Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Agosto, 2011

Demagogia

A promessa era a do maior corte de despesa pública, dada como Histórica, e «nunca vista em Portugal nos últimos 50 anos». O que vimos hoje foi Vítor Gaspar apresentar aos portugueses mais do mesmo: aumento de impostos. Quando as notícias forem mesmo do lado da despesa, lancem as campainhas de alarme porque o toque do lado da receita já o conhecemos há muito tempo. Onde estão os cortes prometidos? Onde está a reestruturação dos institutos públicos e o encerramento de outros? Tirando a promessa de reduzir custos nas autarquias, administração central, despedir funcionários públicos e juras vãs de «apertar» com o monstro da Madeira, não há uma única medida concreta sobre o corte de gastos públicos. A estratégia económica e orçamental  para os próximos três anos do Governo de Pedro Passos Coelho é demagoga e esconde muita coisa. Sabemos apenas que são os mesmos do costume a pagar. E tudo passa incólume.

Natalidade e tal, não?

Incrédula. Assim fiquei ao saber que já em Outubro, o país verá aumentado o número de vagas nas creches. A portaria que permite ter mais crianças já seguiu para publicação. E pior que isso: centenas e centenas de voluntários serão chamados para reforçar os cuidados com as crianças nestas creches. Muito bem. Grande sentido social do Estado liberalizante...permite-se aumentar as vagas nos mesmos infantários, sem aumento de estruturas, sem contratar mais pessoal, mas com pessoas sem formação e por mero voluntarismo. Tivesse eu um filho e juro que o levava comigo para o local de trabalho. O problema, sabemos todos, é a ausência de uma política de natalidade estruturada. Mas pronto....hoje não digo mais nada.

Funcionários públicos - o costume!

Leio no Económico que o Governo pretende reduzir o número de trabalhadores da administração pública num número superior ao previsto no acordo com a Troika (Comissão Europeia-BCE-FMI). Sabemos que é preciso cortar, reduzir, suprimir (os três verbos da veia liberal actualmente no poder em Portugal). Só esperamos que se vá à raiz do problema, do desperdício e dos sectores que estão a dar cabo da competitividade da Administração Pública. Lembram-se do PRACE? Esse programa de reestruturação da Função Pública cujo «pai» foi José Sócrates? Era um bom modelo, teórico. Não seria talvez mal pensado, voltar a pegar no programa. Sem cegueiras nem tesouras afiadas. Simplesmente com bom senso, sentido de Estado e com alguma sensibilidade social. Mas custa assim tanto?

Corte «histórico»?

Prometem-nos um corte «histórico» nas despesas do Estado. Esta tarde, enquanto Passos Coelho se pavoneia por Madrid, Paris e Berlim, prestando contas da «submissão» política e económica de um burgo sem soberania, Vítor Gaspar, à boa maneira de Teixeira dos Santos, explica ao país que corte «histórico» é esse. Mais logo, voltaremos para analisar o assunto. Sem esperança que se faça História.

Espionagem

O caso do jornalista Nuno Simas, alegadamente espionado pelo SIED, é o assunto de que hoje falo no portal da Agenda Setting. Para ler aqui.

Título Correio da Manhã

Mesmo à Correio da Manhã, acho que se não desse para chorar, jornalisticamente, daria para rir a bom rir.

Fosso chamado Madeira

Fonte: HenriCartoon. Sapo.

500 nomeações

Dois meses depois de ter tomado posse, o Governo de Pedro Passos Coelho já nomeou quase 500 funcionários para o Executivo, com o gabinete do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares a liderar a lista, com 65 elementos. De acordo com os dados disponíveis na sexta-feira, no portal do Governo, entre as 65 pessoas do ministério de Miguel Relvas, 15 foram nomeadas para o gabinete do ministro, e nove para o gabinete do secretário de Estado Adjunto do Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares. Belo corte na despesa. Belo exemplo. Belo Governo que a Troika elogia sem controlar.

Estados Unidos da Europa, 'jamais'!

Há quem diga disparates sem pensar. Mas pior que isso é repeti-los. A ministra do Trabalho alemã veio ontem defender a criação dos Estados Unidos da Europa para combater o problema de unidade europeia. Todos sabemos que o caminho não pode nunca ser esse. A identidade, a História, o contexto económico, social e cultural da Europa é demasiado complexo para reunir um bloco coeso e unitário. Estados Unidos da Europa? 'Jamais', como dizia o outro.... O federalismo só mesmo nos discursos de Victor Hugo, em 1849, no Congresso Internacional da Paz. A unificação europeia, à semelhança dos EUA, é impossível. Pelo menos por aqui, não se acredita na coisa tão cedo...

