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Mensagens

A mostrar mensagens de Setembro, 2010

Douro Vinhateiro - um tesouro que temos de preservar

Representa uma das maiores regiões vinhateiras do Mundo. É património da Humanidade desde 2001. O Douro é um tesouro do País. Para ler aqui.

O Alentejo que resiste

Porque neste País pobre e sem ambição ainda há coisas que vale a pena preservar. Para ler aqui a Rota do Fresco no Alentejo.

Mudar de planeta é possível?

Choca-me ver Sócrates e Teixeira dos Santos recorrerem ao Fundo de Pensões da PT para pagar submarinos. O endividamento de luxo do Estado tem que ser pago. Nem que para isso, não haja reforma para muitos que trabalham uma vida toda. Quero mudar de País e de planeta se possível.

A capa do dia

O salário de luxo de JEB

Pelos lados de Alvalade a crise não é coisa que se sinta. Senão vejamos: de acordo com a imprensa, e dentro da política de remunerações aprovadas em Assembleia Geral, José Eduardo Bettencourt, vai auferir um salário mensal de cerca 21 500 euros brutos por mês, 300 mil euros brutos por ano. Não tenho pena nenhuma deles.

O que nos espera

Porsche acelera nos lucros

No contexto de dificuldades económicas, os automóveis de luxo estão em alta, pelo menos os da Porsche. A fabricante alemã de automóveis revelou que as receitas do ano que terminou no final de Junho de 2010 aumentaram 18% para 7,79 mil milhões de euros o equivalente à venda de 89 mil carros. A impulsionar esteve o sucesso do novo modelo Panamera, que vendeu mais de vinte mil unidades desde que foi introduzido no ano passado. Os principais mercados em expansão são os de fora da União Europeia e dos Estados Unidos. Só na China ouve uma progressão de 47 % com a venda de quase 12 mil automóveis. Não surpreende. Falamos do gigante. Do comandante europeu.

O dia do saque fiscal

Ouvi atentamente durante mais de uma hora o anúncio do novo plano de austeridade do Governo para cumprir as metas do défice impostas pela Alemanha que manda em Bruxelas. Anúncio, reacções dos partidos da oposição e analistas de serviço. A todos ouvi, pacientemente. Não gosto de reagir a quente. Odeio exprimir-me in loco. Depois do embate, caio em mim. Posso estar enganada mas estamos perante o maior saque fiscal e o Orçamento do Estado mais duro da história da democracia portuguesa. Era um imperativo o corte da despesa pública, tal como admito que subir os impostos também tinha de acontecer. Mas vamos aos factos. Do lado da despesa: corte de 5% nos salários da Função Pública, eliminação do abono de família, congelamento de pensões e salários da Função Pública,  congelamento das promoções e progressões na carreira, a proibição da acumulação de salários com pensões, despedimento de funcionários públicos, redução da frota automóvel do Estado, eliminação das ajudas de custo e do pagamento…

O sonho do Braga

Bancarrota

A citação do dia

«Contrariamente ao que por aí se diz, um chumbo ao Orçamento do Estado (OE) para 2011 não trará qualquer mal ao país. Se Sócrates não vir o seu orçamento aprovado, mais não tem do que apresentar um novo documento, revisto e melhorado. Mas se mesmo essa segunda versão fosse rejeitada, as consequências seriam nulas ou até talvez positivas. Nestas circunstâncias, e sujeito a um sistema de gastos em duodécimos por referência ao OE de 2010, o Governo não poderia gastar mais, o que seria bom. Além de que não poderia aumentar a receita e lançar mais impostos… o que seria óptimo». Paulo Morais. JN

As capas do dia

Impostos - é hoje a enésima subida socialista

José Sócrates reúne o Conselho de Ministros hoje para aprovar as linhas gerais do Orçamento e medidas extraordinárias de austeridade. Aumento de impostos está no pacote. Realmente o que a OCDE não faz por Portugal. Resta saber o que José Sócrates, quando sair do Governo, vai fazer pela OCDE e que cargo vai ocupar na organização.

