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Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2011

Até quando vão gozar connosco?

Que andamos a ser gozados, já todos o sabemos. Mas passarem-nos atestados de estupidez diariamente já cansa. Depois do PS ter apresentado o seu programa eleitoral, Pedro Passos Coelho revela que só vai apresentar o seu programa eleitoral depois de conhecer o quadro de ajuda financeira externa a Portugal, para que os dois sejam compatíveis. Boa! É de facto uma surpresa e uma novidade!

Paulo Portas e Karol Wojtyla

«Raramente discuto assuntos de fé, porque a minha não diz respeito a mais ninguém e - obviamente - o  respeito que tenho pelos que não têm fé é igual ao que peço para os que acreditam. Mas este é um dia em que não consigo evitar uma meditação pessoal. Estou em Melgaço mas adoraria estar hoje em Roma. Por Karol Wojtyla. Papa de um século. Papa de um mundo. Papa de uma geração. Impossível de esquecer. O sofrimento de um homem de fé. A coragem de um polaco. A luminosidade de um carisma. A humanidade de um mariano. A Europa deve-lhe em boa medida o fim da cortina de ferro. Centenas de milhões de europeus começaram a respirar liberdade com o seu histórico «não tenham medo!».Com ele o testemunho da palavra venceu a omnipotência - totalitária - do Estado. Conservo a memória precisa das suas visitas a Portugal e da intensa felicidade que senti. O que eu gostava de ser romano ou peregrino hoje...». Paulo Portas. Facebook.

Dois beijos...duas décadas

...e o beijo do herdeiro...no século XXI
O beijo do casamento da década de 80...

A nova TVI

É já a partir da próxima segunda-feira que o «Jornal Nacional» da TVI passa a designar-se «Jornal das 8». José Alberto Carvalho e Judite de Sousa assumem os comandos do prime time na estação de Queluz. Em comunicado, a TVI promete «renovar a proposta de um jornalismo de proximidade, porque um jornalismo que se preocupa com os verdadeiros problemas do nosso tempo e das nossas vidas». A avaliar pela última pergunta de Judite na entrevista com José Sócrates...pode dizer-se que algo já mudou.

Casamento real (a fazer lembrar Diana)

O estado humorístico do País

O ilusionista prossegue a bom ritmo

Fico chocada com as declarações de José Sócrates depois de tudo o que se passou, depois de tudo o que já nos contaram. O ainda Primeiro-Ministro garante que a ligação do TGV Poceirão-Caia vai mesmo avançar. Mas alguém pode fechar a boca mentirosa de Sócrates de uma vez por todas?

«Memória de Abril há 37 anos»

«De madrugada, o telefone acorda-me, estridente. Do outro lado, o sub-chefe de Redacção de “O Século” diz-me: «é melhor vestires-te e vires já para o jornal; parece que há por aí umas movimentações militares»... Estremunhado, dispenso o duche, visto-me, e avanço. Já no jornal, mandam-me para a Praça do Comércio. Ainda não há povo, apenas militares. Um homem de “cara fechada”, firme nas ordens, está no comando; venho a saber, pouco depois, que é de Santarém, Salgueiro Maia de seu nome. Outros oficiais, suponho, vão chegando e empunhando a arma, mesmo à civil. O dia nasce, ainda não há povo, mas começam a aproximar-se os primeiros curiosos, que os “cacilheiros” depositam no Cais das Colunas; outros vêm do interior da cidade. Está tudo calmo. Por mim, não sei como conter a emoção; onde ir buscar forças com que garantir a objectividade jornalística que me pedem. Um pouco mais tarde, as coisas aquecem: há forças militares na Rua do Arsenal; são fiéis ao governo, segreda-se. S…

A foto do dia

Com a devida vénia ao António Góis, autor da foto, e com a legenda da sua autoria, que diz tudo: «Terreiro do Paço, Lisboa. Por aqui passam diariamente os Senhores do FMI».