Continuamos a delapidar a História

É sabido que muitas escolas primárias deste país foram fechando ao longo dos últimos anos. Ora por falta de alunos, ora por incapacidade financeira do Estado de as manter abertas. Independentemente de concordarmos ou não com estes encerramentos, o que me choca é o destino que se segue para muitos edifícios e as notícias que nos chegam são preocupantes. Há muitas autarquias a fazer render o «peixe», que para mim mais não é que um elemento de património histórico e de identidade. A Câmara de Mondim de Basto, por exemplo, quer fazer dinheiro com os prédios de antigas escolas para abater uma dívida de 20 milhões e pôs sete à venda. Também em Seia estão à venda uma escola e um jardim-de-infância. E em Leiria vende-se de 23 antigas escolas. Em contraponto, muitas outras estão a ser aproveitadas para espaços de cultura e lazer. É pena que o Estado não controle uma coisa que é de todos. É por isso que delapidamos a história e a nossa cultura de séculos.

Estado criminoso

A manchete do Expresso do passado fim-de-semana parece saída do tempo em que este país vivia à mercê de regimes «fascistas». As escutas telefónicas do Sistema de Informações da República Portuguesa ao jornalista Nuno Simas representam o fim dos direitos que a Constituição do pós-liberdade instituiu. Hoje, ser jornalista em Portugal, é um acto «criminoso» para o Estado, que usa os meios de controlo ao seu dispor, para tudo, menos para o que devia. Criminoso, digo eu, sem medos, é o Estado e os que o lideram.

Vida

Mistério «secreto»

Importa-se de repetir?

«Jardim é o político mais injustiçado de Portugal». Carlos Abreu Amorim. Sol. 
P.S. - Desculpe? Importa-se de repetir? Retiro tudo o que disse sobre Carlos Abreu Amorim. Esta desfaz a ideia que sempre me passou de frieza e honestidade política e intelectual. Disse. 

Carlos Paião - a memória

A 26 de Agosto de 1988 morria Carlos Paião. Faz hoje 23 anos. É um ícone de memória e um estranho caso de manutenção de sorrisos quando ouvimos o seu legado. Fica a lembrança.

Steve Jobs - o exemplo

A demissão de Steve Jobs do cargo de CEO da Apple não está a causar preocupações. É praticamente unânime a opinião de que o negócio está bem entregue a Tim Cook. Confesso que este homem tem sido um exemplo daquilo que devia ser a inovação, a boa gestão nos tempos que correm. A doença ainda lhe permitiu ter o discernimento necessário para sair antes de deixar descambar o fenómeno da Apple que, diz-se, tem mais dinheiro vivo que o próprio Governo americano. Um exemplo para todos.

Messi

Um nome? Messi. Um prémio? Melhor Jogador na Europa de 2010/2012 na I Edição da categoria atribuído pela União Europeia de Futebol (UEFA). Quando? Hoje. Sempre Mágico. Sempre a Natureza. Sempre tu. Messi.

Incêndio no Chiado foi há 23 anos

Foi há 23 anos que o incêndio do Chiado assustou o país. No Agosto quente de 1988, Lisboa acordou irrespirável. Assinalamos a data.

O Cardeal que diz «nada»

O Cardeal volta a falar. Desta vez, ao Negócios, Pina Moura afirma que «a Troika conseguiu em três semanas o que os políticos não conseguiram em 15 anos». Para não me cansar muito, porque o Inferno eu já tenho garantido, fica o que escrevi na Agenda Setting, a 13 de Julho deste ano. Para leraqui.

Amorim - o simples assalariado

Portugal é, como diz um amigo meu, «mais do mesmo». «Não se mudam os hábitos e as mentalidades continuam bacocas. É cada capelinha por si». Esse meu amigo está cheio de razão, a mesma que todos nós, acho, partilhamos. E todos os dias vamos sendo inundados de provocações que roçam a falta de respeito por uma classe média completamente depenada. Américo Amorim, o homem mais rico de Portugal coloca-se de fora da lista dourada quando questionado sobre a sua disponibilidade para aceitar um imposto especial sobre as grandes fortunas. «Eu não me considero rico. Sou trabalhador», disse, citado pelo Negócios. Nem vale a pena dizer mais nada. O «rei» da cortiça nacional assume-se como um simples assalariado. Igual a todos os que ganham 500 euros/mês - e todos os outros que vivem mal. Pois está claro, a senhores como este ninguém toca. «Mas quem te disse que a vida é justa, filha?», responder-me-ia neste instante a minha mãe da mais profunda e humilde sabedoria que detém.