António Mendonça - o novo Mário Lino do Governo

O ministro das Obras Públicas é um homem com um estômago longo. Antes de ser ministro, António Mendonça, prestigiado professor no ISEG, era sempre um acérrimo crítico de muito desperdício que o PS teimava em fazer no Executivo. Já todos sabemos que as pessoas mudam de posições quando entram para os governos. Já todos sabemos que as posições são outras. E todos sabemos também a palhaçada que tem sido os ziguezagues do Governo de Sócrates quanto ao TGV. Depois da suspensão do troço Lisboa-Poceirão, com o argumento da situação grave das contas públicas, António Mendonça vem hoje dizer que, de acordo com o relatório da OCDE, apresentado ontem em Lisboa, o documento fundamenta bem o apoio à aposta nos investimentos de transporte de pessoas. Mais: garantiu mesmo que o TGV vai avançar. Se isto não é gozar connosco, não sei o que será. O actual ministro sucedeu em grande na pasta a Mário Lino no que respeita às contradições.

Há 36 anos o fascismo não passou

"Foi há 36 anos! 28 de Setembro de 1974. O País vivia os conturbados tempos do PREC (Processo Revolucionário em Curso). A confusão era generalizada. O MFA (Movimento das Forças Armadas) era contestado por muitos. Para esse dia estava anunciada uma manifestação de apoio ao General Spínola..., então Presidente da República, promovida por uma designada «Maioria Silenciosa», composta por elementos conservadores da sociedade portuguesa e apoiantes do regime deposto cinco meses antes, que não se conformavam com o rumo que que a «Revolução» estava a tomar. Nesse dia, as forças de esquerda e de extrema-esquerda, sob a clara liderança do PCP, apelaram ao boicote da «manifestação fascista». Foram montadas barricadas um pouco por todo o País, com destaque para as entradas em Lisboa. O COPCON, comandado por Otelo Saraiva de Carvalho, preparou um plano que visava a prisão de muitos elementos ligados à organização da «manif». Civis armados com armas que lhes haviam sido distribuídas por milita…

A voz da razão

Timor - a jovem democracia que tem muito que crescer

O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, quer suspender o seu «número dois», José Luis Guterres, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Zacarias da Costa, por suspeitas de enriquecimento ilícito e abuso de poder. A jovem democracia timorense ainda está a aprender a dar os primeiros passos. E vai demorar até chegar à estabilização.

O drama humanitário

A maioria das pessoas que contrair cancro nos países pobres morrerá da doença, o que acontecerá a menos de metade dos doentes oncológicos nas nações ricas, alertam especialistas citados pela imprensa estrangeira. Segundo a Agência Internacional de Investigação do Cancro, a doença poderá ainda matar mais de 13,2 milhões de pessoas por ano em 2030, o equivalente a quase o dobro dos óbitos ocorridos em 2008, na maioria dos casos em países de médio e baixo recursos. Um drama humanitário.

Alegre incoerente

Em plena pré-campanha, Manuel Alegre condena a «grande confusão entre as funções presidenciais e a campanha do candidato Cavaco Silva», rejeitando as recomendações feitas pela OCDE para a economia portuguesa. O antigo deputado devia estar em silêncio porque o Presidente ainda está em funções e assim continuará quando assumir a candidatura. É pena que nas lutas político-partidárias valha tudo. A incoerência é algo que não pode permanecer nesta guerrilha presidencial.

O vício Farmville

Foi há um ano...

Foi há um ano que José Sócrates venceu, pela segunda vez consecutiva, as eleições legislativas. Desta vez, com maioria relativa. Também de há um ano a esta parte, a mentira, as mudanças sucessivas do Mundo para o Primeiro-Ministro, bem como a máscara das contas do Estado fizeram com que todos os indicadores estruturais do País piorassem. Hoje, estamos, sem dúvida a comemorar uma efeméride triste.

A OCDE que tudo tira

Depois de Bruxelas é a OCDE que vem sugerir como deve ser aplicada a política económica-fiscal do País. A Organização recomenda o aumento de impostos, corte nas deduções fiscais e congelamento de salários. No relatório publicado esta segunda-feira, e apresentado pelo secretário-geral da organização, em Lisboa, as sugestões recaem sobre o IVA, IMI e IMT. Mais a OCDE sugere uma redução no apoio aos desempregados e ainda um corte nas deduções e benefícios fiscais. Venha tudo isso, e nada de cortes do lado da despesa. Quando ficarmos despidos, aí se verá.

P.S. - A encomenda do Governo de José Sócrates à OCDE - de vir apoiar um futuro aumento de impostos - é lastimável. Ilustra bem a desorientação deste Executivo, em desespero. Insisto: cortes na despesa nem uma palavra. Já nem comento a crítica do secretário-geral da OCDE, também ela encomendada, ao maior líder da oposição sobre a necessidade de consens…

Açores - «o celeiro da ilha»

Há memórias e tradições que é preciso não esquecer. Outrora, não foi apenas o Alentejo o «celeiro do país». Nos Açores, também havia um «celeiro da ilha». Para ler aqui.