A linguagem «foleira» da política

Começo a olhar para as redes sociais de maneira diferente. Quer dizer não é bem de maneira diferente, apenas uma constatação que todos nós já tínhamos, com uma pequena nuance: agora temos provas e escritas de que os políticos que temos são o espelho da sociedade em que mergulhamos. A novela de José Lello a chamar «foleiro» ao Presidente no Facebook é sobejamente conhecida. Mas o bate-boca facebookiano estaria bem longe de terminar. É que o economista Nogueira Leite decidiu vir também escrever o que pensava sobre o assunto naquela rede social. Escreveu Nogueira Leite: «José Lello é um cibernabo». Lello, toca a responder: «Nogueira Leite pertence àquela classe de transfugas políticos, ditos independentes que, saltitando, apenas visa 'abifar uns tachos', pois ideologia é coisa que arde sem se ver. Agora, aderiu a Passos Coelho, perdão, ao PSD. Já se via até ministro. Azar dele! As expectativas de vitória caíram para perspetivas de derrota. Depois, alienado, passou de protegi…

Onde está a crise para eles?

Em tempo de contenção de gastos, os partidos políticos preparam-se para gastar mais de dois milhões e meio de euros (2.744.195) só em comícios, festas, brindes e ofertas durante a próxima campanha eleitoral. O mais gastador é o PS que tem destinado para comícios e espectáculos quase 900 mil euros e cerca de 400 mil euros para brindes e outras ofertas. Esta será, aliás, uma grande diferença em relação às outras forças partidárias, sendo que muitas delas nem sequer têm qualquer verba destinada para ofertas. O PSD, por exemplo, vai gastar apenas 40 mil euros e o Bloco, zero. No que toca à forma de chegar às massas, a tradição já não é o que era, com as arruadas e os grandes comícios. PSD vai gastar na propaganda, comunicação impressa e digital cerca de 458 mil euros, o PCP 595 mil euros e o Bloco 321 mil euros. Já o CDS é o mais modesto e conta com um orçamento de 245 mil euro…

Ideias vagas no bastião cavaquista

A antecipação do PS ao PSD na apresentação do programa eleitoral foi assim a modos que dois em um: sobretudo porque decorreu no bastião do cavaquismo, no Centro Cultural de Belém. As propostas socialistas baseiam-se na moção de estratégia que José Sócrates levou ao Congresso de Matosinhos e mais não foram que o debitar da construção do Estado social. O mesmo Estado social que o PS destruiu nos últimos seis anos. Contra a agenda liberal dos sociais-democratas, os socialistas não apresentam nada, tal como todos os restantes partidos. O grande programa eleitoral será aquele que sairá na conferência de imprensa da próxima semana em que a Troika apresentará ao país o verdadeiro pacote de medidas de austeridade em troca de 80 mil milhões de euros.

Memória nuclear

Uma mulher chora o filho, um dos bombeiros que morreram após o desastre de Chernobil, há 25 anos.

Portugal, um país de loucos!

Enquanto na TVI uma Judite de Sousa que sempre criticou o estilo TVI e Manuela Moura Guedes perguntava a José Sócrates se «ele ia usar a família» nesta campanha eleitoral - tentando claramente fazer uma analogia a Pedro Passos Coelho que envolveu a mulher no palco partidário - na RTP, a jornalista Sandra Sousa colocava Jerónimo de Sousa há 12 anos à frente do PCP. Que raio de Jornalismo é este que vivemos? Não quererá também o FMI entrar na classe jornalística nacional. Se calhar não era má ideia... Mas pronto, Jerónimo lá falou de um certo «preconceito» que há em Portugal em relação aos comunistas...e a luta de classes, pois claro, a luta de classes sempre em voga. Cada vez mais sinto que estou num país de loucos.

Ninguém os vê

Bem sei que, nos tempos que correm, não há linhas programáticas que interessem. Sabemos todos que é a economia que vai mandar nos próximos anos em Portugal. Mas, já que vamos para eleições, gostava de saber por que razão, a praticamente um mês das eleições ainda não há programas eleitorais. É triste, muito triste.

«Em democracia não há uniões nacionais»

«Em democracia não há uniões nacionais». Aguiar-Branco. 