«Banca europeia elimina 40 mil empregos num mês»

«Banca europeia elimina 40 mil empregos em apenas um mês».Título do Económico.

Fome

Não espanta mas custa a compreender. O vice-presidente do Centro de Apoio aos Sem-Abrigo dá o valor, assim, a seco: o número de pessoas que procura ajuda para comer aumentou entre 20 a 30 por cento em Portugal desde 2008, altura em que a situação económica piorou. Há muito que se passa fome no País, mas isso, para quem nos (des)governa não deve importar muito...

...outros têm um futuro incerto...

Uns gastam...

Em Setembro, o número da sorte é o 75!

Carlos Moedas
Setembro não vai ser um mês fácil. O aviso vem do Secretário de Estado-Adjunto do Primeiro-Ministro que garante que a Estrutura de Acompanhamento dos Memorandos já teve 85 reuniões com a Troika e o Governo concretizou até à data «praticamente uma medida por dia». Pois é, muitas nem as vemos. Mas, assegura o governante, que Setembro é que vai ser a doer. Há dezenas de medidas de austeridade para concretizar, 75 ao todo. Carlos Moedas já devia saber que o povo está a banhos, passou Agosto a esquecer a crise e que estes anúncios são excelentes para o auditório magro que se tem. Ainda assim, sosseguem os nossos governantes, já temos o corpo cravado de balas. Mais 75 menos 75 já nem as sentimos.

Já não há paciência

É obsceno. Imoral. E egoísta. Tudo isso representa aquilo que o Estado português fez e continua a fazer. Soubemos hoje, através de dados da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças que os empréstimos do Estado alcançaram 1384 milhões de euros, entre Janeiro e Junho, o que significou uma subida de 1750 por cento face ao ano passado. No acumulado, a concessão de créditos às empresas públicas não financeiras situa-se, agora, em 1453 milhões de euros, o que compara com os 177 milhões de 2010. Aos que delapidaram os cofres públicos, empresta-se, aos cidadãos, que vivem em asfixia financeira e atravessam fases prolongadas de sobressalto diário, para esses, não há complacência. Desculpem, mas já não há paciência.

Saúde: um estado permanente de anseios

O estado da Saúde em Portugal, os problemas, o futuro e a (boa) gestão que impera. Para ler no artigo semanal na Agenda Setting, aqui.

Manuel de Arriaga eleito há 100 anos

Foi há 100 anos que o advogado e professor Manuel de Arriaga foi eleito o primeiro Presidente da República Portuguesa, cargo que ocupou durante quatro anos.Manuel de Arriaga foi eleito a 24 de agosto de 1911, mas resignou antes do final do mandato, a 26 de maio de 1915, numa altura de grande instabilidade governativa. Fica o registo histórico do primeiro homem a ser escolhido para a Presidência da República.

O assalto final a Trípoli

«O meu pai», pelo Luís (Osório)!

«Morreu tranquilo e apaziguado, fez ontem uma semana. Na última semana viu todas as pessoas que verdadeiramente lhe interessava ver – fez-nos rir, mostrou-se feliz pelo prémio de investigação que deveria receber em Novembro, mas ao contrário de todas as outras vezes não se comprometeu com mais uma redenção. Há vinte e sete anos, também num dia de calor, fiquei destroçado. Informou-me que talvez fosse a nossa última conversa porque lhe fora diagnosticada uma doença que se mostrava fatal e infalível no seu rasto de destruição. Nesse dia, nesses primeiros dias, deixou-se ficar por casa, afundou-se na cama do quarto de sempre, contou as horas que faltavam para iniciar a viagem para o fim. Tudo nele parecia derrota, não pelo medo da morte mas pela irremediável sensação de que não se cumprira, pela terrível ideia que desperdiçara a sua vida. Deu a volta às gavetas. Queimou as fotografias que tinha, as suas memórias, os sinais do que julgava ser o seu falhanço. Ficou assim algumas…

Líbia - O futuro é já ali

Foi uma noite em que o povo venceu. Ontem, finalmente , os rebeldes líbios assumiram o controlo da Praça Verde em Trípoli, e anunciaram a detenção de dois filhos de Muammar Kadafi. A população saiu de imediato às ruas da capital para festejar. Viam-se combatentes fiéis ao regime a despir os uniformes e a abandonar posições. A detenção de Kadafi foi avançada, mas não confirmada oficialmente. Seja como for, hoje é um dia novo para a Líbia. O futuro é já ali.

Importa-se de repetir, Sr. Presidente?

