão de que, se a escolha de Álvaro Santos Pereira para a Economia foi inocente, de cert…

Coliseu dos Recreios. Não desistas.

Fiquei hoje a saber pela presidente do conselho de administração do coliseu de Lisboa, Maria Ricardo Covões, que o coliseu de Lisboa, a mais emblemática das salas de espectáculos da capital, poderá encerrar portas durante grande parte de 2012, caso o Governo aprove a proposta de aumento do IVA para 23% para os espectáculos. Se se vier a comprovar é só mais uma machadada na Cultura do país. 121 anos depois de ter aberto as portas o Coliseu está triste. Nós também.

2011. O ano da queda dos ditadores.

Muammar al-Gaddafi. 1942-2011 - Político e militar líbio, derrubado pelos protestos da população local contra seu governo, que durou mais de 40 anos. Acusado de inúmeros crimes contra a humanidade, despertou a ira da população, que influenciada pelos conflitos na Tunísia e Egipto, passou a protestar por uma melhor distribuição das riquezas no país. Foi capturado e morto pelos rebeldes, depois de mais de seis meses de conflitos. Hoje, 20 de Outubro.


Osama Bin Laden. 1957-2011. Tornou-se o homem mais procurado do mundo depois de ter assumido os ataques terroristas aos Estados Unidos em 2001. Fundador e líder da al-Qaeda, treinou um verdadeiro exército de fanáticos religiosos, conhecidos pelos seus atentados utilizando carros e homens-bomba. Os 10 anos de procura pelo seu paradeiro resultaram na invasão norte-americana no Afeganistão. Foi capturado e morto pelas tropas americanas em Maio deste ano. Dizem que foi atirado ao mar mas nunca vimos o corpo.

Olha que três.

Olha que três. Devem estar tristes, Sócrates e Cavaco. Dois já foram e o outro anda a ganhar pontos para ser lançado à fogueira.