As memórias de um homem fascinante

Conviveu com as figuras mais emblemáticas da história de Portugal do século XX: Marcelo Caetano, Costa Gomes, Mário Soares, Álvaro Cunhal, Sá Carneiro, Ramalho Eanes, Amália, Agostinho da Silva e tantos outros. No próximo dia 28 de Abril, às 21 horas, as memórias que Fernando Dacosta guarda destas personalidades vão ser partilhadas com o público em mais um encontro da Comunidade de Leitores da Livraria Almedina Estádio Cidade de Coimbra, desta vez conduzido pelo escritor António Vilhena. A entrada é livre. E vale a pena, porque Fernando Dacosta é dos homens mais fascinantes que o século XX produziu.

A raia minhota com as mulheres como protagonistas

Fronteira. Minho. Contrabando. Anos 50 e 60. As mulheres que ficavam e tinham de sobreviver arriscavam. Arriscavam para manter a sobrevivência familiar e a educação dos filhos, enquanto os maridos, emigrados, lutavam por uma vida melhor. São essas mulheres da raia minhota que a jovem realizadora Diana Gonçalves passou para a tela em 42 minutos. «Mulleres da Raia» para ver e ler aqui.

Percebe-se porque não foram convidados....

«Este presidente é mesmo foleiro. Nem sequer convidou os deputados para a cerimónia do 25 de Abril». A frase é do socialista e língua afiada José Lello, na sua página pessoal do Facebook. A esta hora Cavaco deve estar a repetir a mesma resposta que Sócrates teve para Louçã no Parlamento há uns tempos: «Foleira é a tua tia, pá»».

A frase

«Estes três anos serão classificados como a maior crise dos últimos 100 anos». José Sócrates.

A imagem do 25-A que venceu o World Press Photo

A fotografia de Henri Bureau, um dos grandes do fotojornalismo, feita no Largo do Carmo em Abril de 1974 e que ganhou o World Press Photo. Hoje, faz todo o sentido publicá-la e recordar o momento.

Um 25 de Abril como nunca o vivemos

Belém. Três ex-Presidentes. Um Presidente. Figuras menores e maiores da República e outras por ora loucas que o 25 de Abril produziu. Vivemos tempos difíceis, num contexto como nunca o sentimos. Nos jardins do palácio mais institucional do país, Soares concluiu que «os portugueses viveram acima das suas possibilidades» nestes 37 anos e que se registou o abandono dos campos e da indústria mercante, numa total irresponsabilidade dos líderes europeus em resolverem a crise que se abateu sobre solo europeu, em especial, em Portugal. O apelo ao diálogo entre partidos e parceiros sociais foi o mote final deixado por Soares antes do discurso de Ramalho Eanes. E, para Eanes, «o regresso da fome lavra por todo o país». «A democracia é uma aquisição e não algo definitivo», frisou lembrando que os partidos «não souberam dar as respostas adequadas». «Habituados à passividade cívica, assim procedemos todos», lamentou Eanes. Já Jorge Sampaio vincou que a hora «exige tudo de todos nós» e é de «corage…

Obrigada pelo exemplo que nos deixaste...

Foi há 37 anos

A fogueira pascal que chega da Alemanha

A Queima dos Ossos é uma tradição mais velha que o próprio Cristianismo, que a Alemanha continua a cumprir, ano após ano. A de 2011 fica aqui, em modo escuro, como os ares germânicos que sopram dos ventos da Europa Central...em direcção ao sul europeu.

A amargura do elitista Carrilho

«Um líder deve estar sempre rodeado dos melhores e daqueles que o apoiam. Custa-me um pouco que haja sempre esta posição de José Sócrates de verdadeiramente gostar de estar rodeado de um excessivo servilismo». As críticas foram feitas por Manuel Maria Carrilho, no seu habitual comentário quinzenal no Jornal Nacional da TVI. E mostram bem a «raivinha» que o elitista Carrilho e antigo ministro da Cultura de António Guterres construiu todos estes anos fora do PS. De facto, se Teixeira dos Santos é um dos poucos que não merece o tratamento que vem do interior do partido e do «chefe», Carrilho merece a indiferença e de forma bem justa. Não é com as atitudes e posicionamentos de mal-dizer que tem tido nos últimos anos que se constroem pontes na política, muito menos nos partidos.