O pessimismo nacional

Não é surpresa. Mas aí está a sondagem a comprovar a realidade. A maioria dos portugueses continua com baixas expectativas quanto à sua situação financeira pessoal e familiar bem como ao estado da economia do País. Segundo os resultados de uma sondagem realizada pela Marktest para o Diário Económico e TSF, mais de metade dos 804 inquiridos acredita que o País estará pior daqui a um ano. Economistas e politólogos consideram que tendência vai agravar-se até ao final do ano, em antecipação às novas medidas de austeridade. Resta saber até quando a situação durará.

A lucidez que ainda é presente

«A primeira iniciativa para rever a Constituição da República Portuguesa, na altura escrita e aprovada de fresco, foi da autoria de Francisco Sá Carneiro e continha um item memorável. Rezava mais ou menos assim: Portugal aceita os limites à sua soberania decorrentes da integração europeia. Isto de um país aceitar voluntariamente e por sua iniciativa limites à própria soberania seria coisa para arrepiar qualquer patriota. Mas a verdade é que as pátrias dos conservadores - sejam eles de que colorações forem - já não são o que eram. As pátrias passaram a ter o símbolo do mercado e a cor do dinheiro. De maneira que a soberania, a independência nacional, e coisas desse quilate, jazem numa espécie de vala comum dos valores, nas traseiras do Panteão Nacional. E estamos neste pé em matéria de democracia: os portugueses elegem um Parlamento, que escolhe um Governo, e depois vem de lá o inspector e decide. Isto dito porque, como assinalam as gazetas, está lá fora o inspector. Não, não…

A «visão de futuro» que Portugal não tem

O Presidente da República defendeu no fim-de-semana que Portugal precisa de «ideias com visão de futuro». Cavaco anda iludido com estes apelos...ainda não percebeu que, ou este País dá o salto, ou com a desgraça que vai por aí, não há «visão de futuro» que resista.

Os malefícios do Facebook

É um dos sintomas mais perigosos do Facebook: o FarmVille. Uma reportagem no Jornal da Noite da SIC de hoje, domingo, informa-nos que todas as semanas, quatro milhões de pessoas aderem a esta «horta» virtual. Há muito que reflicto sobre os malefícios do FB. Há muito que penso em acabar com a minha página nesta rede social. A partir do momento em que uma rede social se torna num «fait divers» e não num debate social, para mim pouco mais resta. Hoje, o FB tornou-se num entrave à produtividade, não é mais que um lugar banal onde não devia interessar as vidas privadas mas sim o pensar sobre o mal público. Onde os jogos e a distracção são mais imperativas que outros valores simbólicos. Em suma, uma tristeza.
P.S. - O FarmVille obriga as pessoas a pararem o trabalho, o jantar, o estar com os filhos para tratar da alegada «horta». Gente urbana, que é anti-provinciana, passa horas num lazer que, mesmo respeitando-o, me faz muita confusão. Triste sociedade esta que caiu nas garras de tudo e nad…

Mãe

«Em geral, as mães, mais que amar os filhos, amam-se nos filhos». Friedrich Nietzsche

A birra cosmética

A birra entre o Primeiro-Ministro e o líder da oposição é algo que tem dominado a actualidade dos últimos dias. Gostava apenas de relembrar àqueles que estão a dar a importância que o caso não tem - e falo para a comunicação social - que estamos perante uma mera operação de maquilhagem. Pedro vai dar ordem aos seus deputados para deixar passar o OE/11 e Sócrates vai ser um pau mandado de Cavaco. Por isso, sejamos mais competitivos, esforçados e façamos o nosso trabalho enquanto cidadãos, e paremos de olhar para meros «fait-divers» banais.

A oração dos inocentes

Mãe e filhos muçulmanos celebram o Ramadão na Caxemira indiana.

O momento de Passos

Pedro Passos Coelho deu hoje uma excelente resposta aos jornalistas, enviada direitinha para Nova Iorque, onde se encontra José Sócrates. Em tom irónico, lançou o repto: «Então se o senhor Primeiro-Ministro não está satisfeito com a posição do PSD (OE) que negoceie com o Bloco de Esquerda. Não se entendeu com o BE no candidato a Belém?». Louçã ainda não abriu a boca. Cheira-nos que nem a vai abrir.