«Constitucionalizar uma variável endógena como o défice orçamental – isto é, uma variável não directamente controlada pelas autoridades – é teoricamente muito estranho. Reflecte uma enorme desconfiança dos decisores políticos em relação à sua própria capacidade de conduzir políticas orçamentais correctas».Cavaco Silva, Presidente da República. Facebook.
P.S. - Sr. Presidente, importa-se de explicar por linguagem simples e, já agora, se não for pedir muito, pode concretizar a crítica e os destinatários? Assim não dá mesmo. Vivemos cada vez mais num país de irresponsabilidades com rostos bem definidos.

Privatizado

O futuro que (não) nos espera

A manchete de hoje do Diário de Notícias diz muito da política de saúde que nos espera. As boas notícias - de preocupação com o Serviço Nacional de Saúde - são apenas para os mais distraídos. Mas é bom que não deixemos escapar certas coisas.

Desabafo de uma jornalista anti-classe

É quase pornográfico o conceito jornalístico deste país, onde o profissionalismo está cada vez mais longe da evolução que os «pais» desta escola nos ensinaram. Começa a ser gritante a máxima instituída há muitos anos - e cada vez mais recorrente - de que a notícia «é o cão que mordeu o homem» e não o contrário. É fácil encontrar, diariamente, em todos os jornais, rádios e televisões notícias - que não passam de fait divers - sobre comentários de personalidades públicas nas redes sociais. O Facebook é a «fonte» mais utilizada. Nas últimas horas, passou por tudo quanto é website de imprensa, a opinião de Carlos Abreu Amorim, vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, em que este criticava as declarações do ministro Álvaro Santos Pereira a propósito do TGV. Notícia em tudo quanto é jornal, rádio e televisão. Mas onde é que está o facto novo? No caso de Abreu Amorim, quem o conhece - e eu posso falar porque o conheço há anos -, não entendo onde está a dúvida. Sempre foi frontal, direc…

54 mil com salários inferiores a 600 euros

«Há mais 54 mil trabalhadores por conta de outrem a ganharem salários inferiores a 600 euros». Título do Dinheiro Vivo.

Relvas em grande!

Foi o próprio ministro Miguel Relvas que fez o convite a Mário Crespo. Para que poiso? Correspondente da RTP em Washington, que Crespo conhece bem. Quando se fazem convites em nome dos outros, tudo dito! Mas pelos vistos a Direcção de Informação da RTP não deve sequer ser tida nem achada. O próprio Mário Crespo está já em «bicos de pés» para aceitar o posto de vida boa por terras de Obama. É natural. O trabalho quando é bem feito, tem de ser recompensado. E nos últimos seis anos, Crespo cumpriu bem nas constantes polémicas criadas com o Governo de Sócrates. Só é lamentável que o poder político interfira e passe por cima de um órgão de comunicação social, mesmo tratando-se da televisão pública. A autoridade, já se percebeu, vem de São Bento, e na Marechal Gomes da Costa, manda-se pouco. Da ERC, no mínimo, espera-se um parecer, uma posição que seja.

TGV

Parabéns, WWW!

O mundo sem a Internet dos dias de hoje não está assim tão longe. A World Wide Web (Grande Teia Mundial) completa, este mês, 20 anos de existência. O projecto, criado por Tim Berners-Lee, nasceu em Agosto de 1991: uma data que mudou o mundo. E que mudou a vida de todos nós. Parabéns a este maravilhoso mundo novo do século XXI.

O Tejo ao serviço de uma comunidade

Um rio. Uma cidade. Uma região. Quando o desenvolvimento acontece, tudo se conjuga numa harmonia ideal. Para ler aqui.

Morreu há 111 anos

A 16 de Agosto de 1900 morria, em Paris, um dos vultos maiores da nossa literatura. Eça, sempre o nosso Eça.

Veremos...

O aviso ao Governo ficou feito, segundo noticia hoje o Diário Económico: este ano não há mais aumentos de impostos para salvar a execução orçamental. A ‘Troika' já garantiu que de acordo com a análise às contas públicas de 2011, a redução do défice para 5,9% do PIB está garantida sem haver a necessidade de mais medidas de austeridade.Queremos ver se o Governo será ou não «mais papista que o Papa».

Na política do parecer...

O país espera, em suspenso, por um Plano de redução da despesa pública. Até agora o Governo de coligação apenas atacou do lado da receita. O artigo semanal da Agenda Setting, para ler aqui.

O Woody é que a sabe!

A ameaça

Hoje, as potenciais ameaças, já não estão na rua, já não são reais. As redes sociais estão a tornar-se em verdadeiros barris de pólvora virtual. O último caso é o do grupo Anonymous, que declarou guerra ao Facebook e marcou um ataque à rede social para o dia 5 de Novembro. É esperar.