A frase

«Todos os dias, quando ando na rua, pedem-me para fazer outro 25 de Abril. São os taxistas, são os populares».  Otelo Saraiva de Carvalho, DN.  
P.S. - A historiadora Irene Pimentel considerou este fim-de-semana que Otelo «não é dono da Revolução de Abril». E esta é uma das verdades que Otelo deve odiar ouvir. Depois de ter dito que «se soubesse o que sabe hoje não teria feito o 25 de Abril», Otelo goza com a malta quando vem dizer que lhe pedem para fazer outro 25-A. Ridículo.

Platonismo deseja a todos uma Páscoa Feliz!

Défice de 9,1%

É uma boa notícia. Mais uma. O INE anunciou hoje, em sábado de Páscoa, para que ninguém veja, que o défice de 2010 passa a ser de 9,1% do PIB por causa de três contratos de Parcerias Público Privadas. A festa está cada vez melhor e, pelos vistos, José Sócrates fez mesmo um bom trabalho.

A boa intencionalidade de Passos

«Passos Coelho é uma pessoa bem intencionada e com quem se pode falar». A frase é de Mário Soares ao jornal i, na sequência do encontro que o antigo Presidente da República manteve com o líder do PSD na sua casa. José Sócrates, de férias em Albufeira, deve estar a pedir aos anjinhos que chegue depressa o 5 de Junho.

Ajuda supera 120 vezes as de 1977 e 1983

A cada dia que passa, e enquanto os portugueses estão a tentar ignorar a situação do país e das suas vidas por estes dias pascais, as notícias continuam a ser as melhores. E quem as dá são os senhores da Troika que está a bulir em Lisboa e a dar o exemplo. Tudo, porque o valor do plano de intervenção externa a anunciar dentro de algumas semanas será 120 vezes maior do que as duas linhas de crédito concedidas pelo FMI em 1977 e 1983, como mostram os dados comparáveis disponibilizados pela instituição. Face à dimensão da economia, a diferença também é notória: somados, os dois primeiros planos de ajustamento rondaram 1% do PIB; o novo programa vale 46%. É obra. E das grandes, num país que não aprendeu no passado e, pelos vistos, continua a não aprender com o presente que é agora.

Precários e os 37 anos do 25 de Abril

Indignados com o Portugal de hoje, nascidos no pós-25 de Abril de 1974, juntaram-se num manifesto contra o risco de retrocesso civilizacional no País, perante a precariedade no trabalho e o desinvestimento em direitos adquiridos com a Revolução. A poucos dias das comemorações dos 37 anos da Revolução dos Cravos, mais de 60 subscritores do documento «O Inevitável é Inviável» consideram que muitas das conquistas, com as quais se identificam enquanto «filhos de Abril», estão a diluir-se. O projecto é assinado por artistas, estudantes, desempregados, activistas de direitos das mulheres e dos imigrantes e organizadores do protesto «Geração à Rasca». Entre eles estão o escritor José Luís Peixoto, a compositora Celina Piedade, a jurista Marta Rebelo ou o humorista Jel, dos Homens da Luta, e Tiago Gillot, do movimento Precários Inflexíveis. Vale sempre a pena.

Gauleses sempre na crista da onda do limite

O Presidente francês Nicolas Sarkozy podera suspender a sua participação no tratado de Schengen para travar a vaga de imigrantes magrebinos que nos últimos meses chegam ao país para escapar à violência no Norte de África. Podemos entender o argumento, ainda assim parece que os recuos da Europa pluralista são sempre difíceis de absorver no país fundador da União Europeia....

Grécia pediu ajuda há um ano

Faz hoje um ano que a Grécia pediu ajuda. O FMI e a União Europeia entraram no país e, 365 dias depois, ainda é preciso mais dinheiro. Cortes nos salários e pensões, aumentos de impostos e dos bens alimentares. Nós, por cá, vemo-nos  gregos para sobreviver e contamos já com uma década de auxílio. Isto, claro está, se o projecto europeu não falir até lá.