Então cavalheiros, as boas maneiras?

As corajosas mulheres afegãs

Há décadas que não havia mulheres no exército afegão. Esta semana a história voltou a escrever-se: 29 cadetes afegãs receberam o diploma do exército. Foi o primeiro grupo de mulheres a terminar os seis meses de treinos físicos fora de Cabul. A NATO quer que o Afeganistão assuma o controlo da segurança do país a partir de 2014. A retirada norte-americana do território começa em 2011. Trabalho para já não falta, com a intensificação dos ataques da guerrilha talibã, até porque o movimento islamita radical é pouco favorável à integração das mulheres na vida pública. As mulheres de coragem merecem ser aqui homenageadas.

Uma parte de mim que também morrerá

É um dado mundial mas não menos surpreendente. A leitura de jornais impressos está cair em todo o Mundo há várias décadas, numa tendência que se acentuou nos últimos cinco anos e está a gerar uma procura desesperada de novos modelos de negócio. A Internet é o principal concorrente. Os maus hábitos, no caso português, também não ajudam. É um cenário triste: o jornal, tal como o conhecemos, mais dia menos dia morre. E, nesse dia, morrerá parte de mim também.

A frase

«Coração de Cavaco não palpita em função dos problemas dos portugueses». Francisco Lopes, candidato do PCP à PR.

A capa do dia

Presidenciais - sondagem dá vitória a Cavaco

A sondagem da Eurosondagem, publicada hoje pela SIC, Expresso e RR, dá a Cavaco Silva 54 por cento dos votos. Manuel Alegre, o homem da esquerda, fica apenas com 33 por cento. O Presidente ainda nem sequer é candidato e já o dão de novo na cadeira dos últimos cinco anos. A eventual crise política vem atrasar o anúncio da recandidatura. Mas, pelas sondagens, Cavaco pode estar descansado.

Um mar de tradições em Lisboa

Em Lisboa, a província está bem patente para não deixar cair no esquecimento a terra de cada um de nós que veio parar a uma capital despida de tradições. Para ler aqui.

«A economia portuguesa não aguenta mais impostos»

Mira Amaral

Será assim tão mau uma crise política?

A saga do Orçamento de Estado, as ameaças e contra-ameaças de PS e PSD podem não ajudar em nada à tranquilidade (pouca ou nenhuma) dos portugueses. A verdade é que estamos no fundo. Se olharmos para todas as áreas estruturais da sociedade portuguesa não há uma única que esteja bem: Justiça, Educação, Saúde e Economia. Qual delas respira saúde? Qual delas não está endividada e com  reformas estruturais por fazer há décadas? O défice, o buraco nas contas do Estado, agravado sempre pelas despesas incontroladas dos governos, todos eles, e tantos outros factores, têm destruído um país que nunca teve chama. Por mais bom senso e estabilidade política que seja necessária, a verdade é que, porventura, é preciso mesmo partir a corda, isto dar o estoiro total para, de uma vez por todos, Portugal reerguer-se e começar de novo. Por isso, talvez o chumbo do OE seja até a única saída para pôr termo a muita falta de sentido de Estado que por cá lavra.

Um árbitro chamado Cavaco

Bancarrota

Não nos surpreende mas hoje ficámos a saber que o risco de bancarrota continua a subir para Portugal e Irlanda. Estamos há muito tempo num túnel que, temo, não tenha bilhete de regresso nos próximos 50 anos.

Eleição surpresa

Surpresa: Portugal foi eleito para o conselho de governadores da Agência Internacional de Energia Atómica, organismo das Nações Unidas para promoção de tecnologias nucleares pacíficas. O ministro Luís Amado já veio dizer que tal eleição vai capacitar o nosso país no «crítico dossiê» nuclear e, em particular, nas discussões em torno do programa iraniano. Sabemos bem porquê, sr. ministro...Portugal teima em adiar a discussão do nuclear e isso não é bom! Aqui estou de acordo com Mira Amaral: o país devia avançar para um quadro ibérico no que respeita ao nuclear.

Não ceder é a melhor arma

Porque é um escândalo o que o MAI está a fazer com os homens e mulheres que garantem a nossa segurança, é de louvar a intransigência dos polícias que, mesmo debaixo das primeiras chuvas de Outono, continuam acampados à porta de Rui Pereira. Não cedem perante promessas que, sabem, são apenas para desmobilizar.

O melhor fótografo da Europa é português

Fotos: André Boto.