Cavaco, os silêncios e o «informador» mascarado

Têm sido bastante duras as críticas de alguns comentadores de serviço à actuação do Presidente da República na gestão das crises política e económica que lavram em Portugal. Cavaco, ele ou outro que estivesse no seu lugar, sabe que tem um papel decisivo nos bastidores da conturbada situação nacional, sobretudo, quando é a Troika que neste momento manda em Portugal. Excepção feita às abusadoras mensagens do Chefe de Estado no Facebook, Cavaco, esperamos, está a manter, nos corredores do Palácio de Belém (e fora deles), as diligências necessárias para ajudar o Governo de gestão a lidar com a crise instalada. Haverá tempo para o discurso, para as opiniões, para a acção, se ela for realmente necessária, nomeadamente, na altura das negociações e das condições do resgate financeiro. Até lá, temos que esperar.
P.S. - Má nota para a escolha de Cavaco em colocar Catroga a liderar o processo de negociações por parte do PSD com a Troika.  A frase é irónica, obviamente, mas a verdade é que a cara …

Capucho não é subalterno (e ainda bem)

É uma recusa legítima a do barão António Capucho. Recusar ser «subalterno» de Fernando Nobre nas listas do PSD em Lisboa foi uma opção natural. Este é só mais um dos muitos erros que Pedro Passos Coelho tem cravado na espinha dos sociais-democratas. As sondagens, que valem o que valem, têm mostrado, dia após dia, que o PSD pode até perder as eleições. Será apenas espanto para aqueles que andam a dormir e não contabilizam as asneiras de Passos desde a altura em que foi eleito líder «laranja». Com líderes assim, preferimos que seja mesmo o FMI e a Europa a mandar no burgo.

«Flor de Abril» para plantar semente da cidadania nos mais novos

Chama-se «A Flor de Abril» e tenta, segundo o autor, deixar uma semente de cidadania junto dos mais novos. A obra, de Pedro Olavo Simões, é lançada em tempos de Abril, pois claro, num tempo em que não há tempo para olhar o tempo. O futuro, esse, é uma incógnita. E das grandes.

Feriados e demagogias

Bem sei que o país está em bancarrota. Sempre fui defensora, desde que me conheço, de que em Portugal sempre houve feriados a mais. Dias e dias de pouca produtividade. Ainda assim, não consigo entender as críticas sobre os quatro dias de folga dadas aos portugueses, sobretudo, do sector público. Que eu saiba, o 25 de Abril e a Sexta-Feira Santa sempre foram feriados no calendário das borlas. E os fins-de-semana, esses, são, obviamente, sagrados. Portanto, se há algo a criticar é apenas a tolerância de ponto dada ontem à tarde pelo Governo. Das duas, uma: ou se cortam nos feriados que sempre nos deram, ou se assume, de uma vez por todas, estes dias como as benesses do costume. É que roça a demagogia os tão afamados críticos dos feriados e dos quatro dias. São exactamente os mesmos que gozam esses dias e, vai-se a ver, ainda metem mais uns dias de férias e rumam às Caraíbas.
P.S. - Declaração de interesses: sempre trabalhei aos feriados e nunca trabalhei no sector público e também...nun…

A muleta de seis anos rejeitada por Sócrates

Polícias recordam «secos e molhados» de 1989

Faz hoje 22 anos que a conhecida manifestação dos «secos e molhados» que terminou com a detenção de seis elementos sindicais da polícia. A efeméride levou hoje cerca de 30 elementos do Sindicato de Profissionais de Polícia ao Terreiro do Paço.Tal como em 1989, as preocupações são as mesmas e com muitas mais na calha. O dinheiro - que não há - para pagara salários preocupa os profissionais que continuam sem ter direito à greve. Vale pela lembrança tão importante naqueles tempos...

Varrer os caciques e os «boys», precisa-se!

Basílio Horta é o cabeça-de-lista do PS por Leiria. Se, para muitos foi surpresa, a verdade é que o i de hoje traz mais uma na tabela de homens e mulheres que o PS escolheu na cidade do Liz. No 14.º lugar de candidatos a deputados está Telmo Ferreira. O nome pode não lhe dizer nada, mas retirando o apelido fica apenas Telmo, esse mesmo, o concorrente do reality show Big Brother que a TVI estreou em 2000. É verdade que está em lugar não elegível, mas se isto não é brincar com a malta é o quê? E assim se faz política em Portugal, entre politiqueiros e politiquices. O cacique nunca há-de morrer, a menos que o FMI faça uma limpeza e varra, pelo país todo, gente que só envergonha a política e a classe.

Listas, rupturas e amiguismos no PS

Luís Amado e Teixeira dos Santos, dois ministros de Estado no Governo de José Sócrates, ficam de fora das listas de deputados do PS às próximas legislativas de Junho. Se já sabíamos que o ministro dos Negócios Estrangeiros e Sócrates andavam afastados, sobretudo a avaliar pelas posições políticas diferentes que vinham tendo no último ano, já no caso de Teixeira dos Santos, a coisa pode ser bem pior. É que nos últimos meses, entre o chumbo do PEC IV e o pedido de ajuda externa, José Sócrates deve ter enveredado por caminhos nada abonatórios para o ainda ministro das Finanças socialista. Temos cá para nós que Teixeira dos Santos - que se revelou um bom ministro - foi enganado e bem enganado pelo Primeiro-Ministro. Desde o aceitar decisões técnicas baseado em argumentos políticos. E Teixeira dos Santos percebeu tarde que Sócrates enveredou por caminhos bem tortuosos...sacrificando o país em nome dos votos. A ruptura entre os dois já nem indisfarçável é. As listas do PS mostram agora clar…

Ronaldo é «Rei» em Espanha

Num jogo de titãs, Ronaldo deu ao Real e a Mourinho a motivação e o título que tanto por Madrid era esperado. Dos pés do internacional português saiu o desfecho da Final da Taça do Rei. Parabéns aos portugueses e ao Real. Messi continua a sonhar com a Champions, já que o campeonato já não deve fugir-lhe para a capital castelhana.

Sinais dos tempos que passam

Os erros do PSD e de Pedro Passos Coelho colocam, de forma inédita, o principal partido da oposição em má situação no campo das sondagens. Seria impensável que com um governo demissionário, um estado do país como temos e com todas as asneiras cometidas por José Sócrates, chegar a um mês de eleições e o partido de Governo conseguir ultrapassar o PSD nas sondagens. É certo que estas valem o que valem mas não deixa de ser claro que a condução dos destinos do PSD, a inexperiência política de Passos e os seus maus conselheiros o coloquem em posição tão frágil como aquela em que se encontra. Enquanto o PS está encurralado entre a factura eleitoral pesada que terá a 5 de Junho, a direita liberal e a esquerda radical, o PSD, esse, parece continuar refém das lideranças fracas que gera.

Surpresa? Jardim ainda tem mais para revelar...

Uma auditoria do Tribunal de Contas aos Encargos Assumidos e não Pagos por serviços da Administração Regional da Madeira revela que o Governo de Alberto João Jardim escondeu ao próprio TC e à Direcção-Geral do Orçamento planos de reestruturação de dívidas a fornecedores na ordem dos 180 milhões de euros. E o FMI ainda não meteu o bedelho nem na Madeira nem nos Açores...Vamos ver que surpresas ainda teremos...

Motins não são connosco

É um sintoma que se espera. Mas, apesar de um estudo da Aon Risk Solutions vir agora dizer que Portugal apresenta, pela primeira vez em dez anos, um risco político com ameaças de greves, de motins e de comoção civil, bem como de incumprimento da dívida soberana, isso não significa que a violência saia à rua. Sabemos bem que, cá pelo rectângulo, o pessoal é manso e gosta mais do conforto do sofá que da pancadaria das ruas.

Repercussões

Então fale Sr. Presidente...

Um fala demais, o outro de menos...Sarilho à portuguesa...

Freitas, o estadista de que ainda precisamos!

Para o bem do país, como disse ontem Freitas do Amaral, na RTP, esperamos que Cavaco esteja a ser informado das negociações com o FMI. Ao contrário do que muitos pensam, o antigo líder do CDS é dos estadistas mais honestos que este país tem. Foi ministro dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates, e não tem vergonha disso, mesmo quando ataca o primeiro-ministro demissionário. Mesmo ao ouvi-lo dizer que, até 2008, Sócrates foi um bom primeiro-ministro (época em que Freitas saiu do Governo), na verdade até que o homem tem razão. As reformas com resultados - ou as tentativas - foram entre 2005 e 2008, altura em que a crise internacional começou a fazer mossa. Ainda que por uma derradeira vez, talvez homens como Freitas fizessem falta num eventual governo de salvação nacional, o qual, eu discordo que seja imperativo.